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ISSN 1984-4212 - Ano III - no 10 - R$ 39,00

Alimentos Funcionais Novidades e tendĂŞncias desse mercado

n Setor de corantes alimentĂ­cios

aposta em novos produtos

n A carne ĂŠ forte: mercado de carnes

processadas e seu bom desempenho


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Editorial

Por um consumo mais consciente e saudável

A

preocupação com a saúde e a qualidade dos alimentos é uma tendência inescapável para toda a cadeia alimentícia mundial; se ao mesmo tempo temos que nos preocupar em produzir alimentos em quantidade suficiente para nutrir mais de 6 bilhões de pessoas no mundo, também precisamos nos preocupar com a saúde e, principalmente, com algumas epidemias que tem se alastrado, como a obesidade. Pesquisa do IBGE divulgada no final de 2010 mostra que se mantido o ritmo atual de crescimento da obesidade, em 10 anos teremos o mesmo número de obsesos que os Estados Unidos. Pensando em melhorias na saúde, um dos mercados que mais tem crescido no setor de alimentos é o de ingredientes e produtos funcionais, tema da matéria de capa desta edição. A IT – Ingredientes e Tecnologia investigou as novidades dester mercado, mostrando um panorama de tendências, em matéria realizada pelas repórteres Regiane Oliveira e Elaine Bittencourt. Com a proposta de investigar sempre os vários setores da indústria de alimentos, a edição também se debruçou sobre o setor de corantes alimentícios e o de carnes processadas. A repórter Juçara Pivaro, em um duplo esforço de reportagem, foi em busca dos novos ingredientes que tem surgido nas pesquisas do dois ramos, ambos fundamentais para a indústria de alimentos no Brasil. No mais, a edição conta com informações quentes sobre o mercado - como a entrada da gigante Cargill no ramo de atomatados - e os diversos lançamentos de produtos ao longo dos últimos dois meses. Aproveite e se informe mais sobre melhores tecnologias e produtos mais saudáveis na sua IT deste mês.

A revista IT - Ingredientes e Tecnologias é uma publicação bimestral sobre pesquisa e desenvolvimento na indústria de alimentos e bebidas da Setembro Editora Ano III, n. 10 - dez/ 2010 a jan/fev 2011 Diretor-Editor Luiz José de Souza (luiz.souza@revistait.com.br) Edição Anderson Gurgel e Helena Jacob Redação Setembro Editora e Colaboradores (redacao@revistait.com.br) Colaboração Adriana Pavesi Arisseto, Anderson Gurgel, Airton Vialta, D. Back, Helena Jacob, Maria Cecília de Figueiredo Toledo, N.S.P.S. Richards, P. Mattanna e Rita Ramos Projeto Gráfico Fabiana Caruso (gbz.carbonmade.com) Publicidade Luiz José de Souza (luiz.souza@revistait.com.br) Atendimento Ana Carolina Senna de Souza (atendimento@revistait.com.br) CRÉDITO FOTO CAPA: DREAMSTIME

SETEMBRO EDITORA Ed. Green Office Morumbi Rua Domingos Lopes da Silva, 890, cj.402 - Portal do Morumbi - CEP 05641-030, São Paulo, SP, Brasil Tels: (11) 3739-4385/ 8141-3274/ 2307-5561/ 2307-5563/ 2307-5568/ 2307-5574 Outra publicação

O Anuário Brasileiro de Ingredientes é uma edição especial da revista IT-Ingredientes e Tecnologia. Com periodicidade anual, é uma fonte de consulta e de pesquisa aos profissionais das indústrias de alimentos e de bebidas Assinatura Anual 6 edições bimestrais - R$120 - pagamento por Boleto Bancário Exemplar Avulso R$39,00 Anuário Brasileiro de Ingredientes edição especial - R$39,00

Boa leitura.

Luiz Souza

Para assinar carol.senna@revistait.com.br Tel e fax: (11) 3739-4385

Diretor-editor da IT – Ingredientes e Tecnologia

Comitê Editorial-Técnico-Científico Adalberto Luiz Faria de Almeida Engenheiro de alimentos e profissional contratado da Plury Química Airton Vialta Especialista em genética de microorganismos, pesquisador científico do Ital Alfredo Luiz Barcelos Ferreira Químico, mestre-cervejeiro da Schincariol Ary Bucione Engenheiro de alimentos, gerente de sweeteners da Danisco Culturas para a América do Sul Denise C. P. Jardim Pesquisadora científica e coordenadora do Centro de Tecnologia de Cereias e Chocolate (Cereal

Chocotec) do Ital Ellen Almeida Lopes Farmacêutica bioquímica, mestre em Ciência dos Alimentos, diretora da Food Design Sistemas de Gestão de Qualidade dos Alimentos

ERRAMOS Alimentos (FEA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Múcio M. Furtado Técnico em laticínios, bioquímico, doutor em ciências de alimentos e consultor técnico da Danisco

Fábio Hasegawa Engenheiro e Mestre em Tecnologia de Alimentos, gerente da Silliker Brasil.

Murilo Hadad Pires PHd em Ciência dos Alimentos e Gerente de Projetos da Globalfood

Grace Maria Wille Doutora em Tecnologia dos Alimentos e professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Ricardo Szuster Engenheiro de Alimentos, atua no segmento de food service da Unilever

Maria Cecília F. Toledo Professora Doutora da Faculdade de Engenharia de

Valdomiro Valle Gerente técnico da Solae

■ A empresa Guarani, do setor

sucroalcooleiro, deveria ter constado do ranking de Maiores e Melhores publicado na edição anterior da Ingredientes e Tecnologia na 630 posição. ■ A foto de Airton Vialta / artigo

Ingredientes – página 56 da edição anterior, saiu como divulgação mas é de Antonio Carriero – ITAL

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As 100 Sumário maiores

06

Entrevista

10

Produtos e Marcas

30

Ingredientes e Aplicações

18

Matéria Principal

34

Setores

42

Setores

64

Informes

77

Canal Direto

anunciantes desta edição

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Entrevista

Custo dos produtos é desafio para conquistar classe C Carlos Eduardo Paula Leite Gouvêa, Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Dietéticos para Fins Especiais (Abiad)

DIVULGAÇÃO

PorRegiane Oliveira

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O mercado de Diet & Light tem crescido normalmente a taxas quase duas vezes superiores ao crescimento do mercado de alimentos, ou seja, de 9 a 10% ao ano

ntes mesmo dos produtos fun-

A

IT O que mudou no compor- controle sobre o que comer,

cionais ganharem o gosto dos

tamento da população em re-

o consumidor passou a per-

consumidores, uma categoria

lação ao consumo de produtos

ceber que o equilíbrio entre a

especial de alimentos, os diet e light, já

light e diet desde a década de

alimentação e sua qualidade

mostravam que é possível um equilíbrio

90, quando eles começaram a

de vida era essencial e, por

entre a alimentação e uma vida saudá-

ganhar as gôndolas dos super-

isto, passou a exigir cada vez

vel. Agora a indústria descobre que unir

mercados?

mais produtos “saudáveis”

produtos com redução calórica, de açúcar ou sal, com propriedades funcionais

Carlos Eduardo em seus locais habituais de Paula Leite GouvEa compra. Com esta demanda

de alimentos é um dos segredos para

A grande mudança foi a per-

crescente e partindo de clien-

a expansão. E que expandir o alcance

cepção da importância da

tes fiéis, os supermercados

desses produtos, aproveitando o cresci-

nutrição na questão de saúde

passaram a oferecer cada vez

mento da classe C – por meio do equi-

e qualidade de vida. Os pro-

mais opções em gôndolas de-

líbrio entre os custos da inovação com

dutos Diet & Light começa-

dicadas/especializadas.

o preço final –, é o desafio para ganhar

ram com um foco maior para

foi objeto de uma pesquisa

este novo nicho de consumo.

a questão estética (cultura

da Latin Panel (hoje Kan-

do “corpo sarado” no início

tar) que indicou que as lojas

da década de 90) passan-

com gôndolas especializadas

do pouco a pouco a ser um

em Diet & Light tinham um

instrumento do controle do

ticket médio 11% superior à

que se ingeria, em termos de

média das lojas que tinham

calorias, açúcar, gordura ou

tais produtos misturados em

sal, dentre outros. Com este

gôndolas normais.

Isto

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Entrevista

da Classe C na venda de pro-

conquistaram todos os canais

dutos diet e light? A Abiad tem

de distribuição de varejo?

dados sobre este movimento?

GouvEa Praticamente po-

GouvEa A expansão da dem ser encontrados em quase Classe C trouxe a possibilidade

todos os canais - desde os su-

de escala para diversos produ-

permercados/hipermercados

tos antes restritos às Classes A

até o pequeno varejo e/ou de

e B. De fato, em 2004, a Abiad

conveniência. As farmácias e

detectou em pesquisa com um

drogarias são também um pon-

grupo de 720 entrevistados,

to bem comum para encontrar-

que cerca de 35% da Classe

-se alguns dos produtos (em-

C consumiam habitualmente

bora nem todos os alimentos

algum produto Diet / Light.

possam hoje ser comercializa-

Quando se investigou sobre

dos neste canal, devido a im-

o entendimento do conceito,

pedimento regulatório criado

percebia-se ainda uma certa

recentemente pela Anvisa).

Há grande possibilidade de expansão nesse mercado ao agregar-se aos produtos nutrientes com algum benefício funcional

IT Qual o reflexo da expansão IT Os produtos light e diet já

na visão da própria mídia es-

confusão, porém uma certeza:

pecializada. Por isto, quem

a de que seria algo bom para

IT A indústria brasileira tem investir nesta direção, terá de

sua saúde e de sua família.

participação importante neste

fato mais chance de sucesso

Ou seja, gostaria de consumir

segmento, ou ainda temos opor-

com seus produtos.

mais itens, porém esbarrava-se

tunidade de expansão?

ainda na questão de custo.

GouvEa Sim, há grande IT Os alimentos diet entram possibilidade de expansão ao

como funcionais na legislação

IT Qual o tamanho deste agregar-se nutrientes com al- da Anvisa, ou tem legislação mercado hoje no Brasil e a ex-

gum benefício funcional. Ou

específica?

pectativa de crescimento para

seja, alimentos com alegação

GouvEa Os alimentos Diet

este ano?

de propriedade funcional (ou

& Light ainda são regidos pe-

GouvEa O mercado de Diet simplesmente, alimentos fun- las Portarias 27 e 29/98 da & Light tem crescido normal-

cionais), que ainda tenham

SVS/ Ministério da Saúde, mas

mente a taxas quase duas vezes

uma redução calórica, de açú-

devem ser objeto de atualiza-

superiores ao crescimento do

car ou sal. Os conceitos de nu-

ção prevista para breve, em

mercado de alimentos, ou seja,

trição e saúde estão cada vez

função de discussões no âm-

de 9 a 10% ao ano. Isto se deve

mais integrados. Sua combina-

bito do Mercosul (legislação já

não apenas ao crescimento or-

ção a práticas de vida saudável,

é comum neste segmento). Fa-

gânico, mas principalmente às

como por exemplo, exercícios

zem parte dos alimentos para

extensões de linhas para pro-

frequentes ou práticas de ativi-

fins especiais. Já os funcionais

dutos que antes eram apenas

dades esportivas têm sido cada

têm legislação específica.

comercializados em suas ver-

vez mais comum, tanto na vi-

IT Como tem sido o investi-

sões convencionais.

são dos consumidores como

mento da indústria em inova-

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ção. Há incentivos dos governo

da Secretaria da Agricultura

para pesquisa?

de SP, que, através do Cere-

IT Alguma nova descoberta que vem ajudando a aprimorar

GouvEa A indústria tem al Chocotec, em cooperação os produtos? investido cada vez mais, o que com entidades como Abiad, GouvEa Sim, alguns exempode ser percebido pelos no-

Abiam (Associação Brasileira

vos produtos lançados e cujos

da Indústria e Comércio de

registros têm sido concedidos

Ingredientes e Aditivos para

pela Anvisa. Em termos de in-

Alimentos), Abicab (Associa-

vestimento indústria/governo,

ção Brasileira da Indústria de

temos ainda um início promis-

Chocolates, Cacau, Amen-

sor. São poucos exemplos, po-

doim, Balas e Derivados), tem

rém bem interessantes. Pode

desenvolvido projetos de ino-

ter destaque neste sentido o

vação para setores da indús-

trabalho que o Ital - Instituto

tria que se possam beneficiar

de Tecnologia de Alimentos

de forma ampla.

plos bem interessantes com aplicação ampla têm sido desenvolvidos

nesta

parceria

com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) e que se voltam, inclusive, para o mercado externo - especialmente no caso de balas, já que o Brasil é um dos maiores produtores do mundo . DREAMSTIME

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Produtos & Marcas

Novo destino para o lixo

Danisco obtém certificação Kosher

Presente com seus produtos em mais de 170 países, a Tetra Pak, líder mundial em soluções para processamento e envase de alimentos, em parceria com o Envolverde e o Cempre (Compromisso Empresarial com a Reciclagem), promoveram em meados de abril no Centro de Convenções da APAS (Associação Paulista de Supermercados), em São Paulo o debate “Diálogos sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos – Embalagens pós-consumo e responsabilidade compartilhada”. O objetivo do evento, que contou com a participação de representantes do governo, do setor privado e de organizações não governamentais, foi discutir os detalhes da nova lei que institui as diretrizes para a gestão e gerenciamento dos resíduos do País, aprovada no ano passado. De acordo com Paulo Nigro, presidente da Tetra Pak, a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos representou um marco histórico, que determinará uma grande mudança na atual realidade do lixo no Brasil e sua reciclagem. Presente ao evento, o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Silvano Costa, mostrou que a fase de se comemorar a aprovação da lei passou e agora o momento é de apresentar, um cronograma factível de ações para que a nova legislação possa gradualmente ser posta em prática e o lixo brasileiro, enfim, seja cada vez menos lixo e cada vez mais reciclável.

Localizada em Pirapozinho (SP), a fábrica da Danisco recebeu recentemente auditoria para obtenção da certificação Kosher para emulsificantes e antioxidantes, alcançando exclusividade no mercado brasileiro de ingredientes alimentícios. O Certificado kosher é um documento emitido para atestar que os produtos fabricados por uma determinada empresa obedecem as normas específicas que regem a dieta judaica ortodoxa. Ele é mundialmente reconhecido e atribuído como sinônimo de controle máximo de qualidade, como explica o site Certificado Kosher. O processo de certificação foi conduzido pelos Rabinos Gabriel Yabra e Salomon Bari, representantes da U-K Kashrus Organization - sediada em Buenos Aires - que aprovaram aproximadamente 12 tipos de emulsificantes e toda a linha de antioxidantes produzidos na fábrica brasileira. O processo envolveu a avaliação de todos os fornecedores de matérias-primas, insumos e dos equipamentos utilizados no processo Kosher. Esta certificação havia sido obtida apenas até então por duas outras fábricas de antioxidantes da Danisco, localizadas na Dinamarca e nos Estados Unidos. Segundo Leandro Costa, analista de gestão da qualidade da empresa, a Danisco no Brasil é uma das poucas indústrias no segmento ingredientes para alimentos, enzimas e soluções de base biológica a possuir todas a certificações de qualidade, tais como ISSO 9001, ISSO 14001 e BRC.

Pioneira no mercado de compras coletivas No último dia 15 de abril entrou no ar a primeira oferta de uma indústria do setor de alimentos apostando em um site de compras coletivas no Brasil. Líder em produtos lácteos frescos, a Danone, em parceria com a rede Mambo Supermercados, ofertou no site OfertaDia (www.ofertadia.com.br) o Activia, um dos principais produtos da

Danone fechou acordo com a rede Mambo para vender Activia pelo site OfertaDia

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companhia atualmente e marca líder de sua categoria.           A parceria entre Danone, Lojas Mambo e OfertaDia garantiu um desconto expressivo para o varejo  na compra de quatro bandejas de Activia [Polpa 400g]. Os consumidores que adquiriram os cupons puderam retirar os produtos em qualquer uma da seis

lojas do Mambo Supermercados, localizadas na cidade de São Paulo.          Fundado em 2010, o OfertaDia é um dos maiores sites de compras coletivas do Brasil. Publica diariamente uma oferta do melhor que existe na cidade para se fazer, assistir, comer e comprar. As ofertas são válidas no site de um a dois dias e são ativadas somente se houver um número mínimo de compradores. Com mais de 750 mil usuários, o OfertaDia trabalha com os estabelecimentos mais consolidados de cada cidade, gerando para estes parceiros maior visibilidade de seus serviços/produtos e atraindo novos clientes.

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Produtos & Marcas

Makeni Chemicals comemora trinta anos e tem novo gerente

Nestlé amplia a linha docinhos e lança o moça cremoso

Empresa situada em Diadema, no ABC paulista, a Makeni Chemicals acaba de completar três décadas de atuação no mercado de distribuição e formulações de produtos químicos para segmentos como Construção, Cosmético, Farmacêutico, entre outros produtos químicos e petroquímicos. Um dos fatos marcantes da celebração foi a chegada de João Rodrigues como o novo gerente comercial da empresa que atuará na área de Desenvolvimento de Novos Negócios na Makeni. Engenheiro Químico formado pela Faculdade de Engenharia de São Bernardo (FEI), João acumula, como a empresa que gerenciará, 30 anos de experiência na área comercial e desenvolvimento de negócios em empresas do segmento químico, como Weg Química e quantiQ.

Com o mesmo sabor, mas com consistência mais firme, a Nestlé lança no mercado brasileiro o Moça Cremoso para quem gosta de comer um doce na hora que quiser. Moça, que comemora junto com a Nestlé 90 anos de história nos lares brasileiros, lança agora Moça Cremoso, mais um Docinho pronto da marca. O lançamento acompanha o novo visual nas embalagens da linha Moça Docinhos, ex-Moça Fiesta, nos sabores brigadeiro, beijinho e chocolate cremoso, com maior destaque para a marca Moça. A nova embalagem acompanha o comportamento do consumidor destes itens, que já não espera as festas para saboreá-los. Hoje, além do uso tradicional como docinhos, acompanham sobremesas diversas e podem ser consumidos a qualquer hora. O preço sugerido do Moça Cremoso (380g) é R$ 4,99.

