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Sabor

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Mix de folhas e queijo de cabra, do restaurante Roberta Sudbrack, no Rio de Janeiro

esse exotismo. Ele levou ingredientes nativos para fora do país, como jambu, a erva que causa uma dormência na língua”, diz o professor. Os ingredientes brasileiros serviram como inspiração para grandes chefs internacionais. “Como Claude Troisgros e família, que vieram ao Brasil para trabalhar com nossas especiarias”, conta Lelis. A cozinha brasileira tem como expoente também o espanhol Fernán Adriá, que foi eleito o melhor chef

do mundo, trabalhando com nossos ingredientes. E o francês Philippe Remondeau, que comanda o restaurante Chez Philippe, em Porto Alegre. Philippe serve pratos da cozinha francesa com sotaque brasileiro. A culinária francesa aliada a ingredientes brasileiros virou livro assinado pelo próprio chef, a obra Voilà, Brasil. Essa sofisticação crescente da gastronomia brasileira também gera um novo comportamento do consumi-

dor. Marcos Lelis adverte que o próprio brasileiro não quer mais simplicidade. Saboreia as releituras chiques de pratos típicos. “O cliente exige estudo, técnica e pesquisa no prato que come. Não é simplesmente jogar tudo na panela. Tem que ter uma série de harmonia”, afirma. Em Brasília, três importantes restaurantes representaram essa valorização de ingredientes brasileiros: o Versão Tupiniquim, da chef Fabiana Pinheiro; Restauran-

te Aquavit, do chef dinamarquês Simon LauCederholm; e Ares do Brasil, do chef Luiz Trigo. No Rio de Janeiro, destacam-se o Meza Bar, do chef paulistano Fabio Battistella; e o da chef Roberta Sudbrack, de nome homônimo. Já na capital paulista, o restaurante Dalva e Dito, do chef Alex Atala; o Mocotó, do paulistano Rodrigo Oliveira; Restaurante Epice, do chef Alberto Landgraf; e Maní, do casal Helena Rizzo e Daniel Redondo. Escolha o seu e saboreie.


Revista GPS Brasilia 4