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pedido para que apenas senadores do Rio de Janeiro ocupassem o gabinete 11. No local, despacha atualmente o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). Apesar de poder desfrutar da relíquia deixada por Niemeyer, o senador fluminense fica a certa distância do chamado “Leblon do Senado”. Trata-se dos gabinetes que ficam no anexo 1, prédio de 28 andares conhecido popularmente como o “H”. O espaço é super disputado e conta com apenas 23 gabinetes. Na teoria, a prioridade de escolha é de quem tem mais tempo de Casa, mas o que se vê na prática é que quem tem mais proximidade com os integrantes da Comissão Diretora acaba sendo um dos inquilinos. Prevalece, contudo, a regra de que quanto mais alto o andar, mais prestígio (ou mais amizades) o senador tem. O prédio é afastado do Plenário e das comissões, o que garante mais privacidade aos senadores, que podem chegar e sair de seus gabinetes pelo elevador privativo e sem medo de serem incomodados por visitantes e, principalmente, jornalistas. Há gabinetes que chegam a tomar um andar inteiro do prédio. As janelas são amplas e quanto mais alto o andar melhor a vista para o Lago Paranoá. Só quem tem a maior vantagem em termos de localização é o presidente da Casa, atualmente o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). O gabinete fica a poucos metros do Plenário e tem suas paredes decoradas com o painel de azulejos Ventania, de Athos Bulcão. Desde o último mês de março, o presidente pode despachar no local sem sofrer com o barulho ensurdecedor da campainha que é ativada quando há apenas 16 dos senadores em Plenário ou quando não houve quorum para votação de matérias. O barulho atordoante, que lembrava o som de um alarme de incêndio, chegava a 90 decibéis e tocava por dez minutos sem interrupção. Era como se uma pessoa andasse com um liquidificador ligado próximo ao ouvido. O novo sistema sonoro implantado lembra a uma campainha de uma residência e é mais baixo, 75 decibéis.

A fachada noturna do Congresso

DESENHOS A poucos passos do gabinete do presidente da Casa está a entrada privativa dos senadores para o Plenário. Entrar nele é um misto de encantamento e decepção. Quem vê na televisão, acha que o espaço é bem maior do que de fato é. No entanto, ao vivo, o plenário traz detalhes que são encantadores. O teto é de tirar o fôlego. São 135 mil plaquinhas de alumínio penduradas por toda a sua extensão. GPSBrasília « 27


Revista GPS Brasília 15