VERSÃO MAIS CONSISTENTE do leite

JOÃO RODRIGUES chega para comandar o departamento comercial da empresa

condensado mais tradicional do País vai facilitar a vida do consumidor

Delícia gelada de frutas vermelhas com chocolate branco

O Picolé Bianco, novidade da Sorvetes Jundiá, promete ser mais um sucesso de vendas

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Quem é fã de picolés cremosos já pode contar com mais uma novidade da Sorvetes Jundiá. No mercado  há  mais de 30 anos, a  Sorvetes Jundiá traz ao mercado seu novo picolé:  Bianco Frutas Vermelhas. Com cobertura especial de chocolate branco e recheio cremoso à base de leite, o picolé Bianco traz ainda o sabor especial de frutas  vermelhas,  garantindo um toque do azedo, característico destas frutas.  A Sorvetes Jundiá começou a produção de sorvetes artesanais há mais de 30 anos, na cidade paulista de Jundiaí. Graças à qualidade do produto, sua presença no mercado não parou de crescer, e é líder na categoria no  interior  estado de São Paulo e a 3ª mais popular entre os potes de 02 litros em todo o Brasil. Hoje, a fabricação da Sorvetes Jundiá se concentra no município de Itupeva, a 70 quilômetros da capital paulista. Dali, a fábrica de delícias distribui seus produtos para os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. Com mais de 80 sabores distribuídos em aproximadamente 10 linhas, a marca está presente em mais de 18  mil pontos de venda.

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Tudo pela praticidade e higiene Macarrão, Farinha e Bolo

O azeite Renata Superiore Extra Virgem acaba de chegar às prateleiras de todo o Brasil em sua nova embalagem com bico dosador. O produto, que marca a entrada da centenária empresa Selmi - tradicional fabricante brasileira de massas alimentícias - no segmento de azeites, promete aquecer o mercado com sua alta qualidade e embalagem diferenciada. Produzido e envasado na Itália, terra Natal da família Selmi, o Renata Superiore Extra Virgem é prensado a frio, apresenta acidez máxima de 0,5% e é feito com azeitonas selecionadas da famosa região da Toscana. Sua embalagem em lata (500 ml) apresenta design inovador que é tendência na Europa, utilizando placas de metal cobertas por uma película de estrato de estanho com função protetora, evitando que o azeite oxide. Além disso, o interior da lata é tratado com um verniz comestível, para garantir a conservação dos alimentos, já que o azeite extra virgem de oliva possui um resíduo muito baixo de umidade. Para garantir um controle ainda maior, o gargalo da garrafa agora vem com bico dosador para evitar desperdício na hora da  utilização. Com todas essas vantagens, a embalagem não poderia deixar de cumprir outra missão essencial: evitar que o azeite escorra na mesa. Graças a um design exclusivo, o azeite é facilmente manipulado, mantendo a higiene da lata e do local em que está sendo manuseado.

Renata Superior e Extra Virgem agora vem com bico dosador

Nordeste: a bola da vez para a Danone O Nordeste como oportunidade de negócios foi apresentado pelo presidente da Danone, Mariano Lozano no evento “Nordeste. A bola da vez”, organizado pela Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade), que ocorreu o no litoral norte baiano no início de abril. Lozano destacou o crescimento de 36% da empresa na região e pontuou os projetos, estratégias e produtos adaptados à demanda do consumidor nordestino comprovando dados de diferentes institutos de pesquisa que apontam a região como a de maiores índices de crescimento do PIB e os melhores indicadores de desenvolvimento, o que vêm atraindo investidores da iniciativa privada e o próprio poder público. De acordo com o executivo, a meta da Danone é duplicar o tamanho da empresa no País até 2012 e atingir

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um faturamento de R$ 2 bilhões. Segundo o executivo, uma fábrica de iogurtes em Maracanaú, no Ceará está na primeira fase de implantação. Lozano observou durante o seminário que a Danone cresce o dobro no Nordeste em comparação com o Sudeste, e o iogurte é o produto chave do mercado. O presidente da empresa explica também que outro foco da Danone para a região é produzir produtos com preço inferior a R$ 1,00, na versão individual. Em 2008, o estudo Nutri-Brasil, realizado a pedido da empresa, identificou carências nutricionais nas crianças nordestinas. Essa informação fez com que Danone desenvolvesse o Danoninho Cremoso, produto especialmente criado para a região, enriquecido com vitaminas e minerais.

Empresa francesa vê região como oportunidade de duplicar seus negócios no Brasil até 2012

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Produtos & Marcas

Beneo recebe certificado do Padrão Internacional para Alimentos A unidade de produção da Beneo em Pemuco, Chile, recebeu sua primeira certificação do Padrão Internacional para Alimentos (International Food Standard – IFS), com uma pontuação expressiva de 99,36%. A certificação IFS, reconhecida pela Iniciativa Global de Segurança Alimentar (Global Food Safety Initiative - GFSI), apoia o objetivo da Beneo de se tornar o parceiro preferencial dos clientes para ingredientes funcionais. As unidades de produção da empresa na Bélgica, Alemanha e Chile são auditadas anualmente e sempre conseguiram atingir as altas

pontuações. A Beneo se dedica a altos padrões de qualidade e se esforça para atingir melhorias contínuas em todas as áreas, para poder oferecer o melhor serviço possível para os clientes. O membro da diretoria executiva da empresa, Matthias Moser, destacou a alta pontuação na primeira avaliação do FIS pelo qual passou a unidade da Beneo no Chile. Moser frisou a importância da pontuação conquistada tanto para consumidores quanto para clientes diretos da empresa, lembrando que as unidades de produção da Beneo atendem os mais altos padrões em todo o mundo.

UNIDADE DE PRODUÇÃO da empresa no Chile consegue atingir uma pontuação alta de 99,36 % em sua primeira auditoria pela IFS

Doce sabor azedo Presente no País desde 1921, a suíça Nestlé mais uma vez dá provas de que, ao longo de oito décadas, aprendeu a conhecer muito bem o paladar dos brasileiros. A empresa acaba de colocar no mercado uma exótica mistura: maracujá com chocolate. O novo sabor que a Nestlé leva ao consumidor é mais uma inovação na linha de sobremesas Chandelle. O sabor Mousse de Maracujá (150g), que vem com pedaços de chocolate, unindo a fruta tipicamente brasileira com o mais famoso doce dos Alpes, pode ser encontrado nas prateleiras dos supermercados de todo o País. O lançamento integra a linha de mousses Chandelle que, desde 2008, traz inovações à categoria de sobremesas refrigeradas premium, com os sabores Due Chocolate ao Leite, que mistura mousse de chocolate ao leite com calda de chocolate, o Chandelle Due Chocolate Branco, da combinação entre mousse de chocolate branco com calda de chocolate preto, e o Chandelle Pedaços de Chocolate, um saboroso mousse de chocolate com pedaços crocantes do doce.

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NESTLÉ coloca no mercado Chandelle de maracujá com chocolate

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Leite Ninho agora nas versões frutas naturais e baixa lactose A Nestlé oferece ao consumidor da região Sudeste mais uma opção do tradicional leite Ninho. A novidade atende pelo nome de Ninho Fruti, que pode ser encontrado nos sabores maça ou morango com banana, em embalagens de 200 ml prontas para beber. O segmento de frutas dentro do mercado de flavorizados – produtos acrescidos de sabor – apresentou, em 2010, crescimento de 32% sobre o ano anterior, segundo dados da Nielsen. Produzido com frutas naturais e sem conservantes, o Ninho Fruti desponta como mais uma opção para incrementar o cardápio das crianças. Assim como toda a linha de pro-

dutos Ninho, os lançamentos são fortificados com ferro e vitaminas C, A e D. Também para atender as crianças e também adultos com intolerância à lactose, a Nestlé está colocando no mercado o Ninho Baixa Lactose, um produto com 90% menos lactose e que será vendido inicialmente em São Paulo e Rio de Janeiro, além da região Nordeste, em embalagens de 1 litro. Pesquisas indicam que hoje 24% da população mundial seja intolerante à lactose o que faz do novo produto um artigo de grande necessidade em um País de elevado consumo de leite como o Brasil.

Produtos chegam como opção saudável para as crianças e adultos

Lucro líquido da Tangará Foods sobe 73,7%

Foco da empresa nos próximos cinco anos será a construção de uma rede de 30 centros de distribuição por todo o Brasil

A mineira Tangará Foods fechou 2010 com lucro líquido de R$ 143 milhões, 73,7%, superior ao ano de 2009. O grupo comercializa cerca de 100 itens, entre eles, soluções lácteas, leite em pó, café e ingredientes para indústria de alimentos. O EBTIDA subiu 119% em relação ao período anterior, chegando a R$ 188,6 milhões. A receita bruta teve alta de 49,3%, chegando a R$ 1,1 bilhão. Além da forte atuação no mercado de foodservices e exportação de café, o faturamento foi puxado pelas operações de atacado/trading com carne, açúcar, milho, trigo, macarrão e arroz. Por conta disto, nos próximos cinco anos, o core business do grupo deverá ser o mercado de foodservices e varejo. Para isso, a Tangará construirá

uma rede de 30 centros de distribuição em todo o Brasil. Em março deste ano, o grupo anunciou o investimento de R$ 55 milhões na aquisição de uma planta de lácteos em Estrela, no Rio Grande do Sul, a Lativale. Os bons números apresentados refletem ainda a compra de 50% da norte-americana Caturra Coffee, em 2009, o que alavancou as operações de café da Tangará no mercado internacional, justamente em um momento de alta do preço do café. A receita consolidada no mercado externo representou 58,9% do faturamento, chegando a R$ 650,7 milhões. Já o mercado interno foi responsável por 41,07% desse total, que corresponde a R$ 453,5 milhões. 15

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Produtos & Marcas

A arte de transformar sua casa em uma sofisticada cafeteria Lançadas em março de 2009, as máquinas de café expresso da Nescafé Dolce Gusto logo se transformaram em líder no mercado de máquinas de café expresso. Agora, a Nescafé apresenta mais uma novidade para os fãs de bebidas à base de café: o Mocha, combinação de café, leite e chocolate, receita que tanto agrada o paladar do brasileiro. O lançamento vem para destacar ainda mais a única máquina multibebidas do mercado, além de reforçar o posicionamento de Nescafé Dolce Gusto de levar a experiência dos coffeshops para a casa do consumidor. A novidade está sendo vendida em display composto por 16 cápsulas – 8 cápsulas à base de leite (15g cada) e 8 cápsulas de mocha (12g cada) –, sendo necessário duas para preparação de uma dose de 220 ml. Neste primeiro momento, será comercializada por meio do site Nescafé Dolce Gusto (www.nescafe-dolcegusto.com.br) e nas lojas Home & Cook. O preço sugerido ao consumidor é de R$ 23,99. Por ser um produto com venda exclusiva no site, na compra de uma caixa de Mocha, o consumidor acumula o dobro de pontos (20) no Clube de Fidelidade.  Para completar a linha de acessórios, a Nestlé aposta no  porta-cápsula, primeiro item fabricado pela marca no Brasil. Com capacidade para 20 unidades, a lata traz impresso o modo de preparo de todas as bebidas. O consumidor também poderá adquiri-lo no Clube de Fidelidade hospedado no site de Nescafé Dolce Gusto por R$ 29,00 ou acumular 300 pontos para troca.

Nescafé Dolce Gusto amplia portfólio com o Mocha, nova opção de bebida quente

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Mais leve, mas com o antigo sabor secular O União Light traz o mesmo sabor do açúcar tradicional com apenas 50% das calorias e o dobro do rendimento

Buscando uma fórmula que conseguisse atender aos desejos e às necessidades dos consumidores, a União, que completou 100 anos em 2010, criou o açúcar União Light: um produto com poder de adoçamento superior ao do açúcar tradicional, mas com o qual é possível utilizar apenas metade da medida usada normalmente,  garantindo assim um consumo  de 50% das calorias ingeridas e mantendo o mesmo sabor. A fórmula do União Light combina açúcar tradicional (sacarose) e uma quantia mínima de sucralose (único edulcorante derivado da cana-de-açúcar). Esse ingrediente possui uma capacidade de adoçamento muito superior à sacarose. A sucralose foi aprovada pelo FDA (Food and Drug Administration) em 1998, garantindo que a substância praticamente não é absorvida nem metabolizada pelo organismo e, por isso, pode ser consumida por toda a família. Essa é uma das razões dela ter sido escolhida na composição do União Light. Outro diferencial importante, sobretudo para aqueles que adoram caprichar nas sobremesas, é que União Light pode ser utilizado em receitas de forno e fogão, em substituição ao açúcar tradicional, pois mantém suas propriedades mesmo em altas temperaturas. O site União (www.ciauniao.com.br) traz um banco de receitas já adaptadas e testadas para reduzir calorias dos doces, sem abrir mão do sabor. Além do site, a marca também oferecerá suporte por meio do “fale conosco” do site ou pelo telefone 0800-132027.

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Bunge destaca modelo de gestão sustentável na cadeia de valor No final de março, durante o III Workshop de Supply Chain Management, promovido pela Universidade de São Paulo, em Pirassununga (SP), o gerente corporativo de sustentabilidade da Bunge, Michel Santos, discutiu como garantir a sustentabilidade na cadeia de valor dos alimentos. O objetivo do encontro promovido pela USP foi discutir a complexidade existente por trás da comercialização e distribuição de produtos agroalimentares, debatendo, sob lentes gerenciais e econômicas, o posicionamento da indústria de alimentos frente os desafios existentes na interface tecnologia/estratégia. Graduado pela USP e pós-graduado em Marketing pela ESPM, Santos trabalha no fomento da governança

por meio da gestão em sustentabilidade como ferramenta para mitigar riscos, potencializar negócios e promover o desenvolvimento sustentável dentro da Bunge. “É importante destacar como a gestão sustentável traz valor para toda a atividade de supply chain”, destaca o executivo, acrescentando que o modelo de gestão da Bunge será apresentado como proposta para um debate sobre o que é possível fazer para garantir critérios de sustentabilidade na cadeia de valor. O evento, que ocorreu no Anfiteatro do Campus USP de Pirassununga, teve seu foco voltado para a área de alimentos e os avanços na tecnologia, estratégia e coordenação, gestão logística, organização, relacionamento e sustentabilidade.

Modelo de negócio da empresa foi apresentado como tema para debate na USP

Novas bases para velhas conhecidas dos paulistanos Pizza integral com massa de sete grãos entra no cardápio da Carrieri

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A Pizzeria Carrieri aposta em mais uma opção diferenciada. A casa acaba de colocar no cardápio a massa de sete grãos, que pode ser servida fria ou quente, e ser usada como base para todos os sabores de pizza, da tradicional mussarela as com recheios fartos como a Leggera, especialidade da casa que traz em sua composição pesto de azeitonas pretas, cream cheese, peito de peru, cenoura ralada,

tomate cereja e temperada com um fio di aceito balsâmico, azeite extra-virgem e folhas de manjericão. Localizada no bairro da Aclimação e prestes a abrir a segunda filial em Alphaville, a Pizzeria Carrieri é uma referência no ramo. Fundada por Rita e Renato Carrieri, inicialmente como delivery, a pizzaria cresceu e nunca deixou de inovar em busca de fidelizar o cliente. A novidade da massa feita com sete grãos surge após a Carrieri inovar com as pizzas frias que contém ingredientes leves, naturais e saudáveis, que não levam queijo derretido e são feitas a partir de fermentação natural - processo que torna o sabor acentuado e o prato mais leve. No caso da nova massa, as pizzas também apresentam uma quantidade de calorias menor do que quando feitas com massa tradicional, uma boa opção para quem está de dieta. A massa de sete grãos da Carrieri traz ingredientes como linhaça, aveia, quinua, castanha, aveia, gergelim, entre outras.

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Produtos & Marcas

Cubos mágicos A Etti - marca da unidade de Alimentos da Hypermarcas e dona de um portfólio diversificado de produtos, que incluem geleias, temperos e pratos rápidos, entre outros - lançou no último mês de março mais uma novidade no mercado brasileiro: a exclusiva linha de Molhos em Cubo Etti. A novidade chega às gôndolas dos supermercados brasileiros em quatro sabores: Madeira, Caseiro, Ervas Finas e Quatro Queijos. Preparados com ingredientes selecionados e livres de gorduras trans, os Molhos em Cubo Etti podem ser utilizados de diversas formas, trazendo variedade e criatividade às receitas do dia a dia dos consumidores. Com uma fórmula de fácil dissolução, os molhos podem ser misturados a ingredientes como leite, creme de leite, suco de laranja e suco de limão, para o preparo de molhos para saladas, aves, carnes e massas e, também, como adicional de sabor em purês, legumes e risotos. A novidade, que mantém o mesmo padrão de qualidade estabelecido pela Etti há mais de meio século, também promete levar ainda mais praticidade às cozinhas brasileiras auxiliando, inclusive, no preparo de receitas mais sofisticadas. Como os “cubos mágicos” da Etti é possível preparar desde um simples molho para salada até um molho branco quente especial para se gratinar carnes, por exemplo. Assim, todo mundo pode exercitar seu lado chef.

Etti inova e lança nova e prática linha de molhos

Com gostinho de infância Quem hoje está na casa dos 30 aos 40 anos, sabe o quanto a famosa bala 7Belo, da Arcor, tem sabor de infância. A novidade agora é que a guloseima tem um novo sabor: uva. Desejado pelas crianças e adolescentes e também apreciado por adultos de todas as idades, a “nova” bala é elaborada com ingredientes de

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primeira qualidade, mantendo assim uma tradição iniciada há décadas. O novo sabor, no entanto, não tirará do mercado os demais já existentes: o tradicionalíssimo framboesa, e também morango, iogurte, maçã verde, além da linha de pirulitos e balas de gelatina, conhecida como 7Belo Gelatin.

