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Acesso ao Túnel do Tempo

Além de mágica, a obra de arte tem a função de equalizar o som. Atrás da Mesa há também um amplo painel, ambas as obras de Athos Bulcão. Outro artista, bem menos conhecido e reconhecido, também deixa sua obra de arte no carpete que reveste a tribuna e a Mesa do Plenário. A cada quinze dias, delicados desenhos feitos com aspirador de pó e uma escovinha de aço são criados por Clodoaldo Silva, que, apesar de ter o mesmo nome do atleta paralímpico, é o coordenador da equipe de limpeza do Senado. De um lado, sempre a bandeira do Brasil; do outro, um símbolo de Brasília, como a Catedral. A obra de arte de Clodoaldo foi feita pela

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primeira vez em oito de abril de 1998, em um momento de intensa alegria: o filho, Marcos Vinícius, havia nascido naquele dia e Clodoaldo, de tão eufórico, extrapolou a alegria, desenhando a bandeira brasileira no carpete sem que ninguém pedisse ou soubesse. Os senadores gostaram tanto que pediram que a figura fosse preservada. De lá pra cá, a cada quinze dias, religiosamente, os desenhos são refeitos. Depois do episódio do Mensalão, Clodoaldo deixou de escrever “Ordem e Progresso” na bandeira. Segundo ele, o Brasil está sem ambas as virtudes. O Plenário tem 83 cadeiras, para 81 senadores, duas a mais porque, se não fosse assim, destoaria a harmonia da


Revista GPS Brasília 15