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TIROS NO SENADO

Salão Azul

Museu do Senado

Painel Athos Bulcão

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A briga entre dois senadores já fez do Plenário do Senado palco de um homicídio, em dezembro de 1963. O pai do atual senador e ex-presidente da República, Fernando Collor de Mello, Arnon de Mello, tinha uma rixa política com o senador Silvestre Péricles que se estendia há anos. Ambos do Estado de Alagoas, o senador Silvestre chegou a dizer durante um discurso que mataria seu desafeto Arnon de Mello. A partir daí, o pai de Fernando Collor passou a ostentar uma “Smith Wesson 38” na cintura. No dia 4 de dezembro de 63, Arnon, ao subir na tribuna para discursar, disse que queria falar olhando no olho do rival. O senador Silvestre Péricles atendeu ao pedido chamando-o de “crápula”. Numa cena digna de Faroeste Caboclo, música de Renato Russo, ambos começaram a atirar. Para evitar uma tragédia, os senadores João Agripino, tio do atual senador José Agripino, e o senador José Kairala, do Acre, tentaram apartar a briga, imobilizando o senador Silvestre Péricles. Foi quando se ouviu o disparo fatal. O senador Arnon de Mello, que estava a pouquíssimos metros de Silvestre Péricles, atirou duas vezes contra o desafeto, mas os tiros acertaram o abdome do senador José Kairala, que ainda chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Os dois senadores atiradores foram presos em agrante, mas logo depois soltos e absolvidos pelo Tribunal do Juri de Brasília. O mais curioso é que o visitante que for fazer o tour guiado pelo Senado não receberá detalhes do ocorrido. Os monitores estão orientados a não falar sobre o assunto. Se alguém pergunta, a resposta é curta: “Sim, aconteceu um homicídio dentro deste Plenário.”. Engana-se, então, quem achava que o senador Delcídio do Amaral tinha sido o primeiro senador da história a ser preso no exercício do mandato. Serviço Por dia, passam 400 visitantes pelo Congresso e, nos fins de semana, che am a mil s visitas uiadas nas duas asas acontecem todos os dias, inclusive em fins de semana e feriados rupos com menos de pessoas n o precisam de agendamento com antecedência, apenas se houver necessidade de intérprete de língua estrangeira ou de libras s visitas podem ser a endadas pelo pr prio site con ressonacional le br s sa das s o a cada minutos e duram, em m dia, minutos o permitido entrar de chinelos, bermudas e camisetas cavadas or conta dos recentes riscos de invasão, a segurança está bem mais rígida – recentemente, o Plenário da Câmara dos Deputados foi invadido por manifestantes que pediam interven o militar l m das visitas serem suspensas quando há risco de manifestação em frente ao Congresso, dependendo de qual matéria será apreciada naquele dia, fica permitida somente a entrada de funcionários e da imprensa credenciada


Revista GPS Brasília 15