TRADICIONAL BALA 7BELO agora no sabor uva

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Alimentos As 100 funcionais maiores

Não basta mais ser saboroso, tem que ser saudavel Elaine Bittencourt e Regiane Oliveira

O

rol, o iogurte só é bom se combater

cado do brasileiro está

a prisão de ventre. Há agora uma

mudando. Para entrar na

geração que vai ao mercado como

lista de compras do consumidor,

quem procura remédios na farmá-

os itens das prateleiras têm que ter

cia. São consumidores que, preo-

alguns atrativos extras. Não basta

cupados em manter a saúde, estão

mais ser saboroso, tem que sau-

sendo bombardeados por tonela-

dável. Mais que isso, é preciso ter

das de informações sobre a escolha

propriedades que promovam saúde

certa dos alimentos, sejam eles na-

ou bem estar e previnam doenças.

turalmente dotados de caracterís-

O leite tem que ter mais cálcio para

ticas importantes para o bom fun-

prevenir osteoporose, a margarina

cionamento do organismo, sejam

deve reduzir a absorção de coleste-

produtos criados pela indústria.

DREAMSTIME

carrinho de supermer-

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Há quem coma soja não por gosto, mas porque ela promete amenizar sintomas da menopausa. Ou quem seja seduzido por propagandas que parecem inverter a lógica da mensagem direta na publicidade. São pessoas que se rendem a promessas sedutoras e nomes complicados. “Chegou a nova linha Becel pro-activ com fitoesteróis, que reduzem a absorção do colesterol dia após dia”, diz o site da fabricante, a Unilever. “Conheça o novo iogurte da Danone, que tem metade do cálcio que você precisa por dia”, afirma a página do produto da multinacional francesa, que acaba de lançar no Brasil a linha Densia, que tem ainda 0% de gordura, é produzido sem adição de açúcar e é também enriquecido com vitamina D, item que ajuda na absorção do cálcio. Não causa surpresa, diante deste quadro, saber que o Brasil está seguindo a tendência internacional, tornando-se um grande consumidor de produtos com características funcionais. Segundo recente relatório da PriceWaterhouseCoopers, citado pela Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), o mercado mundial de alimentos funENTRE 2009 E OUTUBRO DE 2010 O CRESCIMENTO DO SETOR FOI DE

1,35% FATURAMENTO

R$ 3,4 bilhões cionais alcançará US$ 128 bilhões em 2013, ante R$ 78 bilhões registrados em 2007. Dados da Abia mostram que, no Brasil, entre 2009 e outubro de 2010, o crescimento do setor foi de 1,35%. O faturamento chegou a R$ 3,4 bilhões. “Este aumento da demanda segue o crescimento do setor de alimentos como um todo, e está relacionado ao avanço da renda e emprego no país. O fator dife-

(...) o Brasil está seguindo a tendência internacional, tornando-se um grande consumidor de produtos com características funcionais rencial é a preocupação do brasileiro com a saúde e bem-estar”, diz a instituição. O crescimento pode parecer pequeno, mas segue uma tendência de constantes altas, mostrando que esses produtos, aos poucos, conquistam um espaço definitivo. Há quem coma soja não por gosto, mas porque ela promete amenizar sintomas da menopausa. Ou quem seja seduzido por propagandas que parecem inverter a lógica da mensagem direta na publicidade. São pessoas que se rendem a promessas sedutoras e nomes complicados. “Chegou a nova linha Becel pro-activ com fitoesteróis, que reduzem a absorção do colesterol dia após dia”, diz o site da fabricante, a Unilever. “Conheça o novo iogurte da Danone, que tem metade do cálcio que você precisa por dia”, afirma a página do produto da multinacio-

LINHA DENSIA novo iogurte da Danone, que tem metade do cálcio

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As 100 maiores

nal francesa, que acaba de lançar no Brasil a linha Densia, que tem ainda 0% de gordura, é produzido sem adição de açúcar e é também enriquecido com vitamina D, item que ajuda na absorção do cálcio. Não causa surpresa, diante deste quadro, saber que o Brasil está seguindo a tendência internacional, tornando-se um grande consumidor de produtos com características funcionais. Segundo recente relatório da PriceWaterhouseCoopers, citado pela Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), o mercado mundial de alimentos funcionais alcançará US$ 128 bilhões em 2013, ante R$ 78 bilhões registrados em 2007. Dados da Abia mostram que, no Brasil, entre 2009 e outubro de 2010, o crescimento do setor foi de 1,35%. O faturamento chegou a R$ 3,4 bilhões. “Este aumento da demanda segue o crescimento do setor de alimentos como um todo, e está relacionado ao avanço da renda e emprego no país. O fator diferencial é a preocupação do brasileiro com a saúde e bem-estar”, diz a instituição. O crescimento pode parecer pequeno, mas segue uma tendência de constantes altas, mostrando que esses produtos, aos poucos, conquistam um espaço definitivo. A Danone, com 40 anos no Brasil, diz que sua “missão, no país e no mundo, é levar saúde e nutrição a cada vez mais pessoas, por meio de todos os seus produtos”. A empresa, que desde os anos 20 desenvolve estudos sobre alimentos probióticos, possui dois produtos com o selo da Anvisa para alimentos de propriedade funcional, Activia e Actimel. Lançado no país em

ACTIMEL Danone possui selo da Anvisa para alimentos de propriedade funcional

ACTIVIA é líder absoluto com 13% do market share

2004, o Activia, é líder absoluto com 13% do market share segundo a AC Nielsen/2010, no setor de produtos lácteos frescos. Seu diferencial é o Dan Regularis, um bacilo capaz de chegar vivo ao intestino, ou seja, com propriedades probiótica, considerada uma das categorias de alimentos funcionais. Já o lançamento Densia, apesar da alegação de que fornece cálcio, não possui o selo da Anvisa. Um probiótico também fez a fama da Yakult em todo o mundo. Presente no Brasil desde 1966 – a primeira fábrica aqui foi inaugurada dois anos depois, em 1968, a Yakult revela que o leite fermentado Yakult foi o primeiro produto no Brasil a ser reconhecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como “alimento com alegações de propriedades funcionais e ou de saúde”, em 2001. A empresa lançou outros produtos SOFYL com microorganismos

YAKULT primeiro produto no

vivos capazes de chegar vivos ao intestino funcional

Brasil a ser reconhecido como “alimento com alegações de propriedades funcionais e ou de saúde”

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como Yakult 40, a sobremesa láctea fermentada Sofyl, considerados probióticos, com microorganismos vivos capazes de chegar vivos ao intestino, apostando alto no crescimento do setor. Segunda a Comunicação Técnica da Yakult, o mercado de funcionais aumenta num ritmo de 10% ao ano, três vezes mais que o segmento de alimentos tradicionais. E a previsão é que os funcionais detenham 40% do setor alimentício. Esta expansão fez com fossem criados um novo mercado para a distribuição de produtos saudáveis. Enquanto as grandes redes de supermercados investem em suas próprias linhas – Pão de Açúcar com a marca Taeq e Carrrefour com a linha Viver –, pequenas redes especializadas crescem com a nova demanda. A Mundo Verde, rede especializada em produtos naturais que planeja ter 450 lojas até 2015, é um exemplo de como o mercado tem crescido também na distribuição. “Os alimentos funcionais fazem par-

(...) o mercado de funcionais aumenta num ritmo de 10% ao ano, três vezes mais que o segmento de alimentos tradicionais te do nosso mix de produtos desde a nossa fundação e sempre com grande representatividade. Acreditamos que, nos próximos 10 anos, o mercado de saudabilidade no brasil se transformará de um mercado de nicho para um mercado de massa, como já ocorre nos EUA e na Europa. E o Mundo Verde está se posicionado para ser o principal player desse mercado no Brasil”, diz Rafaela Rabelo, coordernadora de marketing da rede.

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Alimentos funcionais

A difícil tarefa de lançar um novo produto

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H

oje a indústria de alimentos está preocupada em aumentar os investimentos nesta área, mas muitas não estão preparadas. Por isso, temos a necessidade de aumentar parcerias com a indústria farmacêutica e com as universidades, que têm expertise para pesquisas novos compostos”, afirma Franco Lajolo, professor da faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP). Lajolo explica que lançar um alimento funcional não é tarefa simples. A indústria precisa realizar pesquisas clínicas para comprovar que aquele alimentos realmente faz o que promete. E os órgãos de vigilância de saúde são rígidos quanto a estes resultados. “Temos 570 pesquisas clínicas registradas no Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, muitos não vão conseguir ser registrados como funcionais”, explica.

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No Brasil, não é diferente. Ao contrário do que se pensa, a maioria dos alimentos encontrados nos supermercados, com propostas saudáveis, não são funcionais. A Anvisa analisa os produtos funcionais em três categorias: “Novos Alimentos e Novos Ingredientes”, “Alimentos com Alegações de Propriedades Funcional e/ou de Saúde” e “Substâncias Bioativas e Probióticos Isolados com Alegações de Propriedades Funcionais e ou de Saúde”. Esta avaliação é feita mediante apresentação de evidências científicas quanto à segurança do produto e também a comprovação da eficácia das alegações propostas. A Anvisa informa que para um alimento poder veicular as alegações de propriedade funcional, ele deve atender a uma lista de exigências [disponíveis no endereço www. anvisa.gov.br/alimentos/comissoes/tecno_lista_alega.htm]. Atualmente, a Gerência Geral de Alimentos da Anvisa, considerando a Estratégia Global em Alimentação Saudável da Organização Mundial de Saúde e a Política Nacional de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, está avaliando a definição de um perfil

nutricional para os alimentos que queiram utilizar alegações de propriedade funcional, considerando que alguns alimentos, apesar das propriedades funcionais, têm elevados índices de açúcar, sódio e gordura em sua composição, o que não é saudável A Anvisa também deixa claro que “alimentos funcionais” e “alimentos enriquecidos são coisas diferentes. “As alegações de propriedade funcional utilizadas nos chamados alimentos funcionais estão relacionadas ao papel metabólico ou fisiológico que um nutriente (ex. fibras) ou não nutriente (ex. licopeno) tem no crescimento, desenvolvimento, manutenção e outras funções do organismo”, informa a agência. Isso significa que estes alimentos contêm ingredientes que podem auxiliar, por exemplo, na manutenção de níveis saudáveis de triglicerídeos, na proteção das células contra os radicais livres, no funcionamento do intestino, na redução da absorção do colesterol, no equilíbrio da flora intestinal, entre outros. Mas com um adendo: tudo isto, “desde que seu consumo esteja associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis”, informa a Anvisa..

QUALIDADE E SAÚDE Produtos Sanavita (Regulave, GlicoFiber e Colágeno em pó): lançar novidades é um desafio

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Os alimentos enriquecidos, por outro lado, “são aqueles aos quais é adicionado um ou mais nutrientes essenciais, tais como vitaminas, minerais e ou aminoácidos, em quantidades definidas em regulamento específico”. De acordo com a Anvisa, alguns alimentos, “como as farinha de milho e de trigo têm obrigatoriamente que ser fortificados com ferro e ácido fólico visando a redução da prevalência de anemia ferropriva [anemia mais comum, causada pela deficiência de ferro] e as doenças do tubo neural durante a formação do embrião, respectivamente”. A rigidez da Anvisa em relação a classificação dos produtos vem sendo criticada pela indústria. “Há uma diferença muito grande em relação ao que a Anvisa considera como funcional e os parâmetros da comunidade científica”, afirma Thiago Lima, sócio-diretor da Sanavita, empresa idealizada em 1984 pela professora Jocelem Salgado, titular de Nutrição USP, que atua na produção de alimentos com propriedades funcionais, como ração humana, linhaça dourada, shakes, chás instantâneos e colágeno hidrolisado (que auxilia no rejuvenescimento). A empresa fez estudos clínicos de seus

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Ao contrário do que se pensa, a maioria dos alimentos encontrados nos supermercados, com propostas saudáveis, não são funcionais produtos em parceria com Universidade de São Paulo, Universidade de Campinas e Hospital das Clínicas. No entanto, em seu portfólio, apenas dois produtos foram certificados como funcionais pela Anvisa. Trata-se do Regulare, um mix de fibras solúveis e probióticas, que ajudam na regularização do intestino. E o Previna, um alimento à base de soja e cálcio, desenvolvido para combater os Sintomas da menopausa. “A comunidade científica é mais prática ao analisar estes produtos. Se existe algum tipo de benefício comprovado, é funcional”, explica Lima. Outra crítica do empresário é quanto ao prazo para aprovação de produtos. “Um registro demora de quatro a cinco anos, enquanto fora do país, o prazo não passa de três anos”, afirma.

A burocracia tem feito com que muitas empresas, mesmo com produtos comprovadamente funcionais, deixem de lado a comprovação científica. “No final, o que importa para o consumidor é o produto ser comprovadamente saudável.” A Sanavita exporta seus produtos há quatro anos para Estados Unidos e Angola. Neste ano, a empresa espera alcançar um faturamento de R$ 16 milhões, um aumento de 45% em relação ao ano passado. Uma das estratégias que puxou este resultado é o novo departamento de marca própria, que atende às demandas de empresas interessadas em terem linhas de produtos saudáveis. A empresa faz produtos para a linha Viver do Carrefour e para a linha de nutricosmésticos da Onodera.

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Alimentos funcionais

Os funcionais no combate a pobreza

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em só a grande indústria investe em alimentos diferenciados. Diante do desafio de melhorar o padrão nutricional de regiões de extrema pobreza, surgiu uma rede de pesquisa mundial, no início deste século, para estudar uma forma de transformar produtos agrícolas que já fazem parte dos hábitos da população em opções mais nutritivas. Sem usar técnicas de transgênicos, esses alimentos são biofortificados através do estudo da seleção de amostras.

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A Embrapa Agroindústria de Alimentos, localizada no Rio de Janeiro, é uma das unidades da Embrapa e lidera o projeto BioFORT,que faz parte da Rede de Biofortificação no Brasil. Esta rede foi iniciada pelo projeto HarvestPlus, financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates e pelo Banco Mundial, entre outros, e também inclui o projeto AgroSalud, financiado pela Agência Canadense para o Desenvolvimento Internacional (CIDA), ambos coordenados pela Embrapa Agroindústria de Alimentos do BioFORT, que conta, ainda, com uma extensa rede de parcerias (universidades, prefeituras,

governos estaduais e associações de produtores). Ao todo, cerca de 150 pesquisadores, técnicos e parceiros estão envolvidos no projeto. “Selecionamos algumas da principais carências nutricionais do mundo e tentamos criar produtos agrícolas capazes de fornecer esses ingredientes, vitamina A, ferro e zinco”, diz José Luiz Viana de Carvalho, co-líder do Projeto BioFORT da Embrapa Agroindústria de Alimentos e vice-coordenador das atividades de biofortificação no Brasil. Segundo ele, o Brasil é um dos integrantes da rede que mais avançaram nos estudos. “Somos os

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Apesar de muitos contarem como uma mesa farta, sofrem com a carência de diversos nutrientes, causando a chamada “fome oculta

únicos a pesquisar oito produtos – ma ndioca amarela, batata doce de polpa alaranjada, milho, abóbora, arroz, trigo, feijão comum e feijão caupi. Outros países estudam um ou dois alimentos”, afirma. O foco do projeto são os pequenos agricultores, mas as pesquisas acabaram por chamar a atenção da grande indústria, que quer pesquisar novas aplicações para estes alimentos biofortificados. Afinal, como lembra o pesquisador, hoje vivemos uma época de aparente fartura. Apesar de muitos contarem como uma mesa farta, sofrem com a carência de diversos nutrientes, causando a chamada “fome oculta”. Carvalho cita, como exemplo, que em todo o Brasil, mesmo nas regiões mais desenvolvidas, existe enorme carência de ferro. Interessada neste mercado, a Pepsico vai pesquisar alguns dos produtos pesquisados pela Embrapa, para testar uma nova linha de farináceos e salgados. A era da batata frita gordurosa parece mesmo estar chegando ao fim. Lajolo afirma que ainda é preciso explorar mais a biodiversidade do Brasil. “Temos uma diversidade muito grande de frutas, das quais não temos informações sobre sua composição. Não faz sentido o ca-

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mu-camu [fruto da mesma famíliada goiaba e da jabuticaba encontrado na região da Amazônia, também conhecido como caçari, ou araçá-d’água] ser estudado no Japão.” O camu-camu é só um exemplo de como o país aproveita pouco sua biodiversidade. Na década de 80, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia colocou-o na lista de prioridades de trabalho. Porém, o fruto de alto valor nutritivo, ainda é mais utilizado na região Norte como tira-gosto ou isca para peixe, do que pelo seu valor nutritivo Nas demais regiões do país, é praticamente desconhecido. O destaque do camu-camu está em seu elevado teor de vitamina C – cada 100g de polpa de camu-camu contém 2,5 g de vitamina C, enquanto a acerola tem uma proporção de 1,3 g de vitamina para cada 100g de polpa. A famosa laranja fica distante, com 0,52g de vitamina C para cada 100g de suco. “A indústria brasileira tem sido pouco inovadora no desenvolvimento desses produtos, mas a oportunidade é boa para aumentarmos os investimentos, porque há vontade política [um dos pilares de crescimento em ciências e tecnologia do governo Dilma Rousseff é aplicar em inovação]”, afirma.

