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PODER

A CORTE

O

prédio é imponente. Comparado ao Executivo e ao Legislativo, é o único que se encontra dentro da Praça dos Três Poderes. Curiosamente é o menor deles. Niemeyer dizia que a Justiça não poderia jamais ostentar. O STF é um prédio de três andares, compacto. Abriga pouco mais de cem funcionários. Diante de uma atmosfera austera, porém acolhedora, a percepção da história do magistrado brasileiro está arraigada.  Em sua ambientação, poucos móveis, raras obras de arte. O espaço, porém, não é vazio. Deixa fluir as diretrizes da lei máxima, a Constituição de 1988. Ao adentrar a porta principal do edifício sede, virada para a Praça, passamos pelo hall dos bustos – que é com-

posto por figuras célebres da história jurídica e política nacional, como Rui Barbosa, Pedro Lessa e Dom Pedro I. Vê-se ainda o quadro Os Bandeirantes de Ontem e de Hoje, do artista plástico japonês Massanori Uragami, e móveis que pertenciam à primeira Corte Suprema. Tem ainda um espelho de cristal que não distorce a imagem, estilo Luís XIV, apelidado de “espelho da verdade”. Logo à frente, o rosto da Deusa da Justiça, confeccionado em bronze, pelo artista Alfredo Ceschiatti, decora a porta principal do Plenário. Desde a reforma para ampliação da sala, realizada no final da década de 1970, a entrada é apenas decorativa. Dentro do plenário, os visitantes normalmente fazem o mesmo comentário: como ele é menor do que aparenta pela

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Revista GPS Brasília 13  
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