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ARTIGO POR SÉRGIO BORGES

Arquiteto pela UnB, especialista em arquitetura corporativa e colunista da BandNewsFM Brasília nsta ram

ati a ar uitetura corporativa

O FUTURO DOS ESCRITÓRIOS

H

á pouco fomos conferir a Orgatec, maior feira dedicada à Arquitetura corporativa no mundo. Essa Bienal, sediada na cidade alemã de Colônia, é uma referência para o mercado mundial de escritórios. Durante uma semana, arquitetos, designers e fabricantes dos cinco continentes discutiram conceitos, soluções e inovações que darão o norte aos escritórios do futuro. Entre palestras, debates e exposições, abordando diversas soluções para o ambiente de trabalho, áreas de coworking, conectividade, vídeo conferência, novos materiais,  podemos destacar alguns pontos. Muitos deles observados em outras feiras igualmente importantes e consolidados como tendência na Orgatec. Estamos falando de cabines de acústica e estações de trabalho que permitem o trabalho em pé.  Depois da consolidação, no início desse século, dos espaços abertos nos escritórios, integrando as equipes, uma discussão veio à tona: como resolver o problema da acústica sem as paredes das salas fechadas? Diversos estudos ganharam forma nos últimos anos e as soluções estão sendo entregues agora, anos depois. Painéis acústicos, em várias formas e cores e com variados acabamentos, surgiram integrados às estações de trabalho e em conjuntos de iluminação. Nessa área, o maior destaque são as cabines de som. Há alguns anos já temos aplicado em nossos projetos o conceito de ambientes que acomodam uma ou duas pessoas para conference calls. Mas agora o mercado está oferecendo essas soluções prontas: cabines à prova de

som, para atender equipes que trabalham em áreas abertas. Outra proposta bem-sucedida que se consolidou são as estações com regulagem para o trabalho em pé ou standing desks em tradução livre do inglês. Essas estações são uma arma contra um dos males do mundo moderno: a constatação de que permanecer sentado por muito tempo encurta a vida. Imagine que você está trabalhando sentado e de repente resolve dar uma “esticada”. Por meio do acionamento de um botão, a sua mesa começa a subir até uma altura que lhe permita trabalhar em pé, dispensando a cadeira.  Estudos da University of Chester na Inglaterra, dentre outros, apontam que trabalhar em pé, entre duas a três horas por dia, gera uma perda média de oito quilos por ano e ainda combate o estresse do trabalho. O mercado foi ágil e tratou de oferecer diversas soluções com essa regulagem de altura, incluindo mesas de reunião... Isso mesmo, todo mundo em pé em volta da mesa para discutir o futuro da empresa. Praticamente todos os expositores da feira dispunham dessa solução em seus móveis. Acredite ou não, grandes escritórios pela Europa e Estados Unidos já estão adotando o método e pelo jeito você também vai trabalhar assim um dia. Algumas empresas brasileiras, do ramo de mobiliário corporativo já se adiantaram.

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Revista GPS Brasília 15  
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