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O lustre da Igreja Dom Bosco é composto por nove mil copos de vidro e sua limpeza é feita por voluntários a cada dois anos

Azul como o céu Das linhas curvas, para o traço reto. A cada momento do dia, o interior do Santuário Dom Bosco, na 702 Sul, tem uma cor diferente. Os vitrais em 12 tonalidades de azul filtram a luminosidade e mudam a claridade no interior da igreja. O tom azul transmite calma e a sensação é de anoitecer sob céu estrelado. Nos quatro cantos da igreja, uma coluna com vitrais rosa. Criados para dar charme ao santuário. Foram

projetados por Cláudio Naves e fabricados pelo artista belga Hubert Van Doorne, em São Paulo. A igreja é quadrada. Tem 40m x 40m e 80 colunas de 16 metros de altura. Uma das maiores de Brasília, com capacidade para 1.200 pessoas, e parada obrigatória para turistas. À noite, a igreja é iluminada por um único lustre. E que lustre. É grandioso, chama atenção do visitante até

mesmo quando apagado. Ele tem 3,5 metros de altura e 5 metros de diâmetro. São 435 lâmpadas em nove mil copos de vidro. Pesa 2,5 toneladas e é suspenso por seis cabos de aço. Uma verdadeira obra de arte do arquiteto Alvimar Moreira. Ele é aceso todos os dias das 17h30 às 20h. Durante o dia, só é ligado quando algum visitante pede, ao custo de R$ 10 por vez. A manutenção do lustre dá trabalho. A cada três

meses, o fundo é retirado e lâmpadas são substituídas. A cada dois anos, ele é desmontado para lavar, um processo que demora cerca de uma semana, já que os milhares de copos de vidro são retirados e lavados um a um por voluntários. Projetado pelo arquiteto mineiro Carlos Alberto Naves e inaugurado em 23 de maio de 1970, o santuário foi construído em homenagem ao padroeiro de Brasí-


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