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NATURAL

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ENERGIA PURA Pure energy AÇAÍ, O FRUTO ADORADO PELOS NORTE-AMERICANOS QUE VIVEM NO LITORAL É O NOVO INVESTIMENTO DO EMPRESÁRIO RAFAEL VAZ. COM A NATIVE BERRIES, ELE QUER DOMINAR FLÓRIDA E CALIFÓRNIA BY RAQUEL JONES Açaí berry, a fruit loved by Americans who live by the sea, is the new investment of businessman Rafael Vaz. He plans to take over Florida and California with his new company, Native Berries

A

o norte de Belém do Pará nasce de uma palmeira um fruto curioso que de uns tempos para cá tornou-se muito popular: o açaí. O pomo que lembra uma blueberry de cor roxa é praticamente 100% brasileiro. E 90% da fruta é produzida na capital do Pará, onde o terroir da região propicia o sabor apetitoso. Apesar da origem brasileira, o mercado dos Estados Unidos está entre os maiores consumidores de açaí no mundo. Há cerca de 18 anos, três gringos introduziram o produto por lá. Tudo que contém açaí passou a ser chamativo. Hoje, existe de açaí em pó a xampu e medicamento com a fruta. Herdeiro de um dos grupos laboratoriais mais conhecidos do Brasil, o Sabin, Rafael Vaz, de 28 anos, vivia em Miami quando recebeu a proposta de ser o sócio-investidor do Native Berries, recém-chegado nas prateleiras de mercados da Califórnia e da Flórida. “Meu primo me apresentou o projeto elaborado por um espanhol que queria levar o açaí para o exterior, em parceria com um consultor. Abracei a ideia”, conta Vaz, que tem como sócios Javier Salvador, Marcelo Vaz e Isaac Benchimol. Para viabilizar o produto, eles foram até o Pará conhecer as cerca de 50 famílias que fazem a colheita e vendem para associações. Os sócios negociam com seis delas. Para evitar perda da qualidade do produto, eles adquiriram uma fábrica de médio porte em Belém para o processamento, onde a fruta é batida e a casca da semente é descartada. Em seguida, é pasteurizada, eliminando assim qualquer perigo de mosquito. “De 18 quilos do fruto, a gente consegue produzir 12 quilos de polpa”, revela. O grupo investiu em uma assessoria de branding, a paulista Ponto Criativo, para a criação da marca, para fazer uma conexão emocional, fazer sentir o espírito da Amazônia. O mascote da marca é a Ararajuba, uma arara em extinção, de cor amarela que se alimenta do fruto. Existem cerca de duas mil aves. A ideia é que parte dos lucros seja destinada a pesquisas e ações de preservação da espécie. A estreia da Native Barries na principal feira de orgânicos dos

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Revista GPS Miami 02  
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