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ANAIS Semintirio Nacional sobre Pesquisa na EducafiiO do Arquiteto e Urbanista

Cuiaba- 3 a 8 de junho de 1995


DIRETORIA EXECUTIVA (gestae 93-95)

Presidente !tamar Costa Kalil - UFBA Vice-Presidente Lu.iz Manuel do Eirado Amorim - UFPE Secretaria Geral Isabel Cristina Eiras de Oliveira - UFF Sub-Secretaria Vania Hemb Magalhaes Andrade - UFBA Secretario de Finan~a s Guivaldo D'Alexandria Baptista - UFBA Sub-Secretario de Fin a n~a s Gagliardo Vieira Maragno - CESUP

SEMINARIO NACIONAL SOBRE PESQUISA NA EDUCA<;AO DO ARQUITETO E URBANISTA

Comissao Organizadora ABEA !tamar Costa Kalil - UFBA Isa bel Cristina Eiras de Oliveira - UFF

Comissao Organizadora UFMT Mario Gomes Monteiro

DIRETORES

Anderson Claro- UFSC Paulo Romano Reschilian - UNITA U jose Antonio Lanchoti - UNIFRAN!Mou.ra Lacerda Mar/ice Azeuedo - UFF Augusto Ton· s - UFPA

CON SE LH O FISCAL

Titul ar

sup] mes

Roberto Py da tlveira - UFRGS Carlos Eduardo Botelho - UFPR JI!Jaria Gleide Santos Barreto - UFBA Alexandre Azedo Lacerda - UFPB j ose Roberto G. j unior - M. Lacerda (IML) Maria Elisa Meira- UFF

Caderno 16 - Anais do Semin6rio Nacional sobre Pesquina no Educa c;ao do Arquiteto e Urbanista • Cuiab6, junho de 1995 - 2500 exemplares. Publicac;ao do Associac;ao Brasileira de Ensino de Arquitetura - ABEA. Organizac;ao: Ita mar Kalil

I Vania Hemb Andrade

Revisao : !tamar Kalil I Vania Hemb Andrade Projeto Gr6fico: Beto Cerqueira (071 )235-2973 lmpressao e Acabamento: Envelope & Cia ABEA: Rua Caetano Moura, 1 21 - Federac;ao - CEP 40.210-350 Salvador-Bahia- Telefone: (071) 245-2627- Fax: (071) 245-2627

Coord. Administrativa Elizete Leite de A. Nasc(mento Coord. do Projeto do Evento · Luzia Helena Siqu.eira Apoio Administrativo '.M aria do Carma Lima Dulce Correa Alves Marilene A. Cm npelo j u.ssineide Granjeiro D. de Fal'ia Rosa/ina da Costa Ribeiro Mcl'rilza J7erreira Lima Antonia Maria P. da. Silua Cesario G'onr,;alues Qu.eiroz Be nedito Nunes de Albuqu.erqu.e EuTindo Neues de 0/iueira BeJtedito Berta de Oliueira ]octo Bosco da Cunha Natalino Dom.iciano de jesus Dinarto Marques Correa Manoel Pernando de Alrneida !Yn•es Ale:xcmdre A1·naldo da Silu(./ .Au:reo Nascim.enlo Banos Pardo Marciano da Silna


SUMARI O

Comissao Academico Cientifica 路

A(i Vicente Fernandes - PUCCAMP Ester Gutierrez - UFPel Gagliardo Vieira Maragno - CESUP jose Roberto Geraldini junior - Moura Lacerda jose Roberto Merlim - PUCCAMP Vania Hemb M . .Andrade - UFBA

APR ESE NTAC::AO Convidados

Valeska Peres Pinto - Presidente da FNA Kelson Senra - Presidente Eleito da FNA jose Wlamir Barreto Soares -Representante do FENEA

Patrocinadores

Conselh o Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CONFEA Universidade Federal do Mato Grosso - UFMT Hoteis Ma to Grosso Ltda.

TEMARIO

7

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PROGRAMA 9

PARTICIPANTES

)2

DOCUMENTO DA PLENARIA FINAL

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OCU MENTO DE SISTEMATIZAc;Ao DOS TRABALHOS Agradecimentos

Conselh o Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CONFEA Universidade Federal d o !Vlato Grosso - UF/VJT 1-Ioteis Ma to Grosso Ltda.

TI

CO LOCACAO DO PROBL EMA 79 DESENVOLV IM EN TO DA TEMATICA PRO POSI <;:O ES

. 2 7

28

SUMULAS DOS TRABALH OS APRESENTADOS

AN EXO: MANIFESTO DE CUIABA 57

32

78


PROGRAMA

TEMARIO

DIA 03 DE JUNHO

Manha e Tarde

ReunEio cla Comissao Academico-Cientffica

TEMA 1

A PESQUISA COMO PRATICA INDISSOCIAVEL DO ENSINO DIA 04 DE JUNHO

Perfil atual da pesquisa n<l路 gradua<;:ao e p6s-gradtla<;:ao Aplica<;:ao cla pesquisa no ensino de gradua<;:ao Contribui<;:ao da p6s-gradua<;:ao no ensino da gradua<;:ao

Manha e Tarde

Reuniao cla Comissao Acaclemico-Cientlfica Reuniao do Conselho Superior cla ABEA

Rela<;:oes entre pratica de pesquisa e de extensao

DIA 05 DE JUNHO

Entraves para realiza<;:ao e divulga<;:ao da pesquisa

Manha e Tarde

Reuniao do Conselho Superior cL:'1 ABEA Inscri<;:oes clos participantes/Distribui<;:ao do material sistematizaclo pela Comissao Acaclemico-Cientffica Noite

TEMA 2

MECANISMOS DE ESTfMULO

A PESQUISA

Ab enura do Semin{trio DIA 06 DE JUNHO

Manha e Tarde

Paine is de Comunica<;:ao TEMA 3

LIMITES E POSSIBILIDADES DE AC::AO

DIA 07 DE JUNHO

Manha e Tarde

Paine is de Comunica<;:ao DIA 08 DE JUNHO

Manha e Tarde

Pl en{tri a Final Noite

Encerrame nto do Seminario

8

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Dentro da

Programa~ao

Paineis de Comunica~ao foram apresentados os traballios: Em 06/ 06 - MANHA

Laborat6rio de ensino superior UNITA U - Paulo Roman o Reischilian

Articulafiio de ensino, pesquisa e extensiio: o trabalho que vem sendo desenvol:vido pelo Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFJF em 1995. UF]F - Cristina Sa

Pauta: pesquisa na graduar;iio Ufiv!T- Nedyr Maz-ti nho Modesto

Teoria e projeto :na Arquitetura PUCCAMP - M arcos Togn on (Coo rd .) Patrfcia Rahal e 1-Ienrique K. Akyarna

Circulafiio - Um.fio condutor para o descongestionamento dos centros urbanos UFMT - Nedyr M a rti nho M odesto

Crise de um padriio de desenvolvimento territorial e seu impacto urbano-habitacional no Brasil (1964 -1992) a ponta do iceberg: os "sem-teto" na regiiio de Florian6polis, SC. UFSC- Lino Fernan do B raganfa Peres

TARDE

Esbor;o e documentar;iio na Arquitetura UNITAU- Juana Fra n co Peters

Percepr;iio ambiental - imagem urbana FEBASP - Ane Shyrlei Arazljo

Ensino da eliminar;iio de barreiras arquiteU5rzicas nos cursos de arquitetura e urbanismo

TARDE

UN/FRAN - Jose Antonio Lancholi

Avaliar;ao de resultados dos procedimentos didt:iticos da disciplina lntrodzir;ao ao Pro,jeto

Funr;iio e uso da Arquitetura e da cid.ade FEBASP - A n e Shyrlei Ara t/jo

PU 'CAMP - Lu.is Fenando C. Rocha

Alguns elemL>rltos de r ejlexiio sobre a pesquisa naformar;ao do arquil'elo e urbanisla: "IC" E "PET" UFSC - Uno Fernau do Bragaru;;a Peres

0 ensino de conteudos de fisica no curso de arquiletura: buscando a aprendi:zagern significativa. DNESP - AjJarecida \lalqu i r ia Pereira cia Sili'CI

Quando um papel estii. mais amassudo que outro? U.~'j'I' - ) oaquim. Ferna ndo

Prado Ribeiro

Em 07/06- MAN HA

A 1.6gica das interveru;oes no espar;o da ii.rea central da cid.ade do Rio de Janeiro -1965 I 1990. USU - Maria de Lou rdes P. M . Costa

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PARTICIPANTES

CESUP

UFAL

Gagliardo Vieira Maragno (ABEA)

Geisa Brayner Ramalho Rodrigo de Arat/.jo Ramalho Filho

FEBASP UFBA

Ane Shyrlei Araz/.jo Candi Hirano Luis Manoel Prata Ramos Maria L!./.cia Alckmin acaclemicos fair A . de Oliveiraju.nior Walter Pinheiro N. Filho

Geraldo Bezerra Araujo !tamar Costa Kalil (A BEA ) Solange Souza Arat/.jo Vania I-lemb de Andrade (ABEAJ

ISABELA HENDRIX Elizabeth Sales de Carua lho

Isabel C. Eiras de Oliveira (ABEA) Ma ria Elisa Meira (ABEAJ Mar/ice Nazaretb S. de Azevedo (ABEA)

MOURA LACERDA (IML)

UFJF

acaclemico jose Roberto Geraldinijunior (ABEA)

PUCCAMP Ari Vicente Fernandes Debora Pinheiro F V dos Santos jose Roberto Merlim Luiz rernando C. Rocha Maria Amelia D .FD'Azeuedo Leite acaclemicos Cados Eduardo Lima de Souza J-leloisa Yonne Iomanar路i juliana WL. Schrlurs Rodrigo Castilh o Brunette

SOCIGRAN Clei A lexandre da Silveira

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UFF

f!cluardo Alexandre C. de Carualho Flavia Ramos Pedroza emima de Almeida Souza jorge Luis Oliveira de Amorim juliana Vile/a Karla Krause Kassio Rodrigo Catena Katia Alves Barcelos Leticia Rodrigues Mesqu.ita Luciano Katsumy Osaka Mafalda Sqfia de G. Rocha Pedroso Marcelo Azevedo Marcelo Craici Marcelo Frederico de S. Sampaio Mauricio .f~fferson Branda Rafael Detoni Moraes Rafaela Zanirato Taissa Modesto Azevedo Thiago Rodrigues da Cn1z Uziel Morais de Oliveira Wilson Manoel G. Salvador Neto

Cristina Lobo Poncinelli

UFMG

Alberto Luiz de Assis Augusto Torres (ABEA)

UFMT } oclo L11iz Perein:t da Silt'a Cuiabano Luciane Durante Maria jose Sancbes Mario Gomes Monteiro Nedyr Martinho Modesto acaclemicos Adriana Gomes 111/achado Carla A ndnJia Dal Mas Claudio Hedney da Rocha Cristiano Nardes Pause Donas Florentino de A m1/.jo Doriane Aze11edo

UFRJ Elaine Frossard Barbosa Eloy Eharaldt Maria .Amalia de A. Magalhaes

UFSC Lino Fernando Bragan(:a Peres Anderson Claro (ABEA)

UFV Ro{fjentzsch

UGF Dalton A lmeida Raphael

UNB Claudio Jose P V de Qu.eiroz

UFPA

Mw路ia Lucia Malarcl

acaclemico jairo L!t.is Candido .

UN ESP Aparecida Valqu.iria Pereira

UFPB

UN IFRAN

Alexandre A . Lacerda Francisco A. Gon(:alves da Silva

]ose Antonio Lancholli (ABEA) Alexand1路e Sampaio

UFPEL

UNITAU

Ester Gutierrez

1!1ana Franco Peters Paulo Romano Reschilian (ABEA)

UFPI USJ TADEU

Aline Eluas Castelo Branco Ana Lucia R.C. da Silveira

]oaquim Fernando Prado Ribei1路o

UFRGS

USP

Roberto Py G. da Silveira (ABEAJ

Paulo Cesa r Xavier Pereira

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usu Maria de Lourdes C. A . de Lima

DOCUMENTO DA PLENARIA FINAL DO SEMINARIO NACIONAL SOBRE PESQUISA

CEAU Anderson Claro (UFSC) Maria Elisa Meira ( UFF) Roberto Py G. da Silveira ( UFRGS)

FENEA academico j ose Wlami1路 Barreto Soares

FNA Kelson Vieira Senra Valeska Peres Pinto

PARTICIPANTES INDEPENDENTES

Os Participantes cia PLENARIA FINAL, a pattir clos de bates ocorridos sobre os paineis e a sistematizac;ao clas contribuic;oes enviaclas, colocaram como pontos basicos para o clesenvolvimento cia PESQUISA na EDUCA<::AO do ARQUITETO e URBANISTA:

Arqu itetos

Eduardo Cairo Chi/leta Eliane de Ca mp os Gom es Luis Claudio Bru路sam Paulo Cesar路 Molina Monteiro Rita de Cassia Ch illeto

1. QUANTO A PH.SQUI.SA NO NNSINO Dh' GRADUA(;A,O: Ll- lncentivar a pesquisa na graduac;ao, com uma maior

p~utici颅

pac;ao dos alunos e priorizar temas q ue objetivem o aprimoramento cla qualidade de vida e cia ciclaclania, procuranclo encontrar novos meios de inte rac;ao com a socieclacle, em func;ao cla q ual a Unive rsiclacle existe. 1.2 - Estimul ar a pesqu isa vinculada a tematicas re lacionaclas as necessiclacles regionais. 2. QUANTO A VINCULA (;AO DA PFSQUISA AO PROCFSSO Dh' PRO]h'ID. As contribuic;oes sobre essa temMica versaram , na sua maioria,

cla pesquisa no tema projeto. Considerando a dificulclade em tratar a qu estao de fo rrna conclusiva, trac;aram-se recome nclac;oes: 2. 1 - Ince ntivar no interior dos cursos de Arquitetura e Urbanismo o debate sobre as cara cte rfsticas do projeto que poclerao ser consideraclas temas de pesqu isa.