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Alimentos funcionais

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apEu es ter

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Veja quais as propriedades terapêuticas de alguns alimentos considerados funcionais

SUBSTÂNCIA

FONTES ALIMENTARES

ÁCIDOS GRAXOS ÔMEGA-3

● Peixes de águas frias

ESTERÓIS/ESTANÓIS VEGETAIS FLAVONÓIDES

ANTOCIANINAS Catequinas Limonóides

BENEFÍCIOS À SAÚDE ■ Prevenção de doenças cardiovasculares ■ Prevenção e controle de doenças

com alto teor de gordura ● óleos vegetais (linhaça) ● Milho ● Soja ● Trigo ● Óleos de madeira ● Uva ● Amora ● Framboesa ● Frutas cítricas ● Brócolis ● Repolho ● Chá verde ● Soja*, etc

auto-imunes e inflamatórias ■ Redução do risco doenças cardiovasculares ■ Diminui a absorção do colesterol ■ Efeito antioxidante - ação sobre a formação de radicais livres e diminuição dos níveis de ldl-colesterol ■ Alívio das ondas de calor em mulheres na menopausa ■ Prevenção de doenças cardiovasculares e câncer ■ Atividade antioxidante e inibição da formação de ateromas ■ Prevenção de certos tipos de câncer ■ Estímulo à produção de enzimas ■ Protetoras contra o câncer e redução do colesterol ■ Redução do risco de doenças cardiovasculares ■ Inibição da formação de carcinógenos, coágulos e inflamações ■ Alívio dos sintomas da menopausa ■ Redução do risco de doenças cardiovasculares e osteoporose ■ Redução do risco de câncer de mama e próstata ■ Redução do risco de doenças cardiovasculares

● Frutas em geral (principalmente

em frutas vermelho escuras e roxas) ● Uva ● Morango ● Chá verde ● Chá preto ● Frutas cítricas

Resveratrol e quercetina

● Casca de uva ● Vinho tinto ● Maçãs

Isoflavonas

● Soja ● Leguminosas ● Amendoim ● Alcaçuz ● Legumes ● Ervilha

Proteínas da soja

● Soja e derivados

Betaglucana

● Aveia ● Cevada ● Legumes ● Alguns outros grãos ■ Controle da glicemia e do colesterol sérico

Isotiocianatos e indol

● Brócolis ● Repolho ● Couve-flor ● Rabanete ● Folha de mostarda

Licopeno

● Tomate ● Goiaba ● Melancia

Luteína e zeaxantina

● Folhas verdes (luteína) ● Pequi ● milho (zeaxantina)

Lignanas

● Linhaça

■ Aumento da atividade de enzimas (tipo 2) protetoras contra carcinogênese ■ Atividade antioxidante ■ Redução do risco de doenças cardiovasculares ■ Proteção contra câncer, principalmente próstata ■ Proteção contra a degeneração macular ■ Manutenção de uma boa visão ■ Inibição de tumores hormônio dependentes

Sulfetos alílicos (alil sulfetos)

● Alho ● Cebolas

■ Redução risco doenças cardiovasculares ■ Estímulo à produção de enzimas

Fibras/prebióticos (fibras insolúveis e solúveis frutooligossacarídeos, inulina, etc.) Probióticos (bifidobactérias e lactobacilos)

● Grãos integrais ● Frutas ● Vegetais em geral ● Leites fermentados ● Iogurtes, etc

protetoras contra o câncer gástrico ■ Melhora da saúde intestinal ■ Redução do risco de câncer do cólon ■ Controle do colesterol ■ Melhora da saúde intestinal ■ Redução do risco de câncer do cólon ■ Melhora da intolerância à lactose

Fonte: Dra Jocelem Mastrodi Salgado Pesquisadora e Profa Titular ESALQ / USP - Piracicaba/ S.P.

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NOTA Para avaliar e discutir avanços, desafios e as tendências deste mercado, a Abia organiza para o segundo semestre deste ano um workshop com a participação de empresas, governo e entidades do setor.

NORMAS SOBRE ALIMENTOS FUNCIONAIS ■ Resolução

23/2000 - Dispõe sobre O Manual de Procedimentos Básicos para Registro e Dispensa da Obrigatoriedade de Registro de Produtos Pertinentes à Área de Alimentos. www.tinyurl.com/ resolucao23-2000

■ Resolução

18 / 99 - Aprova o Regulamento Técnico que estabelece as diretrizes básicas para análise e comprovação de propriedades funcionais e ou de saúde alegadas em rotulagem de alimentos www.tinyurl.com/ resolucao18-99

■ Resolução

19/ 99 - Aprova o Regulamento Técnico de procedimentos para registro de alimento com alegação de propriedades funcionais e ou de saúde em sua rotulagem. www.tinyurl.com/ resolucao19-99

dreamstime

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■ Decreto-lei

986 / 66 Institui normas básicas sobre alimentos. www.inyurl.com/decretolei986-66

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Ingredientes e Aplicações

Puratos investe em nova linha de produção no Brasil A Puratos, empresa de origem belga, inaugurou no início de abril, com a presença de Eddy Van Belle, chairman do grupo, sua nova linha de brilhos, cremes e recheios prontos para consumo. Com investimentos de mais de R$ 4 milhões, essa nova linha de produção - localizada na unidade industrial brasileira da empresa, em Guarulhos (SP) – foi desenvolvida exclusivamente para a Puratos na Europa. O novo processo de produção é mais moderno e automatizado, com o mínimo de contato manual, para atender a crescente demanda de ingredientes e produtos inovadores. Com capacidade para 4 milhões de quilos por ano, a nova linha foi instalada após as devidas adequações e ampliações de infraestrutura, estando pronta para o inicio imediato. A previ-

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são é que a capacidade da empresa no tocante a essa categoria seja dobrada no País. Os produtos conhecidos como Great Taste & Wellness (Saboroso e Saudável), que incluem os recheios, cremes e brilho da nova linha WET, foram desenvolvidos após extensa pesquisa e testados por meio de uma profunda análise sensorial, para garantir que atenderão às expectativas dos consumidores. Assim, a Puratos se colocou o desafio de desenvolver produtos que não só contribuem para um estilo de vida saudável, mas que realmente tenham um sabor agradável. Por isso, os novos itens passam por uma intensa avaliação sensorial, primeiro com um time treinado e depois com consumidores, resultando no sabor ideal para o paladar brasileiro.

Capacidade para recheios, cremes e brilhos agora é de 4 milhões de quilos por ano

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FOTOS DESTA SEÇÃO: DIVULGAÇÃO

Novo produto da Nestlé é eficaz na regeneração e reequilíbrio da flora intestinal A Nestlé, líder mundial no setor alimentício, acaba de lançar o FiberMais Flora, mix de fibra solúveis com Lactobacillus reuteri (probiótico) que contribuem para o equilíbrio da flora intestinal, enfrentando as ameaças de diarreia aguda. O consumo deve estar associado à indicação médica e a uma dieta equilibrada. Sua ingestão deve ser acompanhada de líquidos. O FiberMais Flora não altera sabor, cheiro ou textura e por isso pode ser adicionado em qualquer tipo de alimento ou bebida frio. O efeito estendido por até 28 dias após o fim da administração. O novo produto possui ação integrada entre probiótico (organismo vivo que tem efeito benéfico sobre o equilíbrio

bacteriano intestinal) e prebiótico (ingrediente nutricional não digerível que estimula seletivamente o crescimento e atividade de uma ou mais bactérias benéficas do intestino). Com isso, o FiberMais Flora garante o combate efetivo a diferentes tipos da doença, como a infecciosa, a associada a antibióticos ou a Síndrome do Intestino Irritável. O FiberMais Flora pode ser encontrado em display com 06 saches de 5g (preço médio sugerido: R$ 30,29). Dentre os benefícios da formulação exclusiva de FiberMais Flora se destacam a regeneração da flora, a reabsorção de água, o auxilio na formação do bolo fecal e estimulo o crescimento das bifidobactérias, bactérias reconhecidas como adjuntos dietéticos com propriedades probióticas.

FiberMais Flora e possui efeito estendido por até 28 dias após o fim da administração

MasterSense conta com marca exclusiva de fermento para o Brasil A MasterSense, uma das mais conceituadas empresas brasileiras no desenvolvimento de soluções em ingredientes para a indústria de alimentos, anuncia que, a partir de Maio de 2011, passa a contar em seu portfólio com a marca exclusiva de fermento instantâneo Bakerdream. Esta parceria exclusiva é celebrada com a empresa chinesa Angel Yeast CO., terceira maior produtora de fermento instantâneo do

mundo, e presente em mais de 20 países. A nova marca, que contará com os produtos para aplicação em massa salgada e massa doce, visa fortalecer a presença da MasterSense no mercado de panificação, em nível industrial e artesanal, através de uma ampliada cadeia de distribuição e logística. Atualmente e aempresa é distribuidora oficial dos produtos Agropalma, Danisco, Kievit, IFC, Loders Crokllan, Niutang e Worlée.

INFORMAÇÕES 11 4497-1010, ramal 202 www.mastersense.com

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aplicações Ingredientes e Aplicações

De olho no mercado, Danisco investe na polidextrose Litesse® A Danisco, líder mundial em ingredientes para alimentos, enzimas e soluções de base biológica, comprometeu-se a realizar ao longo de um ano um grande investimento para expandir a produção de sua fibra funcional, a polidextrose Litesse®. A iniciativa se dá devido ao crescimento da demanda global do produto. A expansão permitirá que a companhia mantenha, no futuro, sua posição de liderança no mercado mundial da polidextrose. Há mais de três décadas no mercado, a fibra produzida pela Danisco é altamente solúvel e flexível, e um ingrediente alimentar. Com somente 1 kcal/g, oferece um potencial significativo para a redução de calorias e adição de fibras, sem no produto final em termos de sabor e textura. Disponível em líquido e em pó, a Litesse® tem sido bem-sucedida em todos os segmentos do mercado de alimentos e bebidas, onde é reconhecida por seu sabor neutro, fácil de formular e baixo custo em uso. O composto oferece benefícios tangíveis à saúde digestiva, sem problemas de intolerância, incentivando a fidelidade do consumidor Analistas do mercado de alimentos estimam crescimento do merc do de fibras funcionais acima da média da indústria alimentar, chegando a 10% ao ano, nos próximos cinco anos. Esse investimento representa, portanto, uma oportunidade para a Danisco aumentar sua presença nesse mercado, que hoje é avaliado em mais de US$ 1 bilhão.

Maçã Fuji é cartão de visita da Sanjo Fundada em 1993, a Sanjo – Cooperativa Agrícola de São Joaquim – não precisou sequer atingir a maioridade para se tornar uma das cinco maiores produtoras de maçãs do País. A empresa foi formada originalmente por imigrantes de origem japonesa, oriundos da cooperativa Cotia em São Paulo. O trabalho pioneiro nos anos 70 do professor Kenshi Ushirozawa com as maçãs Fuji em território brasileiro aliado ao clima frio da região serrana de Santa Catarina possibilitou a adaptação singular das maçãs produzidas pela Sanjo no Brasil. A safra de maçã Fuji deste ano representou 71% do volume total produzido pela companhia. Por conta disso, a cidade de São Joaquim hoje

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guarda a macieira matriz da espécie Fuji no Brasil e também um monumento ao professor Ushirozawa, que podem ser visitados na Estação Experimental da Epagri. No Brasil, a variedade mais consumida ainda é a maçã Gala, mas a Fuji, cujo nome faz menção ao mais famoso vulcão japonês, tem crescido no padrão de consumo, principalmente nas Regiões Sul e Sudeste. A empresa é pioneira no Brasil na obtenção do selo de Produção Integrada da Maçã (PIM), um sistema certificado pelo Inmetro, que garante a qualidade da fruta em todas as fases de produção, armazenagem e classificação – sendo a maçã a primeira fruta no Brasil a ter uma metodologia de controle dentro deste sistema.

MENOS DE DUAS DÉCADAS após sua fundação, empresa é uma das cinco maiores produtoras da fruta no País

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BENEO: a nova era de bebidas energéticas A BENEO, uma das fabricantes líderes de ingredientes funcionais, está determinando o ritmo para toda uma gama de bebidas de energia prolongada, a próxima geração de bebidas energéticas, graças ao seu carboidrato funcional Palatinose™. A Rhino’s energy GmbH, a segunda maior marca de bebidas energéticas da Alemanha, acaba de lançar sua bebida de sustentação energética ‘Natural Energy & Fruit’, que está sendo comercializada como o que há de melhor em bebida equilibrada/de trabalho. A Rhino’s é o máximo no fornecimento de energia mais prolongada. Graças à combinação do carboidrato funcional isomaltulose (comercializado sob a marca Palatinose™) e uma seleção de sucos de verdade, este produto oferece àqueles que buscam energia prolongada uma alternativa natural e equilibrada às bebidas energéticas “à base de estimulantes”.

Ampliando o portfólio de bebidas energéticas já existente da Rhino’s, este produto contém o verdadeiro suco de cranberry, suco de uva branca e isomaltulose (derivada da beterraba açucareira). Todos os ingredientes incluídos na Rhino’s são de base natural, não têm sabores artificiais, aditivos ou taurina. Além disso, a quantidade de isomaltulose usada na formulação conta com amplos e completos dados científicos que provam o efeito de energia prolongada. Em uma interessante mistura entre energia prolongada e atenção imediata, a empresa Convivo GmbH acaba de lançar sua bebida energética ‘Take Off’ na Alemanha e Áustria (com planos para outros países). Contendo uma combinação do carboidrato funcional Palatinose™ (nome genérico isomaltulose) com a taurina e cafeína, ‘Take Off’ oferece aos consumidores o blend

único de energia contínua, além de atenção instantânea, associada aos ingredientes neuroestimulantes. Comercializada como um estímulo para “corpo e alma”, ‘Take Off’ é oferecido em um sabor que evoca uma “energia vermelha e mistura de frutas”, que contém framboesas e frutas vermelhas. Graças à adição da Palatinose™, ambas as bebidas energéticas oferecem energia durante um período mais prolongado na forma de glicose, a fonte de energia essencial para o desempenho mental e físico. Graças a constante liberação de glicose, os níveis de glicose no sangue e de insulina se mantêm compatíveis, evitando os “choques” que os consumidores associam com as formas mais tradicionais das bebidas energéticas. Além disso, as bebidas oferecem a combinação de energia de carboidratos, bem como o aumento de atenção.

NOVO Fibregum™ Clear, para bebidas funcionais enriquecidas com fibras CNI, a líder mundial em goma Acácia, tem prazer em apresentar seu mais novo lançamento: Fibregum™ Clear, uma versão altamente purificada e clarificada do já conhecido Fibregum™, especialmente desenvolvido para o enriquecimento de bebidas com fibras. Fibregum™ Clear é obtido através de um processo de purificação bastante específico e oferece os mesmos benefícios que o Fibregum™ convencional. Desenvolvido pela CNI (Colloides Naturels International), Fibregum™ é a Goma Acácia totalmente natural particularmente rica em fibras solúveis (contendo um mínimo de 90%). Fibregum™ oferece propriedades nutricionais excepcionais e cientificamente comprovadas, inclusive seu efeito prebiótico. Fibregum™ ajuda a equilibrar a microflora intestinal e favorece o crescimento de bactérias “boas” (bifidobacteria,

lactobacilli). A fermentação de Fibregum™ também induz a produção de curtas camadas de ácidos graxos (SCFA), que são bem conhecidos por trazerem benefícios à saúde. Fibregum™ tem boa tolerância, comparado a outras fontes de fibras solúveis: não causa desconforto intestinal quando consumido em doses maiores que 50g/dia. Fibregum™ Clear apresenta baixa viscosidade e estabilidade excelente em meio ácido, o que o torna a primeira opção quando se trata de enriquecimento de bebidas funcionais e sucos, sem impactar na clareza, brilho e sabor. Fibregum™ Clear é uma fonte totalmente natural de fibras solúveis, e sua adição em bebidas funcionais permite o uso de alegações do tipo “enriquecido em fibras” ou “boa fonte de fibras”. 33

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A carne ĂŠ forte 34 43 carnes.indd 34

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A carne é forte O cenário favorável da economia brasileira e com as exportações crescendo, a carne in natura e, aos poucos também no exterior, os processados de frango, bovinos e aves ganham espaço na mesa do consumidor brasileiro e do mundoas Por Juçara Pivaro

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A carne é forte

que mais cresceram na economia brasileira, nos últimos anos. Somente um

dos segmentos desse mercado, o de frangos, em 2010, faturou em exportações U$ 6,9 bilhões, perdendo apenas para o faturamento de exportação dos setores de minérios, petróleo e soja. Somadas outras aves, como peru, pato, ganso, entre outras, além de ovos e material genético, esse número

Hoje, acredito que o Brasil tenha a melhor avicultura do mundo. Temos boas condições sanitárias e toda a exportação é certificada por empresas internacionais

O

setor de produtos cárneos está entre os

sobe pra US$ 7,393 bilhões, segundo dados da Ubabef ( União Brasileira da Agricultura).

No caso de carne de frango foi registrado um novo recorde histórico nos volumes, com

de produção para seguir o Halal, com o abate seguindo preceitos religiosos da região.

embarques de 3, 819 milhões de toneladas.

A dificuldade para colocar produtos semi-

Com esse resultado, o Brasil permanece na po-

-preparados no mercado internacional é gran-

sição conquistada em 2004, de maior exporta-

de e das exportações, apenas 6% é de proces-

dor mundial de carne de frango, com o fatura-

sados industriais, já que a tendência é de os

mento do setor em exportações, segundo Ariel

países protegerem suas indústrias e empregos.

Mendes, diretor de produção da Ubabef.

A Tailândia é mais competitiva nos mercados

O Brasil exporta para 153 países e os prin-

europeu e do Japão e consegue colocar mais os

cipais mercados mundiais estão abertos para o

processados nessas regiões. Entre os destaques

frango brasileiro. Atualmente, estão fechados

em processados exportados estão os nuggets,

apenas o México, mercado cativo dos EUA e o

que a indústria brasileira exporta para a rede

próprio EUA.

Mc´ Donalds do mundo inteiro. Outras redes

A grande maioria das exportações é composta por diferentes cortes e, no geral, os fi-

de fastfood, como Burguer King também utilizam empanados brasileiros.

lés de frango têm como destino o mercado

“Hoje, acredito que o Brasil tenha a melhor

europeu; coxas e sobrecoxas desossadas vão

avicultura do mundo. Temos boas condições

para o Japão, um mercado sofisticado e exi-

sanitárias e toda a exportação é certificada por

gente; a China importa asas, patas e pés e o

empresas internacionais. A avicultura melho-

griler ou galeto inteiro fêmea com cerca de

rou muito nos últimos anos e o sistema que

800 g a 1,10 g, para o Oriente Médio e o ma-

temos agrega tecnologia. Se os produtores não

cho para o Japão.

fossem integrados, como são agora, não teriam

Para as carnes destinadas ao Oriente Médio, os produtores brasileiros possuem plantas

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condições de produzir nos padrões atuais”, esclarece Mendes.

