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Volante DF. Ano 1. 1ª Edição

Motorista de ônibus diz que a profissão não é fácil

Técnico em Segurança do Trabalho comenta a saúde dos rodoviários

Foto: Emerson Nascimento

Passageiro desabafa sobre como os idosos são tratados nos ônibus


TENHA OS SEUS FILHOS PROTEGIDOS SEMPRE

FAÇA O USO DA CADEIRINHA EM TODAS AS VIAGENS Agência VolanteDF

Imagem: http://goo.gl/GIlcJ


(atenção)

Imagem: http://goo.gl/vNPnc

(vida)

Agência VolanteDF


Editorial Leandro Martins A revista Volante DF começa aqui o seu primeiro passo. Com a proposta de abordar assuntos relacionados ao transporte público do DF, sobretudo a rotina dos rodoviários e a interação com os usuários que, por sua vez, somam mais de 1 milhão de pessoas diariamente que utilizam o ônibus como o principal meio de transporte. Nesta revista você encontra as informações de forma clara, por meio de entrevistas, matérias e imagens. E diferente das demais mídias, que tratam apenas o lado negativo desse meio de locomoção, a Volante DF apresenta toda e qualquer informação em torno do que acontece no dia a dia desses trabalhadores. Ultimamente, os rodoviários passam despercebidos devido à imagem arranhada atribuída a eles, de modo que as notícias veiculadas nos principais meios de comunicação de massa como rádio, tv, internet e jornal impresso são somente de acidentes, greves e outros aspectos negativos remetidos à classe rodoviária que está sem voz ativa para se expressar e apresentar o “outro lado da moeda”. Aqui mostramos uma abordagem geral das reivindicações por melhores condições

de trabalho, direito à saúde de qualidade no ambiente de trabalho, no qual destaca-se o plano de saúde por ser essencial para qualquer trabalhador. Volante DF é um veículo inédito aqui na região CentroOeste, por conta disso, a população local, de modo geral, encontra espaço em nossas editorias como a “fala passageiro” para expor os problemas vivenciados no transporte público e, que mais do que ninguém, sabem direitinho o que acontece em cada “puxadinha da cordinha”, sinal de parada, enfim, em cada detalhe a que muitos são acostumados a passar dentro e fora dos ônibus no Distrito Federal. Algumas páginas assumem papel fundamental para aquelas pessoas que querem estar a par dos valores da passagem, terminais rodoviários, horários dos ônibus, saber se tal ônibus passa naquele ponto próximo a sua residência, o papel do DFTrans e da Secretaria de Transportes, dicas de saúde para os rodoviários no ambiente de trabalho com exercícios laborais para prevenir o sedentarismo, pois em uma de nossas colunas temos a opinião de um técnico de segurança do trabalho. Portanto, podem ficar tranquilos que a segurança é garantida. Para os estudantes, há informações sobre o cartão de transporte gratuito e os procedimentos a serem seguidos com objetivo de mantê-los bem informados sobre a recarga dos cartões. Outra mudança é que a Fácil, empresa que administra a recarga dos cartões atualmente, não mais será responsável pelo serviço, e sim o Governo do

Distrito Federal (GDF). Não esquecemos dos idosos e dos cadeirantes, pois aqui há informações para eles e muito mais. Outras pessoas com necessidades especiais encontrarão espaço na Volante DF. Há várias novidades sobre os ônibus com rampas e outras acessibilidades que o transporte público possui para melhor atendê-los e transportá-los de forma segura. Nessa empreitada, temos a honra de entregar nas mãos dos rodoviários e da população como um todo, este veículo de comunicação que serve de suporte para que, por meio das reivindicações e possíveis sugestões possamos melhorar a cada dia a qualidade do transporte público oferecido no Distrito Federal, sobretudo, aumentar a interação dos rodoviários com o público alvo da categoria que é a população. “Volante DF dando carona para o conhecimento e interação da população”.


Sumário

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Sujeira faz parte da rotina de quem pega ônibus em Santa Maria

Motorista expõe a difícil realidade da profissão

10 Passageiro reclama de maus tratos contra idosos nos ônibus

18 Técnico em Segurança do Trabalho fala sobre a saúde dos ro-

Editorial: Leandro Martins

doviários.

Expediente

Editor Chefe: Emerson Nascimento Editores: Emerson Nascimento Herculles Henrique Leandro Martins Diagramação: Emerson Nascimento Herculles Henrique Fotografia: Emerson Nascimento

Agência VolanteDF Emerson Nascimento Herculles Henrique Leandro Martins

12 Com a palavra o Sindicato

26 Faltam mais cuidados com o terminal do setor M Norte em Taguatinga


ELE

QUER

O SEU

BEM

Agência VolanteDF

Imagem: http://goo.gl/i7eCc


PASSANDO O TROCO

Cobrador Caratéca Emerson Nascimento

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Há 17 anos exercendo a função de cobrador de ônibus, Itamar Cordolino de Lima, 43 anos, nascido em Brasília, casado e pai de um filho, é rodoviário que, literalmente, faz da sua vida uma luta. Dentro e fora dos ônibus. Itamar ingressou na profissão no dia 1º de março de 2003. Durante esses anos já viveu histórias de alegria, tristeza, medo e violência. A categoria dos rodoviários é respeitada, mas ainda enfrenta muitas dificuldades. Esses trabalhadores são conhecidos por terem um sindicato forte e atuante. Além disso, quando resolvem entrar em greve, param o Distrito Federal. Itamar diz que ao longo dos anos muita coisa melhorou e afirma: “Conseguimos cesta básica no valor de R$ 112,00 e ticket alimentação a R$ 10,70 por dia, agora esperamos conquistar plano de saúde e assistência odontológica”. Essas são pequenas conquistas que fazem parte do dia-a-dia de cobradores e motoristas espalhados pela cidade. Itamar trabalha na linha que sai do terminal do Setor O, na Ceilândia. Segundo o rodoviário, o terminal oferece ótimas condições. A jornada de trabalho desses profissionais é