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2.2 -' Consiclerar a pesquisa - "ativiclacle meio" ou "ativiclacle fim "como p arte do processo didatico peclag6gico na ecluca<;:ao do Arquite to Urbanista, clevendo ser incrementacla e consoliclada nas materias de complementa<;:ao, nas I1k1.terias proflssionais e nos trabalhos de graclua<;:ao.

2.3 - Reafirmar os prindpios basicos de que: a) A pesquisa e parte inclissociavel do processo de aprenclizado e cla proclu<;:ao do conhecin'lento; b) A pesquisa e um fator de transforma<;:ao clos curso s e a unica forma de I1k1.nte-los atcwlizados face ao desenvolvime nto cientffico, tecnol6gico e social. c) A pratica da p esquisa e um clos me io s d e impe clir a compartimenta<;: ao do conhecimento em cub!culos clisciplinares, o que contraria o movimento mundial atu al de agrega<;:ao. 2.4 - Propiciar concli<;: oes de infraestrutura e tempo de d eclica<;:ao aos professores para orie ntar trabalbos de pesquisa. 2. 5 - Divulgar as linhas de pesquisa clos professores, no senti do de facilitar aos alunos a esco lha de ttltores para o clesenvolvime nto de pesquisa do seu interesse.

;;; Q UANTO A PliSQ U1'5A h"JIX.Th'NSA O.

3.1 - Situar a inte ra<;:ao entre a pra tica da pesquisa e a prati ca cla exte nsao e m Arquitetura e Urbanismo e m duas alte rnati vas de operacio naliza<;:ao: a) A pesquisa gerando ativid ade de extensao.

5. QUANTO A DIVULGAc;;AO. 5.1 - Ampliar as possibilidades de publica<;:ao e divulga<;:ao das pesquisas, ressaltando quando for o caso, os resultados obtidos. 5.2- Cria r mecanismos que facilitem o acesso de tocla a comuniclade universitaria ao conhecimento produzido .

5.3 - Recomendar que seja incorporado ao calenclario escolar, espa<;:o proprio para seminarios e apresenta <;:oes de pesquisas desenvolvidas pelos alunos e professore s.

6. QUANTO A RE'LA(-AO COM OS ORCA OS Dh' i'DMr'NTO. 6.1- Reivindicar sub-comites espedficos clas ftreas do conhecimento do arquiteto urba nista nos 6rgaos de fomento, consoante as p<uticularidades profissionais do educaclor e m arq uitetura e urbanismo 6.2- Sugerir, quanto ao Programa Especial de Treinamento - PET/ CAPES qu e: a) Seja acompanhado pelas coordena<;:6es de colegiaclo de curso e conselhos cle partamentais; b) Esteja relacionaclo as pollticas de ensino, pesquisa e extensao da uniclacle oncle esta inse riclo; c) A escolha do tutor nao este ja cleterminacla pela titula<;:ao; d) Sejam ampliados os recursos em rela<;:ao a situ a<;:ao atual; e) 0 acesso ao programa seja cle mocratico, universal e transparente.

b) A exten sao re alimentanclo pesquisas.

4. QUANTO A PlisQUJSA NA GRADUA(:/10 h" NA POS GHADUA-

c;_A o.

4.1 - Recomendar que os temas de pesquisa e capacita<;:ao dos do centes se jam relacionaclas ~t s cle manclas cia graclua<;:ao e revertam p ara o se u aprin1oramento.

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DOCUMENTO DE SISTEMATIZA<::AO DOS TRABALHOS

Elaborado pela Comissao Academico-cientffica composta por: • Ari Vicente Fernandes - PUCCAMP • Ester Gutierres - UFPel • Gagliardo Vieira Maragno - CESUP • Jose Roberto Geraldine Jr - I. Moura Lacerda • Jose Roberto Merlin- PUCCAMP • Vania I-Iemb M. Andrade - UFBA Este documento representa o resultado da sistematizar;ao clas contribuic;:oe s encaminhadas a te matica do Seminario d e Pesquisa.Foram treze os trabalbos recebidos ate o momento da re alizac;:ao do eve nto, oriunclos cbs instituic.oes: UFRJ, UFF, UFPE, UFSC, PUCCAMP, USU, USJTade u, FAFITU(*). Esse conjunto abordou os temas de maneira variacla, aprese ntanclo experie ncias e/ou ret1ex6es, na maioria das vezes com enfoque na pesquisa no ensino cia graduac.ao.A par cia pre ocupar;ao evidente com a inser~~ao e o desenvolvimento cia pesquisa no proce sso peclag6gico, o te or clos trabalhos mostrou tambem qu e nao e consenso o conceito de pesquisa em arquitetura e urbanismo, qu e e cliffcil a delimitac.ao de um campo proprio de conhecimen( • ) Nao toram incluidos os trabalhos encaminhados para os Paim~ is ( UFUJ, UF:Jl' UNITAU UFMT PUCCAMP, UI' PU, UNIFRAN, UNESP, UI' SC, USU, FEBASP, UFl' ) , consid~rando:se que seus autorcs teriam espa~o esvcciHco para avr es enta~ao e debate .

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to, e que tampouco e consensual a ideia do projeto como objeto de pesquisa, questao de maxima importancia a ser amadurecida. Como metodologia , a Comissao, ap6s a leitura geral, optou por estruturar o documento em tres partes distintas: urna colocar;ao inicial do problerna , onde sao abordadas questoes gerais sobre a pesquisa em arquitetura e urbanismo nao contempladas nos trabalhos; uma sistematizac;:ao das treze contribuic;:oes, balizada pelos pontos do temario e urn co1po de proposic;:oes a debater, que constitui a terceira parte.

}, COLOCAc;AO DO PROBLEMA 0 objetivo central deste Seminario e subsidiar a definic.ao de uma polftica de pesquisa para a educac;:ao do arquiteto e urbanista C.. .) tanto na graduac.ao como na p6s-graduar;ao. Nao existe urna definic;:ao consensual de pesquisa em arquitet:ura e urbanismo. Nos cursos existentes, trabalba-se com as definir;o es empresL1.clas de outras areas do conhecime nto - ciencias sociais ou exatas - ou com concepc.oes hfbridas aclaptadas a cacla situ ac.ao. Uma das consequ encias desse fato e a falta de criterios e parametros pr6prios zt arquitetura e urbanismo nos 6rga.os de fomento e nas agencias gove rnamentais, obrigando os p esquisadores a buscar o enquaclrarnento de seus projetos em criterios estranhos as nossas re ais praticas e de mandas, redu zindo as possibilidades de sucesso e de aceitar;ao dos pedidos de recursos. Na tradi c.ao do ensino, ate os anos 60/70, a maioria dos arquite tos reje itavam como reacion;lrias a carre ira unive rsit{tria ba seacl ~1 n~t antiga catedra e, de qu ebra, todos os procedimentos de capacita~;il.o e titula c.ao clocente . A pesquisa e a exte nsao eram prescindfve is e predominav am nas escolas relac.oes do tipo mestre-aprendiz e de reproclu r;ao de solu c.oes consagradas em detrimento cla s inova<;;:oes e experimenL1.c;:oes que se davam no ftmbito do atelie profissional, fora clas escolas. A criatividade cleve ria ser exercitada dentro desses limites pelos estudantes. Quando , nos anos 70, proliferam novos cursos na sua mai o ria particulares, a introcluc;:ao cla concep<;ao de en sino voltaclo a pesquisa Oll simpJesmente de areas CUJTicuJares Sobre metodos e tee-

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nicas de pesquisa, encontra fotte oposi<;:ao entre os quadros do- . centes anteriores- principalmente nas clisciplinas de atelie. 0 lAB refor<;:ava a posi<;:ao tradicional danclo retaguarcla aos defen sores clos modelos consagrados- FAU-UFRJ, ICA-FAU cia UnB, reforma de 1962 cia FAUUSP - em cletrimento clas propostas inovacloras. A inclissociabiliclacle entre ensino ; pesqu isa e extensao preconizacla pela Reforma Universit{tria de 1968 - aincla qu e simples pe<;:a de ret6rica para o governo - municiaria os inovadores para a implanta<;:ao de experiencias pontuais de organismos e altera<;:oes curriculares que ensaiam realizar pesquisas e trabalhos junto a comuniclade . Mas tais experie ncias foram efe m eras e pouco clivulgadas, apesar de importantes para uma hist6 ria do ensino de arquitetura e urbanismo no BrasiL Na decada d e 80 a pesquisa chega aos cursos de arquitetura e urbanismo via re-estrutura<;:ao da universidade, pach路ao unitario de qualidade de ensino, carreira doce nte unificada e outras conquista.s obticlas atraves cia ANDES (Associa<;:ao Nacional de Docentes do Ensino Superior - hoje Sindicato Nacional). As divergencias anteriores entre os arquitetos/ docentes pe rdem o seu sentido. No entanto, os cursos sao obrigados a assim.i!ar os novos procedimentos de pesquis~t, extensao e capacita<;:ao sem as peculiariclades pr6prias ao ensino de arquitel1Jra e urbanismo. Os moclelos gerais cla universiclacle sao novamente impostos aos cursos, despreparaclos e sem possibilichdes de questionamento. A cria<;:ao d e funcla<;:oes privadas de pesquisa no inte rio r de faculclades atingiu l1.mbem alguns cursos de arquitetura e urbanismo . A par dessas experiencias hibridas, busca-se cliscutir ate que ponLo o carater cla investiga<;:ao propria ao proje to de arqu itetura pocle ser uma forma de pesquisa. Os cursos buscam recupera r o tempo e o terreno perdiclos no interio r de sistemas uni versiU1rios de pesquisa ja consolidados, nem sempre com os meto dos mais adeq uados . 0 q uadro atua l nao e muito dife re nte. Sabe-se q ue parte clos recursos clos 6 rgaos de fomento disponfveis nao chegam a ser ut:ilizaclos pe los pesq uisaclores cia {trea cia arquitetura e urbanismo, ou por desconhecime nto de sua exis Lencia ou por erros na fo rma cle encaminhame nto cb s solicita<;:oes. A inexiste ncia de um setor ou

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campo espedfico cla arqu itetura e urbanismo nos 6rgaos de fomento gera essa dispersao e desvio clas solicita<;:oes. A polltica vigente de incentivo a pesquisa prioriza O S investimentos em outras areas como a biotecnologia , a quimica fin a , a informatica e desconside ra a maioria clos graves problem as sociais como habita<;:ao de eme rgencia, deteriora<;:ao cia q ualidad e de vida urbana e outros mais afetos aos arquitetos e urbanistas, que parecem nao exercer mais atra<;:ao entre os pesquisaclores. 0 seminario cia ABEA nao pode li.J ttar-se a criticar os 6rg~1os de fomento - em especial o CNPq e a CAPES - onde alguns programas de bolsas sofi路em abso lut:a descontinuiclade e inde finicao deixanclo ho je, inumeros pesquisadores, do utoranclos: mestran,do~ e estudantes sem no ticias quanto a suas situa<;:oes o u a seu futuro . E lamentavel a falta de compromissos do governo federal em rela<;:ao a ciencia, tecnologia e pesq uisa po ucos meses cle po is d e telos assumiclo publicamente em c:unpanha junto ;1 comu niclade cientifica do pais . Essa atitud e p o de comprome ter d e mo d o irreversivel todo o esfor<;:o catalizado por este evento e in viabilizar a formula<;: ao de uma po litica de pesguisa em arquitetura e urbanismo para os cursos no BrasiL

