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rio diferente do que se vê por aí, com exposições temáticas – a de inauguração trouxe ao público um ambiente inteiramente art déco, composto por móveis, tapetes, obras de arte, livros e por aí vai. Nesse belo e perfeito ambiente que remetia aos anos 1920, recebiam convidados para drinques e conversas – uma elegante e simpática maneira de divulgar o empreendimento, criar uma cartela de clientes fidelíssimos que com o tempo e convívio se transformaram em amigos igualmente fiéis. Tempos depois, saíram de cena os anos 1920/1930 e em seu lugar surgiram ambientes que exploravam Brasília nos anos 1950 e, dessa forma, eram retratados nos móveis e luminárias o estilo de vida, o modo de viver da Capital da República. O mesmo se deu com a temporada que expôs exclusivos móveis franceses e, mais tarde, móveis em carvalho. Atualmente, entre peças garimpadas por décadas em países como Suíça, Uruguai, Argentina, Alemanha, Arábia Saudita e Chile, compondo a ambientação da casa, que se revela logo na entrada do primeiro ambiente, estão expostos móveis no melhor e elegante estilo colonial vitoriano. Nas paredes, 26 obras que compõem a Pintores Italianos no Brasil – Séculos XIX e XX. A mostra comemora o aniversário do antiquário. São trabalhos assinados por artistas que imigraram da Itália para o Brasil, sobretudo para São Paulo e Rio de Janeiro.

Dos 26 perfeitamente emoldurados quadros, apenas um não pertence ao acervo de Ney do Prado. É inadmissível deixar de contar como Ney formou seu acervo: há dez anos, o antiquário, então diplomata, leu uma crítica negativa que Monteiro Lobato publicou sobre um óleo de um pintor italiano – Nicolo Petrilli (1900 – 1920). Os dizeres de Lobato chamaram a atenção do leitor e isso o motivou a comprar o quadro. Nesse momento começava a incrível coleção que está à disposição de amantes das artes, curiosos e quem mais se apresentar, na quadra 6 do Setor Hoteleiro Sul, conjunto A, bloco B, loja 43, sempre a partir das 14h. Vale o passeio – não é sempre que se têm à disposição obras como Os Pés, da modernista Pietrina Checcatti, uma paisagem pintada pelo pós-impressionista Alfredo Volpi, o Nu Masculino, do modernista Dario Mecatti, o deslumbrante Retrato de Negro, do realista Gaetano De Gennaro, obra que já foi exposta no Salão de Paris em 1930, e muitas outras de igual importância e beleza. Desnecessário dizer que todas essas maravilhas podem ser compradas, mas admirá-las já fará bem ao espírito e proporcionará leveza à alma. Serviço Pintores Italianos no Brasil – Séculos XIX e XX Perez & Prado Antiquários , uadra , on unto , loco , o a rasil

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