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Com quais sintomas é necessário procurar um cardiologista? Qualquer dor acima do umbigo ou na região do tórax chama a atenção e é interessante que o paciente verifique se é um problema cardiológico ou não. Algumas pessoas têm predisposição, são aquelas acima de 35 anos e com fatores de risco, como hipertensão, com colesterol alto, acima do peso, diabéticas ou com histórico familiar. Com qual periodicidade? Acima dos 20 anos, é recomendada uma visita anual ao médico para exames. Se a pessoa tem histórico familiar, é obrigatório. Após os 35, há uma predisposição a doenças cardíacas. Amarguras, amores frustrados e rancor podem desencadear em doenças cardiovasculares? Cuidar do coração é cada vez mais um desafio. É um órgão que envolve sentimentos e emoções. Além de fatores de risco, como pressão alta e colesterol, é preciso levar uma vida equilibrada no âmbito profissional, pessoal e familiar. Quando você sai desse eixo, começa depressão, amarguras... Gosto de falar uma frase para meus pacientes: “Palavras não ditas viram doença”. Na alimentação, qual o maior mal que uma pessoa pode fazer para o seu coração? O doce. Depois que ele passa da boca, ele só te faz mal. O doce é só prazer, não faz bem algum.

FOTO: BRUNO PIMENTEL

pel institucional, procura resgatar reuniões científicas, seminários, campanhas de prevenção e encontros entre os profissionais.

Brasil Caiado “Em nossa rotina, quase tudo pode. O excesso é o que faz mal” Brasil Caiado, cardiologista clínico, está entre os mais procurados da cidade. Criado em Brasília, formou-se na Universidade Iguaçu, no Rio de Janeiro. Fez residência na capital paulista, no Hospital Beneficência Portuguesa. Em 1992, voltou para o Cerrado. Foi quando abriu as portas de sua clínica. Na época, inventivo, trouxe uma proposta nova: a cardiologia integrada. E assim completa 20 anos de muito sucesso. Está cada vez mais frequente mulheres e jovens com doenças cardiovasculares. Qual o motivo? Devido ao componente ambiental. Temos dois tipos de riscos: o individual e o populacional/ambiental.

O primeiro se refere ao histórico familiar. Nesse caso, ele tem maior risco. Já o segundo, é sobre o ambiente que o paciente vive. Estresse, má alimentação, cigarro e falta de exercícios. Maus hábitos tornam-se um potencial para você ter doença. Como cuidar do coração? É preciso ter um controle rigoroso do peso. O peso é um produto da alimentação e da forma como é conduzida a atividade física. Não estamos falando de nada complicado. É necessária uma dieta pobre em sal, açúcar e gorduras animais. Não exceder na alimentação e ter horários regulares. E, claro, fazer avaliações periódicas e não fumar. Qual é o grande vilão do órgão? Com certeza a má alimentação. A gordura é inimiga do coração. Temos visto cada vez mais jovens, acima de 25 anos, com pressão alta precocemente. O segredo da saúde é o equilíbrio. Quase tudo na vida pode, o que faz mal é o excesso.

Revista GPS 3  

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