2 . DHSh'NVOLVIMh'NTO DA TEMATICA TEMA 1

A PESQUJSA COMO PRATICA INDISSOCIAVEL DO ENSINO

1.1-PERFIL A.TUAL DA PESQUISA. NA G M DUA<,: Ao E P6S-GRAD UA<;:AO

Fizeram colocacoes sobre este sub-te ma os trabalhos : (04-lJFHJ), (07-POCCAMJ:i), (08-Sant:a Lrrsub), <09-UFF), 0 0-PUCCAMP) e (]路 2FAFITU) . 0 trabalho (04-UFJ.\J) cito u a "b lt1 de tracli<;:ao cle pesquisa e a peque na participa<;:ao cb s b.Jculcbcles de arq uite tura e urbanismo nas bolsas conceclicb s pelo CNPq o u o utras entidades de fome nto a pesqu isa". Estes enLrave s para conseguir bolsas , clevem-se em parte a clificulclacle de identificar a {trea de conhecimento onde se en g uaclra a Arquitetu ra e Urba nismo, senclo assin1. avaliados de maneira inade quacb .A multiclisciplina ridade cia arguitetura e urbanismo , q ue compreencle as {tre:ts clas ciencias sociais, exatas e

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das anes, acaba implicanclo nesta clificuldade. A falta de traclic;ao de pesquisa cientffica dentro cia Universiclade Brasileira, tambem foi lembracla pelo trabalho (09-UFF): "Dentro deste modelo (americano,sendo refo rmulaclo a partir de 1968)foi delineada utn'l organizac;ao em que coube a graduac;ao o ensino e a p6s-graduac;ao a pesquisa." No trabalho C07-PUCCAMP) , a pesquis;l e colocada como forma de resoluc;ao de probletn'ls existentes no ensino de graduac;ao, atraves de tenus listados por professores e alunos no ambito do departame nto.Estes temas constinJem inicialmente cu rsos ofereciclos a nfvel .de extensao e marco inicial do processo de pesquisa. A atividade de pesquisa no trabalho COS-Santa Ursula): "E encarada como fonte basica para aperfei<;:oar, ampliar campos de conhecimento e melhorar a procluc;ao academica, no nlvel da graduac;ao", sendo uma das fonna s d e pesq uisa , a fo rm.ac;ao clos grupos PET(Programa Especial de Treinamento) cla Coordenadoria d e Aperfeic;oamento de Professores do Ensino Su perior,citado pelo trabalho (10-PUCCAMP). 0 trabalho (12-FAFITU), propoe-se a mont:ar um processo de compreensao cla criativiclade(na {trea cla psicologia ) ligacla a clive rsos instrumentos de linguage m- inclu sive computacl.o grafica - e do clesenvolvimento do s atr ibu tos pessoais dos aprendi zes, requalificando o processo clic!atico pedag6gico. 1.2. APLICA~AO DA PESQUISA NO ENSINO DE GRADUA~AO

A aplicac;ao da pesquisa no ensino de graduac;ao foi aborclada por 8 trabalhos: (01 -UFHJ), (02 -UFPE), (05-UFSC), (06-UFRJ), (07PUCCAMP), (09-UFF), (10- PUCCA.MP) e (11-PUCCAMP). Muitos deles destacam os aspectos positivos clesta aplicay.l o por vezes cle maneiras clife renciadas : en!-~ttiza ndo a pesqu isa como propu lsora cia qualiciade de lorma<;:~to clos aluno s 00-PUCCAMP) o u destacando a clificuldacle cia aplicac;ao cia pesqu isa na graduac;ao, te ndo em vista o ciespreparo clos alu nos (05-UFSC). Segundo o trabalho (06-UFRJ) a pesqu isa na graduac;ao proporciona possibilidades de re novacao dest1 co m introciu c;ao de conce itos de vanguarcia e fomentando novas ideias. A pesquisa pocle inrroduzir a analise como forma de ensino cia arquitetura, tradicionalmente pauta-

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cla no dornfnio cia sfntese , implicando em novas habilidades intelectuais (09-UFF), ou suprimir a questao da deficiencia do exerdcio do questionamento em aula e/ ou no cotidiano, instigando o saber e o conhecimento, produzindo descoben as e fazendo com que o raciodnio se tome mais claro, colaborando para a ampliac;ao de infotmac;oes objetivas (10-PUCCA.MP). 0 trabalho (05-UFSC) destaca ainda a dificuldade da pesquisa no ensino de graduac;ao causada pela elevacla carga horaria de clisciplinas, (o que e atenuado no final do curso), pela fa lta de leitura dos estu clantes qu e se contentam com o minimo necessaria para o consumo obrioat6rio clas disciplinas e pela falta de profissionalismo dos acader~icos. Ao contrario, o trabalho C07-PUCCAMP), ao tratar do at:o projetivo como formu laclor de uma concepc;ao de ensino, pretende selecionar quest6es estruturacloras cla ac;ao projetiva adequadas a pratica profissional, como temas de palestras e debates promovidos como atividacles de pesquisa e extens~to, subsicliando e melhoranclo a procllJ(;:ao clepartamental, principalmente no projeto, que tern siclo consiclerado por alguns, a espinha dorsal do curso de arquit:e tura. . Alguns trabalhos constatam o esforc;o cia graduac;ao para introduzir ativiclacles de pesquisa em seu clia a dia, diante clos inC11neros obstaculos aclvindos do fato dos recursos de dife rentes naturezas dirigirem-se a p6s-graduac;ao, esvaziando as iniciati vas da graduac;ao (09-UFF) . Alem disto, alg uns trabalhos propoe m a aplicac;ao da pesquisa diretamente e m disciplinas:o trabalho (01 -UFRJ) propoe a disciplina de Ventilac;ao Higie nica nos Projetos de Arquite tura com atividades curricul ares de pesq ui sa; o traba lho (06UFRJ) propoe a participac;ao de mestrandos nas ciisciplinas de Dese nho I e II e; o trabalho 01 -PUCCAMP), ao tratar cla compa rti me nta ~ao do conhe cimento na s escolas de arquite t.ura, conclut pe la necessicbde cle in tegra<;;ao conce itu al clos blocos de disciplinas horizontais e a cbssificac;ao clos objetivos clas seq uencias v~rticais, desta canclo q~1 e cabe aos professores ser me nos especialtstas e estabelecer perma.ne nte ponte e ntre teoria e pratica . 0 trabalho (02-UFPE) apresenta pesquisa que obje tivou: avaliar a ad~9uac;ao e !mportancia do cu rrfculo vigente do curso para a prattca proftss10nal; conhecer as novas habilidades e competencias demanciaclas pelo mercado; avaliar o grau de atenciimento a essas clemandas e le vantar subsklios para refonnulac;ao do currku lo. A

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pesquisa foi realizacla junto aos egressos do curso e as empresas publicas e privadas de mandantes destas atividades.

de estudo para a extensao e os organismos de extensao dando su porte ao desenvolvimento de pesquisa.

1. 3. CONTRIBUit;;:Ao DA POS-GRADUAt;;:AO

1.5 ENTRAVES PARA A REALIZAt;;:AO E DIVULGAt;;:AO DA PESQUISA

0 ENSINO DA GRADUAt;;:AO

Abordaram este sub-tema os trabalhos: (06- UFRJ) e C09- UFF). 0 trabalho (06- UFRJ) destacou a imp01tancia cla "Colaborac;:ao dos mestrandos em Arquitetura no Ensino cia gradu a<;:ao, que sera efetivada atraves da mini stra~1o de palestras, conside rando-se a relevancia do assunto com o conteudo clas disciplinas", colocando tambem que "e factfvel relacionar as ativiclades de aprendizagem cla gradu a<;:ao com as investigac;:oes cieritfficas clesenvolvidas pela pos-gradua<;:ao". Em outra abordagem, "o dese javel seria clesenvolver a p6s-graclua<;:ao caminhanclo no senticlo de formar pesquisadores profissionais (ensino para a pesquisa), enquanto a gradua<;:ao estaria pautacla no ensino com pesquisa, estimulando a dissemina<;:ao de alitudes cientfficas" (09 - UFRJ). 1.4. RELAt;;:OES ENTRE A PRATICA DE PESQUISA E DE EXTENSAO

A relac;:ao entre a pdtica de pesquisa e de extensao esta presente em clois trabalhos apresenta dos: o (05 -UFSC) e o (13 -PUCCAMP). No dizer de (05-UFSC) para que a pesquisa se ja inserida na realidade e necessaria a extensao qu e aproxin"k'l 0 pesquisador da cultura popular, eta necessiclade social e do consumo . A pesquisa proxima a extensao vincula 0 conhecime nto produ zido a aplicabiliclade e considera fator prhnorclial a form'ls;iio o re torno do estudante a sua origem, o que pode ser obticlo vinculando a pesquisa e a extensao a sua regiao. 0 trabalho 03-PUCCAMP) apresenta fonnas de inte rac;:ao entr a pesquisa e a extensao, refe rencianclo-se nas experi encias do Laboratorio do Habitat da FAU/ PUCCAMP. Ressalta qu e a area do conhecimento cla arquitetura e urbanismo caracte riza-se pela demanda de pesquisa aplicada e q ue a extensao universitaria tem o potencial de trazer pa ra a educac;:ao do arquiteto o contato com fe n ome n os sociais e me rgen tes e ainda n ao processaclos teoricamente . 0 trabalho abo rda tres alternativas de r lac;:ao: a extensao gerando linhas de pesquisa, a pesquisa ge rando objetos

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Os trabalhos que tratam deste sub-tema sao: (03-US]Tade u), (05UFSC),(06-UFRJ), (07-PUCCAMP) e (09-UFF) A falta de tradic;:ao de pesquisa na universidade brasile ira como um todo e a inexistencia de um consenso que configure um campo de investigac;:oes proprio a arquitetura , resultam em entendimentos distintos dos entraves a realizac;:ao de pesquisas. Sendo o ato projetivo como processo de ensino-aprendizagem , uma forma de pesqu isa em si (07-PUCCAMP), novos entraves surgem qu and o O S daclos necessarios a ana lise-proposis;iio nao estao disponfveis, acessfveis o u compreensfveis. E verclade q ue "as instituic;:oes de ensino se aclaptam, se subordinam, se acomoclam" a estruturas regulado ras impo s~t s de cima para baixo (09-UFF) e a pesquisa nos cursos de arquitetura e urbanismo nao foge a essa regra. Em alguns casos atribui-se aos problemas academico-aclministrativos e a resistencia clos professores a um planejamenlo mais rac ional de horas aulas, as causas mais importantes do ' "gran des entraves" a realizac;:ao de pesquisas (05-UFSC). Em contraposic;:ao existem interpre tac;:oes mais estruturais qu e encontram os nutiores entraves nas o rigen cia atual polltica para o ensino supe rio r, a partir cia apli ct C,~t o cb reforma uni versit{lria de 1%8 (09-UFl-'). I-Ia um conse nso q uanto i:t falta de e ntrosamento entre as L m{tticas de pesquisa pa ra capacit.ac;:ao clos cloce ntes - rnestranclos e douto ranclos - e as de inte resse cia gracluac;:ao - ensino, estudantes. Hessalvam-se expe riencias em curso que buscam essa integrac;:ao visanclo s upe rar essa barre ira atraves do "plane jamento siste mico"- (()6- UFI\J). A submissao de tematicas da p6s-gracl uas;ilo a "linhas d pesq uisa consagraclas" e apontacla como um e ntrave a ser supe rado (09-UFF). Toclas essas clificulclacles levam a busca de novos paradigmas o u funclamenta<;:oes te6ricas inusitaclas. Para pocler realizar as "atividades intelectuais do proximo seculo" suge re-se 0 "estu do cia comple:xiclacle , a teoria do caos e a georne tria fractal" combinaclos, como

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modo de superar os impasses metodol6gicos das pesquisas na area da matematica para a arquitetura (03- US.].Tadeu). Outro caminho seria considerar o "partido arquitetonico" como elemento/ momento gerador do projeto e instigador de urn elenco de novas pesquisas em arquitetura. Se tais variantes abrirao novas pe rspectivas , o tempo o clir{L Os claclos a respeito cb incidencia de tematicas nas路 pesquisas acaclemicas no Brasil revelam urn n(nnero insignificante no que se refere a arquitetura, comparados corn os de outras areas inclusive do urbanismo (09-UFF). Por ultimo, registram-se tambem clivergencias de inte rpreta<;:oes quanta as condi<;:oes de clivulga<;:ao cla prodU<;:ao cientifica dos pe;:;quisadores. Enquanto um trabalho apresentado considera que ex:istem facilidacles atualmente, pois os meios de comunica<;:ao "sao sempre {tviclos por notfcias" (05-UFSC), outro trabalho afirma o contrario ao criticar os "papers" e suas lim.itar;:oes como me io de clivulgar;:~to muito restrito. TEMA 2. MECANISMOS D E ESTIMULO

