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Erivelton Viana

Espaço Jader Almeida na Hill House

Seus produtos são comercializados nos Estados Unidos, Canadá, Londres, Paris, Tóquio, Austrália, Espanha, Suíça e Nova Zelândia. Mas como um jovem alcançou o ápice tão cedo num mercado onde o design brasileiro nem de longe guarda a tradição, além dos preços competitivos da Europa e dos Estados Unidos? Jader Almeida nos conta com a objetividade o que lhe é peculiar. Quase tudo se resume em capacitação técnica. “Design não é só a ideia criativa, envolve pesquisa, testes de engenharia, prototipagem, o tratamento da informação. Transformar um produto em mercadoria exige muitos dados”, resume. Foi aos 14 anos que Almeida

experimentou o que era projetar profissionalmente. O garoto fez um curso de Desenho Técnico em que aprendeu a desenhar objetos com toda a sua complexidade. Desenhava desde um parafuso a um controle remoto em várias dimensões, respeitando as normas internacionais. No curso de Elétrica, aprimorou seus conhecimentos na execução dos trabalhos. Aos 16 anos, Almeida começou a trabalhar em uma fábrica de móveis em Chapecó, o passaporte que lhe faltava para embarcar numa carreira voltada para a indústria. “Ali comecei a entender toda a cadeia, desde a maté matéria-prima aos mercados”. Mas o ponto da virada, no qual se viu determinado a ser um designer, foi durante uma exposição dedicada a Joaquim Tenreiro. “Era como se a minha vida até aquele momento fosse em preto e branco e depois desse episódio passou a ser colorida e a fazer sentido. Aquela exposição me tocou de tal maneira como se fosse uma picada”, conta Almeida, que ficou inebriado com as criações do designer brasileiro que revolucionou o mobiliário nos anos 20. “Passei a ter referências e saber o caminho que queria seguir”. Jader Almeida estudou Arquitetura. Logo no início do curso, escolheu fazer um trabalho sobre o arquiteto finlandês Alvar

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