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Um dos complexos culturais mais festejados do mundo está logo ali, próximo a Belo Horizonte, e tem uma rica história para contar aos amantes da arte

inaugurado em 2002. O empresário já tinha uma enorme fazenda com alguns pavilhões construídos para sua coleção de obras de arte, mas decidiu tornar o espaço público para que crianças, jovens e adultos pudessem admirar a beleza da botânica e da arte. No Inhotim, pessoas de todo o mundo têm acesso a jardins pensados por Roberto Burle Marx e a um rico acervo de pintura, escultura, desenho, fotografia, vídeo e instalações de renomados artistas brasileiros e internacionais. Semanalmente, cerca de 1.500 crianças da periferia visitam o local, considerado o maior complexo de arte contemporânea do Brasil e que abriga a maior coleção

de palmeiras do mundo, com mais de 1.500 espécies. “Com o Inhotim, derrubei o muro que vi há 30 anos. Crianças humildes visitam o museu. Temos oficinas de introdução em arte e paisagismo. Essas crianças nunca viram uma parede rebocada e, quando se deparam com toda aquela beleza, têm um motivo para sonhar”, observou Bernardo Paz. E não são só os menores que encontram a oportunidade de crescer intelectualmente. O lugar recebe frequentemente diretores de museus que são referência no mundo, como o Moma (Museu de Arte Moderna), em Nova York, e o Pompidou, em Paris. “Eles vão ao Inhotim e se surpreendem. Eles estão acostumados com

Troca Troca, Jarbas Lopes

Galeria True Rouge do artista Tunga

prédios nos centros da cidade, onde não podem colocar grandes instalações, nem permanentes nem pesadas. E arte contemporânea só é interessante quando ela interage. É fundamental estar dentro dela e, para isso, é preciso de espaço”, afirma Paz. E espaço é o que não falta em Inhotim. A área ocupa 3,5 hectares que recebe, em média, 200 mil visitantes por ano. As obras expostas fazem parte da coSound Pavilion, Doug Aitken

leção pessoal de Bernardo Paz desde meados de 1980, com foco na arte produzida internacionalmente dos anos 1960 até os dias atuais. De acordo com o jornal The New York Times, existem outros lugares da América Latina onde majestosas coleções privadas de arte contemporânea também se tornaram acessíveis ao público, como Eugenio López Colección Jumex, na Cidade do México. E na Ásia, num arquipélago no


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