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TEATRO

EM CONSTANTE ESTREIA BERNARDO FELINTO INTEGRA A LISTA DA NOVA GERAÇÃO DE ATORES BRASILIENSES QUE ASCENDE NO TEATRO E NA TELEVISÃO. COM PARTICIPAÇÕES EM DEZ NOVELAS, ELE PREFERE MORAR NA CAPITAL, ONDE TAMBÉM ESCREVE E LECIONA POR MARINA MACÊDO « FOTOS CELSO JUNIOR

O

cenário não poderia ser outro. Uma manhã quente, com céu azul deslumbrante, tipicamente brasiliense, no Instituto de Artes Cênicas no campus da Universidade de Brasília (UnB), onde jovens ensaiavam na Concha Acústica do Instituto de Artes (IDA). Ao fundo, o emblemático prédio do departamento de cênicas, revestido em azulejos do artista plástico Athos Bulcão. Foi assim que a equipe do GPS|Brasília entrevistou o ator Bernardo Felinto. Aos 31 anos e com 15 anos de carreira, ele soma mais de 25 peças teatrais e papéis na Rede Globo. Com pinta de galã, Bernardo encontrou nossa equipe com um visual descolado. Usava uma t-shirt preta, calça bordô, óculos escuros e argola na orelha esquerda. Mesmo com um clima quente, ele não deixou de tomar seu inseparável cafezinho na lanchonete mais próxima. Recentemente, o brasiliense foi visto na novela A Lei do Amor, quando interpretou Rally, em breves capítulos, um repórter policial. Bernardo já é conhecido na cidade. Está há uma década nos palcos. E estampou 30 campanhas publicitárias. Foi no teatro que tudo começou. Morava na 315 Sul e foi ali no vizinho Teatro dos Bancários que descobriu seu talento. Tinha 15 anos quando fez o primeiro curso. “Lembro-me até hoje o nome: Mergulho Teatral ano 2000. Logo na aula inaugural, eu pensei: É isso que quero fazer”, recorda. Conciliava os cursos de teatro com as aulas no colégio Maristão, da 615 Sul. A escolha no PAS (Programa de Avaliação Seriada), da UnB, foi para Artes Cênicas. Mas,

a pedido do pai, paralelamente se matriculou em Relações Internacionais na UniEuro. “Ele dizia que ser artista no Brasil era muito instável. Fui às aulas por uma semana e passei uns três meses mentindo que estava indo. Até que falei que só queria Artes Cênicas mesmo”, conta, sobre o pai, o médico João Felinto de Oliveira Neto. A estreia nos palcos foi em 2003, na icônica Sala Martins Penna do Teatro Nacional. Batizada de Pluft – O Fantasminha, a peça de Maria Clara Machado teve direção de Patrícia Marjorie e Lidiane Araújo. Em 2005, formou

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