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Paulo Octávio recebeu o apoio do craque Pelé

Paulo Octávio com os jogadores Zico e Bebeto

Márcia Kubitschek, filha de JK e então vice-governadora do DF), o presidente da Fifa na época, João Havelange, e PO

tão, foi criada a Comissão Pró-Olímpiadas Brasília 2000, lançada por decreto presidencial dia 31 de outubro de 1990.  Não podemos esquecer o apoio de Arthur Nuzman, vitorioso esportista, integrante da Seleção Brasileira de Vôlei que jogou na Olimpíada de Tóquio, foi presidente da Confederação Brasileira de Vôlei e vice-presidente da Federação Internacional. A convite de Paulo Octavio, o atleta tornou-se o diretor-executivo da comissão. Mais para frente, quem também levantaria a bandeira de Brasília seria o empresário das Comunicações, Roberto Marinho. E de onde viria o dinheiro para sustentar o projeto? Decidiram criar uma associação sem fins lucrativos. Foi aí que nasceu a Associação Brasília Olímpica 2000, uma sociedade civil, independente da Comissão, e a busca por patrocinadores. Quando chegou a hora de candidatar a cidade, o próximo passo foi enfrentar preconceitos.  “Mesmo com as primeiras vitórias, nenhum de nós imaginávamos o cipoal de dificuldades, preconceitos contra Brasília, pouco caso por parte da mídia carioca

e paulista, dúvidas e inquietações que começaríamos a enfrentar a partir daquele momento. Concorrer com Sidney, Milão, Pequim, Berlim, Manchester e Istambul para sediar a Olimpíada de 2000 era um projeto complexo, profissionalizado e dispendioso, que iria exigir muito mais que abnegação”, conta Paulo Octávio.  Para isso, o comitê decidiu começar a estratégia internacional. Cuba foi o primeiro país a apoiar a candidatura brasiliense. Na sequência, as três Américas e o Caribe. A ideia era distribuir as competições pelas regiões administrativas. Em Taguatinga teriam os jogos de futebol; no Gama, Tênis de Mesa; em Sobradinho, Badminton, e por aí vai. De acordo com o projeto, se isso acontecesse, Brasília só teria ganhos.  Taguatinga ganharia um estádio de futebol ampliado e moderno para 30 mil pessoas. No Guará, o Estádio do Cave seria ampliado e o Ginásio do Gama receberia dez mil pessoas. Já no Cruzeiro, o Ginásio da Aruc teria uma capacidade de sete mil espectadores. Essas são apenas algumas das propostas benéficas para a cidade que estavam detalhadas no planejamento.  Niemeyer acompanhou o processo de perto. Ele era o responsável por desenhar mais uma obra de arte para a cidade, a Vila Olímpica. De imediato, pediu três meses para concluir o projeto. “Ele estava empolgado com a possibilidade de contribuir com uma obra definitiva integrada ao meio ambiente”, lembra o empresário. As Vilas Olímpica e de Mídia seriam construídas no Setor Noroeste, em um espaço de 1,5 milhão de metros quadrados. A Olímpica ocuparia 470 mil metros quadraGPSBrasília « 65

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