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Por Marina Macêdo Foto José Pedro Monteiro

E

la circula com desenvoltura no meio artístico. Cantora, diretora e atriz, a portuguesa Maria de Medeiros frequenta o universo das artes desde pequena. Filha do maestro Antônio Vitorino de Almeida e da jornalista Maria Armanda de Saint-Maurice Ferreira Esteves, nasceu em Portugal e estudou teatro em Paris. Com carreira internacional, Maria é fluente em seis

idiomas. A atriz, que atuou em importantes filmes de Hollywood, soma mais de 50 papéis no cinema. Entre eles, o de Anaïs Nin, no filme Henry e June, de Philip Kaufman. E a personagem Fabienne, no longa-metragem Pulp Fiction, de Quentin Tarantino. Além de dezenas de trabalhos na televisão e no teatro. Quando o assunto é música, Maria tem em sua disco-

grafia os álbuns A Little More Bleu, lançado em 2007, com canções de músicos brasileiros, Penínsulas & Continentes, de 2010, e o trabalho mais recente, intitulado Pássaros Eternos. Por trás das câmeras, como diretora, ganham destaque os filmes Sévérine C. (1987), Fragmento II (1988), Capitães de Abril (2000), Je t’aime moi non plus (2004), Mathilde au Matin (2004)

e Bem-vindo a São Paulo (2004). Em 2008, Maria chegou a ser nomeada artista da Unesco para a Paz, a primeira portuguesa a assumir o papel. Durante passagem por Brasília – atuando na peça Aos Nossos Filhos, de Laura Castro, e na abertura de Mondo Tarantino, ambas no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília –, a atriz conversou com a revista GPS|Brasília.

A atriz em ação nos filmes Henry e June, Pulp Fiction e Viagem a Portugal

Desde pequena você circulou no universo das artes. Acredita que isso tenha influenciado na decisão da sua carreira? Penso que isso teve uma grande influência. Dificilmente teria escolhido um trabalho que fosse estar por trás de uma mesa de escritório. Mas ao mesmo tempo, acredito que minha carreira foi cheia de surpresas. Todos

pensavam que eu faria artes plásticas, pois eu vivia desenhando. Mas foi um grande diretor português, o João César Monteiro, que definiu que eu seria protagonista do filme dele. Aos 15 anos, entrei no cinema. Até hoje tenho grandes companheiros que conheci nessa época. Foi um filme que marcou uma virada. Minha carreira é repleta de encontros e surpresas.

Todo mundo ressalta que você atuou em Pulp Fiction, de Quentin Tarantino. Esse foi o trabalho que mudou sua vida? Ou houve outros? Fico feliz com essa pergunta. É claro que eu adorei fazer Pulp Fiction. Afinal, filmes americanos têm maior distribuição, o trabalho acaba sendo mais visto. Mas há filmes de que tenho orgulho. Como Henry e June (1990), de

Philip Kaufman, em que fiz o papel de Anaïs Nin. Outro que merece destaque é o filme Três Irmãos, de Teresa Villaverde. Com esse filme tive o prêmio de melhor atriz no Festival de Veneza. E outros. Você trabalha como atriz, cantora e até diretora. Qual você gosta mais? Não gosto de escolher. Me encanta poder passar de

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