Foto: Emerson Nascimento

de 6h, com uma folga alternada durante a semana. Uma das grandes discussões entre trabalhadores e usuários do transporte coletivo é a falta de segurança. Itamar conta que já foi assaltado seis vezes. “O pior assalto foi quando levei uma coronhada na cabeça, tive que levar dez pontos, e o bandido, roubou apenas R$ 20”, relata. Mas, nem tudo é problema ou tristeza. Quando não se encontra em serviço, Itamar está ministrando aulas de Caratê. Isso mesmo, ele é faixa preta 1º Dan. E dá aulas na academia “Onda viva”, na quadra 410, de Samambaia Norte. O Carateca está inscrito na Federação de Artes Marciais Educativas do Distrito Federal (Fame-DF). Participou recentemente do campeonato regional de Sobradinho, conquistando a 2ª colocação na categoria master. O atleta ago-

ra está em busca de mais uma conquista, o registro no Conselho Regional de Educação Física do DF (Cref-DF).

“O pior assalto foi quando levei uma coronhada na cabeça. Tive que levar 10 pontos, e o bandido, roubou apenas R$ 20”

Foto: Emerson Nascimento


FALA PASSAGEIRO

Sujo

não

dá! Imagem: http://goo.gl/4Od3

Leandro Martins

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A situação do Transporte Público Coletivo do Distrito Federal está cada dia mais precária, devido às constantes reclamações dos usuários por demora, falta de qualidade dos ônibus e o preço elevado das passagens que, por sinal, é a mais cara do Brasil. Segundo a secretária Gicélia Santos, 37 anos, o que mais lhe deixa chateada com relação ao transporte público é a sujeira e a superlotação. “Os ônibus nunca são lavados por dentro e eu sempre vou e volto em pé, por falta de ônibus”, reclamou. Em junho de 2010, os cidadãos que utilizam o Transporte Público Coletivo do Distrito Federal foram pegos de surpresa com a paralisação

promovida pelos rodoviários. Na ocasião, comprovou-se por meio das reportagens exibidas nos principais meios de comunicação, o quanto a ineficiência do transporte público prejudica o dia-a dia das pessoas que dependem desse meio para ir ao trabalho, escola, dentre outros trajetos rotineiros. Além disso, causou outros transtornos, por exemplo, no metrô, que não suportou a demanda de passageiros aumentada por conta da greve. A secretária Gicélia Santos que trabalha no Plano Piloto e é moradora de Santa Maria conta que teve gastos extras quando houve a greve dos ônibus. “Tive que tirar o carro da garagem e gastar muito dinheiro com gasolina e com isso, o meu gasto foi além da conta”, reclama. Gicélia diz também

que usou a alternativa de fazer lotação para suprir os gastos. Não foi só a secretária que utilizou desse meio, pois como vem demostrado, a Polícia Militar e Detran-DF flagraram diversas pessoas fazendo transporte irregular. Assim como os motoristas de vans que se aproveitaram dos holofotes para dizer que o transporte alterativo fez falta. Teve até algumas pessoas que aprovavam o retorno das vans no DF. É notória a revolta dos brasilienses com o péssimo transporte oferecido no DF. A insatisfação de motoristas e cobradores com seus salários também piora e preocupa a população que fica à mercê dos rodoviários que agem em conluio com os patrões. Sem contar nos impasses entre empresários e o Governo do Distrito Federal.


Cadeirante Outro problema muito frequente é a falta de rampas e elevadores, em grande parte dos ônibus coletivos do DF. “Percebo que não há quantidade necessária de ônibus adaptados para pessoas com deficiência. Por isso, existem partes das cidades que são inacessíveis”, disse Pablo Ciari, 33, geógrafo, que é cadeirante há quatro anos. Segundo Pablo dificilmente ele pega ônibus devido às restrições da abrangência deste meio de transporte. Portanto, prefere usar o carro adaptado. Entretanto, ele conta que teve uma boa experiência com o metrô. “Não pago passagem, tem elevador e o acesso é mais fácil em todas estações”, constatou o

geográfo Pablo sugere para pesoas com deficiência e o público em geral a diversificação do transporte público como o metrô.

“Faz tempo que os

ônibus adaptados aos portadores de necessidades especiais rodam pelas ruas do DF. No entanto, esses veículos

público, na medida em que a população se torna dependente de um único meio de se locomover. A variedade dos meios de transporte apresenta diferentes oportunidades de locomoção e diversifica as fontes de energia. Nesse sentido, quanto mais

opções tiverem esses meios, menos as pessoas estarão dependentes de fontes de energias poluentes e ambientalmente insustentáveis como o petróleo. Agência VolanteDF

NÃO ESQUEÇA

ainda são insuficientes para atender a demanda sem que haja a espera excessiva”. De acordo com ele, a concentração do transporte rodoviário fragiliza o transporte

Imagem: http://goo.gl/przQn

SEU AMIGO

Imagem: http://goo.gl/mKqi


ATENDIMENTO ESPECIAL

TORMENTO DOS IDOSOS NOS COLETIVOS DO DF O

Emerson Nascimento

Transformar os ônibus na melhor opção de transporte público para o brasiliense é o desafio do GDF e de todos os setores envolvidos na questão. A cidade tem a passagem mais cara do Brasil. O deslocamento de uma cidade para outra é um transtorno cansativo e perigoso. Ônibus velhos são colocados em circulação pelos despachantes, que mesmo sabendo que os veículos não têm condições de

