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tantas oportunidades e experiências que tive, acabei transformando um hobby de infância na minha profissão. A fotografia chegou numa noite de Natal, junto com uma Kodak Instamatic 33. Aos doze anos, começamos uma relação divertida e duradoura. Por quatro décadas estamos juntos. Com ela pude conhecer e viver mundo afora. Meio nômade, fui seguindo roteiros que surgiam, sempre em busca de novos destinos e fugindo sempre dos atalhos. Em 2009, minha capacidade de renovação foi testada. Depois de um ano profícuo em Toronto, durante uma viagem ao Brasil tive alguns problemas de saúde. Em três meses, perdi parte dos movimentos, vinte quilos e a fini-

tude se apresentou cheia de pompa. Em dezembro, recebi o diagnóstico de uma doença autoimune degenerativa e de um câncer com metástases no mediastino. O que se seguiu foi o esperado: cirurgia, UTI, quimioterapia, radioterapia, quimioterapia... Minha vida foi girando, girando, girando e um ano depois o circulo estava completo. Um sentimento imenso de gratidão tomou conta de mim. Não foi fácil e não gostaria de falar sobre essa parte, mas a certeza que tudo passa é o que importa. Não existe nada que seja eterno. Coisas que gostamos e coisas complicadas vêm e vão. Ninguém é mais coitadinho ou felizardo, nosso caminhar é único e somente nosso, cabe a nós

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Revista GPS Brasília 14