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MUSICALIDADE NA PONTA DO LÁPIS Tudo parecia brincadeira para Paulo Amaro, que começou a desenhar quando ainda criança. Aos 13, enchia a biscuit e venmochila com peças de biscuit e dia para os colegas da escola. Aos 16, a diretora de uma escola de Brasília se encantou pelo trabalho de Amaro e, um mês depois, ele já estava dando aulas de Desenho. Resolveu, então, dedicar-se ao seu dom. Formou-se em Artes Visuais, pela Faculdade Dulcina de Moraes, e nunca mais parou. “A maioria dos meus clientes compra ilustrações com a finalidade de decoração. Há seis meses conheci o universo da tatuagem e também tenho explorado essa linguagem”. Paulo Amaro arriscou tudo, largou o emprego fixo e, hoje, dedica-se exclusivamente à própria produção. “Faço meus horários, decido a minha rotina e amo produzir de madrugada”, revela. Tem desenho e pinturas com lápis de cor como a for-ma favorita de expressão. A música é a sua principal inspiração e seus trabalhos incluem a ilustração de trilhas sonoras e trechos que, de alguma forma, marcaram a sua vida. “Amo quando alguém vê a ilustração, identifica a música, e se apaixona pelo trabalho com a mesma intensidade com a qual me apaixonei”. Como inspiração, o cantor Paulinho Moska está entre os principais. “Minha arte acaba se comunicando com as produções dele”. Para criar sua marca registrada, um pequeno esparadrapo no rosto. Usou a primeira vez aos 15 anos para tampar

uma espinha e ficou. “Eu gosto porque desperta a criatividade das pessoas. Sempre vem com uma história diferente, um tratamento, um problema na pele”, conta. Hoje, o esparadrapo é uma forma de assinatura, em que ele literalmente assina obras com ela. “É como as sobrancelhas de Frida Kahlo ou o bigode de Dali. Isso constrói a identidade”, conclui. Instagram: @opauloamaro

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Revista GPS Brasília 14  
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