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rodar, são obrigados pela empresa a liberar os carros. É comum esses ônibus saírem do terminal e quebrarem alguns quilômetros depois. Não há concorrência de empresas e a única prestadora oferece péssimas condições aos motoristas, cobradores e usuários, principalmente aos idosos. Jackson Roberto, 46, pintor e eletricista, morador da Vila Planalto passa pela rodoviária todos os dias. Nos fim de semana ele busca e leva o tio

José Azevedo, 69, usuário do cartão fácil, que lhe dá o direito da gratuidade da passagem. O problema é que o sofrimento do senhor José começa assim que ele entra no ônibus, principalmente pelo tratamento que recebe dos motoristas. “O transporte é horrível. Já vi muita coisa, até mesmo os motoristas discutindo com os idosos” desabafa Jackson. Além disso, outros problemas envolvem diretamente os motoristas, reclamações como partir com o

Foto: Emerson Nascimento


veículo bruscamente, passar do ponto de parada solicitado pelos passageiros, freadas bruscas e deixar passageiros para trás estão entre as que desagradam aos usuários. Os maus tratos aos idosos não partem só dos rodoviários, passageiros não preferenciais também o fazem constantemente. “O que mais tem é gente ocupando o lugar preferencialmente reservado aos idosos e aos portadores de necessidades especiais. Já fui xingado muita vezes por defender o direito de assento preferencial do meu tio”, conta o sobrinho do senhor José. Relatos de pessoas que já se acidentaram no transporte público do DF são comuns. As maiores vítimas são os portadores de necessidades especiais (PNE), os idosos e as crianças. A revolta do passageiro Jackson não para por ai. Ele comenta que falta respeito, educação e civilidade. Os motoristas são despreparados e não há curso de relações pessoais. Diz

que precisa melhorar tudo e denuncia: “Esses ônibus são apenas pintados e vivem quebrando. Em outras capitais existe conforto, ônibus novos, aqui não. Isso é indício de má gestão”. Outro ponto que se destaca quanto ao desrespeito com os idosos é a falta de assentos preferenciais também na rodoviária. A demora dos ônibus, que gira em torno de 40 a 90 minutos, contribui ainda mais para o sofrimento de quem já passou dos 65 anos. Luiz Neves, 65, chegou a Brasília há três dias. O pernambucano perdeu o cartão de passe livre que utilizava na cidade de Triunfo onde mora. “O transporte público aqui é bom, rápido. No interior, você passa mais de duas horas. O que precisa é de mais carros. Já fui desrespeitado, pois agora, eles, os motoristas, exigem a carteirinha”.

Qualificação profissional

tados às atividades produtivas do setor de transporte, possibilitando a formação de indivíduos capazes de criar oportunidades de crescimento e vivenciar novos desafios profissionais. A proposta apresentada para os cursos técnicos reveste-se de um aspecto bastante inovador, pois alia à educação profissional de nível técnico a educação a distância, via Web. Com um currículo atualizado, flexível e voltado às características do setor do transporte, os cursos representam uma alternativa para os profissionais que não dispõe de tem-

Curso Técnico em Transporte Rodoviário de Passageiros Esses cursos são uma iniciativa de caráter pioneiro que vem suprir a lacuna de formação técnica para os profissionais do setor de transportes. O objetivo dos cursos técnicos do SEST SENAT é agregar aos profissionais, conhecimentos teóricos e práticos vol-

Foto: Emerson Nascimento

po para freqüentar cursos em escolas tradicionais, mas que

desejam dar continuidade a sua qualificação. Além disso, nesses cursos os alunos têm a possibilidade de conhecer a realidade do setor por meio de estágios supervisionados em empresas de transporte que irão desenvolver competências e habilidades específicas para fortalecer seus conhecimentos teóricos. O profissional formado nos Cursos Técnicos do SEST SENAT está mais preparado para enfrentar a concorrência do mercado de trabalho e atuar de forma conjunta aos objetivos do setor, auxiliando no crescimento de empresas e instituições.

Matrículas abertas nas seguintes Unidades: • Cariacica – ES • Florianópolis – SC • Goiânia – GO • Santo André - SP • São Luis – MA • Teresina - PI • Recife - PE Outras informações diretamente com o(a) Coordenador(a) de Desenvolvimento Profissional de uma dessas Unidades do SEST SENAT.

fonte: http://goo.gl/Yrhe


SINDICATO

Vice-presidente sindical fala sobre a categoria Foto: Emerson Nascimento

Os sindicatos têm sido de grande importância e representatividade para os trabalhadores. A garantia dos direitos trabalhistas adquiridos por lei, como a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e acordos coletivos são mantidos e negociados pelos diretores eleitos pela categoria representada.

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Os trabalhadores do transporte público do DF têm hoje um grande aliado, o Sindicato dos Rodoviários que é considerado o mais atuante e vitorioso do DF. Esse reconhecimento é devido as lutas com os patrões – barões – do transporte coletivo, que insistem em suprimir os direitos dos empregados e descumprir os acordos inscritos nas convenções coletivas. Jorge Farias, vice-diretor do Sindicato, conversou com a produção da Volante DF e ofereceu mais detalhes sobre a força em favor dos rodoviários.


VDF: Os médicos responsáveis pela homologação dos atestados são patronais ou sindicais? Qual o motivo da redução de dias de afastamento adquiridos pelos rodoviários? JF: Os médicos são patronais. Quanto aos dias dos atestados apresentados pelos rodoviários, por lei eles podem reduzir ou aumentar o período de afastamento mediante avaliação. No entanto, houve um caso em que um rodoviário torceu a mão e obteve do médico atestado de dez dias, mas desse tempo foram homologados apenas quatro dias. Diante da queixa do funcionário e por observar o estado da mão dele, compareci ao médico da empresa e exigi que os demais dias fossem garantidos também.

