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ESPORTE

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eles estão. Não precisávamos mudar tudo, só aperfeiçoar o que já estava sendo feito. O que não pode faltar em uma equipe? O compromisso por uma causa comum. Os objetivos têm de ser sempre gerais e nunca individuais. Você tem os jogadores e um treinador, cada um com seu ego. Você precisa juntar todos esses egos para que se alcance o objetivo coletivo. Depois você pensa se vai fazer defesa por zona ou individual. Ou até se arremessa mais de três ou dois pontos. Como está sendo seu processo de adaptação no Brasil? Qualquer processo de adaptação é difícil. O ser humano tem uma zona de conforto e uma de risco. Normalmente, a busca do ser humano é pelo risco, para crescer. Quando se sai da zona de conforto, você fica nervoso, ansioso. Mas você sabe o que vai acontecer, ainda mais no meu caso, que tenho 50 anos e já me mudei várias vezes. Na primeira vez você fica mal, preocupado, pensando que essa vida não é para você e que você nunca mais vai fazer isso. Atualmente, acho que estou na fase final da minha adaptação. A rivalidade de Argentina e Brasil fica apenas no futebol? Acho que há a rivalidade também no basquete, mas é uma rivalidade que con-

O ala/pivô Ronald Rudson, uma das estrelas do time

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sidero boa, porque te leva a crescer. Afinal, são dois times que geralmente dominam o continente. Quando o Brasil e a Argentina se enfrentam, há um respeito muito grande. São dois países que sabem que nos esportes coletivos são times que sempre têm uma paridade muito grande e que os jogos sempre podem ir tanto para um lado quanto para o outro. Também acredito que o Brasil precisa da Argentina da mesma forma que a Argentina precisa do Brasil. Carinhosamente, você é chamado de “Bernardinho”. Como recebe a comparação? Bernardinho é campeão olímpico. Eu fui treinador da geração dourada da Argentina, que tinha Ginóbili, Scola. Quando um treinador assume a seleção de seu país, isso transcende a modalidade. Você não pertence apenas ao vôlei ou ao basquete, você pertence ao esporte como um todo. Por isso que se faz essa comparação. Mas, se é pelo fato de sermos treinadores de modalidades que não são do futebol e que são reconhecidos pelos seus feitos, sim, podemos comparar. O que almeja para o ano 2014? Ser campeão no Novo Basquete Brasil (NBB). Para tal, o UniCEUB/BRB/Brasília precisa se transformar no melhor time, buscar a excelência diariamente. Dessa maneira, o time tem chances de levar o título.

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Gps Brasília 7