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SAÚDE

FOTO: BRUNO PIMENTEL

Leonardo Esteves Lima

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“Estamos avançando. Cirurgias com robôs e por vídeo são uma realidade em Brasília” Leonardo Esteves Lima é a segunda geração de cirurgião cardiovascular da família. Seguiu os passos do pai, André Esteves Lima, e hoje é um dos mais importantes do Brasil. Mineiro de Belo Horizonte, foi criado e formou-se em Brasília. Morou durante 15 anos na França, onde fez mestrado e doutorado. No período, viveu uma grande missão. Foi o socorrista que atendeu a princesa Diana, após o acidente de carro no túnel da Ponte de L’Alma, em Paris, na França. Em 2000, voltou para Brasília, onde atua como cirurgião e professor da UnB. Leonardo é também pioneiro em cirurgia com robô no Hospital Santa Lúcia. Quais são os casos mais comuns de cirurgia de coração? Tem duas cirurgias que acometem a população: a revascularização miocárdica, mais conhecida como ponte de safena; e a outra é a troca de válvula. Essas duas patologias englobam 80% das cirurgias cardíacas do Brasil.

Quantas cirurgias são feitas no Brasil? O Brasil faz mais de 60 mil cirurgias por ano. Para se ter uma idéia, em Brasília são feitas cerca de oito a dez cirurgias por dia, desde crianças a idosos. O pós-operatório na cirurgia menos invasiva é mais facilitado, menos dolorido e recuperação mais rápida. Já na cirurgia padrão, graças ao avanço do conjunto com a fisioterapia, a maioria dos pacientes está em casa entre oito a dez dias, podendo fazer atividades caseiras.

As cirurgias estão menos agressivas ao corpo? Com certeza. A medicina busca avanços para o bem da população e estão cada vez menos agressivas. Por exemplo, sou pioneiro na retirada de safena por vídeo. Não cortamos mais a toda a perna, como antigamente. Fazemos cortes pequenos. Assim as complicações diminuem em 77%. Além da questão estética, uma vez que o corte não é grande.

E qual é o papel da robótica? A robótica veio para ajudar essa cirurgia menos agressiva. Ela tem uma participação pequena na cirurgia cardíaca, começou tentando fazer essa cirurgia, mas é tão detalhista e complexa que não conseguiu se implementar, mas, a partir dessa iniciativa, hoje ela é uma realidade na cirurgia de próstata. A gente faz pouco de robótica, pois ela não conseguiu provar benefícios melhores, a não ser o estético. Além do custo que é muito elevando.

Revista GPS 3  

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