VDF: Por que alguns rodoviários evitam o afastamento por atestado médico?

para auxiliar os rodoviários. Na área de saúde contamos com o Centro Médico de Brasília e a Clínica Santa Rita, além do Laboratório Sabin e a Drogaria Rede Família. Na área de educação temos parceria com Facitec, Facibra, Faculdade Mauá, Projeção, Serrana, UniCEUB, Unieuro, UNIP e Uniplan. VDF: Existem cursos ou treinamentos voltados á profissão de motorista ou cobrador, visando melhor interação entre passageiro e rodoviário?

JF: Atualmente para ser motorista é necessário ter cursos de qualificação. A empresa Planeta tem se preocupado com a formação dos seus motoristas e por isso oferece os cursos de Relações Humanas e Direção Defensiva.

VDF: Quanto à carga horária nos finais de semana, é comum o trabalho com escalas mais extensas?

JF: Quando o rodoviário é encostado pelo INSS, o valor pago é bem menor ao recebido normalmente. Exemplificando, um funcionário encostado deixa de receber o tíquete alimentação e esse valor em um período de quatros meses vai representar R$ 400 a menos. Por isso eles mesmos preferem recorrer ao órgão em último caso.

JF: Sobre a carga horária, existe um fator chamado de produtividade, pelo qual o rodoviário recebe um valor em horas extras e isso, para alguns, é tão importante que chega a gerar briga em função do ganho extra. Mas o funcionário pode dispensar esse recurso tranquilamente.

JF: Existia um plano de saúde familiar para os rodoviários, mas ele foi extinto por estar dando prejuízo aos patrões. O sindicato fez vários convênios

JF: O rodoviário trabalha, praticamente, de segunda a segunda, tendo direito a uma folga por semana. Isso se deve ao fato de o transporte de ônibus ser serviço essencial e isso nos impede

VDF: Existem convênios, acordos ou planos médicos em prol da saúde e educação dos rodoviários?

VDF: E com esse ritmo acelerado, como ficam as folgas dos rodoviários?

de negociar mais folgas nos fins de semana com as empresas. VDF: Quais empresas de ônibus têm dado mais trabalho ao sindicato nas negociações de acordo coletivo? JF: A empresa de ônibus que mais nos tem dado trabalho é a Viplan, pois ela não anda respeitando nem ordem judicial, acordos. Logo somos obrigados a promover paralisações seguidas em razão disso. Em contra partida, as empresas que menos dão problemas e têm respeitado todos os acordos são a Planeta, Riacho Grande e São José.

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Existia um plano de saúde familiar para os rodoviários, mas foi extinto por estar dando prejuízo aos patrões

VDF: O sindicato, hoje, responde pelas cooperativas de micro-ônibus. Que problemas vocês têm encontrado também nessa modalidade de transporte? JF: Existem diferenças entre algumas cooperativas, basicamente entre as que trabalham com ônibus grandes e as que

operam com os micro-ônibus. No entanto, acreditamos que, por má gestão, uma complexa situação teve início. Pois para “fazer bonito” o governo colocou essas cooperativas para rodar com uma tarifa de R$ 1 e muito tempo depois permitiu que fosse cobrado R$ 1,50, mas o problema é que o custo operacional para ônibus é muito elevado. Como resultado disso, encontramos funcionários que há três meses não recebiam por falta de dinheiro em caixa. VDF: Como o sindicado encara a falta de segurança dentro dos coletivos?

JF: É vinculada na mídia a questão dos assaltos, no entanto, faltam ações que previnam ou dificultem esses eventos. Temos proposto é que haja blitz para os ônibus, algo que dure cinco minutos, um período curto de tempo, mas que dará segurança e proteção ao passageiro.

VDF: O sindicato dos rodoviários é considerado uma grande força sindical no DF, no entanto, não pode atuar diretamente como fiscal de frota. Nesse sentido o DFTrans, responsável direto, tem sido atuante? JF: Uma das reivindicações do sindicato é a reestruturação do DFTrans, pois faltam funcionários que fiscalizem as condições dos ônibus que circulam pela cidade. Não pode haver um transporte de qualidade sem fiscalização por parte do estado e esse serviço não pode ou deve ser feito pelo sindicato.

VDF: Os terminais de Santa Maria e Samambaia foram


SINDICATO

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Uma das reivindicações do sindicato é a reestruturação do DFTrans, pois faltam funcionários que fiscalizem as condições dos ônibus que circulam pela cidade.

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classificados por usuários e rodoviários como sendo os piores do DF. O que tem sido feito para solução desse problema? JF: Os terminais de Santa Maria e de Samambaia são, verdadeiros, desrespeitos ao trabalhador e ao usuário do transporte coletivo no DF. O sindicato tem denunciado as péssimas condições desses terminais à mídia e feito o envio de ofícios cobrando ações do governo. As repostas oferecidas pelo governo e DFTrans são sempre as mesmas, tanto para a mídia quanto para o sindicato, de que estão correndo processos de licitação para resolver os problemas, apenas. VDF: Uma reclamação constante por parte dos passageiros é a quebra dos ônibus durante o percurso. Qual o motivo de tantos ônibus quebrarem no DF? JF: Os despachantes são pressionados pelas empresas a não deixar espaços nos horários de saída dos ônibus, isso os obrigada a autorizar que “carros”, reconhecidamente com defeito saiam. Não sendo culpa deles ou dos motoristas a utilização de veículos que, por vezes, quebram no meio do caminho. No entanto, o que vem sendo divulgado pela imprensa é que as empresas não pressionam os funcionários a usar ônibus com problemas. VDF: Uma das propostas do futuro governador Agnelo Queiroz para o transporte coletivo é a bilhetagem única, com ampla aprovação pelos usuários. Esse

