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VÔLEI HOJE

“Eu tenho artrose nos dois joelhos e uma ruptura no braço, que me impedem de jogar, nem de brincadeira. Mas sou uma torcedora. A minha geração foi uma das que ajudou o vôlei a chegar aonde chegou, de ser a segunda modalidade mais querida do País. Abrimos as portas para as medalhas, fomos desbravadoras. Então, é como se fosse uma mãe, observando o filho se desenvolver. Eu sou uma torcedora fanática.”

ESPORTE

“Eu sou filha de um mecânico que estudou até a quarta série e uma dona de casa. Olha a mulher que eu me tornei por causa do esporte. Com o vôlei, eu dei uma casa para os meus pais, meu irmão se formou na faculdade. Eu sei o que o esporte pode contribuir para reduzir a violência, ajudar na prevenção de doenças, trazer benefícios a portadores de necessidades especiais. Meus amigos me perguntam porque eu estou nessa. Eu não sei dizer, é mais forte do que eu.”

POLÍTICA

“A política pode ser como o esporte, se as pessoas realmente se comprometerem de forma coletiva. Quando estou trabalhando, penso nas 11 mil pessoas que votaram em mim. Mas sei que tem quem não pense assim. Enquanto as pessoas estiverem na política por interesses pessoais e partidários, nós vamos sofrer muito. E não é um papo demagógico.”

SECRETÁRIA

“Se nas Olimpíadas que eu fui eu tivesse feito um estágio de seis meses no Executivo, eu tinha sido tricampeã olímpica (risos). Isso aqui é uma loucura, é preciso resiliência. No esporte, você tem a objetividade, somos práticos e todos têm uma meta em comum. Aqui, existe um processo, a morosidade, a burocracia e, muitas vezes, o seu objetivo não é o mesmo do de quem está ao seu lado. Se o interesse comum fosse o coletivo, nós estaríamos em outro patamar. Mas eu sou muito otimista.”

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Revista GPS Brasília 13  
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