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ARTE EM CAMPO

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izem por aí que 2014 é um ano facultativo por causa da Copa do Mundo, das eleições e dos muitos feriados. Pois para nós da GPS|Brasília não está sendo nem um pouco. O ano, mesmo que tardio, começou acelerado. Em todos os aspectos. Em Brasília, a Esplanada dos Ministérios ferve de confusão política, no circuito social nunca se fez tanta festa, a agenda cultural está repleta de feiras, espetáculos, concertos. Sinto uma euforia... Me faz pensar naquele ritmo frenético da segunda metade da década de 20, tão estudada nos livros de história. Foi nesse ritmo que nós quase demos meia volta ao mundo, trazendo boas experiências para vocês. Fomos a Barcelona conhecer a maior feira de mobilidade urbana e tentar entender como será o futuro próximo, quando um celular comandará toda a nossa existência. Relaxamos na ilha de Barbados, nos divertimos na estação de esqui de Telluride, nos Estados Unidos. Andamos de balão na Suíça e ainda estivemos em Paris. Mas na aterrissagem nos demos conta de que, apesar de tanta polêmica, a Copa do Mundo é aqui, a taça ainda não é nossa e, no fundo, no fundo... Nós queremos fazer e vivenciar um belo espetáculo. Esperando que os frutos

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posteriores de fato venham e sejam convertidos em bônus para o povo brasileiro. Conversamos com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Ele conta tudo. Não deixe de ler. E, claro, vamos enaltecer o que nos pertence. Levamos a atriz Karen Junqueira, que atua com Cauã Reymond na série O Caçador, para uma sessão fotográfica no Estádio Mané Garrincha. Mas percebemos também que, se Brasília vai suar com o futebol, vai respirar arte nessa mesma época. Num gesto de generosidade com a Capital, o Grupo Iguatemi não mediu esforços para trazer para cá o SP-Arte, a maior feira da América Latina, que reúne os mais expressivos artistas e galeristas do mundo. Fomos checar in loco. Desembarcamos na Bienal, em São Paulo, e vimos a grandiosidade. Vai ser uma experiência fantástica para o brasiliense. Foi daí que surgiu a nossa capa. Animados, já estamos imersos nesse mundo tão apaixonante e complexo desde já e sugerimos que você faça o mesmo. E se falamos de artistas, não poderíamos deixar de prestar nossa homenagem a Glênio Bianchetti, que não está mais entre nós, mas deixou para Brasília um grande legado, e também a sua adorável e imensa família. Claudio Cohen, o nosso maestro, e entrevistado, que dedicou a vida à Orquestra do Teatro Nacional, bem que poderia fazer uma adaptação erudita dos versos do roqueiro Lobão, que na década de 90 cantava com sua voz rouca que bom mesmo é “viver dez anos a mil, que mil anos a dez”. Se for, estamos no caminho certo.

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Gps Brasília 7  
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