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Consumo doméstico

Bovinos

O consumo interno também apresentou

Apesar das dificuldades das barreiras comerciais blin-

números bastante saudáveis com um con-

dando as importações de carne brasileira com barreiras

sumo per capita passando de 39 kg em 2009

técnicas e sanitárias, segundo a Abiec (Associação Bra-

para 44 kg em 2010, ultrapassando há cinco

sileira do Exportadores de Carne), em 2010, o Brasil ex-

anos o consumo de carne bovina. Para Men-

portou em carne in natura US$ 3 bilhões 861 milhões, o

des, dois fatores foram determinantes para o

equivalente a 951 mil toneladas. Os industrializados tota-

aumento de consumo de frango no mercado

lizaram 124 mil toneladas e somaram US$ 488 milhões.

interno, o preço mais baixo e a produção rá-

O maior importador de industrializados, que inclui

pida. Por outro lado, a população incorporou

hambúrgueres, alimentos que passam por processa-

a carne de frango por ser mais saudável e pela

mento térmico, enlatados, foi o Reino Unido, com 42

variedade de cortes. O aumento de renda das

mil toneladas, somando US$ 157 milhões, seguido dos

classes C e D também influíram no cresci-

Estados Unidos, com 13 mil toneladas e faturamento de

mento do consumo.

US$ 76 milhões.

A oferta de processados e preparados com

Os importadores têm mais interesse no processa-

frango vem aumentando. As indústrias desen-

mento de cortes da carne, pois nos países do primei-

volvem produtos para esse segmento para au-

ro mundo, quanto mais próximo o produto estiver da

mentar o valor agregado. As indústrias estão

matéria-prima, as taxas de entrada nos países é menor.

trabalhando muito no segmento institucional

No Brasil, para os processados mais elaborados as ta-

nas áreas de catering, alimentação para co-

xas também são maiores, já que a Lei Kandir, não inclui

letividade, escolas, entre outros, oferecendo

esse tipo de produto. Nesse quadro, os embutidos pa-

produtos temperados e/ou temperados previa-

gam para sair do Brasil e para entrar no país importador.

mente. Algumas até desenvolvem produtos de

“Lutamos com o câmbio e a barreira sanitária, pois tudo

acordo com receitas dos clientes.

que envolve carne gera protecionismo. Hoje, o Brasil está

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A carne é forte

Desafio para produtores mais agressivo para ir para o exterior, conta com a ajuda

Para Péricles P. Salazar, presiden-

do BNDES e está tentando recuperar espaços, principal-

te da Abrafrigo, “os maiores desafios

mente na Rússia e Estados Unidos, onde ocorreram blo-

dos produtores brasileiros está em

queios sanitários”, explica Denis Ribeiro, diretor da Abia

elevar o rebanho bovino, via crédito

(Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação).

para retenção de matrizes e melho-

O foodservice é um fenômeno mundial e com o mer-

ramento genético; corrigir a questão

cado de refeições coletivas em crescimento acelerado no

cambial; que o BNDES não financie

mundo inteiro deve aumentar o mercado no exterior

mais a instalação de novas plantas

para nossas carnes e preparados. Em particular as redes

e ajude as empresas já existentes no

de fastfood nacionais e do exterior devem contribuir

mercado. A melhoria dos gargalos

com a demanda por hambúrguer, produto com um mer-

logísticos e da infraestrutura, com

cado razoavelmente grande, representando, atualmente,

estradas, portos, aeroportos e ener-

300 mil toneladas, maior que o mercado brasileiro de

gia também é necessária. Enfrentar

pães e massas, que está na casa de 228 milhões tonela-

as exigências do mercado interna-

das. O mercado de hambúrgueres constitui R$ 1,4 bi-

cional constitui outra dificuldade a

lhões e dois terços da produção nacional de hambúrguer

superar, assim como as reformas tri-

destina-se ao foodservice.

butária e trabalhista”,

BRASIL - OFERTA E DEMANDA DE CARNE SUÍNA - 2002 A 2011

Situação Produção Exportação Disponibilidade Kg per capita

2004 2.620 508 2.112 12,2 2%

4%

4%

2005 2.708 625 2.083 11,9

2006 2.943 528 2.415 13,3

2007 2.998 606 2.392 13,O1

Fonte: Abipecs, Sips, Sindicarne-Sc, Sindicarne-PR, Embrapa

2008 3.026 530 2.496 13,42

2009 3.190 607 2.583 14,24

2010 3.237 560 2.677 14,76

4% CARNE SUÍNA IN NATURA LINGUIÇA

5%

SALSICHA

37%

8%

MORTADELA PRESUNTO TOUCINHO BANHA

12%

SALAME

24%

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OUTROS

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O foodservice é um fenômeno mundial e o mercado de refeições coletivas em crescimento acelerado no mundo deve aumentar o espaço no exterior para nossas carnes e preparados

Suínos O setor de produtores de suínos foram os

dos tenha aumentado muito, a indústria ainda

primeiros a receber, em abril deste ano, boas

pode melhorar bastante a oferta de cortes e

notícias da viagem da comitiva brasileira à

produtos semi-prontos para consumo. Diversas

China. O governo chinês anunciou a abertura

empresas lançaram novos produtos, em parti-

de mercado para a carne suína brasileira. Ini-

cular os destinados a festas. Lombos recheados,

cialmente, foram aprovados três frigoríficos

cortes temperados, além da maior disponibili-

nacionais exportadores de suínos. A liberação

dade de novos cortes, como a picanha suína e

ocorreu apenas cinco meses depois da vinda de

o filezinho”, informa Pedro de Camargo Neto,

missão chinesa ao Brasil para inspecionar 13 in-

presidente da Abipecs

dústrias. Com a decisão, será a primeira vez que o Brasil venderá para os chineses.

Pesquisa realizada pela entidade indica que a carne suína é considerada pelo brasileiro

O Brasil exporta carne suína in natura, 90%

como mais saborosa. “Porém, muitos consumi-

na forma de cortes e 10%, em meia carcaça e

dores têm receio de consumir por achar, erro-

os números de processados ainda são insigni-

neamente, que possui alto teor de colesterol ou

ficantes. Somos o quarto exportador mundial,

por associá-la a doenças que são transmitidas

estando atrás da União Europeia, Estados Uni-

por animais criados sem os cuidados e higiene,

dos e Canadá. Em 2010, os principais importa-

que em nada lembram as instalações modernas

dores de suínos foram: Rússia, com 43%; Hong

e tecnificadas das produções atuais”, enfatiza

Kong, 18,5%; Ucrânia, 7,4% e Argentina, com

Camargo Neto.

4,9%. O valor das exportações em 2010, foi de U$ 1.340.714.

A entidade trabalhou o conceito de carne suína como um ingrediente de um cardápio

No Brasil, o maior consumo de suínos ocor-

saudável, mostrando que se trata de uma prote-

re nas regiões que concentram descendentes de

ína que fornece muitos nutrientes com relativa-

europeus, como Rio Grande do Sul, Santa Cata-

mente poucas calorias.

rina e Minas Gerais.

O setor de suínos produziu 3, 24 milhões

“O uso de carne suína em processados é

de toneladas, em 2010, sendo que 2,7 milhões

mais comum que das carnes de outros animais.

foram destinadas ao mercado interno, com um

Embora a oferta de cortes menores e tempera-

consumo de 15 kg per capita.

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A carne é forte

Processados em ritmo de crescimen

A

lém de hambúrgueres, almodegas, kibes e outros industrializados, um novo nicho se abre para os fabricantes brasileiros – o mercado de produtos premim, que vem conquistando cada vez mais consumidores em busca de produtos diferenciados

ALTA QUALIDADE Linha Prezato da Sadia aposta em produtos diferenciados para consumidores mais exigentes

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No mercado interno, os produtos cárneos processados seguem em crescimento. Segundo o Datamark (www.datamark.com. br), foram 1.277.296 toneladas industrializadas em 2001, em 2010, somaram 2.389.512 toneladas. No ano passado, linguiças e salsichas representaram 54% do mercado de carnes industrializadas em volume. Presunto, mortadela, charque e apresuntados constituíram 37%. As empresas do segmento, seguindo as tendências de mercado têm investido em conveniência e produtos premium, um nicho aberto para o mercado de consumidores que buscam mais sofisticação. De olho nesse público, a Sadia lançou a linha Prezato, que inclui presuntos, lombos, copa, mortadela, salsichão e pastrami, que oferecem alta qualidade de textura, aromas e sabores. Os nove tipos de frios da linha recebem cuidados especiais, desde a maturação,cura, defumação e embutimento. O presunto tipo Parma, por exemplo, segue rigorosamente os preceitos milenares do tradicional originário de Parma (Itália). Sua fábrica foi construída no alto de uma colina, em Concórdia (SC), rodeada por árvores frutíferas idênticas às encontradas na região de Parma, plantadas pela Sadia para que o pernil absorva o aroma característico da região durante o período de doze meses. O Presunto Defumado da linha Prezato passa por um processo de defumação que utiliza madeiras especialmente envelhecidas, que influenciam no sabor final do produto. A mortadela da linha premium tem como segredo a combinação particular entre o tempo e a temperatura de cozimento e como resultado é mais leve, mais clara, com sabor suave e delicado. As carnes utilizadas na sua

elaboração são selecionadas e os condimentos importados da Itália, com sua fabricação seguindo a receita da região de Bologna. A Sadia também investiu em conveniência na sua linha convencional com o lançamento da Mini Mortadela Defumada. O produto é comercializado em embalagens de 580 e 670 gramas. Como pode ser conservada sem refrigeração até aberta, o consumidor não precisa fatiar no ponto de venda e pode consumi-la da forma que preferir, em cubos, tiras ou fatias. Como a empresa detectou que, além de fatiada, a mortadela é muito apreciada em cubinhos, como aperitivo, o produto atende às expectativas de uma parcela do público. “Esse lançamento vem ao encontro de nossa estratégia de estar presente em todos os tipos de lojas, inclusive, naquelas que não têm máquinas para fatiamento de frios”, afirma Eduardo Bernstein, diretor de marketing da Sadia. A Ceratti, tradicional fabricante brasileiro para o mercado de produtos premium no segmento de cárneos, traz mudanças nas embalagens a partir de maio, introduzindo sua linha de porcionados para oferecer conveniência ao consumidor. Para isso, a empresa investiu em equipamento que fatia e embala a vácuo. Os produtos oferecidos nas novas embalagens serão as salsichas e a linha alemã de frios e rosbife. Até o lançamento, a empresa oferecia apenas a tradicional mortadela Ceratti porcionada. Na produção, o fabricante se destaca por não utilizar CMS(Carne mecanicamente separada), usa apenas carnes de primeira e selecionadas, não introduz amido nos produtos e nem aditivos. “A Ceratti vem apresentando cresci-

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mento no mercado nacional mento de 15% ao ano, nos últimos três anos. Ainda não exportamos, mas já temos licença para isso e nossos planos são para exportar daqui a um ou dois anos”, afirma João Lucas da Silva, assistente de marketing da empresa.

Novos no mercado Uma nova empresa, instalada em Sumaré, no interior paulista, também investiu no segmento dos produtos premium, a Tosello. Buscando processos produtivos que unem aspectos artesanais e tecnologia, a empresa está entre aquelas que não consideram CMS como carne, utilizando matéria-prima de origem controlada e seus produtos defumados passam por um equipamento que permite defumação natural com madeiras. A empresa introduziu algumas inovações no segmento de carnes e embutidos e

desenvolveu produtos como salsicha de alho frito, patês diversos, como de fígado suíno com funghi, entre outras novidades para o grupo de consumidores abertos a novas experiências. “Os produtos mais consumidos estão na linha de lombos, salsichas e linha alemã. O eisbein e kassler não são nem in natura e nem congelados, fazem parte de nossa linha alemã de temperados, cozidos e defumados” informa Bruno Tosello, diretor da empresa. Fundada em 2006, a Tosello, que iniciou produzindo 40 toneladas/mês de cárneos, já cativou um público considerável e, em 2010, concluiu investimentos da ordem de R$ 1, 5 milhões em suas instalações para ampliar sua capacidade produtiva para 120 toneladas por mês. Também destinados para um público

seleto, cortes processados de carne Angus chegaram aos supermercados e boutiques de carnes brasileiros trazidos pelo Grupo Mafrig, que já fornecia para churrascarias e restaurantes de alto padrão. A linha Seara Angus é composta por 23 cortes especiais desenvolvidos com base nos menus das melhores churrascarias, parrillas e steakhouses.. Além dos cortes já consagrados, como Picanha, Bife Ancho e T-Bone, a linha conta com vários cortes de dianteiro, como Short Ribs, proveniente do Acém, Peixinho, Coração da Paleta e outros. Fornecedor tradicional e regular de carne Angus para o canal foodservice brasileiro, somente agora, a partir do crescimento do programa de fomento Mafrig Angus, iniciado em 2007, foi possível ampliar a oferta para o varejo.

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A carne é forte

Pesquisa & Desenvolvimento

E

m paralelo ou em conjunto com as indústrias, as pesquisas na área acadêmica contribuem para trazer inovação e acompanhar as tendências do mercado de consumo. O Ital, de Campinas, por meio de CTC (Centro de Tecnologia da Carne) é uma das entidades que desenvolvem produtos e estudam aplicações de tecnologias para o setor de cárneos.

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Nos últimos anos, as pesquisas que

soluções para o segmento.

mais se destacaram estão relacionadas com

Estudos também voltados para a

o fator saúde do consumidor, seguindo uma

saudabilidade foram iniciados no ano 2000,

tendência que já se estabeleceu no mercado.

com o objetivo de desenvolver produtos

Os estudos mais recentes desenvolvidos no

cárneos com baixo teor de gordura (<3%)

CTC do Ital são com ingredientes funcionais,

e o primeiro foi o hambúrguer bovino, cuja

especialmente, colágenos hidrolisados e

formulação foi otimizada. Posteriormente,

fibras solúveis para elaboração de produtos

foram trabalhados os produtos emulsiona-

cárneos funcionais. Um movimento bastante

dos, como a mortadela low fat com resul-

explorado nas indústrias de laticínios, mas

tados muito interessantes e salsichas, que

ainda não no segmento de carnes. As pesqui-

continham carne suína, além de bovina e,

sas tiveram início há três anos na busca de

eventualmente, a de aves.

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O processo natural de cura sem adição dos sais e a utilização de culturas de microrganismos apropriadas para conversão de nitratos em nitritos é uma inovação importante para o segmento

diversificação e diferenciação desses produ-

função da baixa oferta de gordura. Com isso,

tos são obtidas com o auxilio de diferentes

tanto ingredientes, como equipamentos

ingredientes inovadores disponíveis no

sofisticados são utilizados para obtenção

mercado, com destaque para os agentes de

de produtos com a qualidade desejada. As

textura, os aromas e os condimentos, entre

grandes inovações na obtenção de produtos

outros. Os equipamentos e as embalagens

com carne suína são os equipamentos, que

são essenciais para a obtenção dos produtos

têm permitido aumento de produtividade no

inovadores que chegam ao mercado.

segmento. Os ingredientes e aditivos seguem

“É difícil indicar uma inovação que “Nos últimos anos, além de modificar

se destaque no segmento de cárneos, pois

as mesmas tendências das demais matérias-primas”, explica a pesquisadora do CTC. Nos produtos que utilizam carne de

os produtos tradicionais reduzindo a gordura,

este é um conceito muito amplo, mas me

os estudos ganharam um novo objetivo, a

atreveria a dizer que o processo natural de

aves, as inovações são realizadas in company

redução do teor de sódio, principalmente em

cura sem adição dos sais de cura tradicionais

e os pesquisadores auxiliam e estudam

salsichas, produto comercializado em alto

(nitritos e nitratos) e utilização de culturas de

diferentes processos de intervenção que as-

volume no Brasil. Processos inovadores para

microrganismos apropriadas para conversão

segurem a qualidade da carne. Segundo Ana

desenvolvimento de produtos fermentados,

de nitratos presentes em determinados

Lidia, a maioria das empresas processadoras

como o salame, também estão sendo realiza-

extratos vegetais em nitritos é uma inovação

da carne de aves trabalha em sistemas de

dos pelo CTC com objetivo de reduzir o teor de

importante para o segmento”, ressalta a

integração e assim conseguem controlar suas

sódio, mantendo a segurança microbiológica

pesquisadora do CTC.

matérias-primas desde o processo de produ-

e a qualidade”, destaca Ana Lucia da Silva

No segmento de suínos, que tem

ção animal, que é onde estão concentradas

a maior parte das carnes destinadas a

as pesquisas mais expressivas. Em relação

Na última década, inúmeros produtos

processados, há um desafio a vencer. “Com o

aos produtos propriamente ditos, as próprias

cárneos empanados, completamente cozidos

desenvolvimento dos processos de produção

empresas testam novos equipamentos que

e prontos para consumo foram disponibili-

animal, esse tipo de carne tem se tornado

aumentem a eficiência do processo, assim

zados, além de pratos prontos congelados

cada vez mais magra, o que dificulta o

como diferentes ingredientes que permitem a

ou estáveis em temperatura ambiente. A

desenvolvimento de inúmeros produtos em

diversificação dos produtos.

Correa Lemos, pesquisador científico VI.

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As 100Corantes maiores

Maquiados para

conquistar

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Difícil imaginar um confeito cinza para o público infantil e um embutido cárneo pálido, sem aquele tom rosado ou uma gelatina de cereja sem a intensidade do vermelho. Veja como a tecnologia em corantes garante diversas soluções para atrair consumidores de alimentos e bebidas

Por Juçara Pivaro

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A

lém de nutrir, os alimentos e bebidas necessitam outros atributos, como atrair, oferecer satisfação e prazer, principalmente aos produtos industrializados, que têm a missão de conquistar consumidores.

Estudos apontam que em relação a alimentos, os sentidos humanos captam 86% de suas percepções pela visão e apenas 4% pelo olfato, paladar e tato. Com a relevância do aspecto visual nos produtos alimentícios, um aditivo adquire valor fundamental – o corante. A cor gera expectativas no consumo de um produto e é impossível imaginar um iogurte sabor morango branco, já que essa fruta perde sua cor no processamento, necessitando do corante para dar identidade à bebida.

