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TRAÇOS DE BRASÍLIA Aos 43 anos, o brasiliense Rodrigo Figueira Nardotto costuma dizer que é artista desde menino, mas, só depois de adulto, “permitiu ao menino ser artista”. Apaixonado pela Capital Federal possui séries encantadoras sobre a beleza de Brasília, como os ipês e o céu azul da cidade. “Adoro a luz de Brasília. Nasci e fui criado aqui, debaixo desse céu magnífico, que chega a compensar a falta do mar”, afirma encantado.  Nardotto quase se formou em Geografia pela Universidade de Brasília (UnB), mas foi no curso de Publicidade, no Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), que ele descobriu o seu verdadeiro potencial. Já a formação artística inclui aprendizado com artistas renomados, tais como,  Déia Francisquetti, Sheila Tapajós, Sonnia Guerra, Bianchetti, Lourenço de Bem e Leandro Giordano. “Procuro sempre a cor. Consigo trazer forma

pelo uso das cores. A linha é secundária para mim, sem desmerecê-la, é claro”. Com quase dez anos no mercado, o ilustrador acredita que a fase de marginalização do artista já passou e o segmento vive um momento de ascensão. “Está acontecendo uma revolução, uma explosão de artistas-ilustradores de alto gabarito e criatividade. Os últimos cinco anos foram de crescimento exponencial. Somos o terceiro mercado de consumo do Brasil, então a expectativa e as perspectivas são positivas quanto ao crescimento”, avalia. Com a rotina pesada em seu ateliê, Nardotto afirma, no entanto, que existe uma inversão de valores sobre o trabalho do artista. “As pessoas consomem arte e acham que estão fazendo um favor ao artista, quando é exatamente o contrário: “a arte salva as pessoas das suas próprias vidas”, já disseram Nietzsche e Pablo Picasso”, engrandece o profissional que possui planos de estudar História da Arte na Europa já no ano que vem. Facebook: /AtelieRodrigoNardotto

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Revista GPS Brasília 14  
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