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Sambista Dhi Ribeiro fez sua carreira na Capital

de trinta anos. Ele foi o fundador do grupo Coisa Nossa. “Eu tracei os primeiros passos num ritmo musical completamente diferente do rock, influenciado pelos meus pais. Não foi difícil porque tinha espaço para todo mundo. Hoje é mais complicado por conta da ascensão de sertanejo e funk. Mas eu sigo em frente, já dizia a música: “quem não gosta de samba, bom sujeito não é”. E sou um bom sujeito”, declara, rindo. A presença da banda de Marcelo é cativa quase todos os sábados no Outro Calaf, um dos locais que mais preservam a identidade sambista em Brasília. 

ESSAS MENINAS As vozes femininas também conquistam multidões. Natural de Nilópolis, no Rio, Dhi Ribeiro radicou-se em Brasília. Aqui, fez do samba a sua vida. “Recebi o convite para vir a Brasília quando era bem jovem. A ideia seria ficar apenas seis meses para ajudar na identidade 54 « GPSBrasília

de uma banda. Mas já estou 25 anos nessa cidade que, para mim, é maravilhosa”, conta.  Dhi tem na cantora Alcione a sua grande inspiração. Além da carreira solo, faz parte do grupo Nós Negras, que homenageia divas negras do samba. A agenda é lotada. “Hoje, tenho carinho com alguns projetos que merecem mais espaço, que são os blocos de rua no nosso Carnaval. O custo não é grande e podemos proporcionar ao público horas e horas de folia”, diz. Para ouvir sua voz marcante, dá uma escapadinha ao galpão da escola do coração, a Aruc. Ainda no cenário feminino, quem gosta de festa pode aproveitar as noitadas com a talentosa Renata Jambeiro. Brasiliense da gema, como assim é conhecida, já foi finalista do Prêmio da Música Brasileira 2016 – categoria Melhor Cantora de Samba. Também foi premiada com o mais recente álbum,  Fogaréu. Sua voz embalou músicas de novela e sempre anima festas da capital. Tem ainda Teresa Lopes, Kris Maciel, Cris Pereira. Não faltam nomes e pandeiros para fazer o samba sambar em Brasília. 


Revista GPS Brasília 15