projeto pode gerar a demissão dos cobradores? JF: Sobre a polêmica de que o Bilhete Único vai tirar os empregos dos cobradores, não há a necessidade de alarde, pois isso não vai acontecer. Está garantida, por lei da Câmara Legislativa, a presença de um segundo funcionário no interior dos coletivos. Para tanto, o sindicato negociou com todos os deputados, um a um, no intuito de garantir o emprego dos cobradores. O Bilhete Único vem a ser, apenas, mais um benefício para a população, um facilitador para o passageiro. VDF: Alguns rodoviários denunciaram atos obscenos e uso de drogas por parte de filiados no interior do clube de lazer da categoria. Qual foi a medida adota do sindicato em relação a esse assunto? JF: O maior gasto do Clube dos Rodoviários é com segurança. Houve há três anos, assim que aconteceu a inauguração, um incidente no qual um rodoviário foi pego praticando atos abusivos no local. No entanto, ele foi punido com a suspensão do direito de usufruir do clube desde então. VDF: O clube da categoria encontra-se interditado. Quais foram os motivos encontrados pela agência fiscalizadora?

JF: A AGEFIS lacrou o clube em razão do descumprimento de algumas normas criadas pela agência. O sindicato vai precisar gastar algo em torno de R$

20 mil para realizar um projeto que garante a autorização do IBAMA para funcionar, além de R$ 1.100 para fotos aéreas do local.

VDF: O clube é uma das principais áreas de lazer dos rodoviários nos fins de semana. Como foi a idealização e construção desse projeto? JF: O clube foi construído como se fosse para nós, pechinchamos todos os materiais para oferecer o melhor pelo menor custo. Todas as demais categorias e sindicatos elogiam a área, pois todo o trabalho se deu com dedicação e respeito ao rodoviário. VDF: Quais são as providencias que estão sendo tomadas pelo sindicatos, tendo em vista que o clube é a principal área de lazer dos rodoviários?

JF: Temos encontrado, grande dificuldade para reabrir as portas do clube, pois todas as vezes que entregamos a documentação e comprovantes de melhorias para a AGEFIS, novas regras e exigências são impostas. O que é de causar estranheza já tudo poderia ter sido exigido e orientado de uma vez para evitar transtornos e o excessivo atraso. De toda forma, esperamos que, com entrega do projeto para o IBAMA e as fotos aéreas, a liberação seja concedida o quanto antes a categoria passe a desfrutar desse ótimo clube.


Alongar-se antes de qualquer atividade, mesmo o trabalho, ajuda a previnir dores e na produtividade diĂĄria.

AgĂŞncia VolanteDF

Imagem http://goo.gl/gJPSY


SAÚDE E SEGURANÇA

Foto: Emerson Nascimento

Rotina...

Dolorosa Leandro Martins

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Dentre as reivindicações dos motoristas, está o não pagamento das multas, pois o desconto no salário é automático. Além disso, caso recebam três multas, os rodoviários também são penalizados com a demissão. Para completar, dirigir ônibus é uma atividade estressante e se agrava com o surgimento de problemas físicos e psicológicos. Mal começa o dia algumas pessoas ainda se espregui-

çam, enquanto uns curtem um pouquinho do edredom, eles já estão lá, a postos, para abrir as portas dos ônibus e transportar os trabalhadores aos seus respectivos destinos. De costume, atendem pedidos de cidadãos que querem descer fora do ponto, aguentam os xingamentos e suportam seu companheiro barulhento, o motor. “O trabalho é estressante e o barulho é grande. Costumo colocar um algodão, ao invés do aparelho auricular, porque algum ladrão pode dar um tapa e estourar

meu ouvido. Com isso, o barulho alivia um pouco”. conta Eduardo Sérgio, 47 anos, 18 anos de profissão. Os motoristas estão restritos à comunicação curta, pois precisam prestar atenção ao trânsito. Além do mais, devem estar atentos ao sinal de parada feito pelos usuários, pois se passar do ponto, o passageiro manda bronca sem dó. “Aqui eu tenho que aturar tudo, desde palavrões quando não dou carona, resmungos dos atrasados que pedem para eu ir mais rápi-


do e por ai vai”, disse o motorista. Com a dura rotina encarada pelo trabalho, Eduardo conta que sente muitas dores nas costas e quanto está doente é difícil conseguir atestado. “Pra conseguir atestado aqui é preciso está quase morrendo, porque só tem um médico pra todos os motoristas e cobradores”, reclama. Segundo o motorista, há anos, existe apenas um médico do trabalho para atender a mais de três mil funcionários. Diz também que o médico só atende até ao meio dia. Portanto, é quase impossível conseguir um atestado. Eduardo aproveita o espaço para dizer que seria bom se tivesse um plano de saúde para a categoria, pois o sindicato não paga os convênios conseguidos por eles. Outro problema que os motoristas da empresa contestam é o pagamento das multas, que é retirado do próprio bolso. “Aqui o sindicato desconta do nosso dinheiro as multas que sofremos no trânsito. Sem contar que se tomarmos três multas somos mandados embora”, alega Eduardo. Ele se queixa da falta de segurança no espaço de lazer em que o mesmo frequenta. Diz que no clube, no qual o sindicato faz parte, os próprios funcionários ficam fumando maconha por lá e outros tomam gosto com sua esposa. Apesar das alfinetadas dadas pelo motorista com relação ao seu trabalho, ele faz elogios à Obra da Linha Verde e à retirada do transporte alternativo pelo governo do Distrito Federal. “A retirada das vans melhorou pra nós e o projeto Linha Verde é bom para os usuários de ônibus”, finaliza Eduardo. Assim como o motorista Eduardo reivindica melhorias

em alguns aspectos do seu trabalho, os cidadãos brasilienses aguardam projetos como a Linha Verde, pois a cada dia que passa o espaço entre ônibus, carros e moto fica mais estreito nas vias que cortam o Distrito Federal. “A Obra da Linha Verde faz parte do Brasília Integrada – programa de modernização do sistema viário e de transporte coletivo do DF. O projeto visa a criação de um corredor exclusivo para ônibus e vias marginais nos dois sentidos da Estrada Parque Taguatinga (EPTG), com quatro viadutos, 17 passarelas e ciclovia em toda a extensão da via EPTG”.

