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Os brasileiros espalhados pelos times americanos somam mais de 20 e incluem Kaká, Adriano, Felipe Martins, Juninho, Fred e outros que começaram carreira usando verde e amarelo. Outros nomes de peso são o inglês Gerrard, o irlandês Robbie Keane e o italiano Sebastian Giovinco, que também jogam pela MLS. Fora dos campos, o empresário brasileiro Flávio Augusto Leite nunca foi jogador, mas fundou o time Orlando City, que também joga na liga. Outro jogador que investiu na liga americana foi Ronaldo, o Fenômeno. No final de 2014, o brasileiro comprou, com seu sócio, Marcus Buaiz, uma parte do time Fort Lauderdale Strikers, que joga pela Flórida na North American Soccer League (NASL). Os detalhes da compra, como valores e ações, nunca foram revelados, mas especula-se que eles tenham comprado 10% da propriedade do Lauderdale. Apesar de todas as apostas, e desejos de torcedores, Ronaldo nunca desceu a campo. O ex-camisa 9 da Seleção Brasileira não atua desde 2011. Segundo o professor da Universidade de Brasília, especialista em gestão e marketing do esporte, Paulo Henrique Azevedo, os Estados Unidos têm feito “esporte espetáculo”, ou seja, o marketing em cima dos jogadores e das partidas é grande para enaltecer os times. “A propaganda é enorme e isso tem funcionado. O crescimento do esporte por lá está grande e promete continuar”, diz. A explicação para o crescimento do futebol também se dá pelo bom desempenho da seleção americana na Copa do Mundo de 2014, que chegou às quartas de final. O investimento feito pelo país em treinos, estrutura, propaganda e especialização fez dos EUA um dos novos países do futebol. “A dimensão que isso está tomando nas ligas americanas é muito maior que a nossa”, explica o professor. “Eles estão construindo estádios específicos. As torcidas são bem estruturadas e vão para assistir ao espetáculo, não é aquela coisa frenética que se tem no Brasil”. No entanto, apesar de todo o crescimento e propensão ao sucesso, os norte-americanos ainda não são páreo para o país do futebol, o Brasil. Segundo o especialista, o nível de desempenho dos jogadores ainda é baixo. “É possível perceber que os atletas estão fora de forma, acima ou abaixo do peso e não têm a experiência necessária para combater seleções experientes. Ainda estão muito aquém do Brasil”, explica. Quanto ao fluxo de atletas brasileiros se juntando à liga, os dois países saem ganhando. “Como as coisas estão recentes, os jogadores brasileiros vão principalmente para aprender, investir na carreira, treinar, conhecer novos formatos. Isso é normal, não acredito que vá haver um êxodo de craques para tomar conta das ligas americanas”, constata o professor.

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There are more than 20 Brazilians currently playing in American teams, including Kaka, Adriano, Felipe Martins, Juninho, Fred and others who began their career in their homeland. Other heavyweight names are Gerrard, an English player, Irishman Robbie Keane and Italian Sebastian Giovinco, which also play for the MLS. Outside the fields, Brazilian businessman Flavio Augusto Milk, who never kicked a ball around, founded the Orlando City team, which also plays in the League. Another soccer player who has invested in the American League is Ronaldo, known as the phenomenon. At the end of 2014, the former athlete, along with his partner, Marcus Buaiz, bought a share of the Fort Lauderdale Strikers, a Florida team that plays in the North American Soccer League (NASL). The details of the purchase, like values and actions, were never released to the public, but some suggest that they bought 10% of Lauderdale’s ownership. The ex-number 9 of Brazil hasn’t played since 2011. According to Paulo Henrique Azevedo, a professor at the University of Brasilia and sports marketing expert, the United States have been making what they call a “sports perfomance”, that is, the teams are investing heavily in marketing. “The marketing is huge, and it has been working. The sport is growing, and everything suggests that it’ll continue to get bigger”, he says. Another motive behind soccer’s growing popularity is the good results of the American team at the World’s Cup in 2014, when the team reached the quarterfinals. The money invested in training, structure, marketing and specialization makes the USA a new soccer-obsessed country. “The American Leagues are investing way more than ours”, explains the professor. “They’re building specific stadiums. The American ultras are well-structured, they go to the matches to actually watch the game, it’s not at all like what happens in Brazil”. However, despite all growth and potential success, Americans are still no match for the country of soccer, Brazil. According to the expert, the performance level of the players is still low. “You can see that the athletes are out of shape, overweight or underweight, and that they’re not experienced enough to face seasoned teams. They’re still way below Brazil”, he explains. As for the flow of Brazilian athletes joining the American league, he says it’s a win-win scenario. “As all this is still fairly new, Brazilian players go to America to learn, invest in their careers, meet new formats. This is completely normal, and I don’t believe there’s a migration of Brazilian star players in the works”, says the professor.

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Revista GPS Miami 02