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INSPIRAÇÃO

ra, todas as obras já haviam sido vendidas. Na galeria de concreto, os destaques foram as bonecas de látex que Nina havia produzido. “Já tivemos três exposições da Nina que abriram com todas as obras já vendidas”, ressalta Camila. Em 2011, a artista lançou seu primeiro livro intitulado Nina, pela Editora Master Books – um trabalho que reúne imagens de suas obras espalhadas pelo mundo. Um ano depois, fez sua primeira exposição individual em Londres, na galeria The Outsiders. Intitulada Feelings, a mostra teve foco na feminilidade. “Essa exposição foi marcante, pois as vendas, a divulgação da mídia e a visitação foram maiores que as minhas expectativas”, conta. Outra exposição importante na carreira de Nina foi na Suécia, no Museu de Orebro. “Trabalhei com grandes nomes internacionais do grafite feminino, como a americana Lady Punk, Mickey e Faith da África do Sul. Foi incrível”, diz. No fim do ano passado, a artista plástica promoveu sua terceira exposição individual, Serendipidade, na Galeria Leme, em São Paulo. O nome escolhido tem a ver com o termo serendipty, palavra inglesa criada pelo escritor britânico Horace Walpole, em 1754, em referência ao conto persa infantil Os Três Príncipes, de Serendip. O termo se refere às descobertas feitas, aparentemente, por acaso. Na exposição, as telas davam ideia de tridimensio-

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Fotos: Divulgação

nalidade. As abelhas fugiam das molduras e borboletas nas costas de uma das bonecas de Nina pareciam voar pela tela e virem ao seu encontro. Um dos pontos altos foi o gato gigante de pelúcia, com sete metros de comprimento, que ronronava quando recebia carinho. “Agora, ele está exposto no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo”, ressalta.

Carina, simples assim Nascida em Tupã, interior de São Paulo, Carina Arsenio, a Nina, começou sua trajetória na arte ainda pequena. “Eu já gostava de pintar e desenhar. Na pré-escola, eu sempre fazia trabalhos além do que era pedido pela professora de Artes”, conta. Aos 14 anos, decidiu fazer curso técnico em Comunicação Visual e aos 17 já trabalhava na área. Mas foi aos 24 que decidiu viver integralmente da arte. No início da carreira, Nina focava seus esforços em descobrir novas técnicas e suportes. Com o passar dos anos, amadureceu. Pre-

fere buscar materiais diferentes que possa agregar em seu trabalho e transmitir todo o sentimento e sensação que vive naquele momento. “Estou mais segura e mais madura. Acredito que meu trabalho de hoje reflete bem isso”, analisa. A artista afirma que teve dificuldades e acredita que é possível viver de arte ou de qualquer outra profissão. “É necessário saber administrar tudo. Nada é tão fácil. Nada cai do céu. Nada é simples, nem no Brasil, nem fora”. Para 2014, Pandolfo está trabalhando em novas obras, que irão para feiras de arte no País e no exterior. “Estou reorganizando minha agenda para futuras exposições e participação de projetos culturais, mas nada ainda com data marcada”. Na Capital Federal, Nina possui duas obras. Pelo mundo, inúmeras. Admite que esteve em Brasília apenas uma vez para uma pequena palestra. Sobre sua possível vinda, brinca: “como diz a música de Milton Nascimento ‘todo artista tem que ir onde o povo está’”. Para adquirir uma obra de Nina Pandolfo é necessário entrar em contato com a Galeria Leme, em São Paulo.

Serviço Nina Pandolfo www.ninapandolfo.com.br Onde encontrar: Galeria Leme Avenida Valdemar Ferreira, 130 – Butantã – São Paulo Telefone: (11) 3093-8184 E-mail: info@galerialeme.com

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