Cobrador pede segurança Em 2009, quando o deputado Alberto Fraga estava à frente da Secretaria de Transportes do Distrito Federal, o governo deu início às instalações de Câmeras de Segurança nos ônibus e microônibus que fazem o transporte coletivo dos brasilienses. Com o objetivo de diminuir o número de assaltos praticados nessas linhas. Mas isso não foi o bastante, o cobrador Cristiano Martins, 24 anos, acha que os assaltos aos ônibus é uma ameaça constante dia após dia. “A segurança ainda é um problema pra gente. Deveria ter, quem sabe, um detector de metal nas portas dos ônibus, porque a gente não tem segurança nenhuma”, disse Cristiano, que é rodoviário há pouco

mais de um ano e meio. Segundo o rodoviário, no terminal da M Norte, no qual o mesmo trabalha, não há posto policial ou mesmo rondas frequentes. Além disso, o policiamento ostensivo está precário pela redondeza e a polícia dificilmente manda um carro para o local. “A gente aqui fica distante da polícia, não tem posto policial e dificilmente você vê um carro da polícia aqui por perto”, relata o cobrador. Cristiano aproveita o gancho para dizer que, além da segurança, é importante o plano de saúde para a categoria, pois seria um grande benefício. De acordo com Cristiano, como ele trabalha seis horas por dia,

ele aproveita o tempo livre para estudar e realizar seu grande sonho: “Sou estudante do 3° do ensino médio e não vejo a hora de terminar para fazer faculdade de Letras”, almeja Cristiano. Não são poucos os benefícios que faltam para a categoria, as reivindicações por melhores condições de trabalho fazem parte da rotina desses trabalhadores. Assim como os usuários necessitam de qualidade no transporte do dia a dia, os rodoviários querem segurança no ganha-pão. Segurança representa qualidade no ambiente de trabalho.

Foto: Emerson Nascimento


SEGURANÇA DO TRABALHO

Condições de trabalho de motorista e cobrador

Emerson Nascimento Técnico de Segurança no Trabalho

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A segurança e medicina do trabalho têm sido cada vez mais necessárias no ambiente laboral do brasileiro. A prevenção de acidentes e de doenças ocupacionais é aliada importante nos programas de qualidade de vida das empresas. Ginástica laboral, massagens, yogas, pilates, fazem parte do rol de atividades oferecidas no ambiente de trabalho para o bem estar dos funcionários e a redução de afastamentos provocados por patologias laborais. Fala-se atualmente na síndrome de “burnout” provocada pelo estresse – consequência do excesso de trabalho – associado a dores e esgotamento físico. Entre os vários profissionais que enfrentam esse

problema estão os motoristas e cobradores de ônibus. Estudo do Centro Estadual de Referência em Saúde do Trabalhador do Distrito Federal (Cerest-DF) da Secretária de Estado de Saúde comprova que os rodoviários sofrem constantemente com o aparecimento de agravos à saúde do trabalhador, em especial, as doenças relacionadas à coluna e audição. Os assaltos foram outro risco ocupacional detectado. Esses profissionais, quando buscam tratamento para as suas patologias enfrentam outro problema, o descaso do médico do trabalho [patronal] que ao homologar o atestado médico, por exemplo, reduz os dias de recuperação dos trabalhadores de dez para dois dias. Essa manobra obriga os motoristas e cobradores a retornarem, ainda enfermos, ao interior dos ônibus. Os motoristas denunciam que as “cordinhas” para solicitação de parada, são com dispositivo luminoso, que é alterado na garagem, para o acionamento de sirene constante até o ônibus parar. Essa

manobra contribui ainda mais para os problemas com ruído que afetam os motoristas e cobradores, visto que esses não podem usar protetor auricular por decisão do Detran.

Sindrome de Burnout

A chamada Síndrome de Burnout é definida por alguns autores como uma das conseqüências mais marcantes do estresse profissional, e se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional). O termo Burnout é uma composição de burn=queima e out=exterior, sugerindo assim que a pessoa com esse tipo de estresse consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço. Essa síndrome se refere a um tipo de estresse ocupacional e institucional com predileção para profissionais que mantêm uma relação constante e direta com outras pessoas, principalmente quando esta atividade é considerada de ajuda (médicos, enfermeiros, professores). fonte: http://goo.gl/CiiW


UTILIDADES

Passe Livre : portadores de necessidades especiais Locais para requisição e renovação de Passe Livre: Consulte o site: www.sejus.df.gov.br

Passe Livre Estudantil : Lei 4462, de 13 de janeiro de 2010. Cadastramento e recadastramento para aquisição do cartão pode ser feito via internet ou pelos postos de atendimento da Fácil/DF. Consulte o site: www.facildf.com.br

Estudantes residentes em áreas rurais

De acordo com a Lei nº 239/92, os estudantes residentes em áreas rurais não pagam passagem para ir à escola. O passe livre é destinado somente ao deslocamento de casa para a escola e vice-versa, desde que o aluno resida a mais de 1 km do estabelecimento de ensino.

