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Além dos costumes, conhecer o clima, levar em conta a duração da viagem, as atividades que pretende fazer e a temporada fazem a diferença na hora do planejamento. “Quem não gosta de multidões deve evitar feriados e datas festivas, senão pode enfrentar lugares tão cheios como a 25 de março na véspera do Natal”, diz Glória. O comportamento em uma viagem também é um item a se observar. “Uma viagem em excursão, por exemplo, é um teste de paciência. É preciso cumprir horários. Quando for se hospedar na casa de um amigo ou parente, não se deve esquecer itens de higiene pessoal para não dar trabalho ao anfitrião”, sugere. O livro traz ainda dicas como o que observar quando escolher uma hospedagem, a diferença da validade de um visto e de um passaporte, checklist dos documentos, aluguel de carro. “Ter um guia local, por exemplo, pode ajudar muito, especialmente para aproveitar melhor o curto tempo em uma cidade”, opina. E sobre ser um viajante chique, Glória completa: “Ser chique em uma viagem é você se portar adequadamente e ser muito bem informado sobre o lugar aonde você vai”. Serviço Viajante chic Livro da jornalista e consultora de moda Gloria Kalil Editora: Agir | 168 páginas | A publicação tem duas versões: a brochura (R$ 29,90) e a versão moleskine (R$ 49,90), com elástico e espaço para anotações

Moda e estilo O Viajante Chic é o quinto livro de Glória Kalil, que sempre transita entre moda e comportamento. Referência quando o assunto é ser chique, ela avalia que na moda atual um detalhe importante é ser bem informado. “As pessoas estão submersas em tanta informação, há uma grande oferta. E isso gera dificuldade de fazer uma leitura correta, optar pelas melhores escolhas”, avalia. Até os anos 50, a moda era uma manifestação de classe: ou se estava na moda ou não pertencia a uma determinada sociedade. Dos anos 60 aos 90, com as revoluções jovens, veio a contracultura. “Foi uma rebelião na moda, que dividiu o mundo em conservador e moderno”, lembra a consultora. Depois dos anos 90, com a globalização, a oferta aumentou. “Se antes o jeans era uma peça básica, hoje ele até continua sendo. Mas, dependendo do seu estilo, pode ser uma calça justa, larga, escura, clara, rasgada. Hoje não se segue a moda, hoje se tem estilo”, explica Glória Kalil. Para a consultora, não é importante estar na moda. “É preciso descobrir como você é, seu estilo, e manifestar-se por meio dele”, analisa. “Moda é oferta e estilo é escolha”, acrescenta. A mudança no conceito de moda pode ser observado em grandes eventos, como o recente São Paulo Fashion Week 2012. “Hoje não tem mais aquela história de ‘o que está na moda este ano’. Cada marca propõe uma utilidade de uso da roupa. Você é quem escolhe”, afirma. Não há mais restrições. É como se tudo estivesse na moda. “Claro que há itens mais favorecidos em algumas estações, mas se você não usar nenhuma das tendências, também estará bem”, opina. Glória chama atenção para o fato de que o visual traz características da pessoa. “A moda hoje manifesta personalidade. Uma pessoa que usa uma saia curta, por exemplo, está dando uma informação sobre si, que quer ser olhada e não pode achar ruim se for abordada”, analisa. “Você é o que você veste. Ou você veste o que você é”, conclui Glória Kalil.

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