A P ESQ UISA

Tral:c'lram cleste tema os trabalbos:(04 - UFEJ), (05 - UFSC), (06 UFRJ), (08- Santa Ursula) e (10-PUCCAMI)). 0 primeiro coloca duas reivindicar;:oes: um comite , nos 6rgaos financiadores da pesquisa, espe cial para a arquitetura e urbanismo e a concessao de auxflio pesquisa para professores de arquitetura e urbanismo com o titulo de mestre . Co ns ide ra a especificidade da arquitet:ura e do urbanismo e a quase inex:iste ncia de cursos de doutorado no pais. 0 trabalho (06 - UFRJ),

demonstra a possibilidade d e p6sgraduandos contribufrem tanto nas disciplinas cla graduar;:ao como no planejamento de exercfcios: "Como conhecimento do planejamento diditico cia disciplina, os mestrandos pode m sele cionar exercfcios para o curso, ade quando-os a cada e tapa clos mesmos. Este planejamento inclui seler;:ao de mate rial, slides, fotos, transparencias, xerox, entre outros." Os textos (05 - lJFSC), (08 - Santa Ursula) e ( 10 - PUCCAMP) tratam das balsas de Inicia<;:ao Cientifica do CNPq e do Programa Especial de Treinamento (PET) da CAPES como motivadores cia pesquisa na

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graduar;:ao. A Universicbde Santa Ursula acreclita que a publica<;:ao das pesquisas em CADERNOS seja out:ro incentivo a investigar;:ao. A mesma escola, com igual objetivo, aventa tambem, para futuro proximo, a institui<;:ao de prem.io especial para pesquisa. TEMA 3

LIMITES E POSSIBILIDADES D E A<;:AO

As contribuir;:oes apresentadas ao Seminario refletem o quaclro das

pesquisas nas escolas, revelando a imprecisao do conceito em Arquitetura e Urbanismo, fruto da falta de parametros na area, do posicionamento inHexfvel clos 6rgaos de tome nta, do despreparo dos arquitetos em lidar como conhecimento analitico e mesmo, da clesarticular;:ao com a realidacle, tanto no ensino como na atuar;:ao profissional. 0 conjunto clos trabalhos aponta para a n ecessidade de

contextualizar a pesquisa as clemanclas sociais - garantinclo sua contemporaneiclacle e seu compromisso com a melhoria clas condir;:oes de vida - e de rever conteuclos e praticas diclaticas no e nsino, buscanclo criterios na distribuir;:ao de recurso s. Dentro desse quaclro aparecem outros "gargalos" na produr;: ~to de pesquisas e m arquitetura e urbanismo. Um deles e a rariclade de professores de projeto com titular;:ao de doutores para oferece r cursos na area, gerando um d rculo vicioso: na.o ha professores partanto nao ha cursos, nao havendo cu rsos na.o se f"ormam p rofessores. Como res ultado constata-se qu e e m nossa {tre a p re domina a pesquisa em plane jame nto e tecnologia, estrangulanclo (por exclusao) ainda mais o campo do projeto (04 - UFRJ). Outro "n6" cia quese1o e o entendim ento do q ue seja pesqu isa em proje to.C04 - lJSU), (08 - UFHJ) e <09 - lJFF). Para muitos autores e agencia s de fomento, o co nhecimento e a articular;:ao de claclos essenciais ao ato projetivo nas suas distintas fases nao tem carate r de pesquisa. No entanto, isto acontece: a) na composir;:ao do programa quando aparecem as reflexoes na cleterminar;:ao e articula<;:ao dos compartimentos; b) no conhecimento profunda do tema: sua articula<;:ao com a realiclacle, suas necessiclacles sociais e sua qualificar;:a~ conforme seu estad o de d esenvolvime nto;_ c) na s op<;:oes tecnol6gicas que requerem o conhecimento de clile rentes

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processos construtivos e seus respectivos mate riais; d) nas escolhas formai s-compositivas pela necessidacle do e ntenclimento e manuseio clos chamaclos ele mentos permanentes cla arquitetura; e) na insen;:ao no entorno, estuclando-se dados de nalcJreza plastico-compositivo-formal e geograficos (07 - PUCCAMP) e (04 UFRJ).

Portanto e urgente clesvelar este quadro e aclotar criterios para enquadrar a exaustiva busca de claclos e pesquisas em arquitetura, como um campo proprio do conhecimento. Por derrade iro, cabe tratar como pesq uisa a formulac;:ao claquilo qu e e essencial ao processo de procluc;:ao cia arquitetura e urbanismo: o ato proje tivo. Nele concorre m e me recem estudo: a posic;:ao polltica do arquiteto e nquanto cidadao; o conhecime nto profundo dos tema articulado com as demanclas sociais; as questoes espedficas do oficio; o aleatorio, proprio cia pe rsonalidade de cada autor, portanto vinculado a intuic;:ao e a criatividacle , que e produc;:ao do conhe cime nto ligacla a ou tros campos do sabe r (07 - PUCCAMP) e (12 - FAFITU) Es ta inte rdi sciplinariclacle propria cia slntese, e a li me ntada , direcionacla e ate ce1to ponto, co ndu zicla pela an{llise- atJ路aves de cole ta de dados e conhecime ntos obje tivos. Nesse processo de criac;:ao, nos ligamo s a arte e portanto, a proceclimentos cuja natureza difere cia ciencia o qu e constitui um processo dife rente e proprio de produc;:ao do conhecimento.

3. PROPOSI(XJhS As preocupac;:oes q ue atloraiT1 sob forma de proposic.oes, implicitas o u explicitas no s trab;dho s, situam-se no campo da re lac.:'!o p esqui saXe nsino, e nfati zando ;1 participac.ao d o estudanle, a vinculac;:ao ao processo p e dagog ico e a necess idacl e d e re formulac.ao cia relac.ao com os org;1os de 1-ome nto. Entenclem-se esta s propostas, colocadas a cliscuss:'lo e aprovac;:ao na plen{tria do Seminario, como subslclio a Lllll doc ume nlo de prindpio para uma polltica de pesq ui s;J em arquitetura e urbanismo a ser elaboraclo pela ABEA.

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Nesse c01po de proposic;:oes situa-se como necessario: 1 - PESQUISA NO ENSINO E

G RADUA~AO

L L incentivar uma maior participac;:ao da pesquisa na graduac;:ao, envolvendo os alunos. Devem ser priorizaclos te mas que incentivem o aprimorame nto cia qualidade de vida e cla cicladania, procurando encontrar novos meios de propiciar um retorno a sociedade, em func;:ao da qual a Universidade existe; 1.2. vincular a tematica clesenvolvida na pesquisa a realiclade regional, principalme nte aquela na qual 0 aluno ira atu ar profissionalmente . 1.3. enfatizar para o aluno as vantagens de persegu ir esse "a mais" no processo d e formac;:;i.o, entendendo a pesquisa como parte do processo de apre ndizaclo e como produc;:ao de conhecime nto. 1.4. dar conclic;:oes de infraestrutura e te mpo de dedica c;:ao aos professores com maior experiencia, permitindo aos mesmos ass umir a coordenac;:ao tecnica clas pesquisas. 1.5. designa r professores para atuar como tutores de alun os no sentido de alcanc;:ar maior proclutividacle na pesquisa discente. 2 - P ESQUISA: VINCULA~AO AO PROCESSO PEDAGOGICO

2.1. tra tar o proje to como tema de pesquisa. 2.2. considerar a inovac;:ao no processo proje tivo, entenclendo qu e a _criati viclacle na.o e inat1e q ue cabe ao processo de nsino/ apre n- , d1zagem formar me ntes criativas ao traba lhar com o pote ncial 路 individua l no clesen volvime nto do processo cogn itivo, fortalece ndo os atributo s cb personaliclade; 2.3. e nte n d e r o e ns in o d e arquite tura d e forma 11 ~10 compartimentaliz;Jcla e a p esquisa como balizame nto da transformac;:ao dos cursos, de forma a mante-los sempre ligados aos ditames da contemporaneidade numa inovadora relac;:ao professor/ aluno. 3- PESQUISA E EXTE SAO

3. L considerar a pesquisa vinculada a exte nsao como J路o rm<J de

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estimulo

a conce~ao do ato projetivo.

3.2. situar a interac;ao entre a pratica cla pesquisa e a pratica da extensao em arquitetura e urbanisrri.o em tres alternativas de operacionalizac;ao:

quisa para uma avaliac;ao consoante a especificidade da area de conhe cimento da arquite tura;

a) a extensao geranclo linhas de pesquisa; b) a pesquisa originando objetos de estuclos para extensao;

6.3. sobre o Progranu Especial de Treinamento - PET-CAPES, apesar do Programa ser urn incentivo a pesquisa e a extensao sugerir que : a) seja vinculado as coordenac;oes de colegiado de curso e/ ou conselhos departamentais;

c) os organismos de extensao clanclo suporte ao desenvolvimento de pesquisa.

b) esteja relacionado as politicas de ensino, pesquisa e extensao da unidade onde esta insericlo; c) a escolha do tutor passe pelas instfmcias citaclas e nao este ja determinacla pela titulac;ao;

4 - YESQUISA: GR4.DUAY'[O H P6S-GR4.DUA<;AO

d) sejam ampliadas em relac;ao a situac;ao atual;

4.1. desenvolver a gracluac;ao pautacla no ensino com pesquisa, incentivando atitucles cinentificas e a p6s-gracluac;ao, como ensino para a pesquisa clirigida a formac;ao do pesquisador. 4.2. recomendar que os temas de pesquisa de capacitac;ao dos docentes sejam os mais adequaclos possiveis aos conteudos curriculares cla graduac;ao, ensejando a procluc;ao ou desdobramento dessas pequisas tambem na graduac;ao .

e) o acesso ao Prograrna seja clemocratico, universal e transparente, eliminanclo-se o criteria de notas obtidas nas clisciplinas cursadas.

5 - DIVULGA<;AO 5.1. ampliar as possibliclades de publicac;ao e a divulgac;ao dos resultados das pesquisas: 5.2. desenvolver e utlizar urn "marketing" para a produc;ao cientifka.; 5.3. utilizar linguagens mais pr6prias ao arquiteto e urbanista, para divulgar os resultados dos dos trabalhos de pesquisa.

6- RHIA<;AO COM ORGAOS nr,路 rDMF:NTO

6.1. reivindicar uma excepcionaliclacle quanto a extgencia de tit:ulac;ao minima para a concessao de auxilio pesqu isa para profe ssores de arquite tura e urbanismo; 6.2. reivindicar urn canute especial nos orgaos de fomento a pes-

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SUMULAS DOS TRABALHOS SOBRE A TEMATICA

01 - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO Marcia Andrade Sena Souza

A propos~'1 e apresentacla relacionando OS objetivos cia Disciplina, selecionando as operac;oes basicas e as operac;oes afins, especificando as Unidades de Ensino, os objetivos compOJtamen~"l.is ou expressivos dos alunos, identificanclo as experiencias a serem vividas pelos alunos, e apresentando as atividades a sere m clesenvolviclas pelos m esmos. Sao apresentadas tambem : a bibliografia basica, a relac;ao clos materiais auxiliares necessarios, bern como o metoda de avaliac;ao a ser empregaclo, e a carga horaria cia disciplina .