O Artigo 47 do Decreto nº 10062/1987, que aprova o Regulamento do Sistema de Transportes diz que: “Crianças de até cinco anos têm direito à gratuidade, desde que passem pela roleta no colo do pai, mãe ou responsável e não ocupem assento”. LEI Nº 4.371, DE 23 DE JULHO DE 2009_PASSE LIVRE Portaria 68/2009-Grupo de Trabalho_regulamentação Lei nº 4.3719

Carteirinha para idosos Para obter a Carteira de Identidade com a tarja “maior de 65 anos”, que dá acesso ao passe livre, é necessário que o interessado reúna a seguinte documentação. • Três fotos 3 x 4; • Certidão de nascimento (se solteiro) ou casamento, original ou cópia autenticada; • Se for brasileiro naturalizado, deve levar o certificado de naturalização; • Se for cidadão português, deve levar o certificado de igualdade de direitos e deveres.

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DECRETO Nº 29.245, DE 02 DE JULHO DE 2008


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SUA QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL NÃO TEM PREÇO E AGORA CUSTO TAMBÉM! APROVEITE OS CURSOS ONLINE GRATUITOS OFERECIDOS PELO SEST SENAT. INFORME-SE ABAIXO. Agência VolanteDF

Imagem: http://goo.gl/OX6C3


UTILIDADES

As pessoas portadoras de necessidades especiais têm direito ao passe livre no transporte público coletivo conforme leis específicas a cada segmento. Portadores de deficiência física, sensorial ou mental em grau acentuado Lei nº 566/93. Portadores de câncer, HIV, anemia e coagulopatias congênitas Lei nº 773/94. Doentes renais crônicos Lei nº 453/93. Secretaria de Estado de Transporte

Terminal Rodoviário de Taguatinga Norte Administrador: Josefa Sanches Lima Endereço: Área Especial Terminal Rodoviário L. Norte Bloco C Telefone: 3336-8433 / 3336-6763

Órgãos Públicos: DFtrans (3336-0700), Posto Policial (não possui), Junta Militar (33365344 / 3336-0213) e ANTT (3336-7139)

Terminal Rodoviário do Plano Piloto Administrador: Júlio César M. Figueira Endereço: Rodoviária do Plano Piloto – Plataforma loja 32 – Térreo Norte. Telefone: 3327-4631 Serviços:

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• Na Hora – 3212-8600 • Posto Militar da Rodoviária – 3325-8210/ 3327-5156 • Banco do Brasil – 3310-2921 • Banco Popular do Brasil – 3225-1438 • BRB – 3412-8323 • Cartório Eleitoral – 3272-6636 • Correios – 3327-5089 • Livraria da Rodoviária – 3224-9850 • Estação do Metrô – 3353-7101 • Posto da Polícia Civil – 3223-1399 fonte: http://goo.gl/PiyX


CURSOS GRATUITOS ONLINE

Você já parou para pensar qual é a função do setor de transportes para a sociedade? É através dos meios de transporte que as pessoas circulam pelo espaço público, o que permite que elas possam realizar as suas atividades de trabalho, de lazer, enfim de viver a sua vida. Ao desenvolver essas atividades, podemos dizer que a pessoa está incluída na sociedade. Tendo em vista esta realidade é que foi elaborado este curso. Ele foi pensado justamente para que você – profissional do setor de transporte – perceba a importância da sua função social e ajude as pessoas com restrição de mobilidade a serem incluídas na sociedade. Elaborado em parceria com a Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, o curso Transporte para Todos tem como objetivo sensibilizar e capacitar profissionais para conhecer, valorizar, receber e trabalhar com pessoas com restrição de mobilidade, como idosos, gestantes e pessoas com deficiência.

Transporte

restrição ed

INSCRIÇÕES http://goo.gl/oKfiE

Curso de Atendimento Eficaz Pág. 22 e 23

Você já reparou como o ritmo de trabalho aumentou? Como a concorrência anda acirrada? Como os clientes estão

cada vez mais exigentes? Você mesmo deve estar mais exigente com os produtos e serviços que consome. A qualidade dos serviços agregados e o atendimento eficaz são peças-chave para atrair e conquistar clientes, uma vez que a tecnologia tende a igualar rapidamente os serviços ofertados.

Este curso fornecerá orientações para que você possa alcançar a excelência no atendimento, corroborando para o aprimoramento técnico e a qualidade dos serviços oferecidos pela sua empresa. INSCRIÇÕES http://goo.gl/9BGTc


fonte: http://goo.gl/amGEo

e

de pessoas com de mobilidade

deficência

Noções de Meio Ambiente

Ao longo dos anos, temos presenciado os efeitos da degradação do Meio Ambiente e os impactos negativos dessa destruição acelerada. Entretanto, muitos ainda não perceberam a real necessidade da mudança de seus hábitos e atitudes. Esse curso online surgiu

Curso contra a Exploração Sexual de Menores Para auxiliar no processo de enfrentamento e denúncia dessa prática criminosa, o Sest/ Senat desenvolveu o curso online de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O curso apresenta uma breve caracterização do problema, apontando as possíveis causas, distinguindo conceitos, bem como, indicando os atores e mecanismos que, na maioria dos casos, dão sustentação às redes de exploração existentes. Seu conteúdo não se propõe a esgotar os inúmeros fatores que podem constituir esse tipo de realidade, mas aponta aspectos centrais importantes e que auxiliarão na formação de agentes de transformação social. INSCRIÇÕES http://goo.gl/GI26s

com o objetivo de conscientizar os individuos quanto ao importante papel que desempenham no meio ambiente e assim auxiliar no processo de mudança de atitudes. Cada um pode fazer a sua parte, seja no trabalho ou em casa, o importante é contribuir de alguma forma para garantir

um futuro melhor para as próximas gerações. INSCRIÇÕES http://goo.gl/tgKX

Fonte: http://goo.gl/1ky7Z


CULTURA

CINEMA Divulgação

Cine Brasília De 01/11 a 30/11 De 23 a 30 de novembro realização da Mostra Competitiva do 43º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

DANÇA

Don Quixote de 01/11 a 30/11 Quarta-feira, 13 de novembro, às 19h. Quinta-feira, 14 de novembro, às 19h.

