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Majestosa As colunas curvas da Catedral Metropolitana de Brasília intrigam e despertam curiosidade. Há quem diga que parece uma coroa de flores, ou duas mãos unidas. “Projetei-a circular, com colunas curvas, que se elevam para o céu, como um gesto de reclamo e comunicação”, disse, na época, o arquiteto Oscar Niemeyer. Apesar de ser o primeiro projeto para a nova capital,

quando Brasília foi inaugurada, em 1960, a Catedral era apenas a estrutura circular de 70 metros de diâmetro e as 16 colunas. Ela foi concluída somente em 31 de maio de 1970. A igreja compõe um imponente cartão postal com a torre chamada campanário. Nela, há quatro grandes sinos, doados pela Espanha, que tocam diariamente às 6h, às 12h e às 18h. Ainda, do lado de fora, há a cúpula do

batistério, em formato oval, que abriga a capela onde são realizados os batizados. À noite, a Catedral iluminada se reflete no espelho d´água e impressiona com seus 12 metros de largura. Na entrada, quatro esculturas de Alfredo Ceschiatti, com três metros de altura, representam os evangelistas João, Lucas, Marcos e Mateus. Um corredor escuro leva até o interior da igre-

ja, que é absolutamente claro por causa da luminosidade que penetra pelos vitrais. “Eu criei uma galeria escura de modo que, quando a pessoa chegar à nave, tem um contraste de luz: olha e vê até os espaços infinitos”, explicava Niemeyer. O desenho dos vitrais azuis, verdes, brancos e transparentes é criação da artista Mariana Peretti. Foram confeccionados com

Revista GPS Brasilia 4  

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