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ação ivulg Master Chef - Band/D

TELEVISÃO Ao lado dos chefs Erick Jaquin e Paola Carosella, Fogaça é um dos jurados do programa exibido às terças-feiras, na Band. Considerado o “casca grossa” do trio, o chef não deixa passar nada. “Sou rigoroso com os participantes da competição, assim como sou com meus colaboradores nos meus restaurantes. Sem em 2013 e aceitou sem pensar duas vezes. Há poucos dias, estreou no reality show Rolê de Chef, no canal pago TLC. A série tem oito episódios-cápsula, de cinco minutos cada. Neles, o chef visita restaurantes e bares alternativos em São Paulo, todos comandados por

RAPIDINHAS COM FOGAÇA • • • • • • • • • •

Nas horas livres... ando de moto Almoço de domingo tem que ter... bife, arroz e feijão Sonho realizado... a criação do projeto Chefs Especiais Não admite... valores exorbitantes num cardápio Brasília... infelizmente não conheço como gostaria Uma memória gustativa... o bife à milanesa da minha avó Alex Atala... um mestre Número de tatuagens pelo corpo... não faço ideia Para manter o físico... pratico muay thai e musculação É fã de ... AC/DC e Iron Maiden

Henrique movimentou a gastronomia de rua com a criação da feira O Mercado, em 2012, em parceria com Checho Gonzales.  O evento reunia barraquinhas de restaurantes de chefs renomados, como Alex Atala, que vendia pratos a preços mais baixos que os oferecidos no cardápio tradicional de seus restaurantes. “Decidi não realizar mais esse tipo de evento porque desgastou. Muita gente começou a fazer sem respeitar a ideia de vender a comida a um preço acessível. Em breve, crio outra novidade para os outros copiarem”, diz sem papas na língua.

EU, COZINHEIRO? O chef não tem medo da rua. Para quem não sabe, foi lá que ele começou sua carreira. Vendendo hambúrgueres em uma Kombi. Inclusive, pode ser considerado um dos precursores dessa onda de foodtrucks que invadiu o Brasil. Seu equipamento era basicamente uma mesa de inox. Seu ponto de trabalho era a Rua Augusta. O nome? Rei das Ruas. Logo criou um cardápio. “Tinha carne louca, calabresa louca, purê de batata e vinagrete, que eu fazia

juntos. Ele participou do processo de escolha de cada um dos locais.

em casa todos os dias”, relembra. No staff, um funcionário para a chapa e uma administradora. Foram sete meses de sucesso, até os integrantes da sua equipe brigarem. Neste momento, decidiu começar tudo de novo. Só que dessa vez, sozinho. Mudou de hambúrguer para sanduíche de baguete, de vários sabores. Ia de porta em porta vendendo seu produto. Locadoras de filme, lan house, escritórios. Da sua avó, quem lhe dava dicas de como cozinhar, reproduzia o bolo de laranja e a mousse de chocolate. Em paralelo a isso, começou a cursar Gastronomia. Abriu mão do emprego como bancário para seguir uma nova carreira profissional, a de cozinheiro. Já em seu novo curso, Fogaça precisava estagiar em algum lugar e rapidamente conseguiu uma vaga no premiado restaurante de Alex Atala, o D.O.M. Não ficou muito tempo por lá, começou no Namesa vinte dias depois. Em seguida, conheceu o fotógrafo Eduardo Brandão, dono da Galeria Vermelho, um espaço de arte contemporânea. O empresário estava em busca de alguém para tocar um café localizado dentro de seu galpão. E Fogaça foi o escolhido. Não demorou para deixar o espaço com sua identidade. Batizou de Sal Gastronomia e sobre a escolha do nome é enfático “sal é um elemento indispensável na cozinha”. O café cresceu e se tornou um restaurante. Hoje, reconhecido como um dos melhores de São Paulo. É preciso ter paciência, pois a fila é grande e o espaço tem poucas mesas. Além de seus bares e do restaurante, o chef possui cervejas com seu nome, assina um molho de pimenta e lançou uma marca de roupas inspirada em suas aventuras com as panelas.

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