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A vida no Rio Karen não lembra direito quando foi que decidiu ser atriz. “Minha mãe conta que eu era pré-adolescente e dizia ‘Está vendo aquela moça na novela? Eu vou estar lá’”, revela. Como a cidade de 30 mil habitantes não tinha curso de teatro, fez as malas, deixou Caxambu e mudou-se para o Rio. Chegou em 2000, com 17 anos. Ficou por um tempo na casa de uma amiga. Teve o apoio do mãe, Denise. Mas o pai, Gabriel, foi contra. Mineiro conservador, ele não aceitava. “Ele ficou dois anos sem falar comigo. Minha mãe roubava dinheiro dele para mandar para mim”, lembra. Trabalhou como vendedora em uma loja de roupas para pagar o curso no Tablado. Sempre bonita, começou a fazer campanhas publicitárias. Os trabalhos foram surgindo e Karen alugou seu próprio apartamento. O pai então se rendeu e foi ao Rio para vê-la. Foi quando voltaram a se falar. “Ele achava a ideia maluca e perigosa”, conta. Gabriel faleceu há dez anos, e tinha muito orgulho da filha.

Carreira Em Malhação, vivia a jovem Tuca. Ela ficou na novela por dois anos.O contrato com a Globo terminou,e surgiu a proposta da Record, onde ficou de 2008 a 2013. Nas telinhas da emissora, atuou nas novelas Caminhos do Coração, Os Mutantes – Caminhos do Coração, Poder Paralelo, na minissérie Sansão e Dalila, e seu último trabalho foi na novela Máscaras, em 2012.

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Paralelamente, ainda em 2012, também participou da série Preamar, de Estevão Ciavatta, exibida pela HBO. Interpretou uma prostituta de luxo chamada Paula, uma estudante universitária que sonhava em se tornar advogada. Karen cumpriu o contrato com a Record até abril de 2013. “Lá tive muitas oportunidades de crescimento. Eu estava feliz, mas queria trabalhar com gente diferente, respirar novos ares e achei que era a hora de arriscar”, conta.

Futuro Atualmente, Karen Junqueira mora sozinha em um apartamento na Gávea. É orgulho da mãe e dos dois irmãos, Marcelo, de 14 anos, e Marcus, de 25. Sempre que pode, vai visitar os três em Caxambu. A lista de personagens que Karen quer fazer é grande. “Quero ser vilã e a mocinha, fazer comédia e romance, viver a feia e a bonita. Todo papel é difícil no início, mas temos que nos entregar”, afirma. “Não gosto de criar expectativa para não me frustrar. Quando tenho oportunidade, faço o melhor, pois o resultado de um trabalho gera novos projetos”, acredita. O sonho da adolescente de 17 anos que deixou Caxambu para viver no Rio de Janeiro vai tomando forma. Longe de ser aquela trabalhadora burocrática, casada desde os 20 anos, vivendo no interior de Minas Gerais, como imaginou o pai. Karen vive seu próprio sonho, idealizado ainda criança. “Quando há um objetivo, por mais impossível que possa parecer, tem que insistir. Temos que seguir a intuição”.

10/04/14 12:36

Gps Brasília 7  
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