Alguns estudos revelaram, inclusive,

alimentícios. “Podemos citar como

que as percepções de aroma e sa-

exemplo o emprego de corante mais

bor estão diretamente relacionadas

avermelhado na bebida de morango.

com as cores de alimentos e bebidas.

Quando trabalhamos com a linha

Talvez por essa razão, “comer com

para um público infantil, é interessan-

os olhos” seja uma expressão mais

te que a coloração seja mais viva que

verdadeira do que se imagina e, há

o padrão. Já nos produtos da linha

séculos, o homem busque alterna-

light, geralmente, o tom mais acentu-

tivas para tornar os alimentos mais

ado gera expectativa de um produto

atraentes. No mercado de consumo,

mais doce e, se extrapolarmos essa

a cor coerentemente aplicada pode

intensidade reforçamos a impressão

significar a segurança de aceitabili-

de artificialidade. Esses fatores estão

dade e até o sucesso de um produto.

relacionados com influências regio-

Marcas consagradas, como a Pepsi

nais, de públicos específicos, padrão

Cola, fizeram algumas experiências

da empresa, entre outros”, diz Santos.

ousadas, como colorir seu produto

Os corantes são aplicados em di-

com azul – caso da Pepsi Blue, que

versas situações, como para realçar

não chegou a ser comercializada no

sabor, nos casos de iogurtes, massas

Brasil – uma cor que não costuma

e geléias; para padronizar a cor de

agradar em alimentos.

sucos, sorvetes e ovos; repor perdas

Cada perfil de público exige um

do processamento, necessidade, por

tipo de tratamento no que se refere

exemplo, nos produtos com cereja e

à cor, como explica Leonardo dos

morango ou, simplesmente, conferir

Santos, do departamento técnico da

cor, o que torna o produto mais atra-

Vivare, empresa de insumos para ali-

ente, como em balas, gelatinas, refri-

mentos que também fabrica corantes

gerantes e bebidas alcoólicas.

45 5/10/11 10:37 AM


600 500

US DM

Corantes

Fonte: Leatherhead Food Research (Sensient)

Corantes artificiais Corantes naturais

400 300 200

A ANVISA estabelece em legislação específica, os limites máximos de corantes artificiais permitidos em alimentos

Mercado mundial de corantes

100 0 2005

2006

2007

2008

2009

Eficiência dos sintéticos

e Amarelo Crepúsculo;Goiaba, Bordeaux´s e Caramelo

Graças ao menor custo e à tecnologia que garante efi-

IV; Guaraná, Bordeuax e Azul Brilhante, entre combina-

ciência nas aplicações, os corantes sintéticos são hoje os

ções em outros sabores. O dióxido de titânio é emprega-

mais utilizados nas indústrias de alimentos e bebidas em

do em bebidas para desempenhar a função de turvante,

todo o mundo. No Brasil, a Agência Nacional de Vigi-

fornecendo coloração branca.

lância Sanitária (ANVISA) estabelece em legislação es-

“A Sweetmix possui equipe técnica qualificada que

pecífica, os limites máximos de corantes artificiais per-

auxilia seus clientes na aplicação de corantes em ali-

mitidos em alimentos. Esses valores são determinados

mentos e bebidas, bem como na combinação deles para

respeitando as quantidades diárias aceitáveis de ingestão

produzir determinadas cores”, diz informa Vanessa Al-

(IDA) de cada aditivo, com parâmetros de estudos to-

ves, responsável pela área de P&D da empresa, que é

xicológicos realizados durante vários anos. No entanto,

especializada em ingredientes alimentícios e atua nas

como tais legislações estão sujeitas a alterações contínu-

áreas de química industrial, nutrição humana e nutri-

as, há necessidade de o fabricante de alimentos e bebidas

ção e saúde animal. A empresa conta com equipe de

estar constantemente atualizado.

Pesquisa e Desenvolvimento que contribui também no

Entre as empresas que disponibilizam corantes arti-

desenvolvimento de produtos conforme as necessida-

ficiais de acordo com a legislação está a Sweetmix, que

des do cliente. “Os segmentos que mais utilizam nossos

distribui no Brasil, os corantes: amarelo crepúsculo FCF

produtos são de refrescos em pó e bebidas não alcóoli-

(INS 110); Tartrazina (INS 102); Azul brilhante FCF

cas”, completa Vanessa.

(INS 133); Indigotina (INS 132); Bordeaux ´S ou amaranto (INS 123); Eritrosina (INS127); Ponceau 4 R (INS

Mercado mundial de corantes em 2009 (países)

Fonte: Leatherhead Food Research (Sensient)

124) e Vermelho 40. Entre os idênticos ao natural, possui CHINA 8%

o Beta-caroteno 10% (INS 160 ai), além do inorgânico (pigmentos), Dióxido de titânio (INS 171) e o Corante caramelo IV (INS 150 d), processo sulfito-amonia.

JAPÃO 10% EUROPA 36%

O caramelo é bastante utilizado em bebidas gaseificadas nos sabores cola ou guaraná e também em ener-

OUTROS 18%

géticos. Nos refrescos em pó são aplicadas diferentes combinações para obter os mais variados sabores, como Abacaxi, Caju e Citrus, que utilizam Tartrazina e Amare-

USA 28%

lo Crepúsculo; Frutas Vermelhas, Vermelho Bordeaux´s

44 51 corantes.indd 46

5/10/11 10:37 AM


CARAMELO Cor caramelo é uma das mais usadas

Já a aplicação de corantes sintéticos é um

sintéticos

tema polêmico e há necessidade de avaliar

“Apesar do baixo custo e da maior estabili-

seu potencial tóxico, entre outras caracte-

dade, o uso de sintéticos em países mais desen-

rísticas desfavoráveis na sua utilização. Para

volvidos está diminuindo em favor dos corantes

regulamentar esse segmento, algumas enti-

naturais”, informa Paulo Cesar Stringheta, pro-

dades são referências, tais como as interna-

fessor titular e coordenador do Laboratório de

cionais JECFA (Joint Expert Committee on

Corantes Naturais e Compostos Bioativaos da

Food Additives) e FDA (Food and Drog Ad-

Universidade Federal de Viçosa. Com advento

ministration) e, no Brasil, a ANVISA.

de um consumidor bem informado e atento às

No Brasil, a Portaria nº 540/97, do Mi-

formulações de alimentos, a utilização de co-

nistério da Saúde, define corante como subs-

rantes sintéticos idênticos aos naturais surge

tância que confere, intensifica ou restaura a

como uma alternativa válida para as indústrias

cor de um alimento e a Resolução nº 44/77,

de alimentos, já que apresentam estrutura idên-

a CNNPA (Comissão Nacional de Normas e

tica ao corante natural e agregam valor ao pro-

Padrões para Alimentos), da ANVISA, divi-

duto final – mas é fundamental deixar isso cla-

de esses ingredientes em corante orgânico

ro ao consumidor. Esses ingredientes possuem

natural; corante orgânico artificial; corante

princípios ativos, originados de um corante na-

orgânico sintético idêntico ao natural e co-

tural, mas são obtidos por síntese orgânica por

rante inorgânico ou pigmento.

meio de processos tecnológicos.

na indústria alimentícia, especialmente em balas e doces

47 44 51 corantes.indd 47

5/10/11 10:37 AM


Corantes

pode ser aplicado em uma extensa gama de produtos, tais como margarinas, refrigerantes, biscoitos, geleias, pós instantâneos para bebidas alcoólicas, balas, sorvetes, entre outros produtos. A comercialização desses ingredientes teve início em 1954 e, atualmente, os carotenóides usados na indústria são obtidos por via química ou extração de plantas e/ou algas. A Vogler Ingredients está entre as empresas importadoras de corantes artificiais e naturais. A empresa distribui, inclusive, os produzidos a partir de carotenóides,

As principais tendências da aplicação de corantes em alimentos e bebidas acompanham a tendência do consumidor pela busca por alimentos mais saudáveis

Esse tipo de corante – chamado de carotenóide -

como o beta-caroteno e licopeno, que, além de dar cor ao alimento e terem um apelo natural, são ingredientes funcionais que atuam como antioxidantes, prevenindo o envelhecimento celular e regenerando os danos causados pelos radicais livres. “As principais tendências da aplicação de corantes em alimentos e bebidas acompanham a tendência do consumidor pela busca por alimentos mais saudáveis. Não é de hoje que o apelo pelas cores é amplamente utilizado nestes segmentos para aumentar a atratividade e fazer associação ao sabor. Além da constante inovação e busca de novos conceitos, as indústrias estão cada vez mais atentas às exigências dos consumidores, tendo nos procurado cada vez mais para fornecimento de corantes naturais. Há muita procura por esses ingredientes e, por isso, estamos desenvolvendo uma nova linha desses corantes”, explica Tatiane Graciano Domingues, gerente de contas da empresa.

Atualmente, os naturais da linha da Vogler são os caramelos simples e duplo poder corante, proveniente do açúcar e que têm aplicação em quase todos os segmentos da alimentação e bebidas, inclusive, em alguns tipos de cervejas escuras para correção de coloração.

Naturais Pesquisadores apontam que atualmente há uma grande preocupação com a quantidade de ingestão diária aceitável de corantes por parte dos consumidores, já que tais ingredientes estão presentes em inúmeros produtos industrializados incorporados à alimentação cotidiana. Esse é mais um dos motivos para aumentar a aplicação dos naturais. “Muitos dos corantes naturais já são usados há muito tempo e fazem parte de nossas dietas, não têm efeito adverso e alguns possuem até funcionalidade”, ressalta Paulo Roberto Nogueira Carvalho, pesquisador

Setores do mercado de corantes para alimentos Fonte: Leatherhead Food Research (Sensient) BEBIDAS ALCOÓLICAS 5%

científico do Centro de Ciência e Qualidade de Alimentos do ITAL. Do grupo dos naturais já muito utilizados, destacam-se os carotenóides à base de urucum, que vão desde a coloração amarela à vermelha e são utilizados em salsichas, massas, queijos, sorvetes, bebidas, margarinas, temperos,

REFRIGERANTES 28%

extrudados, recheios de biscoito, balas, entre outros proALIMENTOS 67%

dutos. Segundo Carvalho, houve uma significativa evolução na matéria-prima do urucum e, hoje, seu cultivo

USA 28%

44 51 corantes.indd 48

envolve pequenos produtores. “Como há sazonalidade na produção e perda do produto por armazenamento inade-

5/10/11 10:37 AM


CORES NATURAIS Setor de corantes busca a maior semelhança possível com tonalidades da natureza

quado, foi desenvolvido um trabalho junto aos

cor rosa ou avermelhada, um dos colorantes

produtores para passarem a processar e conser-

mais utilizados, atualmente, é o ácido carmíni-

var o ingrediente sob refrigeração. Está em es-

co, proveniente de um inseto natural do Peru, o

tudo, inclusive, a formação de cooperativas de

carmim de cochonilla.

produtores para que o Ital possa transferir tec-

Entre os maiores desafios apontados por Car-

nologia para conservação das sementes. Dessa

valho na área de corantes naturais estão: obter in-

forma, serão evitadas perdas no armazenamen-

gredientes com maior estabilidade; novas cores,

to e haverá fornecimento com maior regularida-

brilhos, tonalidades e intensidades; novas fontes

de durante o ano”, conclui o pesquisador cientí-

de corantes naturais; fornecimento; disponibili-

fico do Ital.

dade; solubilidade/dispersões e custo. Um exem-

Entre os carotenóides estão também aque-

plo de dificuldade de aplicação está nas bebidas

les a base de páprica, aplicados em embutidos,

carbonatadas, que sofrem o efeito da luz nas em-

massas, temperos, doces, confeitos, maionese,

balagens transparentes e os naturais perdem sua

sorvete e os extraídos do dendê. Para outras

coloração.

aplicações estão os curcuminóides, que vêm da

O corante natural com maior demanda das

cúrcuma; clorofila, que utiliza espinafre, alfafa e

indústrias na Vivare, segundo Leonardo dos

plantas verdes; betaninas, da beterraba e anto-

Santos do departamento técnico da empresa, é o

cianinas, extraída da uva. Para oferecer colora-

carmim de cochonilla, para produtos com base

ção para iogurtes, sorvetes, gelatinas, produtos

de morango, seguido do urucum para bebidas

cárneos, entre outros alimentos que necessitam

de pêssego e caramelo para bebidas de ameixa.

49 44 51 corantes.indd 49

5/10/11 10:37 AM


Corantes

“A busca por naturais é cada

“os trabalhos de desenvolvi-

tinados aos mais diferentes

vez mais frequente e tentamos

mento de produtos específicos

segmentos da indústria ali-

estabelecer critérios neces-

são muito utilizados por nos-

mentícia e, além dos princí-

sários à adaptação para cada

sas empresas parceiras. Esse

pios corantes, as formulações

tipo de tecnologia empregada.

projeto foi implantado há oito

utilizam tensoativos, correto-

Atualmente, comercializamos

anos e vem mostrando gran-

res de pH, tamponantes, entre

também clorofila e o vermelho

des evoluções”.

outros aditivos, para estabi-

alimentício. Na linha de quei-

Também fornecedora de

lizar suas composições. São

jos, por exemplo, os mais utili-

corantes naturais, a empresa

ingredientes que entram em

zados são o urucum e a cloro-

ISP/Germinal tem foco, prin-

pequena quantidade nas fór-

fila”, acrescenta Santos.

cipalmente, nos segmentos

mulas”, explica Atila Corral,

Na Vivare, existem alguns

de lácteos, cárneos e cervejas.

gerente técnico da empresa.

projetos de implantação de

Entre os naturais disponibili-

Desenvolver corantes na-

corantes específicos para be-

zados pela empresa estão car-

turais que incorporam tecno-

bidas e queijos, que estão em

mim de cochonilla, cúrcuma,

logia para atribuir maior efi-

desenvolvimento

especifica-

páprica e corante caramelo. A

cácia nas aplicações é objetivo

mente para alguns clientes que

empresa possui ainda corantes

das pesquisas da Chr-Hansen,

desejam lançar produtos com

inorgânicos, como o dióxido

que produz corantes extraídos

características

de titânio.

de fontes naturais renováveis,

próprias

no

mercado. Santos informa que

44 51 corantes.indd 50

“Estes compostos são des-

como vegetais, raízes, frutos,

5/10/11 10:37 AM


Além da diversidade de matérias-primas para produção de alimentos, o Brasil revela-se como fonte de matrizes para desenvolvimento de corantes naturais

entre outros. “Pensando em expan-

São ideais para aplicações onde o

te tonalidades intensas e brilhantes,

dir ainda mais a sua capacidade de

brilho das cores é essencial. Sua

além de aspecto natural. A empresa

aplicações, a empresa oferece ao

maior intensidade e brilho garantem

tem ainda em sua linha o FrutMa-

mercado tecnologias que agregam

que a padronização dos corantes na-

xR, com espectro diversificado de

funcionalidades

para

turais atenda à demanda nos proces-

aplicações, pode ser rotulado como

cada aplicação”, destaca José Dorival

sos de produção de alimentos, como

extrato natural e atende às expecta-

da Silva Junior, gerente de vendas,

confeitos, extrudados, preparados

tivas dos consumidores que buscam

unidades de produtos cárneos, pra-

de frutas, entre outros.

alimentação saudável, sem compro-

específicas

Seus principais benefícios são

meter aparência e sabor. Sua aplica-

aumento da força que permitirá re-

ção destina-se a bebidas, confeitos e

O CapColorR é uma das soluções

duzir a dosagem e o custo no uso;

preparados de frutas.

destacadas pela empresa por utilizar

intensidade de cor superior e menor

Além da diversidade de maté-

encapsulamento para aumentar a

sedimentação; sem migração de cor;

rias-primas para produção de ali-

resistência à luz, acidez e oxidação.

melhor estabilidade à luz, oxidação

mentos, o Brasil revela-se como

e pH; melhor dispersibilidade, além

fonte de matrizes para desenvolvi-

de ter certificação Kosher e Halal

mento de corantes naturais. Com

(exceto para Black 100 Wss) e vege-

recursos tecnológicos cada vez mais

tariano.

eficientes, as dificuldades em tornar

tos prontos, alimentos e bebidas da empresa.

Outra solução da Chr-Hansen,

esses produtos mais eficazes serão

a ColorFruitR, oferece corantes

superadas e, para isso, indústrias do

transparentes para diversas aplica-

segmento e acadêmicos investem

ções, especialmente bebidas. São

em pesquisas e novos desenvolvi-

derivados de antocianina ou carote-

mentos, criando soluções para obter

nóides, obtidos de frutas e vegetais,

a aparência adequada e atrativa dos

que utilizam uma única tecnologia

alimentos e bebidas.

para aperfeiçoar a cor em condições de estabilidade específicas. O ColorFruitR proporciona maior prazo de validade devido à resistência à luz, calor e ácido ascórbico; permi-

fontEs Corantes Sintéticos e idênticos aos naturais/Corantes Naturais: composto Bioativos com propriedades funcionais – Dr. Paulos Stringheta (UFV) Corantes Naturais para alimentos – Paulo Roberto Nogueira de Carvalho – Pesquisador Científico – Ital SP

51 44 51 corantes.indd 51

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Ação Tomates social

Cargill adquire liderança em atomatados A gigante do agronegócio compra a unidade de atomatados da Unilever Bestfoods e passa a liderar no segmento de atomatados, com as marcas Pomarola, Tarantella, Elefante e Pomodoro Por Rita Ramos m março deste ano, uma ne-

E

O segmento de atomata-

é responsável por um terço de

gociação de aproximadamente

dos é novo para a Cagill, que

tudo que é comercializado no

R$600 milhões transferiu à ame-

já anunciou que não pretende,

Brasil no setor de atomatados.

ricana Cargill, as unidades de produção

pelo menos a curto prazo, ex-

Marcas como Pomarola, Taran-

de molhos, polpas e extratos de tomate

pandir o negócio para outros

tella, Elefante e Pomodoro, da

que pertenciam à Unilever BestFoods.

países. “O foco da Cargill, atu-

Unilever, já têm posição conso-

Foi a maior aquisição da empresa no

almente, é o mercado domésti-

lidada nos carrinhos dos super-

Brasil que, em 2004, havia comprado a

co brasileiro”, explica o diretor

mercados.

