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Como foi? Ele me procurou, me pedindo para o ajudar a salvar toda a situação. (OHQ¥RWLQKDPXLWDRULHQWD©¥RŵQDQFHLUD" Nenhuma. Ele achava que a arte não deveria se apegar ao dinheiro, não é isso? Claro. Ele dizia que se o artista se preocupa em fazer dinheiro, então ele certamente não é um artista. Você era jovem? Eu tinha 30 anos. Para mim, aquele chamado era um sonho. Havia anos que eu aguardava ansioso o momento de voltar e fazer parte de todo o seu universo. Eu o amava muito. 4XDQGRYRF¬LGHQWLŵFRXRVSUREOHPDVHSUHSDURXD reestruturação, qual foi a postura frente ao seu pai? Havia muitas dificuldades. A parte boa desse processo foi ele se tornar menos egocêntrico. Ele estava tão frustrado com toda a situação... Só havia permanecido dois empregados, eles brigavam com meu pai todos os dias e eu não podia perdê-los. Eles eram peças importantes no processo? Fundamentais. Eu tinha que aprender a parte criativa e operacional do ateliê. Um deles era um senhor que trabalhava há muitos anos com meu pai e que a família o mandaria para um asilo. Eu o mantive conosco. Meu pai morreu e ele ainda estava lá. E o outro era um senegalês, recém-chegado. Nós três juntos organizamos a produção. Foram eles que te ensinaram as técnicas? Todas as técnicas. Esse homem do Senegal, hoje, é chefe da produção. Está conosco há 25 anos. É muito esperto. Então foi depois dessa fase que o senhor conseguiu LQLFLDURSURFHVVRGHFDWDORJDUDREUDGHVHXSDLH montar o seu acervo? Sim, daí surgiu o grande livro, The Complete Universe. É como um catálogo. Agora estamos pensando em fazer um mais preciso. Não é fácil. Mas tentaremos.

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