Proposta/planejamento da disciplina: ventilm;iio higienica nos projetos de arquitetura 02 -UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

A visao cutesiana cla socieclacle ociclental, associacla ao seu clesenvolvimento tecnol6gico vem clesencaclemclo serios problemas ao meio ambiente na me dicla que este nao e observado como um todo e que o ser humano clissocia sua propria existencia cla Natureza. Suas necessidacles b{tsicas sao assim, por vezes neglige nciaclas. Respirar e uma clessas necessicbcles e, no . e ntanto, conclic;oes ambientais satisfat6rias a manute nc;ao clesta J-unc;ao nao vem sendo manticlas no interior dos edificios e, como consequencia, tem desencacleaclo uma serie de problemas respirat6rios, principalme nte nas grancles ciclades. Diante deste quadro, este problema propoe a inclusao da Disciplina: "Ventilac;ao Higienica nos Projetos de Arguite tura ", visanclo oferecer subsldios a'o s alunos do curso de arquitetura para o clese nvolvimento de se us projetos consicleranclo ;t Q ualidacle do m Interior como um clos fatores cleterminantes. Dotar o curricula de uma Faculclade de Arqu ite tura com uma cacle ira co mo essa pocle facilitar o acesso clos fuluros arquile tos :is seguintes ativiclacles: · • Proje tos de A.rquite L1.1ra com cliretrizes sabre siste ma de ve ntibc;ao; • "Re trofit" e m e clificios co m problemas de Quali clacle do Ar interior; • "Re trofit" em eclilkios com probl emas de Conservac;;to de Ene rgia. '

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Prof'. Terez inha de j esus P da Silva/TAE Proj"'Neicle Rejane G. Calrnon

AdequafilO ao mercado de trabalho do arquiteto e urbanista formado pela UFPE no periodo: dezembro de 1986 a dezembro de 1993 0 projeto de pesquisa foi desenvolvido com recursos cia Pr6-Re i-

toria para Assuntos Academicos - PROACAD e teve como objetivos: I) avaliar a aclequac;ao e impottancia do curricula vige nte do curso para a praLica profissional: II) conhecer as novas babiliclacles e compe tencias cle manclaclas pelo me rcaclo de trabalho ao profissionais e avaliar o grau de ate nclimento a essas clemandas; e III) le vantar ubsidios pan1 a reformula c;ao do curricul a de forma a atende r as demandas e me rge mes, acle quanclo as novas disc ipl inas a es trutura do curso. As info rmac;oes foram obtidas em duas etap;ts. Na Etapa 1 foi realizado um le vantamento junto aos eg resso s do pe rfodo de dezembro cle 1986 a cleze mbro d e 1993. Ja a Etapa 2 procede a um levanlame nto junto as empresas pCtblicas e privadas e ·crit6rios de arquite tura para obte nc;ao de informac;oes comple me ntares a Etapa 1. As recomendac;oes levantadas nas duas etapas e re lac ionaclas ao curso foram mais voltacla s para a necessiclacle de recicb gem pa r;t os pro!esso res; cr iac;ao de Jaborat6rios nas are as so li c iL;tcb s; reformula~a. o do curriculo quanta a conte C1do, p r(; e co-re quisitos

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clas disciplinas; e a introduc;;:ao de novas clisciplinas no cu rricula. A avaliac;;:ao relacionacla ao mercaclo de trabalho observa os impactos da conjuntura economica na atuac;;:ao do profissional arquiteto e urbanista, bem como vislumbra as alte rnativas existentes para me lhorar este clesempenho. As exigencias que emergem do mercaclo de trabalho requisitam

cacla vez mais a especializac;;:ao atrelacla as inovac;;:oes tecnol6gicas. Cabe as instituic;;:oesi de ensino superior aclequar o conhecimento a esses novas re quisitos, visanclo diminuir o clescompasso entre a forma.c;;:ao e a pratica profissional e clotanclo o profissional de condi c;;:oes competitivas no me rcaclo e m tran sforma c;;:ao, ante a reestruturac;:ao cia economia nacional.

03- UNIVERSIDADE SAO JUDAS TADEU joaqu.im Fernando P Ribeiro

Quanto um papel estd mais amass ado que o outro?

路 Esta comunicac;;:ao tem como finaliclacle evicle nciar que as transformac;;:oes filos6ficas ocorridas na ciencia contemporanea indicam qu e o estuclo cia complexidacle pocle se r adotaclo como um recurso de atualizac;;:ao dos conte(klos da matem{ttica lecionacla nos cursos de arquitetura e urbanismo. Por intermedio da divulgac;:ao clos conhecimentos de ri vaclos da teoria do caos e cia geometria fractal , acredito apontar para uma estrategia alternativa , c1.paz de implementar o clesenvolvimentos clos conceitos necessarios para as ativiclades intelectuais do prox imo seculo.

04 - UNIVERSIDADE FEDERAl DO RIO DE JANEIRO Elane Frossard Bcwbosa Maria A nuilia A.A . Magalbdes

clade enc~n trada nos cursos de Arquitetura e Urbanismo para 0 desenvolvunento de pesqu isas na area. Sao le mbracbs as caracteristicas do exercfcio profissional cla Arquitetura e do Urbanismo sua interdisciplinaridacle e as peculiariclades cia area, o que ju stifi~ ~a :una revtsao nos processos de avaliac;;:::to etas pesquisas pelos orgaos de fomento. Finalizanclo, sao apresentaclos alguns claclos sabre a pesquisa na FAU/ UFRJ.

05- UNIVERS IDADE FEDERAl DE SANTA CATARINA Wilson j esus da C. Silueim

A prdtica da pesquisa e extenscio em arquitetura na UFSC

0 presente trabalho e clesenvolviclo sab re o tema l , corn se us clesclo brame ntos aclaptaclos as experiencias iniciaclas n;l Un iversiclacle Fed e ral de Santa C narina. No prime iro item "A pesquisa como pratica inclispens{tvel do ensino", e abordacla a pesquisa como atualizadora dos conhecime nto , e da realiclacle social. No segundo ite m clenominaclo "Perfil atual cia pesquisa na graduac;;:ao e p6s-gracluac;;:;to", e aborclacla a aplicac;;: ao da pe 路quis;l no en~ino de gracluac;;:ao, nas moclaliclades mais utilizaclas e as possibt!tcl;~des d e Leti1as para as clissertac;;:oes e teses, para as 1 6s-gradua c;;:oes. Dtsc ute-se tambem as principais font:es de. financiame nto para as pesquisas de gradua ~i"1 o. No te rce iro item "Re bc;;:oes e ntre pr{llica de pesq uisa e de exle nsao", ~nos lr:l -se ;~ expe ri e n ci ~l de Santa C:1t.arina n;1 pesq uiS<l e ext: nsao , com JXOJe tos d habitac;:i:-to de inte resse so cial, em pa rce na co m dtv e rsas prele ituras e entidaclcs. Finalmente, no item "Enlraves para a realizac;;:ao e divulgac;lo cia pesq uisa", apresenta-se as forma s aclotadas para clivulga~~o cbs trabalhos de pesquisa na OFSC.

A pesquisa nos cursos de arquitetura e urbanismo

0 trabalho pretende bze r algumas

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consiclera<;_;~oes

sab re a dificul-

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06- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO Gisele A. Nielsen Azevedo Marcia de A. Sena Souza

As areas de estudo da p6s-gradum;iio e o ensino do desenho de arquitetura: uma proposta de integrat;;iio

0 programa de Mestrado da Faculdade de Arquitetura cia Universiclade Federal do Rio de Janeiro conta com areas de concentras;:ao variadas, que permitem o desenvolvimento de pesquisas de . significativo interesse social e tecnol6gico. A integras;:ao dos pesquisaclores cia p6s-graduas;:ao (mestrandos) com os estuclantes da graduas;:ao e de extrema i.mportancia para o crescimento do ensino superior, bem como para a aquisic;:ao e desenvolvimento de novas tecnicas e praticas construtivas que irao servir a comuniclade.

biscos. 0 partido arquitet6nico e influenciado em diferentes intensiclades pela postura etico-polltica do arquiteto enquanto ciclaclao: pelo conhecimento profunclo sobre o tenJa estudado e suas relas;:oes programaticas e s6cio-culturais e pelas questoes especlficas do offcio. Es~'1s evocam a competencia profissional; na medicla em que questaes compositivas, tecnicas e plasticas, articuladas entre si e com o sitio transfonnaclo em Iugar, requerem as;:oes mecliaclas pelo clesenho e pensamento arquitet6nico culturaL 0 meio metodol6gico proposto sera a discussao do departamento de projeto cia FAUPUCCAMP montanclo-se um arcabous;:o te6rico sabre o ato projetivo, que destrinch~do, ofe rece ra temas a serem aprofundados nos chamados SEMlNARIOS DO DEPARTAMENTO.

No entanto, a atuas;:ao destes profissionais dissociada de um programa que planeje sua participas;:ao, pode serum entrave a plena reali.zas;:ao dessas atividades.

Esta pd.tica j{t ocorreu em 1994 quando cliscutiu -se: clet?1andas sociais e m relac;:ao a proclus;:ao e uso do espac;:o neste bnal de milenio; a arquitetura como disciplina no clecorrer cia hist6ria e ponanto oficio ensinavel e metodologia de pesquisa e m arquitetura e urbanismo.

Assim, o objetivo deste trabalho e sinte tizar esta pratica, de forma a contribuir para o entrosamento e ntre as varias {treas cia Universidade.

Em 1995 estao em pauta tres temas basicos: criatividade, dicl{tti.ca no ensino de arquitetura e a meclias;:ao do desenho no processo de pe nsamento proje tivo.

07- PONTIFfCIA UNIVERSIDADE CATOLICA DE CAMPINAS

Nesse processo de trabalho do departamento, ensino e pesqui sa unem-se umbilicalme nte no de bate r te6rico, alime ntanclo a produc;:;to de cursos e palestras a nfve l de exte nsao.

jose Roberto Merlin .

Ato projetivo: compressiio e ensirw 08 - UNIVERSIDADE SANTA URSULA

0 objetivo desse projeto de pesquisa-extensao e compreencler 0 ato proje tivo como pratica profissional e como formulador de uma conceps;:a.o de ensino. Parte-se do prindpio que o partido arquitet6nico pode significar o elemento bali zador da ac;:ao proje tiva, se r i.mpul sio nador e estimulador do processo de desenho a partir de conceitos qu e ajuclam a organizar o pensmnento espacial, e ale m disso, articular, selecionar e dispor os croquis conforme estas ideias pre-cle hnidas, priorizando e dife rencianclo os desenhos (clesejos) clos meros ra-

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;\!!aria de Lou.rdes P ./Ill. Costa

Avaliafllo das alividades de pesquisa jti realizadas e em andamento no nucleo de pesquisa do Centro de Arquitetura e Arl-es da Universidade Santa Ursula

A contribuid to cla Unive rsiclade Santa Ursula - USO ao "1QSe mina.rio Naciom{i sobre Pesquisa na EduGt C,~to do Arquite to e Urbanista", promovido p ela ABEA, UFMT e COMFEA traduz a experiencia das primeiras atividades do NCtcle o de Pesquisa do Centro d e Ar-

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quitetura e Artes - CAA em seus dois anos de experiencia~ Apresenta as pesquisas realizaclas, passando pelo trabalho de Oficinas de Estagios Supervisionados de Pesquisa, entrosamento PesquisaEnsino e seu rebatimento em disciplinas obrigat6rias e eletivas do Curso de Graduas;:ao em Arquitetura e Urbanismo. Revela o processo de formas;:ao de linhas de pesquisa e acrescenta, consoante ao trabalho de sistematizas;:ao do Seminario, mecanismos de estfmulo a Pesquisa, dificuldades encontraclas, limites e possibilidades de as;:ao, a partir da experiencia do Nucleo.

distinto'lS: uma enquanto metodo de aprendizado - processo didatico, e outra enquanto instrumento de produs;:ao de conhecimento, tendo em vista a avalias;:ao de conteudos e desen volvimento crftico da materia pertinente a Arquitetura e Urbanismo. Assim, d esen volve-se a presente reflexao sob dois tltulos: Pesgui.sa e aprendiza clo no universo do aluno e Pesquisa e atualiza<;ao do conteudo clos cursos.

11 - PONTIFfCIA UNIVERSIDADE CATOLICA DE CAMPINAS 09- UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE Isabel Cristina Eiras de Oliveira Marlice N. S. de Azevedo

Papers & Posters

A pesquisa instillJcionalizada no Brasil e muito recente, aparece indissociacla do ensino universitario nos anos 30 e, hoje , cada vez mais se ritualiza estabelecendo f6runs especializados, espas;:os pr6prios, roupagens adequadas e a "socializas;:ao" do conhecimento procluzido se cia att路aves de papeis - PAPERS . A ma is nova forma de difusao dos result:c1.dos de pesq uisa, onde a sfntese se faz com mensagens necessariame nte objetivas, na busca de outt路as linguagens, esta sendo possfvel com a ados;:ao de cartazes - POSTERS.

10- PUCCAMP GRUPO PET FAU Maria Lzicia Rejinette Martins

Pesquisa na graductfiiO e qualidade do aprendizado 0 presente texto ap6ia-se na experie ncia e nos debates desenvolvidos pelo grupo PET-FAU/PUCCAMP JXlra trabalhar qu estiSes relativas ao aprendizaclo em Arquite tura e Urbanismo mas tambem, de urn modo mais geral em relas;:ao ao aprendizado na gracluas;:ao. Da avalias;:ao a qual se te rn procedido, emerge o ente ndimento de encarar o papel cia pesquisa na gradu as;:ao em duas dimensiSes

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Debora Frazallo Verde

A compartimentariio do conhecimento nas escolas de arquitetura

Coloca o ensino de Arqu itetura na conte mporaneidade vinculaclo ao processo de globalizas;:ao da economia e universalizas;:fto do home m. Discute a velociclade e obsolescencia cla s inovas;:iSes e a n c ssidade de se rein ven tar um:1 nova re la~~ao p rofesso r-aluno, da reciclage m do professor e cia reco nce ituali zas;:~1 o cb s av~lli ac;:iSes, como fo rma de estimu lar o en 路in o. Discute as cliferentes fo rmas de conh ecimento no processo le l.rabalho do arquiteto, onde tres grandes a.reas se inte rpiSem (racional, emocional e ffsico). Critica a compartime nta<;:"to do conhecim nto clas escolas cl arquitetura, enquanto o munclo t:odo, num movi.mento contrario, agrega-se, exiginclo fo nnas;:i'to compatfvel e trabalhos cacla vez mais mul ticliscip linares . Enuncia as muclanc.as na concluta cliclatico-peclag6gica na FAUPUCCAMP e propiSe qu e se busqu e: integras;:ao nas as;:iSes clisciplinares, articulas;:ao clas clisciplina: nos blocos horizontais, clarificac.ao dos objeti vos nas scqu encias verticais, compatibilizas;:ao de conteC1clos com o novo curriculum e ao mercaclo, e qu e incluzam, para os anos ante ri ores ao quinto, praticas multiclisciplinares seme lhantes ao T E.I..

