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ARTE POR TODO LADO Porto de Galinhas é uma vila cercada de arte. É possível encontrar artistas pintando dos postes às placas de sinalização. Eles têm uma cooperativa de artesãos e uma feira de artesanato, tudo muito bem organizados. Como é de se esperar, existe a opção de passeios mais culturais, como a visita até o ateliê portas abertas do artista conhecido como Carcará. Uma espécie de Franz Krajcberg local. Foi ele quem primeiro teve a ideia de fazer as já famosas galinhas com os coqueiros derrubados que agora adornam a Vila.  O ateliê tem peças que valem a pena e podem ser compradas ali mesmo. Confesso que o quadro que mais me atraiu foi o que representava músicos tocando algo que, devido ao barulho das nossas conversas, não consegui distinguir. Parecia jazz sobre um azul Yves Klein. Ele não estava à venda, ainda bem. Da arte à ecologia, um bom passeio é a visita ao museu da ONG Ecoassociados, que desenvolve projetos de conservação das tartarugas-marinhas, baobá e recifes de corais no município de Ipojuca, onde Porto de Galinhas se encontra.  O museu é simples, mas o mais interessante é ver o brilho nos olhos de quem lá trabalha, ao explicar o sentido da preservação. Nos dá uma sensação de que nem tudo está perdido. Na verdade, nesse ponto de preservação ecológica, me pareceu que o município está muito à frente do resto do Brasil. E foi assim, com muito sol e diversão, que finalmente cheguei bronzeado ao meu último dia, em que deixei para

mencionar que de tudo o que vi e vivi irei lembrar-me do cheiro do mar, da explosão de cores, das delícias da cozinha local, mas, acima de tudo, da gentileza. A gentileza com que fui tratado pelas pessoas locais, funcionários do hotel, guia e motorista, sempre solícitos e prestativos.  Não posso deixar de mencionar que, durante o meu check-out, senti um súbito mal-estar, talvez devido ao calor ou à queda de pressão. Só sei que depois de tudo feito e ao ver a minha cara de quem estava precisando urgentemente sentar, a recepcionista me apareceu com um cartão em meu nome para que eu tivesse acesso à sala VIP do aeroporto.  Obviamente, perdi o cartão pelo caminho, mas e daí? Talvez a sala VIP nem fosse assim muito VIP, mas a gentileza e atenção a mim dispensadas me tornaram imediatamente VIP. Porque a gentileza lá em Porto de Galinhas não se vende como capinha de celular, não se aluga como passeio de  buggy  ou jangada, lá eles simplesmente são gentis de graça. Prometo voltar. Serviço www.portodegalinhas.org.br *O repórter viajou a convite do Porto de Galinhas Convention & Visitors Bureau e da Azul Viagens, com apoio da Associação de Hotéis de Porto de Galinhas, Summerville Beach Resort e da GTA – Global Travel Assistance

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