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“NO GOVERNO, MUITAS VEZES, O SEU OBJETIVO NÃO É O MESMO DE QUEM ESTÁ AO SEU LADO. MAS EU SOU RESILIENTE E OTIMISTA”

BALANÇO

“No primeiro ano, eu tomei um susto com as dificuldades, e tive paciência de entender que eu tinha que esperar o meu momento. Quando a gente chegou ao governo, a falta de dinheiro era tamanha que como eu poderia exigir alguma coisa de um governador? Quem é do esporte aprende desde cedo a esperar o seu momento. E eu estou esperando o meu. Um deles vai ser agora com as Olimpíadas. E a gente vai construindo esse castelinho, tijolo por tijolo.”

MENINA DOS OLHOS

“São os Centros Olímpicos. Eu acho que tinha que ser um programa de governo, além da secretaria. Ali, atendemos mais de 40 mil pessoas, de crianças a idosos, que praticam esporte e têm lazer gratuitos, e de onde podem sair atletas. Quero investir nos centros e concluir os que estão parados. Peço sempre isso ao governador. É questão de honra.”

LEGADO

“Espero democratizar o esporte, incentivar a prática nas escolas e nos centros olímpicos. Eu tenho um filho de cinco anos hoje que não me viu jogar. Quando você olha para mim, lembra do meu momento de atleta. Eu posso mostrar fotos, mas ele não vai conseguir resgatar essa emoção que ele não teve vendo aquilo ao vivo. Mas eu quero que um dia ele ouça ‘sua mãe foi uma grande atleta, mas também foi uma grande transformadora social, ela ajudou a mudar a história da cidade’. É por isso que estou aqui.”

ESPORTE EM BRASÍLIA

“É uma luta árdua. Há dificuldade para arrumar patrocínios. Quero ir atrás da Lei de Incentivo Distrital para que os atletas tenham mais facilidades para buscar parceiros privados. Essa lei já veio de governos anteriores, mas ninguém de fato fez. Tenho a esperança, para o ano que vem, quando as contas estiverem organizadas. Aí, sim, será o divisor de águas para a cidade. Porque o atleta de alto rendimento é fruto de um trabalho na base bem feito. Dá para investir mais nas crianças, dar mais oportunidade e estrutura, principalmente nas escolas.”

OLIMPÍADAS

“Eu joguei três e fui a outras três comentando. Na primeira, em Barcelona, em 1992, ao entrar no parque olímpico, eu sentei e chorei de emoção. Os Jogos Olímpicos são o sonho de todo atleta. Ele vive, treina, joga e compete para participar de uma olimpíada. Esquece o resto. E, naquele momento, eu pensei: ‘Eu não vou estar viva para ver o Brasil realizar um evento desse’. E hoje, depois de tudo que vivi como atleta, vamos ser anfitriões do evento. É um evento impactante, um momento de paz que o esporte proporciona. A comunidade esportiva e o mundo depositaram essa confiança na gente. O que eu espero é que o Brasil os receba com o maior carinho, independentemente dos nossos problemas. Por um mês, esqueçamos as tristezas, as amarguras e a crise.”

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Revista GPS Brasília 13  
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