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De acordo com o mestre e doutor em economia da Universidade de Brasília, Vander Mendes, a cidade terá fluxo comercial benéfico. “Os preços tendem a diminuir. Como o fluxo de embarcações será maior, mais produtos virão e o custo do transporte deles cairá”, explica. As mudanças serão sentidas diretamente no cotidiano da cidade. “A quantidade de pessoas chegando no porto, deixando e levando produtos, gerará um mercado consumidor maior ainda, que vai exigir mais pessoas no comércio e nas ruas da cidade”, diz Vander. Ou seja, a dinâmica comercial em Miami vai crescer ainda mais. Segundo o Diretor e CEO do Porto, Juan M. Kuryla, Miami está preparada. “A conclusão do Canal será um divisor de águas na nossa indústria, e não há outra porta mais ansiosamente esperada do que o Porto de Miami. A cidade tem o único porto da Costa Leste dos Estados Unidos ao Sul da Virgínia capaz de lidar com navios pós-Panamax. Estamos mais do que prontos”. A inauguração da expansão do Canal do Panamá está marcada para o final de junho.

DO ORIENTE Graças a maior intensidade do comércio no Porto, a 2M Alliance, companhia que une as distribuidoras Maersk Line e Mediterranean Shipping Co., anunciou o lançamento do novo serviço, o Lone Star Express, comércio entre a Ásia e o Golfo dos Estados Unidos, com uma descarga semanal no movimentado Porto de Miami. O Lone Star Express começou a circular em maio e conecta também portos da China, Panamá e Coréia do Sul. Essa ligação afeta principalmente o mercado de bens primários, como soja, matérias-primas e minérios de ferro. No entanto, os tão amados eletrônicos também vão se beneficiar com a reforma. Vindos da China, os aparelhos serão enviados em maior quantidade e por um preço mais baixo. E, apesar de não ter ligação direta com a costa brasileira, o maior número de embarcações e a queda dos preços do transporte de bens do oriente promete diminuir também os preços dos que chegam no Brasil. 38 « GPS-Miami

Novos guindastes Super-panamax conseguem mover até 22 containers de uma vez « New Super-panamax cranes can move over 22 containers at once

According to Vander Mendes, a P.h.D in economics from University of Brasilia, this new commercial flow will be good for the city. “The prices tend to decrease. As the ship flow increases, more products will come, thus dropping the cost of shipping “, he explains. The changes will affect the city directly. “The number of people arriving at the port, bringing products in and out, will expand the consuming market, which means more jobs and more people on the streets”, says Vander. In other words, Miami’s economy will thrive. According to the CEO of the port, Juan M. Kuryla, Miami is ready. “The expansion of the channel will be a turning point in our industry, and there’s no other place more prepared than the Port of Miami. The city has the only port south of Virginia that’s able to handle Post-Panamax ships. We’re more than ready”. The inauguration of the new Panama Canal is scheduled for late June.

FROM THE EAST Thanks to the greater volume of trade at the port, 2 M Alliance, the company that manages distributors like MaerskLine and MediterraneanShipping Co., announced its new service, the Lone Star Express, a new trade route between Asia and the United States, with a weekly stop at the busy Port of Miami. The Lone Star Express began circulating in May, connecting ports from China, Panama and South Korea. This new link between countries affects mainly the market of primary goods, such as soybeans, raw materials and iron ore. However, the reform will also benefit our beloved electronics. Produced in China, the electronics will be shipped in greater quantity and for a lower price. And, despite the lack of direct routes to the Brazilian coast, the increased number of ships and the price drop on consumer goods coming from Asia will also lower prices in Brazil.


Revista GPS Miami 02