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BURGUESIA

industrial da Lombardia e pretendia se fixar no centro de Milão para se integrar à sociedade. No tempo, elas eram donas das famosas máquinas de costura Necchi e produziam ferro. Para tal, deveriam criar um símbolo de status. Decidiram por uma casa totalmente fora dos padrões. Uma morada futurista. Convidaram o renomado arquiteto Piero Portaluppi, cujo estilo extravagante pendia pela inovação. A obra começou em 1932 e seguiu até 1935. As Necchi foram claras com Piero: não havia orçamento. Ele poderia gastar o que quisesse desde que

eles se sobressaíssem. Foi o que aconteceu. Dinheiro chama gente. E os Necchi Campiglio souberam fazer o seu papel. O trio promoveu muitas festas, recebeu inúmeros convidados. De artistas modernistas a reis. Como sonhavam, tornaram-se a locomotiva de Milão. Todos se impressionavam com a construção, cujos móveis eram assinados pelo próprio arquiteto que dava fim ao estilo burguês da época. Havia interfone, telefone, elevador. E até a piscina, a primeira da cidade dentro de uma propriedade privada, era aquecida. Logo, quem não queria ser amigo dos Necchi Campiglio? Sem contar as dependências da casa, dividida em quatro andares, cercados por imensos janelões. No subsolo fica a cozinha e não é aberta para visitas. No térreo, hall, biblioteca, escritório, salas de estar, jantar e a copa que é o sonho de qualquer dona de casa. E a varanda, incrivelmente aconchegante. Piero fez com que todos os ambientes fossem integrados, de modo que era possível saber o que acontecia em cada um deles apenas com o olhar. No andar superior, um largo corredor cercado de suntuosos armários leva aos amplos quartos:

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