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MEMÓRIA

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Fotos: Divulgação/Museu

visitante em uma experiência diferente. “O objetivo é que o passeio desperte no visitante um momento de lembranças, afinal, todo mundo tem uma história de futebol para contar, ou por ter vivido ou por ter ouvido do pai ou avô”, diz Daniela. Desde sua inauguração, em 29 de setembro de 2008, o Museu do Futebol já recebeu quase dois milhões de pessoas. Quem é fã de futebol sai da visita ainda mais fanático. Quem não entende ou não gosta tanto assim, se espanta. “O mais surpreendente é o retorno de quem não é fã. Todo mundo sai do museu encantado, porque não é só futebol, é a história do povo brasileiro”, afirma Daniela Alfonsi. A camiseta que Pelé usou na Copa de 1970

Criação O Museu do Futebol está localizado no Estádio do Pacaembu e é o terceiro mais visitado da capital paulista, perde para a Pinacoteca e para o Museu da Língua Portuguesa. Foram mais de três anos para reunir todo o acervo. Para a implantação, além da parte de curadoria e conteúdo, foi preciso realizar uma obra no estádio, que durou 13 meses e incluiu o restauro da fachada e toda a adaptação para a construção das salas. A iniciativa, da Prefeitura de São Paulo, custou R$ 32,5 milhões e envolveu mais de 600 pessoas. “Muito se falava sobre o Brasil ter um museu dedicado ao futebol, tinham vários projetos, um até

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da própria CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Mas foi a prefeitura de São Paulo que encabeçou essa ideia”, lembra Daniela Alfonsi. Com curadoria do jornalista Leonel Kaz, toda a parte de conteúdo foi feita pela Fundação Roberto Marinho. Ao ser concebido, uma das preocupações do museu foi com a acessibilidade. Por meio do Programa de Acessibilidade do Museu do Futebol (PAMF), oferece recursos para quem tem algum tipo de necessidade especial. Todo o trajeto tem piso tátil, um deficiente visual consegue acompanhar a visita com ajuda do áudio-guia, tem educadores que falam libras, elevador

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para cadeirante e cadeiras de rodas para quem tiver dificuldade de locomoção, além de 23 maquetes táteis para deficientes visuais. “É um museu totalmente acessível para que quem tem alguma necessidade especial consiga curtir o passeio”, garante a diretora.

Museu na Copa Se a procura já era grande – o museu recebe cerca de mil visitantes por dia –, por conta da Copa do Mundo o interesse do brasileiro pela história do esporte tem sido maior. A expectativa para o

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