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12- FAFITU- FACULDADE DE FILOSOFIA DE ITU !ria Aparecida Stahl Merlin

Desenvolvendo o potencial criativo dos arquitetos 0 trabalho, hoje no inicio mas com a pretensao d e tornar-se tese

de doutoraclo em psicologia na PUCCAMP, tenta compreender a criativiclade no processo de procluc;:ao arquitetonica. Parte de conceitos retirados cla pratica dos arquitetos atraves do pensamento divergente, mediaclo pelo desenho, nas concepc;:oes formais. Adota como pressuposto que o partido e o organizador do pensamento e, quando utilizado como estimulador clos croquis, diferencia meros rabiscos do design (desejo). Pretende estudar a climensao criativa do desenho ( inclu sive os produzidos por computador) e as ligac;:oe s do este tico com a vida, no decorrer da hist6ria recente. Reconhece a criatividade como pratica multifacetacL1. e interdisciplinar, tanto na ciencia quanta na arte, que envolve a procura de problemas, o pensamento divergente e a busca de soluc;:ao. Entende que a criatividade nao e inata e sup6e que as escolas de arquitetura podem ajudar a formar mentes criativas, ao trabalhar com o potencial individual clos academicos e promove r o processo cognitivo, fortalecendo os atributos do ensino e cia personalidade, atraves cia motivac;:ao.

13- PONTIFfCIA UNIYERSIDADE CATOLICA DE CAMPINAS- LABORA. TORIO DO HABITAT Maria Amelia Deuitle Ferreira

Relafi5es entre a prdtica da pesquisa e a prdtica da extensiio em arquitetura e urbanismo

As relac;:oes entre ensino, pesquisa e exte nsao sao intrinsecas a propria essencia do ensino universit{trio. Em Arquitetura e Urbanismo essa relac;:oes te m se tornado mais e mais importantes no sentido de supe rar-se a problematica qu e

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caracteriza seu ensino, estacionado metodologicamente no tempo clesde suas origens hist6ricas no seculo XVII. Este trabalho busca discutir formas de interac;:ao entre a pratica cla pesquisa e pratica da extensao, que conduzam a uma melhor educac;:ao do Arquiteto e Urbanisto--:t, bern como a urn melhor aproveitamento dos recursos humanos existentes na Universidade voltados a teorizac;:ao em nossa especialidade. Sao abordadas as seguintes alternativas: a) A extensao universitaria geranclo linhas de pesquisa em Arquitetura e Urbanismo; b) A pesquisa originando objetos de estuclo para a exte nsao em Arquitetura e Urbanismo; c) Os organismos de extensao clando suporte ao desenvolvimento de pesquisas em Arquitetura e Urbanismo.

14- UNIYERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO Luiz Rocha Neto

A pesquisa como parte do ensino: introdufiiO e operaft1o da disciplina "Metodologia da Pesquisa" na FAU/UFRJ.

Na administrac;:ao do Professor Trajano Quinhoes a Faculclad de Arquite tura e Urb:m ismo cia UFl\J resolve u irnpl antar uma cliscipl ina optativa qu e cobrisse uma pa rte te 6rica ~ uma p rati ca de Me t.odolog ia de Pesquisa. A ide ia e que tal discip lina pudesse "formar"os alunos - p ei:>qui 路adores, qu e trabalbam e m projetos cle pesquisas cia FAU, bem como beneficiar os estuclantes e m geral, bcilit:mdo-lhes uma inic iac;:~to siste m{ttica em Metocl ologia cia Pesq uisa. Em cima clo prograrn;t :tprovaclo e e m ope rac;:ao nos Cdtimos 04 semeslr 路 s, uma inte ressante discusi:>ao pode se r obticb, sc ja quanta ao s insumos do prog r:tma cb clisciplina, se ja q u:mto i\ reac;:ao dos cstuclantes. A "FAU-600", numera c;:ao cla clisciplina, e voluiu de urn total de uma tunna de 04 estuclantes para a sit:ua<;ao atual de 02 t:urrnas ( 25 e

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12 estudantes ). Contudo, este aspecto quantitativa nao e 0 que mais evidencia as vantagens de implanta<;:ao. 0 mais relevante e que os estuclantes matriculados na FAU-600 distinguiram-se no desempenho de pesquisa na UFRJ, bern como se sentiram inclinados a prestar exames para o Mestrado em Arquitetura, Urbanismo ou Meio Ambiente, quando antes muitos deles nao haviam imaginado esta hip6tese. A disciplina utiliza uma pratica interessante que e a confec<;:ao de Bibliografias de peri6dicos setorializaclas, tendo sido coberta a area de Memoria Urbana. Utiliza ainda dois jogos de decisao da NASA. Urn primeiro que informa ao estudante estar ele usando com preponderancia o hemisferio direito ou esquerdo do seu cerebra. Urn segundo, que especifica a rela<;:ao-padrao do inclivicluo em urn grupo de pesquisa, por tomada de prioridades.

SUMULAS DOS TRABALHOS ENCAMINHADOS PARA OS PAINEIS DE COMUNICA\;AO

15.UNIVERSIDADE DE TAUBATE Paulo Romano Rescbilian

Laborat6rio de ensino superior

Partindo do pressuposto de que o professor univers itario muitas veze ca rece cl qualifica<;ao ou de habilita<;:ao para o ensino, qu er pelas cara cte risticas cla atua<;ao profissional do Arquite to e Urbanista, qu r pelo bto de que os cursos de p6s-graclu a<;:ao (stric t"LI sensu) e m arquiten.tra e urbanismo n?to t m consoliclaclo em suas estruturas, o tratame nto cia qu estfto pecb g6gica, pre te ncle mos desenvolve r uma "cultura " e m qu e os e leme ntos que e nvolvem a constru<;:ao de uma <ttitucle cdu c;~ cio nal se jam val o ri ~:ados. Sig nifica cli zer, que e necessaria Lomarmos conscienci<t cl qu ~ o Jnsino e uma atividacle que leva o professor, ao propor um curso, a tomar uma serie de clecisoes, quais sejam: qual conte(tclo e essenc ial?, quais os rec ursos?, como avaliar?, quais seriam as condis;oes para o aluno aprencler?; e que para isso, ele precisa estar preparado. 0 objelivo do L.E.S. e o continuo aperfei<;oamento do quadro docente eo aprimoramento clos conte(tdos programMicos para que se en contre m clenominaclores mais comuns entre a realiclade do ensino, do ensino de arquitetura e urbanismo e do ensino de arquite tura e urbanismo na UNITAU, pe rcebendo os limites e as possiblidades curri culares diante clas te ncle ncias de

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profissionalizar;:ao do ensino, da "ideologia" da qualidade total e do papel da Universiclade no ambito de sua funr;:ao social. A metodologia a ser utilizada preve a construr;:ao de uma pratica pedag6gica a partir das discussoes sobre o ensino, sobre o ensino de um conjunto de conhecimentos na UNITAU. Prevemos tambem, a partir cla experiencia do professor como profissional, como cidadao e como ser humano dotado de afetividade e de caracterfsticas pessoais, o desenvolvimento cla relar;:ao professoraluno e professor-professor, como elemento funclamental para a melhoria cla qualiclade de ensino no Departamento de ArquitetlJra e Urbanismo.

l6.UN IVERS IDADE FEDE RAL DE JUI Z FORA Cristina Sa

ArticulafiiO de ensino, pesquisa e extensiio

0 Trabalho que vem sendo desenvolvido pelo De partamento de Arquitetura e Urbanismo da Uf']F em 1995. 0 DAU - Departamento de Arquitet1.1ra e Urbanismo cla Facu lclade de Engenharia da UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora vem desenvolvendo em 1995 quatro projetos que articulam ensino, pesquisa e extensao. Esses projetos do DAU fazem parte do Programa Interdisciplinar de Extensao UFJF/POPULA\AO DA ZONA DA MATA.-MG", qu e engloba ao toclo 53 diferentes projetos em varias areas do conh ecimento e tem como objetivos gerais a1ticular ar;:oes de ensino e pesquisa para o atendimento de demandas sociais e, ao mesmo tempo, oxigenar os cursos da. UFJF, promovendo a retroa.lit.nentar;:ao no processo formativo e de produr;:ao de conhecimentos . O s quatros projetos do DAU oeste programa serao colocados. 1 - Projetos de revitalizar;:ao e paisagismo para cicla.des cla Zona cla Mata 2 - Projetos de Arquitetura para comunidades ca rentes 3 - Levantamentos arquiteton icos e urbanisticos em comunidades

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caresntes 4 - Exposir;:ao e encontros de Arquitetura e Urbanismo

l 7. UN IVERS IDADE FEDERAL DO MATO GROSSO Nec(yr Martinho Modesto

Pauta: pesquisa na graduafilo

A necessidacle cla pesquisa na gracluac;;ao evolu iu paralelamente a nossa conscientizar;:ao cia func;;ao de eclucador. Poi um processo saber como estamos eclucanclo, formanclo arquite tos. Os antecedentes hist6ricos confirmam. Assim, partinclo do conceito de eclucar;:ao, nos sit:uamos melhor a nossa func;;ao Eclucac;;ao : "e aqu ela qu e cumpre su<t t.are Lt esse ncial de reproduc.ao e con stru c.ao do s:1ber" ... (Moacir Gaclou:i, 1991) Eclucar;:ao: "Sao conbecimentos ou as aptidoes result.ant.es de um t:1.l processo"de eclucar, preparo (Dicionario Aure lio, 1986). E assim sendo. Como fazer isso' Qu e pr{ttica eclucativa temos n6s dirigiclo aos nossos alunos? Segundo Paulo Freire, te mos clois tipos de pratica eclucaliva: a conservadora e a progressista. Ele deixa claro qu e quando prat.icamos educa r;:ao, ou se est{t fa zendo uma, ou se est:{J bzenclo outr:t. N~to existe me io terrno. A primeira, procur~t acomoclar, aclaptar os eclucanclos ao munclo cbclo. A seg uncla, procura clesafi{t-los para qu e p ercebam que o munclo claclo e um mundo d:mclo-se c qu e, por 1sso mesmo, pode ser muc.lado, transformancl o, rc ive nt.;mclo. (Sem a pesqui sa, na o st. fa z essa pra t.ica edu c ttiva ).

l 8.PONTIFfCIA UN IVERSIDADE CATO LI CA DE CAMPINAS lvlarcos TO,f!, rt 01t r Coo rd.) Patricia Ra hal e H em -ique 1<. 1\I?.)Jama

Teoria e projeto na arquitetura

Procuranclo promover um ca nal para o clesenvolvime nto dos int:e-

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19. UN IVERSIDADE FEDERAL DO PARANA

resses de estuclo do corpo discente cla FAU/ PUCCAMP, este projeto privilegiou a ativiclade clos alunos na sua realizayao. Os amciliares de pesquisa foram selecionados a partir de urn grupo do 29 ano do curso de graduayao em Arquitetura e que entao cursavarn a clisciplina do coordenador cia pesquisa. Eram alunos que estavam iniciando suas primeiras pesquisas paralelas e complementares ao curso e que trabalharam como iniciantes, adquirinclo experiencias basicas para qualquer born profissional: procurar material de pesquisa, selecionar e prepara-lo para divulgayao. Uma base primordial de formayao profissional que pudemos adquirir durante os dais anos de desenvolvimento cia pesquisa. No periodo de analise escolhido surgiu urn novo estagio s6ciopolltico-cultural na socieclade europeia e norte-ameri ~~na_ . ~sta pesquisa nao esta interessada em estudar apenas urn est1lo ou "tendencia" formal cia arquitetura, mas o carater geral cia cultura dos anos 1850 a 1940, e como a arquitetura se colocou na moclerniclade . 1850, que marca o infcio do per!oclo esll.tdado, vern do grande marco cultural qu e inaugura a modernidade com o projeto de ]. Paxton para o Palacio de Crista! e ~s pre p~rattvo s para a Exposiyao Universal de Londr:s ~le ~851; Ja 1940 e o_ano em que as grandes ativiclacles culturats sao mterromptdas e stlenciaclas pela Segunda Guerra Mundial. Cada urn etas tres projetos escolhidos para a pesquisa foi definido em m6dulos dos quais constam: fotos que permitam uma clara compreensao do projeto, referencias bibliograficas so~re estes objetos de eslctdo e textos nos quais const~t~ as concl uso es a que n6s cheaamos ap6s toclas as discussbes 1-ettas a parttr de textos ligados ~s ideologias do perfoclo ou mais espedficos as obras que foram escolhidas. A pesquisa foi e ntao elaboracla cle ntro de uma siste matizac;ao de informaybes, que foram recolhiclas e o rganizaclas e m tres fases. • levantamento de daclos , tanto iconogrMkos quanta bibliog rMicos; • e tuclo e selec;ao dos claclos a serem preparaclos; • preparac;ao grafica e fotogrMica do material de acorclo com os padroes definidos pela eq uipe de pesqmsa. .