Divulgação

Apresentação do espetáculo de dança Don Quixote, na Sala Martins Pena do Teatro Nacional Claudio Santoro. Coreografia e adaptação de Norma Lillia, com cenários e figurinos de Genillson de Pulcinely. Ingressos: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia). Classificação livre. Informações: (61) 3325-6239 - bilheteria e (61) 3242-9377 - produção.

Sinopse: Don Quixote, ballet em 3 atos, baseado na obra homônima de Miguel de Cervantes Saavedra, foi estreado em 26 de dezembro de 1869, no Teatro Bolshoi, pelo Ballet Imperial Russo, com coreografia de Marius Petipa e Alexander Gorsky.

fonte: Secretaria de Cultura do DF

CD

Vida da Minha Vida Zeca Pagodinho Universal Music 2010

A Thousand Suns

Pág. 24 e 25

Linkin Park Warner Music 2010 fonte: http://goo.gl/oKNby

fonte: http://goo.gl/0RiwC


Divulgação

Os Vampiros Que Se Mordam Local: Melhores cinemas de Brasília Endereço: --Telefone do Local: --Data: 01/12/2010 Ingressos: Não Informado Ponto de Venda: Não Informado

LIVROS

CINEMA

Sinopse Os Vampiros Que Se Mordam é uma sátira aos filmes que abordam a angústia e a vida amorosa dos adolescentes no mundo contemporâneo

SHOW

19 anos

Pato Fu Divulgação: Facebook

18 de Dezembro de 2010 Sábado

Às 21h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Show da banda mineira de pop/rock noe lançamento do CD Música de brinquedo. Mais informações em breve.

DVD

Ao Vivo O Rappa Warner Music 2010

11 de Dezembro de 2010 Sábado

Edição Taguatinga Às 22h, no América Rock Club (QS 3, Pistão Sul de Taguatinga). Última festa em comemoração aos 19 anos do programa Cult

22 com rock internacional e nacional de todos os tempos sob o comando dos DJs Marcos Pinheiro, Abelardo Mendes Jr, Penny Lane e Alê dos Santos + telão com videoclipes.

Passageiro do Fim do Dia FIGUEIREDO, Rubens Ed. Companhia das Letras 2010

Enviado por: Tamara Goes fonte: Rock Brasília

MTV Ao Vivo Bailão do Ruivão Nando Reis & Os Infernais Universal Music

Contra Um Mundo Melhor PONDÉ, Luiz Felipe Ed. Leya Brasil 2010

2010 fonte: http://goo.gl/WRXhz


TERMINAL

M Norte necessita de mais atenção Foto: Emerson Nascimento

Herculles Henrique

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Taguatinga é considerada como o principal polo comercial do Distrito Federal, torando-se a segunda cidade mais importante depois de Brasília por tal característica. No entanto, o trabalhador que matem toda essa riqueza em constante movimentação, não dispõe de terminais de ônibus em

boas condições para esperar o coletivo ou ainda abrigar-se da chuva ou sol. Essa situação pode ser vista no terminal do setor M Norte. No local os sinais da degradação são visíveis, mas ainda mínimos se comparados a outros terminais do DF, como o P Sul, em Ceilândia, de Santa Maria e, principalmente, o de Samambaia. De acordo com a

despachante Zilda Freire, 56 anos, a situação em Taguatinga ainda é boa, mas deixa a desejar na limpeza. “O que está pior é a situação dos banheiros, que apresentam mau cheiro e algumas coisas estão quebradas”, afirma. A funcionária apela para que a Polícia Militar faça mais rondas no terminal e proximidades, visto que após ás 19h o


movimento de passageiros cai muito e a presença de pessoas suspeitas é visível, além do histórico de assalto a rodoviários no ambiente de trabalho. “Falta segurança, pois o vigia do terminal não tem poder de polícia e o posto da PM fica longe e ainda é o único para atender toda a população. Por isso alguns funcionários já foram assaltados aqui”, concluiu. Para o também despachante do terminal Antônio Lopes, 53 anos, falta algo mais simples, mas importante para os funcionários: um local para que eles façam suas refeições. “Nos finais de semana, não temos opção de alimentação”, fala. Isso porque a única lanchone-

te que existe na área, não abre nos finais de semana. Restando apenas uma padaria que fica na quadra vizinha e uma ambulante que, ás vezes, passa vendendo lanches no sábado e domingo. Antônio ainda relembra uma antiga reinvindicação dos rodoviários e passageiros para esse terminal: uma cobertura. Algo que traria mais conforto para a rotina de todos que ali estivessem e em diversas situações. “Falta uma cobertura para o terminal, pois as coisas ficam complicadas em dias de chuva. Alguns técnicos já fizeram as medições para a construção, mas ficou apenas nisso”, lamentou.

Foto: Emerson Nascimento

Use a faixa. Valorize a vida! Agência VolanteDF

Imagem: http://goo.gl/fhFzk


Se beber,

não pense duas vezes antes de chamar um taxi.

Agência VolanteDF

Imagem: http://goo.gl/OCjOD

Revista VolanteDF  

Revista segmentada aos trabalhadores e usuários do transporte coletivo do DF.