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LIFESTYLE

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Fotos: Divulgação

tudo o que havia de novo desde a reabertura, em 2012, depois de a família Oetker fazer investimento de 150 milhões de Euros. Marie me fez ter certeza de que o Le Bristol merecia o meu encantamento. Cada detalhe do local é minuciosamente planejado e cuidado. Do florista ao barman, todos os profissionais absolutamente credenciados. Ela me contou que a mudança começou em 2007, quando foi comprado o prédio ao lado para a construção do Matignon Residence, hoje finalizado com 25 suítes e um restaurante. Salientou-me os mármores, e suas colorações distintas, que revestem os espaços e vêm da Itália. Passamos pelo Les amis, a brinquedoteca, pelos suntuosos salões de festa, a sala de ginástica, equipadíssima, e o centro de beleza. Conheci apartamentos de rainha, daqueles de cinema, que suspiramos ao entrar. No sexto andar, com linda vista da cidade, revi a piscina, que reproduz a proa de um navio. E me lembrei que de havia visto Sean Connery na última vez. E pensei: imagina se Brad Pitt, Di Caprio ou George Clooney, hóspedes assíduos, passassem por mim naquele instante? Nessa imersão, fiquei sabendo que o projeto é do arquiteto Pierre-Yves Rochon, mas quem cuida de tudo, tudo mesmo, é a Maja Oetker, uma senhora muito ativa de 80 anos que tem paixão pelo hotel. Ela pertence a uma das famílias mais ricas da Europa, que atua em áreas distintas,

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como alimentícia, seguros, frete marítimos, além de ter uma editora e cinco hotéis, sabidos como os mais sofisticados do mundo. É ela quem arremata as obras de arte em leilões, escolhe chandeliers, boudoirs. Já estava me sentindo tão íntima de tudo que insisti em conhecê-la. Pensei comigo como seria incrível alguns minutos conversando com a tão comentada madame Maja. Era impossível. Ela só chegaria ao hotel na semana seguinte. Marie também me contou com muito orgulho que o governo francês havia concedido o tí-

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tulo de Hotel Palácio, um dos cinco de Paris. Outro momento especial é o banho no Le Bristol. É quase um evento e merece tempo. Rouparia de fino trato e aquelas coisinhas de banheiro que todas as mulheres amam. A linha pode ser Anne Sémonin ou Hermès. Ambas são deliciosas, mas eu amei a primeira, que tem aroma cítrico. Achei muito divertido tomar banho de banheira assistindo à novela, vendo Jornal Nacional... Mesmo assim, dei um jeito de dar uma escapadinha ao Spa La Prairie, que

não é nada barato – cerca de 600 euros – mas tem banhos e massagens que fazem toda a diferença depois daquelas loucurinhas de ir e vir pelas ruas de Paris. Numa das salas, havia uma princesa do oriente, que tentei não curiar tanto para não ser deselegante. Quando eu imaginei que o hotel não me revelaria mais nada de surpreendente, afinal eu já o conhecia de ponta a cabeça, eis que surge um residente: Fa-raon, um gato de Burma, que Maja adquiriu há cerca de três anos. Além de lindo, cheiroso e muito felpudo, ele é um bichano educado e grifado. Seus acessórios são Goyard. Circula livremente pelo hotel inteiro. Vai onde quer. Dorme onde bem entende. Interage com hóspedes. Só não tem permissão para uma coisinha: deixar as dependências do hotel. Ahhh, pensei eu quando o conheci: “Até parece que um dia ele sonhou em fugir desse reino naturalmente sofisticado. Quisera eu ser esse gatinho para ter um Le Bristol para chamar de lar”. Ao fim do quarto dia, hora de ir embora, me dei conta de que Paris me vira muito menos que o habitual. De tão envolvida com o hotel, sublimei compras e passeios. Foi natural. Estar lá me pareceu um longo dia de domingo, daqueles que ficamos curtindo a casa, relaxando. Sem pressa. Sem compromisso. Serviço 112 rue du Faubourg Saint Honoré, Paris Diárias a partir de R$ 2,3 mil www.lebristolparis.com

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Gps Brasília 7  
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