Mirna Luiza Cartopassi Lobo, Cristina de A rat7jo Lima, Gilberta Bueno Coelho e equipe

Urbanismo e as novas tecnol.ogias encorporadas ao ensino: uma proposta metodol6gica

Nas diferentes areas do conhecimento o desenvolvimento cientffico e tecnol6gico abriu novas perspectivas e alternativas, que atraves do U SO de ambientes computaciona is, transforrnam O S metodos e as clime nsoes de tempo e espayo. A integrac;ao e a interayao entre os SISTEMAS UlmANOS envolve analises espaciais com alto nfvel de complexidade que somente os computadores poclem armaze nar, processar, recuperar, combinar ou simular, crianclo a vi s~lO do mundo real e clos cenarios que subsicliam o processo de tomada de de cisoes. Particularmente, para o arquite to e urbani st~•, cuja linguagem e essencialmente gr{dka, o dominio etas novas tecnologias qu e inco rporJm o manu se io do esp;tc;o geogrMko e uma qu estao bCtsica em suJ atuac;;: ao profissional. No entanto, constalamos que a praxis profissional clo urbanista em nosso me io aincla nao incorporou ta is tecnologias. Dent.re os farores qu e contribu em para tal sit.ua c;;:~t o, salientamos as c tracterfst.icas de sua formayao profi s ional. E necessa ri a que a formayao acaclemica clo arquite to e urbani s ~1 incorpo re t:ecnicas computacionais como fe rramentas de trabalh o, condu zinclo ~~ pr;ltica profissional mais eficiente e atualizacla . om base nesses pressupostos, o trabalho apresenta uma p roposta metodol6gica .

20. PONTIFfCIA UNIVERSIDADE CATOLICA DE CAMPINAS Luis l''crnando C. !?oc/.?a

Avaliar;iio de resullados dos procedi:menlos didiilicos dt:.t disciplina Introdur,;t1o ao PrC?jelo

Consideranclo qu e o exercfcio cia ativiclade profissional (imporLant:e

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para perceber e orientar a forma\=ao do profissional ar~uiteto) nao e suficiente para propiciar ao aluno a sintese de conheomento que a pratica de projeto e:idge, resolvemos buscar no quadr? ~tsc~nte, atraves dessa pesquisa, respostas mais claras sobre a eftetencta de nossos metodos pedag6gicos. Gostariamos de, inicialmente, apresentar nossas experiencias para que assim, compartilhando outras visoes,. poss~mos reela~~r~r ~ enriquecer nossos criterios.A a<;a? ~le parttel~~<;a'? no semmano e importante para motivar a expl!cttar expenenctas acumuladas, que ainda nao estao claramente o_rg~mzad~s ~omo procedimento.Queremos transformar a angustta da cnac;:ao, muttas vezes sentimento egoista, em tecnica de abordagem com chance de aproveitamento para um n(unero maior de alunos. A pesquisa nos clara e podera orientar 9-u ~stoes voltadas para a integrac;:ao interdisciplinar, tanto com as chsctphnas do departamento de projeto, quanto com as clisciplinas do mesmo bloco, conhecendo nosso aluno, seu rendimento e capaodacle. 0 primeiro ano exige aborclagens espe cificas e cui~l~dos cli~cii?Ii颅 nares (micos, por isso, buscamos uma bagage m teon:a. ~ te.cme:'l que, somacla as nossas exe rcita\=oes, amplie nossa ehoencta em sala de aula.

21. UNIVERSIDADE DE FRANCA jose Antonio Lanchoti

Ensino da eliminafiiO de barreiras arquitetonicas nos cursos de arquitetura e urbanismo

A partir cia analise emplrica clos espac;:os urbanos de um.a cid~d~ e de varios eclilkios de uso pl"1blico, constata-se a total tgnoramca cia problema tica vivicla por pessoas con: movime nta\=aO redu~tda. Deficientes fisicos, iclosos, gest:antes, cnanc;:as, encontram chftculdades quanto a acessibilidacle a locais comuns cot~<? pra\=~s, cruzamentos de vias, 6rgaos pl"1blicos, agenctas bancanas, loJaS, entre ou tros. Consicleranclo que a grande maioria de sses espac;:os sao projetados

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e/ ou coorclenaclos por arquitetos e urbanistas, cle posita-se boa parcela cla responsabilicbde na fonna c;:ao desses profissionais. A investigac;:ao a que esta pesquisa se propoe e a de constatar como os cursos de arquitetura e urbanismo vem trat.1.ndo deste tema especif~cat~ente . Tentar concluir como, quando e onde, clentr~ cia sequencia cia grade curricular, este tema cle ve ser abordado. Apresentar exemplos de inserc;:oes de trabalhos prMicos em clisciphnas ou alternativas dicbtico-pedag6gicas expe rimentadas em cursos de algumas instituic;:oes qu e serao eleitas para forrnarem 0 untve rso cia pesquisa. 路 Assim,. entenclenclo o en sino como uma pratica inclissociavel cia pesqutsa, busca-se caminhos j(t trac;:ados ou cliretrizes de atuac~tO clentro cla eme nta clisciplinar ou na utilizacao do ensino atr~ve~ cla prati ca, para despe rtar o inte resse do aluno para a pesquisa, qu e neste caso est(t bgacla a qu estao clas barre iras arquite tonicas.

22 . UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SAO PAULO Ap arecida Va./qu i ria Pereira cia Silt'a

0 ensino de cmlleudos de fisica nos cursos de arquitelura: buscando a aprendizagem sign?ficativa.

0 currfculo l;"ltnimo de graduar,:ao em arqu itetura apresenta um co nJunt~) de areas de conhecimento ag rupadas e m basic 1s e proftssto n;us, cl e mr ~ as quais encontramos a Ffsica atre lacla ;l funda me nl1.C,ao pa_ra di sciplinas na area de tecnologia. Marcadas pe b na tureza cia mea cle co nh ecimento e pe la traclicao de seu ensin o muit<IS discip linas clas mate rias ba.s icas veem-;e i'ts vo ltas corn ,; !-alta cle mo tivac;:ao clos alu nos ingressantes para o seu desenvolvime nt:o uma vez qu pouco a1 arentam ter e m comum com a expectativa profiss io na l e suas <ttiviclades . Po r o utra forma estao vinc:dadas a cl_epartzunc ntos que na o o de arquite tura, repr -sentanclo senos o bstaculos para <t interclisciplinaridacl c e cunk ulos, mo tivo cia acirrada di sc u ss~to por parte clos envolviclos e quase sem pre foote de pro blemas. 0 curso de arq uit:et:ur;t cb UNESP Campus de Bauru em re lac;:ao

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aos conteudos de Fisica (no estudo Estitica) nao se mostrou alheio e tendo reconhecida sua import:'mcia para a formar;ao do profissional arquiteto, o ensino de Estatica representou uma das dificuldades a ser enfrentadas na busca de uma integrar;ao curricular capaz de garantir a formar;ao desejada. A partir do levantamento de dificuldades e dos dados oriundos da busca de objetivos comp01tamentais terminais para a formar;ao do arquiteto que pudessem se r alcanr;ados para atraves da aprendizagem da Estatica, foi planejado e desenvolvido urn programa de ensino para a disciplina Mecanica. Tal programa foi aplicado durante o segundo semestre de 1994, aos discentes matriculados na disciplina Mecanica e, ap6s ser avaliado, neste semestre passou por uma reestruturar;ao, e sera aplicado novamente no segundo semestre de 1995, quando novamente sera avaliado. Os primeiros resultados apontam para uma menor evasao de alunos, mudanr;a nos percentuais de aprovar;ao e principalmente para uma aprenclizagem mais significativa, entre outros.

a problematica. Embora obrigat6rio pela legislar;ao

23. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO Luciana da Silva Andrade

As questiJes s6cio-culturais 1Ul implantafilO de programas habitacionais para populafil.O de baixa renda

0 presente trabalho visa relatar a proposta e o procedimento usado na realizar;ao cia pesquisa As Questoes S6cio-Culturais Na Implantar;ao de Programas Habitacionais Para Popular;ao de Baixa Re nda, qu e se encontra em fase de conclusao. Essa pesquisa foi desenvolvida como dissertar;ao do Mestrado em Arquitetura cia FAU - UFI\J e no ambito do grupo de p esquisas Habitat, tambe da FAU - UFI\J. Por se tratar de urn grupo qu e reune professores, pesquisaclores e alunos cla graduar;ao e da p6sgraduar;ao, foi poss!vel contar com bolsistas de iniciar;ao cientlfica qu e participaram de discussoes, auxiliaram nas pesq uisas e elaboraram clesenhos, como tambem , subme ter constantemente os re sultados de nosso trabalbo a avaliar;ao clos colegas.

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0 objetivo cla pesquisa e ref1etir sobre a aclequar;ao da aplicar;ao d e metodos de racionalizar;ao da co nstrur;ao na produr;ao habitacional.

24. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA Lino Fernan do Bragan(,:a Peres

Crise de urn padrilo de desenvolvimento territorial e seu impacto urbano-habitacional no Brasil (1964-1992). A Ponta do Iceberg: o s "sem-teto"na regiilo de Floriarwpolis, SANTA CATARINA

0 trabalbo a ser apresentado refere-se ~~ Tese de Doutorado defencli da na Divis ion d e Est udi o s de Posgrado, Fa culdad d e Arquitectura, Unive rsiclacl Naciona l Aut6noma de Mexico, em outubro de 1994, com o titu lo espe cificado acima. Constitui-se de dois volumes com 1200 p{tgina s, oncle se util izou :t!em do texto, ilustrar;oes, tabe las, gr{tficos, fotos e charges. 0 objeto central cla Tese Doutoral, a nive[ ge nt!, foi a crise do paclrao de desenvolvimento territorial no Brasil no perfodo de 19641992; e , a nivel espedfico, os impactos urbano-te rritoriais que aquele processo rem causado clescle o ftmbito nacional e r-'gional (Santa Catarina) ate o lo cal <H egi ~to con urbacb cle Florian6 polis ), oncle os sem-teto rem siclo a "ponta do iceberg" de uma complexa, hist6rica e clefasacla problem{ttica urbana e habitaciona l que tem sofriclo o trabalho.

25. UNIVERSIDADE SANTA URSULA Ma ria de Lourdes P. .M. Costa

A logica das interveru;oes no espafO da area central da cidade do Rio de Janeiro - 1965-1990

0 texto trata clas inte rvenr;oes oficiais e cleconentes configurac.oes espaciais na Are a Central De Neg6cios Da Cidacle Do Rio de Jane iro durante as tres CUtimas clecaclas.

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Ele situa o universo de estudo, reve a hist6ria, segundo a pratica de intervenc;:oes, investigando et:'1pas e processos de transformac;:ao a que a area esteve sujeita, identificando preliminarmente as poHticas vigentes nas diferentes epocas, desde as reformas urbanisticas impressas, ate o quaclro de intervenc;:oes ocorridas durantes os anos 60-90, apoiado em estudo comparativo concretizado a partir de referendal de base cadastral, atualizado em 25 anos de alterac;:oes registradas e qualificadas, atingindo ao nivel das quadras e lotes da area estudada, concluido pela l6gica clas intervenc;:oes, ate chegar os elias atuais.

