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Por Andressa Furtado Fotos Rubio Guima

o veganismo, composto exclusivamente de alimentos de origem vegetal, carnes, ovos, laticínios e todos os demais produtos de origem animal são excluídos. De acordo com a nutricionista Ros’Ellis Moraes, autora do livro Alimentação Viva e Ecológica – um guia para organizar a sua dieta com sabedoria e receitas vivas deliciosas, é comprovado cientificamente que a alimentação que exclui carnes auxilia na prevenção de vários tipos de doenças, principalmente as degenerativas. “As pessoas que adotam o regime vegetariano planejado têm incidência menor ou nenhuma de vários tipos de doenças, pois essa dieta mantém o organismo mais alcalino, o que faz aumentar a imunidade”, afirma. Um dos conceitos mais polêmicos e debatidos entre os nutricionistas é sobre a importância do consumo de proteína animal para a saúde. Para muitos, o alimento é essencial. A especialista também combate a informação. “A ingestão de carne é uma sobrecarga para o corpo digerir e eliminar resíduos tóxicos. Além disso, uma alimentação vegetariana por si só já é suficiente para suprir necessidades do organismo. Basta refletir sobre a concentração de nutrientes que encontramos nas verduras, frutas e oleaginosos”, ressalta Moraes. A notícia é um alívio para os vegetarianos que sempre escutaram que sua dieta

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bolir o consumo de carne da alimentação diária não é uma tarefa simples e exige cuidados para que seja uma escolha saudável. Por motivos religiosos, preocupação com os animais, ideologia ou até mesmo para garantir uma alimentação benéfica ao organismo, o vegetarianismo tem sido cada vez mais considerado uma opção viável à dieta alimentar. É um novo estilo de vida. Uma pesquisa feita pela Target Group Index, do Ibope Media, em 2012, afirma que, no Brasil, 8% da população das principais capitais e regiões metropolitanas se declara vegetariana. Em Brasília e no Rio de Janeiro, o número sobe para 10%. Reduzir a ingestão de carne vermelha em um País onde o consumo de carne passou de 36 quilos, por pessoa, em 2010, para 42 quilos, no ano passado, é simplesmente um desafio. O vegetarianismo segue várias vertentes e dietas. São elas: ovolactovegetarianismo, composta por alimentos de origem vegetal, ovos, leite e derivados, sem carnes; o frugivorismo, no qual apenas há o consumo de frutas na alimentação; o lactovegetarianismo, em que se comem alimentos de origem vegetal, leite e derivados, mas carnes e ovos são proibidos; o crudivorismo, composta por alimentos crus, ou aquecidos no máximo a 42ºC; e, por fim,

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era deficiente. A proteína animal pode ser equivalente, por exemplo, a leguminosas como feijão, grão-de-bico, ervilha e lentilha. Os brotos também são outras opções. A nutricionista do Hospital do Coração do Brasil, Karina Saraiva, explica que os brotos são ricos em minerais como o fósforo, cálcio, magnésio e zinco, vitaminas B1, B2, C e são pouco calóricos. Eles ajudam também no bom funcionamento do intestino, na capacidade de desintoxicar o organismo e auxiliam no processo de cicatrização. “São excelentes antioxidantes e protegem as células contra os radicais livres. Entre os brotos comestíveis estão o de feijão, o de bambu, o de alfafa, o de quinoa e o de girassol. Eles precisam ser consumidos in natura, ou seja, sem aquecimento ou congelamento”, orienta. Apesar de muitas pessoas serem contra dietas restritivas, é necessário ressaltar que os vegetarianos prezam por alimentos que são fontes de energia, bem-estar e possuem efeitos curativos. A preocupação não é emagrecer. Os alimentos são ingeridos de maneira consciente e eles têm conhecimento dos benefícios de cada um deles. Como consequências de uma alimentação errada, destacam-se o desequilíbrio do sistema endócrino, a geração de acidez no organismo e o desenvolvimento de um paladar civilizado, que não reconhece o sabor natural dos alimentos.

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