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TÉCNICA, DESIGN E TECNOLOGIA AMPLIAM O UNIVERSO DE ILUSTRADORES BRASILIENSES, QUE COMEÇAM A CONSOLIDAR SEUS DESENHOS E A GANHAR RECONHECIMENTO DO MERCADO, COMO ARTE ACESSÍVEL E DECORATIVA POR RAFAELLA FELICIANO « FOTOS CELSO JUNIOR

uma folha qualquer eu desenho um sol amarelo…”, mas nem sempre com cinco ou seis retas pode ser possível fazer um castelo. É verdade que se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel, num instante um artista é capaz de imaginar um universo lírico de imagens, tais quais as musicadas por Toquinho ao compor Aquarela. Ao lado de Vinícius de Moraes, ambos compuseram uma obra-prima da Bossa Nova. É possível que eles tenham tocado o coração de artistas atuais. Por que não? Na letra, qualquer traço riscado naquele papel branco se transformaria em algo encantador, como num passe de mágica. Difícil não se emocionar. Mais ainda não usar o enredo para dar sentido à vida.  Tal qual a história de cinco artistas brasilienses. Toys Daniel, Mikael Guedes, Rodrigo Nardotto, Rafael Hildebrand e Paulo Amaro, com um simples compasso e num círculo, fizeram da arte o seu mundo. E descobriram que, ali logo em frente, o futuro estaria. Em aeronaves que eles tentam pilotar, driblando o desafio de viver para ilustrar. A música data os anos 80, mas a prática do desenhar para se comunicar não parou de evoluir desde a antiguidade e seus precursores, os egípcios. Na idade média, os já credenciados como artistas passaram a ser chamados de iluminadores. Eles embelezavam os manuscritos. Com a popularização desses profissionais, eles se transformaram em ilustradores.  A história se encarrega de sequenciar seus ícones. De Leonardo Da Vinci a Norman Rockwell, ou, recentemente, Alan Lee, de  O Senhor dos Anéis. No Brasil, Nina Pandolfo é famosa por suas delicadas bonecas de olhar de expressivo. Atualmente, técnica, design e tecnologia vêm se agrupando ao talento de tantos. O trabalho do ilustrador evolui a cada dia. Não está apenas em jornais e livros como outrora. Videogames, cenários de cinema, animação compõem as possibilidades. O que o diferencia dos demais colegas de trabalho? A sua obra não é criada para museus ou galerias somente, e, sim, para a comunicação de massa. São inúmeras as vertentes de atuação. Além do mercado editorial e publicitário, há as histórias em quadrinhos (HQ). Tem também a ilustração científica e o segmento de animação, cinema e games, story-board e shooting-board, concept art. Sem esquecer os clássicos xilogravuras, nanquim e litogravura. GPSBrasília « 51

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Revista GPS Brasília 14