26. UNIVERSIDADE FEDERAL DO MATO GROSSO Nedyr Martinho Modesto

Circulaqiio- Umfio condutor para o descongestionamento dos centros urbanos As ciclacles crescem, varias sao as transfonnac;:oes urbanas porque

passam hoje a maioria delas. Como conseql.iencia, passamos a conviver com proble mas de circulac;:ao, de poluit;:ao, de falta de espac;:os publicos, de equipamentos, de infra-estrutura, entre outros. Os centros urbanos, sao locais onde sentimos os primeiros sinais, reflexos dessas transformac;:oes. Resultado, baixa qualidade de vida nas ciclades, ligados principalmente aos problemas de circulacao : dificulclacle de locomoc;:ao, viol encia no transito, inseguranc;:~ do pedestre, etc. Recente mente, nos pro jetos urbanos de restaurac;:ao de ciclades, ou mesmo projetos de concepc;:ao de novas ciclades, urbanistas e plane jadores tem trabalbado, entre o utras, a questao circulac;:ao, propondo soluc;:6es para o descongestion<unento de centros. Dentro desta 6tica, este trabalho enfoca, como metodologia, o estudo de quatro cidades, duas delas brasileiras, Curitiba (PR) e Brasilia (DF), e cluas, realiclacles estrangeiras, Bruges e LouvainLa-Ne uve (Be!gica) cujo objetivo e dar subsfdios a soluc;:ao clos problemas de circulac;:ao nos centros urbanos hoje.

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27. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO Giselle A. Nielsen Azevedo

As escolas pUblicas do Rio de Janeiro: consideraqoes sobre o conforto termico das edificaqoes

0 projeto escolar foi sempre objeto das mais variaclas investigac;:oes e cliscussoes promoviclas pelos arquitetos. Tal questionamento vai descle o cliscurso formal (compromisso com uma linguagem arquitet6nica), entrando no merito clos parfunetros funcionais, tecnicos e econ6micos, ate chegar as conotac;:oes pollticas. Porem, apesar cia enorme importfmcia social qu e o tema encerra, pouco trat:'1mento aclequaclo vem senclo dado a estas construc;:6es, principalmente, no que cliz resp eito a.s escolas publicas, onde o "efe ito carimbo", de facil identificac;:ao, se sobrepoe a qualidacle do espac;:o ffsico. A fina!iclacle cleste estuclo e enfatizar a importancia clas conclic;:oes ambientais como req uisito de projeto, de lineando funclamentos e diretrizes para utilizac;:ao de uma metoclologia de projeto escolar, a qual precisa estabelecer as conseqi.i encias arquitet6nicas para proje tos escolares situaclos no llio de Janeiro. Assim, e necessaria levar em co nsicle ra c;:ao as necessiclacles flsico-climatic.<ls de cacla regi;'to, aliaclas ~1 s traclic;:oes construtivas locais e a clisp onibilicbde dos mate riais com o objetivo de atencler as solicitacoes culturais econ6m.icas e tecnol6gicas de uma coletiviclade. , '

28 . UNIVERSIDADE DE TAUBATE luana Franco Peters

Es boqo e documenlaqiio na arquit"elura

0 objetivo cleste l.rabalho e mostrar as possibilidad es de um estuclo de crltica genetica enfoGmclo o processo de criac;:ao na arquitetura, atraves cia analise de se us primeiros esboc;:os e estucl os su bseqi.."lentes. Ser capaz de compreender a criac;:a o artlsti ca e um desa fio fa scinante. A possibi!idade de surpreender o processo de crh1<;;1o em

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30. UN IVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

movimento e subvencionado pela critica genetica. A critica gen etica oferece urn mundo fascinante ao pesquisador interessado em acompanhar as rnarcas de urn determinado processo de cria<;;:ao. 0 nosso estudo tern como interesse a compreensao da produ<;;:ao arquitetonica e, estara centrado na analise dos manuscritos do arquiteto Paulo A. Mendes cia Rocha. 0 tema central sera o enfoque do conjunto de prindpios constituidos por: func;:ao, ideologia, etica, estetica e relac;:oes culturais, entre ou tras relac;:6es.

29. FACU LDADE DE BELAS ARTES DE SAO PAULO A n e Sbyrlei A ratijo

Percepr;;iio ambientlal - lmagem urbana

Elegemos a ciclade como palco d e novas tecnologias qu e gradativamente vao sendo incorporadas pelos clife rentes segme ntos cia sociedade. Qual e a natureza cia conexao que se estabelece entre uma nova tecnologia e a anterior, do ponto de vista do munclo receptivo; como essa passagem se configura em cliferentes tipologias de usuarios. Fazemos referenda a uma pesquisa sobre a le itura cia "Estac;:ao Se" do metro de Sao Paulo, em que essa intersecc;:ao entre o velho e novo se faz presente. Nesta confluencia d e linguagens, o usuario revela o qu e os estucliosos das cidades chamam de imagem urbana. A imagem urbana contem a memoria, o presente e indicac;:oes do desejo. Na construc;:ao da imagem urbana cluas exp eriencias se articulam: a visao e o olhar. Estas refl exoes nasceram cia vivencia do ensino em escolas de arquitetura, sobretudo em nive l dos cursos de graduac;:ao. Pore m, sua sisterna tizac;:ao, se u desclobramento em o utras possiveis investigac;:oes se clevem as pesquisas de p6s-gracluac;:ao. Recorremos as ciencias eta ling uagem e da comunicac;:ao, pela operacionalidade de conceitos estruturais, ao clesvendare m a natureza clos diferentes codigos.

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Maria Cristina Fernandes de Mello

Silo Joiio Marcos, a cidade cujo tombamento foi cancelado

Esta pesquisa investiga inte rvenc;:oes em centros historicos e conjuntos arquitetonicos bras ileiros, patrimonio ambiental const.ruiclo, ocorriclas desde a epoca cia fundac;:ao do se1v ic;:o de patrimonio historico e artistico nacional, em 1937, ate os anos 80. A memoria destas intervenc;:oes cleline ia OS instrume ntos do estado nas transformacoes do ambiente con struiclo, a leg isla<;;:<~o e crite rios que circunstanciaram a proclu<;;:ii.o de uma polltica cullural brasile ira. 0 primeiro estudo de caso escolhiclo foi a ciclacle de Sao joao Marcos, hoje clestruicla, localizacla no esL.'1do do Hio de Janeiro, na antiga estracla que unia as cidades de Sao Paulo e Hio d e jane iro, cujo processo de Lombame nto apresenta路 certas peculiaridades. 0 nosso estudo ter{t se u enfoque principal no resgale siste1natico cia iconografia de Sao Joao Marcos, proponclo urn levantamento completo das imagens cia ciclade e de seus caminho completado pelo levantamento d e campo.

31. FACULDADE DE BELAS ARTES DE SAO PAULO Ane Sbyrlei Arazijo

Tradur;;iio - funr;;iio e uso da arquitetura e da cidade

Tralaremos de cons icle ra c;:oes sobre o re perto rio Urb<lno, isto c, como sao o rig inaclos paclroes pe rceptivos ambientai 路, estimulados e transformados em h;Jbilos de com1 ortamenlo , nas cliversas s ituacoes urbanas. Enfati z;~mos uma vis ualidacle exace rb<tcl<t, espedfi~a cia vida nas ciclacles; sua origem estaria inicialme nte vinculacla ao 路 transportes, i"t circulac;:~t o, nas grandes metropoles. Precisamos recompor esla cultura cia visu;tliclacle engendracla 1 cia urbanidad e, cl escob rinclo uma g ram{tLi ca , p rin cip ios no rl.e ado rcs d e paradigmas visuais. 0 reconhecimento desses in licad o res que

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cara~terizam cacia ciclade, culminaria na proffcua cultura urbana. As, ctc~cles possuem uma morfologia e um espirito qu e lhes sao propnos.

Trata-se de uma instigante tarefa que encontra um consideravel apoio n_a pratica cia l~ itura ~Ia cic_lade, cla arquite tura e dos objetos. E_ esta lmguagem: CUJO regtstro unediat:o se clesenha no uso , preCIS~ ser ststemattzacla, para que fundamente refl exoes sabre 0 ensmo cia Arquitetura e do Urbano , em geral. E~sa pratica c~~a _uma _m.'lneir<~ cl~ desautomatizar a nossa pe rcepc,;:ao, no que cliz respelto aos fenomeno s urbanos; urn repensar os pensamentos, uma metalinguagem clos assuntos da Arquitetura e cla ciclacle.

MANIFESTO A Associac;,::ao Brasileira d e Ensino de Arquitetura - ABEA, por ocasiao cia reuniao do seu Conselho Superior, nos elias 04 e 05 de junho de 1995 em Cuiaba/ MT, vem manifestar sua preocupac;,::ao com as notfcias de uma eminente aprova<;,:<~o , nas Comissoes de Ciciaclania e Ju sti c;,: a e d e Educac;,::ao, do Senado Federal, do Substitutivo ao Projeto de Lei da LDB - Lei de Dire trizes e Bases cia Edu ca~:=ao Nacional. Este Projeto foi aprovaclo na C'unara clos Deputaclos, ap6s Iongo processo de cliscussao e participac;,::ao. Diante disso reafirma sua inclignac;,: ao, bee a possibiliclacle de que isto ocorra, rompendo com o processo clemocratico de construc;,::ao cia LDB qu e e nvolveu todos os segme ntos inte ressaclos na e clucac;ao. A eventual aprovac;,::ao do me rito d este Substitutivo, apresentaclo pelo Se naclor Darcy Ribeiro, constitui-se e m ato de clesprezo a todo o processo ate aqui vivenciaclo. Este Substitutivo, em hanca oposic;,::ao ao Projeto d e Lei resultante cia tramitac;,::ao levada a efeito na Cfunara dos Deputaclos, apresenta eli versos aspectos contra os quais a ABEA deseja manilestar sua oposic;,::ao : exclui do ambito de clefinic;,::ao cia LDB, a definic;,: a o clos f6run s decis6rios cla educac;,::a o nacional; fe re a autonomia unive rsitaria e a gestao democratica, na medicla em que institui a patticipac;ao de 700/o de cloce ntes e m orgao colegiados e nos processos d e ele ic;,::ao de dirige ntes, inclusive reito res; ame ac;,::a o prindpio constitu cio nal cia inclissociabilidade e ntre e nsino, pesquisa e exte nsao nas universiclades; a mite o co ncu rso pC1blico para ing resso no magiste rio e a decl ica~;LO exclus iva no ensino supe rior. Diante d este q uadro, cumpre-nos apelar aos Exmos Srs. Senaclores para qu e repucliem o Substitutivo do Senador Darcy Hibe iro e para que retomem o Proje to de Lei aprovado na Camara dos Deputados, segundo o relat6rio elaborado pelo Deputado Cid Sab6ia, que refl ete os resultados do pt~ocesso de elaborac;,: a o cla LDB, que envoiveu o conjunto cia comunidade inte ressada e co mprome ticla com a educac;,::~LO nacional. Nesta ocasiao, a ABEA tambe m se sente no cle ve r de criticar a concluta do Governo Fed eral na area de eclu c t<;:;to, q ue teima e m

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legislar sabre a integralidade desta materia atraves de Medidas Provis6rias. A ad~ao da primeira delas, aMP 938, foi apresentacla como sendo o .mecanismo mais agil para suprir a necessiclade de definic;ao de urn forum su bstituto do antigo CFE - Conselho Fe deral de Educac;ao, extinto em 1994. Para tal, aclotou a proposta de Conselho Nacional de Eclucac;ao, tal como apresentacla no texto do Projeto de Lei cia LDB, aprovaclo na Camara clos Deputados. Ocone que na sequencia, par ocasiao de suas reedic;oes (MPs 967 e 992), novas e complexos te mas foram agregados na sua re clac;ao : processo de escolha clos re itores e clirigentes de uniclades; processo de avaliac;ao e exame de qualificac;ao etc. Corn isso , o governa vern imprimindo uma pol.itica de paralelismo com a tramitac;ilo do Projeto de Lei cla LDB, que pode resultar no se u esvaziamento. Neste sentido, rejeitamos est.:1. conduta, por tudo aquila que ela pocle resultar de prejuizo ao processo clemocratico de discussao e de elaborac;ao clas cliretrizes cla educac;ao em nosso pais e clamamos ao Congresso Nacional para que tambem o fac;a. Finalmente, a ABEA cleseja afirmar sua posic;ao frontalmente contraria ao Projeto de Lei 282/ 95, de autoria do Deputado Antonio Jorge/PPR-TO, que visa estabelecer a obrigatorieclacle de pagamento de mensalicbcles escolares nas Universidades Feclerais, proposta qu e , alem de ferir clispositivos constitucionais, se inscreve na contramao do esforc;o nacional de busca cia clemocratizac;ao do acesso ao ensino universit<'irio. Dest.:1. forma, a area de ensino de arquitetura e urbanismo, que aqui se faz expressar atJ路aves de sua asso cia <;:<'i.o- ABEA - em conson?mcia com outros segmentos cia eclucac;ao, reitera mais uma vez, seu compromisso com o processo de aprovac;a o cia LDB, como instumento norteador e normativo cia educac;ao no nosso pais. Cuiaba, 05 de junho de 1995

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Caderno ABEA 16 - A Pesquisa na Educação do Arquiteto e Urbanista