Issuu on Google+

Com José Mário Tranquilini, judoca medalhista nos Jogos Panamericanos de 1995 O príncipe Albert de Mônaco, o então presidente da Confederação Nacional de Vôlei, Carlos Arthur Nuzman, o ex-jogador Bernard Rajzman e PO

dos de construção e a de Mídia, outros 440 mil, para hospedar nove mil jornalistas de todo o mundo. “A Olímpiada não será um corpo estranho no projeto urbanístico da cidade”, disse o arquiteto à equipe. Ao lado dele, também estavam Ruy Ohtake e Lúcio Costa. Três meses depois o projeto foi entregue.  Após um árduo trabalho, a candidatura foi homologada. A logomarca foi criada. Os traços da Catedral em verde, com os arcos-símbolo dos Jogos Olímpicos acima e o escrito “Brasília-2000”. A ideia era celebrar os 500 anos do Brasil com o grande evento na Capital da República. Tudo estava indo muito bem. O então presidente da FIFA e membro destacado do Comitê Olímpico Internacional, João Havelange, visitou a Capital Federal. Ciceroneado por Paulo Octávio e sua comissão, Havelange foi levado a Taguatinga, confirmou as boas chances do Brasil na disputa e declarou apoio total. Daí para frente, o próximo passo era encontrar um apoiador de peso internacional. O escolhido foi o presidente francês daquela época, François Mitterrand. O país teria dois votos e seria um importante aliado. Ele apoiou a candidatura, sem titubear.   O que ninguém esperava era que o sonho seria interrompido pelo  impeachment  do presidente Fernando Collor. A ebulição política provocou danos à estabilidade do projeto. Mesmo assim, Paulo Octávio não esmoreceu. “Eu tinha esperanças de que isso não atrapalharia o nosso trabalho”, conta.  Infelizmente, a esperança do empresário não mudou o rumo da situação. Com a troca de Collor por Itamar Fran-

Fidel Castro confirma o apoio de Cuba ao projeto, durante encontro com Anna Christina Kubitschek e Paulo Octávio

co, o projeto perdeu forças. Nomes importantes que estavam compondo a comissão saíram. Patrocinadores retrocederam e lá ficou Paulo Octávio. Só, porém, ainda otimista. Decidiu passar o comando da comissão para Márcia Kubitschek, que pouco tempo depois, retirou a candidatura brasiliense da disputa.  Falou-se que o Comitê Olímpico Internacional (COI) havia avaliado a cidade sem estrutura para receber os jogos e as condições econômicas e políticas da época não seriam favoráveis. A competição dos anos 2000 acabou sendo realizada em Sidney, na Austrália. Para Paulo Octávio, a candidatura de Brasília foi uma precursora na realização dos jogos este ano no Rio. A luta da época ficou registrada em um livro desenvolvido pelo empresário, chamado Brasília Olímpica, o Sonho não Acabou, lançado em 2000. “Não era para ser. Fico muito feliz com o trabalho do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. Contribuí com todos os meus arquivos para que o Rio de Janeiro conseguisse essa candidatura e sei que essa foi uma semente plantada lá atrás”, finaliza Octávio.

66 « GPSBrasília

[GPS_brasilia_edicao_13.indd 66

13/04/16 22:21


Revista GPS Brasília 13