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EDITORIAL

Paula Santana

Rafael Badra Guilherme Siqueira

TEMPO REI A

o longo da confecção desta edição, que dura cerca de cinquenta dias, todos os dias tivemos que lidar com o fator tempo. Não me refiro ao tempo cronológico, do relógio e do prazo – este é inerente à rotina de uma redação –, mas o tempo histórico, aquele que comanda a forma como a vida é compreendida e que contextualiza os acontecimentos de um povo. Ahhh, seu danado!  Esse aí nos pegou. São cinco anos de GPS|Brasília e jamais levei tanto tropeção desse velho amigo. Vivemos no nosso País dias tão caóticos e perturbadores, cuja sensação indigesta mal nos permite avaliá-lo, apenas vivenciá-lo, que enquanto estivermos dentro da história será impossível analisá-la com coerência. Os historiadores cumprirão em algumas décadas esse papel melhor que nós. Na ordem prática, no comando de uma equipe que se permite levar pelo factual, reestruturamos o mood desta edição três vezes. Uma verdadeira locomotiva para acompanhar… o tempo. Meus sócios, Rafael e Guilherme, ansiosos para cumprir o tempo, cronológico, e eu lutando para decifrar o tempo histórico em meio ao aniversário daquela que tanto amamos, Brasília. Como extrair o seu melhor, vendo-a ser distorcida a 200 milhões de brasileiros? Uma dose de empirismo e nostalgia poderia nos projetar para um tempo futuro e, assim, exaltá-la. Da natureza extraíamos um de nossos maiores orgulhos,

os ipês. Temos 500 mil pés, quando floridos nos fazem sorrir com a alma. Pertence a nós também a última obra concluída com Oscar Niemeyer em vida, a Torre Digital. Entrevistamos o ministro do STF, Marco Aurélio Mello, que nos auxilia a decifrar o  frágil momento atual. Para que a entrevista não se tornasse perecível fomos ao seu encontro três vezes. Ai, ai, ai… tempo. E como não dissertar as dependências e corredores mais vigiados dos últimos tempos, o Supremo Tribunal Federal? Resgatamos perdidos no tempo o cinquentão Hotel Nacional e a equipe de Oscar Niemeyer que o ajudou a construir a capital. Entrevistamos Dado e Bonfá, que três décadas depois recuperam a Legião Urbana e iniciam turnê celebrativa. Sempre é tempo. E, falando de atualidade, temos Iara Jereissati na nossa capa. Elencada a mulher mais elegante do momento, outrora representando o Brasil em concursos de beleza – sim, ela foi miss – a linda morena hoje é a cara do luxo no País, cortejada pelas grandes marcas internacionais. Minha avó diria: “Essa moça é à frente do seu tempo”. É isso, tempo, mano velho. Nos vemos em breve, possivelmente, diferentes de agora.

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