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porto, se não completamente construído, mas na maior parte pronta, antes da copa. Teremos o VLT de Cuiabá antecipado em 30 anos para conforto da população. Muitas dessas obras não serão usadas pelas delegações, ficarão para a população.

A pouco meses da copa, o brasileiro quer saber: estamos preparados? Um País com 16 mil km de fronteira, 8 mil km de litoral e com a mais competitiva agricultura do planeta não vai se atrapalhar para fazer a Copa do Mundo. A impressão que tenho é que quando o mundo e os organizadores escolheram o Brasil para sediar a Copa, já tinham expectativa de que o País estava preparado. O que precisávamos era construir os estádios e melhorar a infraestrutura, e isso nós faríamos dentro dos prazos estabelecidos. Temos muito orgulho em organizar a Copa do Mundo, mas sempre digo que o Brasil já fez coisas mais difíceis e mais importantes do que a Copa. Por exemplo, fizemos Brasília, o símbolo da arquitetura contemporânea, da ambição modernizadora do mundo, em apenas quatro anos.

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Tudo o que foi planejado, vai sair do papel? A maior parte já saiu do papel. Lembro que logo que assumi o ministério, já em novembro de 2011, eu visitei Natal e participei da instalação da primeira estaca de construção do estádio, e ele já foi inaugurado e teve jogo teste. Seis estádios receberam jogos da Copa das Confederações ano passado. E os outros serão entregues a tempo. Claro que houve atrasos, mas os atrasos não comprometerão a realização do evento. Além dos estádios, o que as cidades-sede ganharão com a Copa? Mobilidade urbana e reformas nos aeroportos são grandes investimentos para as cidades. Brasília, por exemplo, terá um aeroporto de grande porte. Nós teremos esse aero-

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Como é comandar um evento para a massa, o senhor que foi comunista? É um desafio, mas eu digo que não é o mais difícil nem o mais complicado que já passei. Fui presidente da União Nacional dos Estudantes, numa época em que a UNE era proibida. Acho que foi um desafio mais difícil do que esse, porque presidia uma entidade nacional proibida, perseguida pelo governo. Até mesmo no Código Florestal, que era uma matéria muito difícil, em que foi preciso reunir consenso em torno da modernização dessa legislação, que preservasse o meio ambiente e garantisse a produção agrícola. A Copa é um evento de quatro em quatro anos, já tem um certo padrão, um certo modelo. O que ela dá é trabalho, mas a vida é assim. Qual foi o maior trabalho? Com certeza foi a construção dos estádios. O maior desafio foi manter o cronograma e entregá-los no prazo. São 12 estádios, novos ou reformados. Eu acompanhei de perto desde o início e agora tenho visitado os 12 todo mês para que tudo esteja perfeito para o evento. Manter o cronograma e fazer tudo dentro do prazo não foi fácil.

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Gps Brasília 7