Seara por cerca de U$ 130 milhões.

de produtos de consumo da empresa, Rubens Pereira.

POMAROLA Marca tradicional é uma das aquisições da empresa em atomatados

52 53 Cargill.indd 52

A Pomarola, foi a pioneira na categoria de molhos prontos no

Além das novas marcas, a

país e está em segundo lugar no

empresa comprou a liderança

ranking das mais vendidas , com

deste segmento no mercado.

21% do market share, perdendo

Segundo Pereira, hoje a Cargill

apenas para o extrato de tomate

5/10/11 10:42 AM


marcas adquiridas pela Cargill possui um papel importante na competição de atomatados, tanto nacional quanto regionalmente. “O que buscamos em cada uma delas é oferecer propostas distintas para os vários tipos de consumidores. Produtos que tenham foco na qualidade, variedade e acessibilidade”, diz. Com o novo negócio, a empresa passa a estar presente em duas das categorias mais relevantes de produtos alimentícios não-perecíveis de grande peRUBENS PEREIRA: Cargill foca no mercado doméstico

frequência de compra (atoma-

Elefante, com 30% da fatia, de

tados e óleos) no mercado. “No

acordo com dados da consulto-

geral, o Brasil é um grande con-

ria americana especializada em

sumidor de molhos, extratos

análises de mercado, NIelsen.

e polpas. Mas o Estado de São

Segundo a consultoria, o

Paulo tem maior consumo de

mercado brasileiro de atomata-

molhos prontos, sendo respon-

dos apresentou um crescimento

sável por quase 50% das vendas.

de 16,2% no montante de ven-

Já o Sul e o Nordeste assumem

das entre 2007 e 2010. Os dados

os maiores volumes do segmen-

refletem também o aumento do

to de extratos”, explica Pereira.

poder de compra do brasileiro e

Mesmo tendo vendido suas

foi, certamente, um dos fatores

principais marcas, a Unilever

que influenciaram a decisão da

BestFoods continuará atuando

Cargill pela entrada no setor de

com elas no ramo de Food Ser-

atomatados. A empresa levou

vice, isto é, alimentação voltada

em consideração nessa estreia,

para lanchonetes, restaurantes,

índices como o reconhecimen-

etc. O parque fabril, localiza-

to das marcas adquiridas e sua

do em Goiânia, servirá de base

forte aceitação e a sinergia com

para o processamento de pro-

outros produtos como os óleos e

dutos para as duas empresas,

maioneses da marca Liza, Puri-

com a fabricação de atomatados

lev, Mazola, entre outros.

tanto para o consumo domésti-

Para Pereira, cada uma das

52 53 Cargill.indd 53

netração domiciliar e com alta

co, quanto para o fora do lar.

Brasil entre os 10 maiores Maior produtor de tomate da América do Sul e oitavo no mundo, segundo ranking da FAO (Fundação das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), o Brasil é, também, um dos maiores consumidores de atomatados. O cultivo do fruto e sua industrialização interage com as indústrias de insumos, embalagens, máquinas agrícolas e equipamentos de irrigação e está entre os mais importantes no segmento do agronegócio no país. Sozinha, a tomaticultura movimenta um montante anual superior a R$ 2 bilhões, de acordo com pesquisa realizada, em 2008, pela Abcsem (Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas). Dados da FAO mostram que, neste mesmo ano, a produção nacional de tomates ficou em torno de quatro milhões de toneladas. Deste total, cerca de 65% foram cultivados para o consumo in natura e 35% para as indústrias de processamento, transformando-se em extratos de tomate, molhos prontos e semipreparados, catchups, entre outros. O brasileiro consome, aproximadamente, 20 kg de tomates por ano. Volume considerado baixo se comparado a mercados como o italiano, onde o consumo per capita é próximo a 70 kg/ano. Contudo, é um índice que vem subindo substancialmente, principalmente quando consideramos que, a cada dia, novos produtos chegam às gôndolas dos supermercados e a aquisição de marcas líderes prometem aquecer o consumo.

Posição 1o 2o 3o 4o 5o 6o 7o 8o 9o 10o

Região China EUA Índia Turquia Egito Itália Irã Brasil Espanha México

Dados FAO 2008

Produção (T) 33.911.702 13.718.71 10.303.000 10.985.355 9.204.97 5.976.12 4.826.396 3.867.655 3.922.500 2.936.773 53 5/10/11 10:42 AM


Informes Técnicos

ALIMENTOS FUNCIONAIS e suas influências sobre Yasumi Ozawa Kimura

Farmacêutica-bioquímica com especialização em Alimentos pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP (Universidade de São Paulo), com estágios de aperfeiçoamento em Tecnologia de Alimentos pelo Ministério das Relações Exteriores do Japão. Pós-graduada em Administração e Marketing pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), atua no Departamento de Comunicação da Yakult S.A. Indústria e Comércio.

Atualmente, cada vez mais brasileiros enfrentam desafios para conter o aumento das enfermidades classificadas como ‘doenças da vida moderna’, que são consequências de estilos de vida desequilibrados, maus hábitos alimentares e sedentarismo. Neste sentido, o consumo regular dos Alimentos Funcionais se torna uma alternativa para conter o avanço das doenças crônico-degenerativas e faz com que as pessoas se conscientizem que a alimentação tem um papel fundamental sobre a saúde. Entre os alimentos funcionais estão os que contêm probióticos, microrganismos vivos que têm a função de ajudar na colonização benéfica dos intestinos e, com isso, reforçar a imunidade contra doenças.

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5/10/11 10:47 AM

a


e

a saúde

A ligação entre a saúde e a alimentação está cada vez mais forte e reforça o pensamento de que ‘a prevenção é muito melhor do que o tratamento’. Diminuição com os gastos médicos e de internações, melhor qualidade de vida, envelhecimento com mais saúde e maior resistência às doenças são preocupações cada vez mais presentes na vida das pessoas em todo o planeta. Publicações científicas comunicando a eficiência dos alimentos funcionais também estão mais acessíveis na mídia e colaboram para trazer ainda mais segurança para o consumidor que está disposto a fazer uma opção mais saudável de vida. A prova de que há uma busca crescente por alimentos mais saudáveis pode ser demnstrada pelos números. O mercado de alimentos funcionais vem crescendo a um ritmo de 10% ao ano no Brasil na última década, ou seja, três vezes mais que o segmento de alimentos tradicionais. A previsão é que, em 10 anos, os funcionais detenham 40% do mercado de alimentos no País, que segue a tendência mundial. Nos Estados Unidos, por exemplo, os alimentos funcionais já movimentam aproximadamente US$ 15 bilhões por ano. Um dos fatores importantes a destacar com relação a funcionais no Brasil é a legislação, considerada uma das mais completas do mundo. Criada e supervisionada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) do Ministério da Saúde, a legislação brasileira classifica como alimento funcional ‘todo produto semelhante na aparência ao alimento convencional, devendo ser consumido como parte da dieta usual; produzir demonstrados efeitos benéficos, metabólicos ou fisiológicos, além das funções nutricionais básicas, e deve ser seguro para o consumo sem supervisão’. Para validar as solicitações das empresas no Brasil, que devem encaminhar à ANVISA comprovações científicas sobre as ações dos alimentos que querem classificar como funcionais, em 1999 foi criada a Comissão

Técnica de Novos Alimentos e Alimentos Funcionais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, composta por especialistas e técnicos de renome de várias universidades brasileiras, que avaliam os alimentos com alegações funcionais para definir a sua classificação. Essa medida, que envolve profissionais altamente comprometidos com a Ciência, dá ainda mais credibilidade aos produtos considerados funcionais no Brasil. A legislação brasileira, diferentemente da legislação de outros países, proíbe referência à prevenção, tratamento e cura de doenças nos rótulos dos alimentos, visto que muitos fatores estão envolvidos nestes processos. É permitida apenas a alegação de que o alimento promove saúde. Esse pode ser um fator que dificulta as empresas nas estratégias de divulgação de alimentos funcionais, como os que contêm microrganismos probióticos. Para um alimento com probióticos apresentar a alegação de promoção de saúde no seu rótulo, a ANVISA estabelece que a quantidade mínima viável da cultura deva estar entre 108 a 109 UFC (Unidades Formadoras de Colônias) por porção do produto. Os probióticos são, na sua maioria, bactérias lácticas, e devem necessariamente sobreviver às condições adversas do estômago e colonizar os intestinos, mesmo que temporariamente. Quando os probióticos são ingeridos, chegam vivos ao intestino e liberam ácidos, como o láctico e o acético, que têm a capacidade de melhorar a atividade intestinal, facilitando a digestão, absorção de nutrientes e eliminação de toxinas. Inúmeras pesquisas já comprovaram que os microrganismos probióticos inibem as bactérias patogênicas e ajudam a prevenir infecções. Além disso, quando associados a uma dieta equilibrada, diminuem a produção de substâncias nocivas, absorvem e eliminam as substâncias causadoras de doenças relacionadas ao estilo de vida, como arteriosclerose, hipertensão e colesterol, entre outras.

Os probióticos não possuem a capacidade de atravessar a barreira da parede intestinal e os seus efeitos ocorrem tanto no nível do lúmen como na parede do trato gastrointestinal, onde podem interagir com a microflora endógena, substratos luminais, enterócitos e células imunológicas do intestino. Os seus mecanismos de ação estão sendo estudados em vários centros de pesquisas, como o Instituto Central de Pesquisas em Microbiologia da Yakult, localizado em Tóquio, no Japão, com os mesmos critérios farmacológicos usados para estudo dos medicamentos. A eficácia dos probióticos, assim como dos alimentos funcionais, também tem sido estudada em várias situações clínicas. Um nível razoável de evidências pode ser reunido através de estudos controlados, randomizados ou meta-análises pelas quais se demonstram resultados positivos. Entre as situações clínicas estudadas com probióticos estão prevenção ou tratamento de distúrbios associados ao uso de antibióticos, gastroenterites e diarreia, intolerância à lactose, infecções intestinais e colonização por bactérias patogênicas, incluindo o Helicobacter pylori e o Clostridium difficile, diarreia do viajante, síndrome do cólon irritável, doença inflamatória dos intestinos e câncer de cólon. Os efeitos imunológicos desses alimentos estão sendo intensamente estudados para descobrir outros benefícios que ajudem na manutenção das defesas do organismo e na prevenção das doenças. O que sabemos até o momento, no entanto, já pode garantir a segurança do consumo de alimentos funcionais com probióticos por pessoas de todas as idades. Desde os tempos mais remotos se sabe que a saúde começa pela boca e, nos dias atuais, com tantas informações e ofertas saudáveis, basta que cada um se conscientize e altere alguns hábitos para que a vida sela melhor e muito mais saudável.

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Informes Técnicos

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novas alternativas de aplicações e investindo em pesquisas e tecnologias inspiradas nesse panorama de saúde e bem-estar. E, consequentemente, através de mídia, os consumidores que são preocupados com a qualidade de vida tenderão a valorizar os produtos com atributos de qualidade e com menor utilização de insumos químicos. A substituição dos produtos conhecidos como funcionais, diet/light, low sodium e edulcorantes não calóricos, principalmente os naturais extraídos de estévia, é um desafio que está sendo explorado pelas indústrias em geral.

dreamstime

A crescente conscientização dos consumidores com relação à sua saúde e bem-estar está causando um impacto direto sobre as indústrias de alimentos e bebidas. Os consumidores estão optando cada vez mais pela “alternativa mais saudável” de alimentação. As indústrias brasileiras, para acompanhar as principais tendências globais, convergem para uma nova geração de produtos que incluem formulações com aplicações de ingredientes inovadores tornando-os mais saudáveis e atraentes sensorialmente. Nessa direção as indústrias de ingredientes vem desenvolvendo

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Alta Intensidade A BUSCA PELO ADOÇANTE IDEAL CHEGOU AO FIM Todo consumidor sonha em encontrar um adoçante natural, sem calorias, e de sabor agradável. Agora a Corn Products pode ajudar a satisfazer este desejo com o ENLITEN®, um edulcorante extraído da planta Stevia rebaudiana Bertoni, também conhecida como estévia e que não aporta calorias aos alimentos onde é aplicado. A estévia é uma planta originária da América do Sul e utilizada por séculos tanto na Ásia como na América do Sul. Suas folhas contém diversos componentes de sabor doce conhecidos como glicosídeos de esteviol. Esses diferentes glicosídeos de esteviol, dos quais alguns podem ser visualizados na figura a seguir, possuem diferentes níveis de dulçor e qualidade de sabor, podendo variar do sabor doce muito agradável ao sabor amargo e metálico, razão pela qual os produtos de estévia até então tem apresentado alguma restrição pelo consumidor. Entretanto, o ENLITEN®, como um produto de sabor doce muito agradável, vem modificar essa antiga restrição do produtos de estévia. A Corn Products Brasil através de um processo extração sem modificação química, isola e concentra em níveis superiores a 95% o Rebaudiosídeo-A que, dentre os glicosídeos de esteviol, é o que apresenta melhor qualidade do sabor doce e reduzidíssimo aftertaste residual. O ENLITEN®, Rebaudiosídeo-A, possui dulçor de 300 vezes superior ao da sacarose e não aporta calorias aos alimentos onde é adicionado. A figura abaixo representa a evolução da qualidade do dulçor com a pureza de Rebaudiosídeo-A. A Corn Products ainda conta com licença exclusiva de propriedade intelectual e tecnológica da empresa Morita Kagaku Kogyo Co., LTD – líder na produção de Rebaudiosídeo-A no Japão e considerado como referência de qualidade.

CARACTERÍSTICAS E BENEFÍCIOS DO ENLITEN®

■ Origem natural: extraído das folhas da planta estévia, sem qualquer modificação química. ■ Não adiciona calorias às formulações: pequena quantidade necessária para prover dulçor ■ Alta estabilidade em diversas condições adversas de pH e temperatura ■ Excelente solubilidade ■ Tem sabor agradável e não apresenta gosto residual, agradável ao paladar ■ Não cariogênico ■ Efeito sinérgico com outros edulcorantes

Essas características, aliadas ao conceito de edulcorante extraído de uma base natural, permitem o desenvolvimento de produtos sem açúcar para o público preocupado com saúde. Pode ser consumido por pessoas de todas as idades e representa uma excelente alternativa aos edulcorantes artificiais. Devido ao seu conjunto de benefícios, o Rebaudiosídeo A - ENLITEN® é ideal para uso em praticamente qualquer tipo de alimento ou bebida. Aplicações potenciais incluem: produtos lácteos, bebidas, balas e confeitos, produtos para panificação, cereais matinais, geléias e conservas, produtos para dieta, adoçantes de mesa e suplementos nutricionais. O Rebaudiosideo A - ENLITEN® será produzido no Brasil a partir de 2011, utilizando variedades de estévia com alto conteúdo de glicosídeos de esteviol. Além disso, com o diferencial de controlar todas as etapas da cadeia produtiva, desde o cultivo, extração, purificação e finalmente comercialização, a Corn Products tem condições de assegurar a confiabilidade no fornecimento e consistência na qualidade do ingrediente. A Corn Products oferece o Rebaudiosidio A - Enliten® em todo o mundo, com o suporte local necessário para satisfazer as necessidades específicas de formulação e sabor.

TENDÊNCIAS Diante de um mercado cada vez mais exigente por especificações e efeitos diferenciados devido a mudanças de hábitos alimentares para um modo de vida mais saudável, o consagrado açúcar (sacarose) está sendo substituído por

produtos conhecidos como edulcorantes, que apresentem um sabor semelhante à sacarose, porém de baixo valor calórico ou completamente sem calorias. Em 2009, nos EUA, as vendas de produtos com estévia

atingiram quase USD 100 milhões, sendo a principal categoria a de ”tabletop” (adoçante dietético de mesa). Após a aprovação do Rebaudiosidio A pelo FDA, novas aplicações em alimentos e bebidas estão avançando rapidamente. Es-

timativas de mercado apostam em elevado potencial de crescimento e, segundo dados do Mintel, em 2011 o mercado de estévia como ingrediente pode atingir USD 1 bilhão.

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Informes Técnicos

TATE & LYLE divulga tendências do setor de Alimentação e SPOKE COMUNICAÇÃO & MARKETING

Informações para Imprensa: Flavia Pacheco Giuliano / Andréia Wingeter / Tarsilla Ferreira atendimentospoke@spoke.com.br Tel.: 11 3849-0002 r. 210 www.spoke.com.br

SOBRE A TATE & LYLE A Tate & Lyle é uma empresa global de fornecimento de ingredientes e soluções para os setores de alimentos e bebidas, entre outros. Com cerca de 30 unidades de produção, ao redor do mundo, a empresa tem uma produção em larga escala e eficiente, podemos converter matérias primas em ingredientes diferenciados de alta qualidade para a indústria de alimentos e bebidas. Seus ingredientes e soluções dão mais sabor e textura, são nutritivos e aumentam a funcionalidade dos produtos que são consumidos todos os dias, por milhões de pessoas ao redor do mundo.

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O portfólio de ingredientes alimentícios incluem as marcas líderes de mercado SPLENDA® Sucralose, Fibra Alimentar PROMITOR™ e Polidextrose STA-LITE®. A Tate & Lyle também produz ingredientes industriais, tais como os amidos de papel Bio-PDO™, Ethylex® e Sta-Lok®; além de ingredientes básicos tais como xarope de milho de alta frutose, etanol, ácido cítrico e amidos básicos. O Grupo de Inovação e Desenvolvimento Comercial também apóia os clientes no desenvolvimento de produtos, na assessoria técnica e em estudos exclusivos de percepção do consumidor. A Tate & Lyle está registrada na Bolsa de Valores de Londres, sob o símbolo TATE.L. Os ADRs são negociados sob a sigla TATYY. No exercício até 31 de março de 2010, a Tate & Lyle empregava 5.666 pessoas em suas subsidiárias e joint ventures, com faturamento da ordem de £3,50 bilhões. www.tateandlyle.com. SPLENDA® é marca registrada da McNeil Nutritionals, LLC.

