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INSPIRAÇÃO

nou acessível. As bonecas da Nina encantam”, analisa a marchand da Galeria Leme, Camila Siqueira. A pintura das bonecas é a “menina dos olhos” da artista. Com cabelos coloridos, infantis, ingênuas, sensuais e até mesmo melancólicas. Em comum, seus grandes olhos, que veem tudo que sai da imaginação de Nina. Parecem até falar com quem as observa. “Quando comecei a fazer meus primeiros desenhos, eu já tinha a característica de delinear cabeças grandes e olhos enormes. Hoje, quando fui resgatá-los e observar minhas fotos de infância, pude analisar melhor. Eu acho que tenho olhos grandes e vejo que minhas personagens têm muito de mim”, conta. A pluralidade da artista também se manifesta em suas técnicas. Trabalha em meios diversos, como pintura, escultura, desenho e instalação, e busca constantemente inovações para suas obras. Além das bonecas, fadas, vaga-lumes, flores e gatos são alguns dos elementos recorrentes em seu repertório. Para criar, Nina não precisa de muita coisa, apenas observar. “Tudo ao meu redor é uma fonte de inspiração. Tenho que estar sempre com minha mente aberta e meus olhos atentos aos pequenos detalhes. Por exemplo, um botão da roupa de uma pessoa sentada ao meu lado ou o jeito que alguém olha para um doce. Para mim, tudo é inspiração”, revela.

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Fotos: Divulgação

As bonecas possuem olhos grandes e exploram imaginação de Nina

Apesar de fazer parte da geração de artistas brasileiros que cresceu grafitando nos anos 90, a paulistana confessa que nos últimos anos têm trabalhado mais entre quatro paredes. “Estou mais focada em obras que vão para exposição e feiras de arte e acabo grafitando mais em projetos culturais do que em todos os fins de semana, como costumava fazer na adolescência”, diz. Essas exposições têm batido recorde de público. Ano passado, em São Paulo, sua mostra reuniu três mil pessoas e filas quilométricas do lado de fora. Nina conta que a aceitação do seu trabalho pelo público brasileiro é grande e que sua arte alcança ambos os sexos e todas as idades, apesar do foco feminino, infantil e sensual

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que dá em seus desenhos. “É muito legal ver toda uma família curtindo uma exposição minha”, afirma. Quando questionada se há galerias de artes suficientes para o número de artistas no mercado, Pandolfo afirma que o cenário está em constante crescimento. “Da mesma forma que surgem novas galerias, nascem novos artistas, novos colecionadores e muitos novos admiradores. É um ciclo”, analisa.

Uma das obras de Nina, O Gato, de sete metros

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