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será feita por meio de um único aparelho, o celular. Isso mesmo, ele ou a tevê de casa comandarão nossas vidas. E como dizem por aí: “não é magia, é tecnologia”. Tecnologia essa apresentada no Mobile World Congress, a maior feira de mobilidade do mundo, que se realiza anualmente em Barcelona, reunindo 70 mil profissionais da área, que circulam entre 1,7 mil estandes e se guiam pelos 3,5 mil cientistas do segmento, que explanam sobre tudo o que terá sentido na vida prática a partir de então. Esse novo comportamento tem um nome, e é o que vai dominar as pesquisas nos próximos anos. Chama-se a Internet das Coisas e promete ser tão revolucionário quanto a chegada da própria internet. O desafio imediato é fazer com que a interação com os aparelhos seja fácil e intuitiva, a partir de um único aplicativo. Quem está em busca dessa ousadia é a coreana Samsung, que no congresso imperou com um dos mais tecnológicos estandes. Dentre tantos produtos, o destaque era o lançamento do smartphone Galaxy S5, aparelho que norteará a rotina do usuário que aderir à Internet das Coisas. «É um conjunto de experiências, que proporcionará uma grande mudança na vida do consumidor», diz João Pedro Flecha de Lima, vice-presidente da Samsung. “Quase todos os gadgets que usamos, vestimos ou dirigi-

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A Internet das Coisas promete mover o mundo a partir da próxima década. Trata-se da relação simbiótica entre o mundo físico e o mundo digital por meio de um celular. É a era dos jetsons tornando-se realidade

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mos têm potencial para se conectar entre si e facilitar a rotina”, complementa. Tudo pode parecer impessoal demais. De fato, arquitetos e engenheiros construirão casas cujo design doméstico terá nova configuração, em prol de funcionalidades, como temperatura, umidade, luz, som e espaço. O fato é que não tem volta. Este mercado movimentará USD 19 trilhões na próxima década. Em 2020, haverá 50 bilhões de aparelhos conectados à internet. A velocidade em que isso vai ocorrer, no entanto, dependerá da solução de alguns desafios de ordem prática. Todo dispositivo eletrônico necessita de energia elétrica para funcionar. Neste caso, suportar bilhões de dispositivos interligados por redes wi-fi e uma infraestrutura gigantesca de data centers e redes de telecomunicações, tal qual escreveu Aldous Huxley, em 1932, ao fazer sua previsão de futuro com o livro Admirável Mundo Novo.

antes mesmo de levantar da cama. As luzes terão nuances distintas num mesmo espaço, caso um queira ler, e o outro, dormir. Haverá um dedo-duro que avisará se à noite ou durante o horário de estudos seu filho está no Youtube. Janelas e cortinas podem ser programadas para abrir e fechar sozinhas. O assento do carro pode ser configurado para cada usuário.

A internet das coisas

Nas compras As contas do restaurante, mercado e demais estabelecimentos serão pagas pelo próprio celular. Não haverá mais máquinas de débito ou crédito. Os eletrodomésticos da cozinha poderão identificar a falta de algum alimento e realizar a compra em um supermercado. É só passar em um drive-thru e recolher os produtos.

Em casa Em breve, objetos dentro de casas inteligentes falarão entre si: o despertador avisará à cafeteira que a pessoa está prestes a acordar. A geladeira notificará que está na hora de fazer compras. Uma voz avisará o usuário de suas tarefas do dia

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Na rua Sensores de ré, velocidade e distância, faróis automáticos e outras tecnologias já estão presentes em alguns automóveis. A Internet das Coisas normalizará carros independentes, que dirijam sozinhos, criem rotas alternativas e façam a previsão do tempo de viagem. No trabalho Em vez de teleconferências, a evolução da computação possibilitará a criação de hologramas para estabelecer reuniões à distância.

10/04/14 12:31

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