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Quinta-Feira, 31 de Maio de 2012

Arquivo dos Bombeiros Voluntários do Peso da Régua As melhores imagens da sua História

À briosa Associação dos Bombeiros Voluntários do Peso da Régua 1-O que é ser Bombeiro? I É ser “BOM” filho e irmão… Ser “Bom” neto e “Bom” vizinho; É ser um “Bom” cidadão, Tratar todos com carinho… II É ser um “bom companheiro”: Ser casado, “Bom” marido, “Bom” colega, ser solteiro; Se tem filhos: pai amigo! III Casado, da esposa amor, Ter, no coração, o lar; Em casa, tudo compor, Ter, nos seus, um terno olhar. IV Ser um “bom” profissional, Colegas: cumprimentar, Nada a ninguém fazer mal, P’ra todos ter um “bom” ar! V Ser o primeiro a entrar E o último a sair, P´ra todo o bem lhe calhar… E a todos saber sorrir. VI Para todos, muito amável, Ter todos no coração; Prós Chefes, ser muito afável, Ser honrado, honesto e são. VII Ter gosto na sua farda, E no bivaque também; Não lhe falte mesmo nada, Que tudo lhe fique bem! VIII Usar calçado e engraxado, Bem vestido a rigor; O cinto bem apertado; Que pareça um primor! IX Delicado por quem passa: Seja rico, seja pobre; Que isto todo o bem lhe faça, Pois, tal gesto é muito nobre! X Esteja sempre preparado “Para o que der e vier”. Se a sirene der um brado, Saltar logo a correr. 2-Gostar da sua “Missão” XI Saber lidar com o “Bomba” Que é seu principal labor, Seja pequena ou bem longa, E usá-la com rigor.

XII Foi mesmo a palavra “Bomba” Que deu o termo “Bombeiros”; Foi tal palavra, não longa, Dos instrumentos primeiros: XII Por isso, a deve enrolar E desenrolar mui bem, E, depois, a colocar No lugar onde convém. XIII Desde que entra no carro, E durante a viagem, Pense que somos de barro: Cuidados com a vertigem. XIV Deve ser muito prudente Pois, sem contar, corre risco: Se quiser ficar contente Afaste-se dum mau “petisco”! XVI Se se tratar dum “incêndio”, Toda a cautela é pouca; Invoque o Santo Prudêncio, Use o metal numa touca. XVII Se o incêndio demorar, Tenha cuidado maior; Avance, mas de vagar, E tenha cautela mor. XVIII Quando o incêndio terminar Veja que não falte nada; Que trouxe tem de levar Para não levar pancada… XIX Quando voltar ao Quartel, Não pense mais no passado: Merece um bolo de mel E um bife “bem passado”! XX Mas se não lhe derem nada, Faça conta ter comido; Traz consciência alegrada E “a paz de um dever cumprido”.

XXIV Se há alguns “afogamentos” Tudo é bem mais p’rigoso; Tem de haver homens atentos, Com fazer mais rigoroso, XXV E se há “atropelamento”, Em milhar’es de passadeiras; Lá vão bombeiros atentos, Até algumas bombeiras. XXVI Se um “carro descarrila” Duma alta ribanceira, Vão mui bombeiros em fila, Usando rebocadeira. XXVII Se há um “parto inesperado”. Tem de ir uma marquesa; Vai motorista apressado, Com mais cuidado e destreza. XXVIII Se há “corrida de motares”, Esteja o bombeiro atento… Estavam melhor em seus lares Que passar por tal tormento! XXIX E “se chocam frente-a-frente” Viaturas de bombeiros Há mortes certas e sempre, Têm de vir cangalheiros!... XXX Deus nos livre de tal sorte: Rezemos a São Marçal: Que nos livre de al morte E de qualquer outro mal!

4-Objetivo ou princípio, meio e fim deste poema XXXI O sub-título do “Poema” É, em suma, uma Homenagem Simples, merecida e amena De que o “Quartel” dá imagem. XXXII As primeiras dez “quadras” Quis, de forma pedagógica, Dizer em poucas palavras, Que bombeiro é bom, por lógica! XXXIII De “bombeiro” vem o “Bom” E a “bomba” deu “bombeiro”; Ser bombeiro é um dom, Pois é muito prazenteiro. XXXIV Tem uma Associação Que é sua base legal; E tem uma Direção Que é p’ra todos leal. XXXV Direção e “corpo ativo” Dueto bonito fazem; É bem verdade o que digo: O Diretor é seu “Pagem”!

XXXVI Toda esta Direção Merece a Felicidade; Trabalha com coração, Reconhece-o a cidade. XXXVII O quartel necessitara Da obra quase tem feito; Todo o reguense repara Que, assim, tem bonito jeito. XXXVIII Esta bela Associação É primeira do Distrito; Falta a “Beatificação” P’ra que fique tudo dito! XXXIX Esta Associação merece Honras da Régua a Lisboa, Pois, de tantas, me parece Que é, dentre todas, Mui Boa! XL Tem bom Rio, bela Cidade; De noite, giro “Arraial”; Que diremos nós “Quem viva”? “Vivam todos em geral”!!! J. Silva Pinto

3-Mais situações difíceis XXI Não trabalha só de “bomba”; Mil situações a espreitar… Esta lista é muito longa: Que ninguém pode contar… XXII Embate de viaturas: Cada vez mais numerosas; Com milhares de diabruras, Casa dia é mais p’rigosa. XXII Pessoas perdem a vida, Outras, inutilizadas: Não podem fazer a lida, Ficam mui traumatizadas! SEMANÁRIO INDEPENDENTE DEFENSOR DO ALTO DOURO

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À briosa Associação dos Bombeiros Voluntários do Peso da Régua  

1 - O que é ser Bombeiro? I É ser “BOM” filho e irmão… Ser “Bom” neto e “Bom” vizinho; É ser um “Bom” cidadão, Tratar todos com carinho…