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Esse ou aquele Você sabe a diferença entre cosméticos e dermocosméticos? Entenda suas funções e qual a finalidade de cada um Por Marcella Oliveira

U

m creme para o rosto, outro para o corpo, um terceiro para os pés. Sem esquecer aquele que fica na bolsa para usar nas mãos. No banho, dois tipos de sabonete. Para tratar resíduos capilares, um shampoo específico. Os produtos usados em favor da beleza e da saúde são divididos em dois tipos: cosméticos e dermocosméticos. A diferença entre a concentração dos ativos, indicação e ação entre eles são muitas e conhecê-las é importante para um resultado melhor na sua pele. Cosméticos são os produtos que atuam na superfície da pele, na epiderme, sem ação medicamentosa. Já os dermocosméticos – ou cosmecêuticos – penetram mais e chegam à segunda camada da pele, a derme, e são indicados por dermatologistas. Os cosméticos não têm mudança fisio-

lógica, não tratam o problema, diferentemente dos dermocosméticos, que têm ativos funcionais para a saúde, comprovados cientificamente. Os dois tipos de produtos têm públicos diferentes. “Quem procura os dermocosméticos são pessoas com receitas médicas, prescritas por dermatologistas, ou ainda por pessoas que já têm costume de usar”, explica a farmacêutica Fernanda Gob-

bi, da Drogaria Rosário. Outro fator que influencia é o preço. “Os dermocosméticos são, geralmente, produtos mais caros e mais específicos, enquanto os cosméticos são mais baratos, o que faz com que eles sejam vendidos em maior quantidade”, completa. A tecnologia tem ajudado empresas a investirem mais na produção de cosméticos, mas eles continuam agindo apenas na parte su-

perficial da pele. Quem trata mais intensamente são os cosmecêuticos, que vão atuar na acne, nas linhas de expressão, na caspa e outros problemas cutâneos. “O cosmético não faz mal para a pele, mas não é um medicamento e o usuário não pode esperar uma ação como a de um tratamento. Ele tem uma reação superficial, de hidratação apenas na primeira camada da pele”, explica o dermatologista Erasmo Tokarski. Um shampoo anticaspa, por exemplo, se for cosmético terá uma concentração menor dos ativos, logo, o efeito é menor. “Um leigo usa um cosmético e espera resolver o problema, o que não acontece”, explica o dermatologista. Em 2011, a procura pelos dermocosméticos aumentou 15%. Apesar do preço mais alto, pelo menos o dobro que o dos cosméticos, há um público específico. Os dermocosméticos apresentam em sua formulação maior concentração de ativos funcionais e bases cosmecêuticas mais elaboradas, além de serem hipoalergênicos. “Eles têm uma ação medicamentosa. Vão agir sobre a pele, deixá-la vermelha, pode causar descamação. O que não deve acontecer com o cosmético, caso aconteça, é uma reação alérgica e não um tratamento”, alerta Tokarski.

Revista GPS 3  

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