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NA PRAÇA DOS TRÊS PODERES, NA DIREÇÃO OPOSTA AO PALÁCIO DO PLANALTO, CATORZE COLUNAS DE MÁRMORE BRANCO, SETE DE CADA LADO, REPRESENTAM O EQUILÍBRIO E A HARMONIA DO PAÍS NA INTERPRETAÇÃO MODERNISTA DE OSCAR NIEMEYER. PILARES QUE CARREGAM A INSTÂNCIA MÁXIMA DA JUSTIÇA BRASILEIRA, CHAMADA DE SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL POR FERNANDA TAVARES « FOTOS CELSO JUNIOR 

TV. Ao fundo, chama atenção um painel em mármore bege do artista plástico Athos Bulcão. Há ainda o brasão da República e o crucifixo dourado de Ceschiatti, datado 1977, perto da bandeira do Brasil, que simboliza a única lei acima da dos homens: a Lei Divina.  A capacidade é para 240 pessoas, sendo 30 deles reservados para  advogados com processos em pauta. O público pode acompanhar – desde que esteja vestido formalmente e identificado na portaria. As 11 cadeiras dos ministros estão ao centro do Plenário da Corte, dispostas no formato da letra U, o que facilita o debate entre eles. O último assento da direita pertence ao magistrado mais novo de casa, apelidado de “a cadeira do novato”. No centro do U, duas cadeiras e uma mesa, que

hoje não são inutilizadas. Até 2002 ficavam as taquígrafas, que mudaram-se para a sala ao lado quando foi criada a TV Justiça pelo ministro Marco Aurélio Mello.  Os ministros passam pelo exemplar original da Constituição antes de acessar o Plenário. Por lá também, uma sala com acesso restrito aos magistrados abriga os armários de cada um, que vão do chão ao teto, onde são guardados os processos. A média anual de distribuição de processos por ministro, ano passado, foi em torno de seis mil e quinhentos. É nesse ambiente também que eles se encontram antes das sessões, uma pausa para conversas informais. A primeira sede do STF foi no Rio de Janeiro, com a criação da Corte, em fevereiro de 1829, e se chamava

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