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EDITORIAL

Paula Santana

Rafael Badra Guilherme Siqueira

RECOMEÇAR É PRECISO

A

cada edição fico mais convicta de que esta revista tem vida própria. Nós que a concebemos somos meros operadores de sua vontade. Como se ela soubesse o que é melhor para si mesma naquele momento. Pode parecer maluquice, mas, desta vez, o seu início, ou seja, a comissão de frente de tudo o que vem nas páginas a seguir, surgiu horas antes desse editorial ser escrito. Coisas do jornalismo. Sempre priorizamos começar por um tema relevante sobre nossa cidade. Tínhamos duas belas pautas nas mãos, mas nada que fosse tão contundente quanto as imagens de Nick Elmoor, fotógrafo que desviou seu olhar estético sobre Brasília ao se ver fisicamente debilitado. De sua doença, surgiram ângulos da Capital absolutamente densos e repletos de sobriedade – a nossa Brasília preta, cinza e branca, sem cor. Fomos impactados pelas fotos de Nick, pois quem aqui vive, vem sendo vitimado por esse desbotamento na alma diante de tantos sobressaltos provocados por nossa situação política e econômica. Obra fotográfica difícil de sentir, linda de ver. Daí, diante desses percalços, sentimos necessidade de saber tudo, ou mais, algo que nos aquiete, sem que percamos a lucidez dos fatos. Assim surgiu a vontade de vivenciar um pouco a rotina da UnB. Como os alunos pensadores, que conduzirão nossa Capital em alguns anos, usufruem de uma das mais relevantes universidades da América Latina. São cenas suspirantemente jovens. Falando em UnB, não podemos deixar de contar a história

de Hugo Rodas, um genial dramaturgo que optou por viver lá dentro, montando espetáculos fabulosos e formando atores expressivos. Mas a alegria, a alegria vem do Rio de Janeiro. Foi lá onde fomos buscar fôlego com imagens de Bento Viana e a cidade maravilhosa vista de cima; também a moda, que mostra o seu valor com o movimento Rio Moda Rio; e ainda a ginga de Carlinhos de Jesus, um dos coreógrafos da Olimpíada Rio 2016.  Nesse humor, a nossa capa traz a mais empoderada carioca do País e embaixadora das Paralimpíadas. É Cleo Pires, que vive excelente fase pessoal, e cultiva um enorme apreço pelo Cerrado, local onde passa parte de seu tempo de descanso. Como Pirenópolis, a cidade na qual a atriz tem paixão, e que está estampada nas nossas páginas de turismo. E mais… estivemos com inúmeros artistas e os novos caminhos da arte contemporânea. Conhecemos o cearense Airton Queiroz, o maior colecionador de arte do País. E vamos falar de coisa séria? Então dá uma lida na conversa que tivemos com Juliano Costa Couto, presidente da OAB-DF. No mais, enquanto aguardamos dias melhores, nos recarregamos a cada dia do lindo céu de Brasília, que abraça ipês e flamboyants, fazendo-nos ter certeza de que viver aqui vale a pena.

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Revista GPS Brasília 14  
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