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ão e Bebidas para 2011

São Paulo, 11 de Março, 2011 – Os especialistas da Tate & Lyle acabam de divulgar as principais tendências mundiais que moldarão o setor de alimentos e bebidas em 2011. A empresa, fornecedora global de ingredientes, tem por objetivo principal apoiar os fabricantes de alimentos a impulsionar suas marcas, para que atendam às preferências dos consumidores, em constante mudança. “É parte de um esforço contínuo da Tate & Lyle estar atualizada sobre novas tecnologias e tendências do setor de alimentos e bebidas”, diz Oreste C. Fieschi, Gerente Geral para América Latina, de Ingredientes Especiais para Alimentos, da Tate & Lyle.

Compartilhar esse conhecimento com nossos clientes é nossa missão e visão, já que novas linhas de produtos podem ser lançadas, sempre atendendo à crescente demanda pela saudabilidade

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completa Oreste

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TENDÊNCIA NÚMERO 1 MENOS É MAIS De acordo com a empresa de pesquisas Datamonitor, os consumidores estão cada vez mais exigentes quando se trata de revisar o rótulo dos alimentos, dando preferência aos produtos com o mínimo de aditivos possí-

vel, além de sempre escolherem ingredientes já conhecidos e estudados, conforme crítica de Dave Tchler, Vice Presidente Global de Marketing, Inovação e Desenvolvimento Comercial, da Tate & Lyle.

O conceito saudável mudou a cara dos novos produtos. A tendência do ‘menos é mais’, se acelera e é crucial que os fabricantes entendam o desejo dos consumidores por produtos simples e naturais, tais como as fibras solúveis de milho e a frutose cristalina, ao formular alimentos e bebidas diz Dave

Informes Técnicos

TATE & LYLE

TENDÊNCIA NÚMERO 2 POUCO AÇÚCAR E CALORIAS, MUITO SABOR

cantes podem reduzir a quantidade de açúcar, as calorias e os custos de fabricação, utilizando uma mistura de adoçantes, como por exemplo, o líder de mercado SPLENDA® Sucralose com a sacarose. Os fabricantes também podem usar a Frutose Cristalina KRYSTAR®, um adoçante nutritivo a base de Frutose Cristalina, com poder de adoçar de 117, em comparação com a sacarose com 100, em uma mistura 50% frutose e 50% sacarose, que proporciona doçura relativa de 128, em uma solução aquosa de 10% de sólidos.

Ao misturar os ingredientes de forma customizada, com um perfil mais elevado de doçura, o resultado final é um produto com menos açúcar, menos calorias, 100% de sabor e sem o risco de aumentar os custos de produção, que ocorreriam utilizando o açúcar. É uma situação em que todos ganham. resume Blunt

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Para os consumidores, a importância do sabor é igual à preocupação com a redução das calorias e do açúcar. De acordo com o co-fundador da H3 Global Advisors, Mathew Kaleel, consultor internacional na área de alimentação, os preços do açúcar vão subir em 30 a 40%, nos próximos 12 a 28 meses, levando os preços da commodity a níveis nunca vistos. Levando esses dois fatos em consideração, James Blunt, Vice-Presidente dos Gerentes de Produto para Ingredientes Especiais para Alimentos da Tate & Lyle, explica que os fabri-

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TENDÊNCIA NÚMERO 3 UM PRODUTO, VÁRIOS BENEFÍCIOS Os ingredientes que enriquecem os alimentos e bebidas agregam valor ao produto. “Em um mercado ultra competitivo, ter ingredientes saudáveis na prateleira, pode decidir a compra. Por isso é tão importante formular produtos que forneçam, por exemplo, bene-

fício à saúde digestiva, ao mesmo tempo em que reduz o consumo de calorias, e acima de tudo, sem comprometer o sabor”, diz Paul Cornillon, Vice-Presidente da Global de Aplicação de Ingredientes Especiais para Alimentos, da Tate & Lyle.

É também muito importante que os fabricantes tenham em mente a necessidade de comunicar de forma efetiva os benefícios nutricionais dos produtos finaliza Paul

TENDÊNCIA NÚMERO 4 ALIMENTOS PRONTOS, MAIS BARATOS E COM MAIS SABOR

A chave para recriar um prato gourmet em casa é incorporar a mistura certa de amidos e estabilizantes de alimentos, que tenham efeito sinérgico com outros ingredientes diz Constantino

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Diretor de Vendas para América Latina da Tate & Lyle, os fabricantes poderão oferecer uma grande variedade de produtos já prontos, para consumir em casa, com muito mais sabor e qualidade. Os altos custos de produção e distribuição de alimentos com texturas e sabores de alta gastronomia acabavam sendo comercialmente inviáveis, já que não é apenas uma questão de embalar receitas de restaurantes.

As dificuldades econômicas mundiais continuarão a fazer com que os consumidores se preocupem em gastar menos. Para isso, será preciso reduzir as despesas ao comprar alimentos, o que torna imprescindível que sejam fáceis de preparar e com o mesmo sabor de feitos em casa. Com os ingredientes da Tate & Lyle, a capacidade de recriar pratos com aromas audaciosos e criativos ajudará a marca a conquistar os consumidores. De acordo com Ijones Constantino,

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Informes Técnicos

Estabilidade de bactérias probióticas em salame Hans Henrik Knudsen SACCO Brasil hans@saccobrasil.com.br

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INTRODUÇÃO

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A alimentação humana e bem-estar são altamente influenciados pela composição e atividade da microflora presente no intestino, que é o maior órgão de imunização gerando cerca de 80% de todas as células produtoras de anticorpos (Biancone et al, 2002). Portanto, a modulação da dieta com a ingestão de uma quantidade adequada de bactérias probióticas pode induzir efeitos benéficos para a saúde, por exemplo, estimulando o sistema imunológico. Os produtos lácteos como os iogurtes e leites fermentados são o grupo melhor conhecido de alimentos probióticos, mas o salame produzido com a aplicação de bactérias probióticas também pode ser uma fonte para obter o consumo diário de mais de 108 UFC de bactérias probióticas (Diretrizes FAO/WHO, 2002) que são necessários para obter efeitos positivos na saúde. Entre as cepas probióticas testadas o Lactobacillus paracasei tem sido comprovado como a melhor e mais adequada cultura para sobreviver durante o processamento de salame (Andersen, 1998. Andersen, 1999). A palavra probiótico significa “para a vida” e as bactérias probióticas são definidas como microrganismos vivos que, ao serem ingeridos em certos números, exercem benefícios para a saúde além da nutrição básica inerente a eles. As bactérias probióticas podem ser consumidas como um ingrediente em alimentos ou como um suplemento alimentício.

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Estabilidade de bactérias probióticas em salame CONCEITO

O conceito de salame probiótico é baseado nos mesmos pontos que seus similares lácteos, tais como ■ Bom para a saúde/benefícios de saúde ■ Melhora as defesas naturais do corpo ■ Regula a flora intestinal ■ Melhora o equilíbrio natural do corpo ■ Contribui para eliminar diarréias e constipação ■ Aumenta o bem estar No salame, existem ainda outras vantagens porque, ao contrário do leite, a bactéria probiótica Lb. paracasei cresce e se multiplica na carne durante a fermentação e se mantém estável por até 70-90 dias. Isto traz oportunidades únicas em termos de vida útil, custos de produção, apresentação e de marketing do salame probiótico. Uma quantidade de 5 gramas de salame são suficientes para suprir a quantidade de 108 UFC de bactérias probióticas necessárias para garantir a ingestão diária. Portanto, surgem várias possibilidades de apresentação do produto como, por exemplo, salame fino e “light” apresentado em embalagens com peças de 5 gramas já prontas para o consumo diário do probiótico.

INVESTIGAÇÃO BACTERIOLÓGICA

As LAB (bactérias do ácido lático) são detectados por plaqueamento em MRS (Merck) e incubadas anaerobicamente por três dias a 30°C. Os Lb. paracasei são detectados por plaqueamento sobre MRS + moxalactam (Andersen, 1998) e HHD (Diferenciação Homoheterofermentativas). Em paralelo, ambos, por via anaeróbia, são incubados por três dias a 30°C. Os estafilococos são determinados por plaqueamento em S-110 (Oxoid) por via aeróbia e incubados por dois dias a 30°C. Para efeitos de verificação, cada tipo de colônia pode ser examinado em microscópio. Todas as análises são realizadas em uma amostra de cerca de 35 g de salame picado.

MATERIAIS E MÉTODOS

Os salames são produzidos com receita e processo de fabricação normal. Exemplo de receita e processamento ■ Carnes: carne de porco e carne bovina, com aproximadamente 23% de toucinho. ■ Ingredientes aproximadamente: 2,8% de cura e sal, dextrose 0,4%, ácido ascórbico, e especiarias. ■ Cultura: Lyocarni VBM-60 (Pediococcus pentosaceus, Pediococcus acidilactici, Staphylococcus carnosus e Staphylococcus xylosus) e Lyofast BGP 2 (Lb. paracasei) fornecendo 5x106 UFC/g de carne de bactérias probióticas. ■ Tripa: aproximadamente calibre 45 mm de celulose. ■ Processo: a carne é picada em um cutter e embutido com cerca de 300 g/salame. Os salames foram fermentados a 25°C e o tempo total de processamento foi de 16 dias, com uma perda de peso de 41%.

DESENVOLVIMENTO DAS CULTURAS

A dinâmica de crescimento das LAB, Lb. paracasei (probiótico), e staphylococci durante a vida útil do salame é demonstrada na Figura 1. abaixo e a cinética de pH estão incluídas. Durante o processamento as LAB e Lb. paracasei crescem para cerca de 108 UFC/g de salame. Esta é a cinética de crescimento normal da cultura de LAB e demonstra que a Lb. paracasei cresceu e sobreviveu bem no salame. A cultura LAB domina durante toda a vida útil do produto. Os Lb. paracasei também mantém o nível de contagem muito estável durante as 10 semanas de armazenamento refrigerado. O nível de estafilococos foi como previsto, nesta fase do processamento, e uma ligeira redução

Figura 1. Investigações bacteriológicas

pode ser observada. As características do salame não serão alteradas pelo probiótico, nem em termos sensoriais e nem na capacidade de fatiabilidade.

CONCLUSÃO Tem sido demonstrado que é possível produzir salames com Lb. paracasei aplicada como cultura probiótica juntamente com uma cultura para controlar a acidificação. O Lb.

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paracasei se desenvolveu durante a produção e se manteve estável ao longo de 10 semanas de armazenamento. Estes resultados indicam que o salame probiótico pode ser uma excelente

fonte suplementar de ingestão diária de bactérias probióticas com cerca de 5 g de salame, devido à taxa de sobrevivência de Lb. paracasei, que permite suprir o nível de ingestão diária recomendada.

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Canal Direto

Didatus lança novo curso para técnico na área de produtos de alimentos de origem animal

Mudanças climáticas e preços das commodities preocupam autoridades do Mercosul

Escola de nível superior que tem por objetivo oferecer ensino que atenda a cadeia produtiva do setor de agronegócios, o Instituto Didatus, localizado em Curitiba, está com matrículas abertas para mais uma turma do Curso de Capacitação de Responsáveis Técnicos de Estabelecimentos Produtores de Alimentos de Origem Animal. O programa do novo curso contempla questões ligadas à legislação sobre alimentos de origem animal, higiene e processamento de produtos como carne bovina, suína, leite e aves, além de controles microbiológicos de produtos e doenças bacterianas que podem ser transmitidas por produtos de origem animal. As aulas – que serão ministradas via web – têm início programado para o dia 27 de abril. A carga horária total do curso é de 210 horas e o valor do investimento é de cinco parcelas de R$ 280. O número de vagas é limitado e as inscrições podem ser realizadas on line (www.didatus.com.br). Maiores informações podem ser obtidas pelos telefones (041) 3083-8100 e 0800-602-1112 ou pelo e-mail didatus@ didatus.com.br.

Reunidos durante entre o final de março e o início de abril em Buenos Aires para os debates promovidos pelo Conselho Agropecuário do Sul (CAS), órgão consultivo do Mercosul, ministros da Agricultura de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai discutiram os impactos das mudanças climáticas na economia agrícola da América do Sul. Presidente atual do CAS, o ministro da Agricultura brasileiro, Wagner Rossi, anunciou que os seis países pretendem colocar técnicos da Rede de Coordenação de Políticas Agropecuárias do Cone Sul para avaliar a criação de um sistema dos impactos dos fenômenos climáticos em nível regional e incrementar as ferramentas já disponíveis. A declaração, assinada por todos os ministros presentes à reunião, concluiu que a recente alta dos preços dos alimentos no mundo teve, como um dos elementos determinantes, a ocorrência de eventos meteorológicos intensos, que influenciaram na oferta de produtos agrícolas. A reunião do CAS também foi marcada pela rejeição dos seis países do Cone Sul à sugestão da França de querer controlar os valores das commodities para evitar aumento de preços de produtos agrícolas no mercado internacional. Sem citar o país europeu presidido por Nicolas Sarkozy, defensor da proposta, os membros presentes ao encontro mostraram-se unidos contra a proposta em documento oficial. Eles ressaltaram que a única maneira de baixar os preços dos alimentos é aumentar a produção no campo.

Baixar os preços dos alimentos é aumentar a produção no campo

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O Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e o Instituto Fraunhofer para Engenharias de Processos e Embalagem (IVV), da Alemanha, realizaram em Campinas entre os dias 11 e 14 de abril o 1º Seminário Internacional “Inovação na Cadeia Produtiva de Alimentos”. O evento discutiu as inovações tecnológicas da cadeia em áreas relevantes para a competitividade do setor e para a preservação do meio ambiente. O seminário é a primeira iniciativa conjunta entre as duas instituições que assinaram em 2010 um protocolo de intenções para fortalecer pesquisas científicas no setor de alimentos. Entre os temas abordados, um dos destaques foi o potencial aproveitamento de resíduos da cadeia produtiva de alimentos para a geração de bioenergia e produção de biomateriais, além dos novos conceitos em ingredientes, embalagens e em processos tecnológicos para tratamento e conservação de alimentos com o menor impacto possível ao meio ambiente. O seminário contou, entre outros palestrantes, com a presença dos diretores do ITAL e do Instituto Fraunhofer, Luis Madi e Horst Christian Langowski respectivamente, e da Chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério da Ciência e Tecnologia, Carmem Lidia Richter Ribeiro Moura, que apresentou os resultados do Ano Brasil- Alemanha de Ciência, Tecnologia e Inovação, encerrado no dia 4 de abril na Feira de Hanover.

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ITAL e Instituto Fraunhofer debatem inovação na cadeia produtiva de alimentos

Encontro ocorrido em Campinas discutiu inovações tecnológicas, produtividade e meio ambiente

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Canal Direto

Em busca da alimentação saudável

Setor animal em ascensão

Estudo publicado em março pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em parceria com o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) revela que o brasileiro tem se alimentado de forma mais saudável e equilibrada. A procura por alimentos mais nutritivos, por exemplo, aumentou em 32% e os produtos de maior qualidade têm uma aceitação de 29%, entre os entrevistados. A pesquisa também apontou que os brasileiros estão mais criteriosos na hora de consumir e preferem alimentos que, por sua origem, são mais saudáveis e proporcionam maior qualidade de vida, benefícios à saúde e bem-estar. O clássico arroz e o feijão continuam sendo os produtos mais procurados na hora de fazer compras e constituem, respectivamente, 44% e 36% do mercado consumidor no País.

A 6ª Feira Nacional das Graxarias (Fenagra) e o 10º Congresso Internacional das Graxarias exibiram a força de um setor que produz matérias-primas para a indústria de farinhas e gordura de origem animal, com qualidade, sustentabilidade e competitividade internacional. Ao mesmo tempo os eventos, ocorridos nos dias 30 e 31 de março, evidenciaram os gargalos que ainda emperram o desenvolvimento do setor no País. Neste ano, os encontros foram realizados no Centro de Convenções São Luís, na região da Avenida Paulista, e ocorreram simultaneamente ao 3º Congresso e 10º Simpósio sobre Nutrição de Animais de Estimação e a Expo Pet Food, uma parceria entre o Sindicato dos Coletores e Beneficiadores de Subprodutos de Origem Animal (Sincobesp) e o Colégio Brasileiro de Nutrição Animal. O setor de graxarias – fornecedor de matérias-primas para a indústria de ração animal, cosméticos, produtos de higiene e limpeza e combustíveis alternativos – movimenta aproximadamente R$ 4 bilhões por ano. Já o mercado pet contabilizou, em 2009, R$ 6,2 bilhões, segundo dados da Anfal Pet. No total, 70 estandes - dos quais 28 dedicados aos expositores de pet - ocuparam uma área de dois mil quadrados. Empresas nacionais e multinacionais marcaram presença. O 10º Congresso das Graxarias recebeu mais de 600 inscritos. Já o Congresso e Simpósio de Pet Food contou com a inscrição de aproximadamente 250 congressistas interessados nesse ascendente mercado.

Porém, as tarefas cotidianas ainda limitam uma parcela de 51% da população brasileira que, segundo pesquisa realizada em 2010 pela GFK Custom Research Brasil, não fazem boa parte das refeições em casa porque trabalham, estudam ou passam o dia fora de seus lares. Para famílias sem crianças, o indicativo é ainda maior e responde a 63% dos entrevistados. Ainda sim é possível ter uma alimentação saudável como defende a professora Bernadete Azevedo, coordenadora do curso e ambulatório de Nutrição da FMU. Segunda a pesquisadora, o melhor a se fazer quando se come fora de casa é procurar manter a variedade, o balanceamento e o tamanho das porções na hora de se alimentar. Regra básica, mas que não custa nada relembrar.

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Pesquisa revela que brasileiros estão mais criteriosos ao escolher o que comem

Graxarias e pet tiveram evento à sua altura em São Paulo 64 68 Canal Direto.indd 66

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IT Indústria & Tecnologias 11  

revista segmentada corporativa - 2011 criação de projeto gráfico --------- corporate mag - 2011 graphic design development

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